República de Córdova

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República de Córdova
Califato de Córdoba-1000.png
1070 Location map Taifa of Seville.svg
Localização de
Continente Europa
Capital Córdova
Religião Islão, cristianismo, judaísmo
Governo República

A República de Córdova foi uma taifa republicana e independente que surgiu em 1031 em Al-Andalus por causa da desintegração que, de 1008, vinha sofrendo o Califado de Córdova e que desapareceria em 1091 após ser conquistada pela Taifa de Sevilha às mãos de al-Mutamid.

Após a queda do Califado Omíada, Al-Andalus começou a fraturar-se em pequenos Emirados independentes, os chamados reinos de taifas. Córdova, como centro do poder e sede do Califado foi a última em declarar-se independente.[1] Após a abdicação do último califa e a sua fuga de Córdova, a cidade ficou sem liderado. Um conselho de notáveis da cidade decidiu dar o poder ao xeque mais proeminente; Abu'l Hazm Yahwar bin Muhammad. Este desenvolveu um sistema de governo pseudo-republicano, com um conselho de estado de ministros e juízes com o qual consultaria antes de tomar qualquer decisão política. Assim, sob Abu'l Hazm, Córdova foi governada por uma elite coletiva em lugar de um só emir, como era comum em outras taifas. De fato, mais que ver-se a si mesmo como o senhor da povoação, Abu'l Hazm via-se como o protetor de Córdova, que cuidava da cidade e os seus habitantes.

Abu'l Hazm governou a cidade de 1031 até a sua morte em 1049, quando foi sucedido pelo seu filho Abu'l Walid Muhammad. Abu'l Walid continuou o governo benevolente do seu pai durante outros 21 anos. À medida que se foi fazendo maior, Abu'l Walid começou a ceder o poder da República de Córdova aos seus dois filhos: Abd al-Rahman de Córdova e Abd al-Malik de Córdova.

Os dois irmãos pronto enfrentaram-se, até Abd al-Malik conseguir arrebatar todo o poder a Abd al-Rahman. O confronto fraternal desestabilizou a República e Abd al-Malik recorreu ao Emir de Sevilha, Abbad II al-Mu'tadid. A cooperação entre Córdova e Sevilha alarmou o Emir de Toledo, Al-Mamun, quem mandou um exército para sitiar Córdova e capturar a Abd al-Malik.

A ocupação toledana de Córdova durou até Muhammad Ibn Abbad al-Mutamid suceder o seu pai como Emir de Sevilha em 1069. Al-Mutamid derrotou o exército toledano em 1070, mas em lugar de libertar Córdova a capturou e a anexou a Taifa de Sevilha. Abd al-Malik foi feito prisioneiro e posteriormente exilado à ilha de Saltês, o que marcou o fim da República Cordovesa.

Referências

  1. Viguera Molins, María Jesús. Los reinos de taifas y las invasiones magrebíes, Mapfre, Madrid 1992 nova edição 2007. RBA. ISBN 84-473-4815-6 páginas 131-134

Bibliografia[editar | editar código-fonte]