Represa de Itupararanga

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A represa de Itupararanga foi construída pela Light, em 1911. A usina teve seu funcionamento iniciado em 1914. Possui um lago com canal principal de 26 km de extensão e 192 km de margens, em uma área de 936 km². O volume útil estimado é de 286 milhões de m³. A usina, com potência instalada de 55 MW e produção média anual de 150 Gwh, é utilizada apenas pelas indústrias do Grupo Votorantim, como a Fábrica de Cimento Votoran, em Santa Helena e a Companhia Brasileira de Alumínio - CBA, em Alumínio.

A barragem tem 415 m de comprimento e altura de 38 m, com queda bruta de 206 metros e vazão máxima de 39,12 m³/s. Foi construída no canyon do rio Sorocaba, na Serra de São Francisco. Abastece Ibiúna 100%, Sorocaba 74%, Votorantim 92% e São Roque 32%[1] e outras cidades vizinhas, irriga centenas de propriedades agrícolas nos arredores e é, graças à beleza de sua paisagem e às opções de lazer que oferece, um dos principais pólos de atração turística da região. Um patrimônio econômico e ambiental de águas não poluídas, cercadas por trechos de mata também razoavelmente preservados. Para conservar a saúde de Itupararanga e a qualidade de vida das milhares de pessoas que, de alguma forma, estão ligadas à represa e à região, surgiu a S.O.S Itupararanga.

Abriga a Usina Hidrelétrica de Itupararanga que é operada pela CBA - Companhia Brasileira de Alumínio (Grupo Votorantim).[2] Inaugurada em 1914 e construída pela São Paulo Eletric Co. Ltda.[3]

Em 1903 existia nos arredores a Fazenda do Itupararanga, que pertencia ao Banco União de São Paulo, onde duas grandes quedas d'águas chamavam a atenção, uma com 18 e outra com 56 metros de altura. A fazenda era grande produtora de ardósias e mármores[4]

Situada a poucos quilômetros da região metropolitana de São Paulo e de Sorocaba, Itupararanga corre o risco de sofrer os mesmos danos que já comprometeram a qualidade das águas de represas como as de Guarapiranga e a Billings.

A represa está incluída na Área de Proteção Ambiental (APA) de Itupararanga que foi criada pela Lei Estadual nº 10.100, de 01 de dezembro de 1998 e alterada pela Lei Estadual 11.579 de 02 de dezembro de 2003, pelo deputado Hamilton Pereira, cujo objetivo é o uso sustentável e conservação ambiental. A área de da APA corresponde à área da bacia hidrográfica da represa de Itupararanga, que inclui os municípios de Alumínio, Cotia, Ibiúna, Mairinque, Piedade, São Roque, Vargem Grande Paulista e Votorantim, com área total de 93.356,75 hectares. A realização da APA é fruto de diversos estudos efetuados inicialmente pela UNISO - Universidade de Sorocaba.

Trata-se do maior reservatório manancial de água doce da região de Sorocaba. A atividade agrícola com uso de agrotóxicos próxima às margens do reservatório bem como o uso da água sem o controle dos órgãos fiscalizadores pode trazer sérios prejuízos à qualidade da água que abastece os vários municípios.[5]

O lago do reservatório de Itupararanga situa-se no Planalto Atlântico, em domínio de rochas cristalinas do embasamento, mais precisamente, na adjacência do flanco sul do Maciço Granítico São Francisco, que sustenta a serra homônima, porém estendendo-se dominantemente sobre os metassedimentos do Grupo São Roque. Os vales dos rios Sorocabuçu e Sorocamirim, preenchidos pelo reservatório, são controlados por importantes zonas de cisalhamento transcorrentes destrais, como as chamadas falhas de Taxaquara e Falha de Pirapora. A barragem está no canyon do rio Sorocaba, sobre o Granito São Francisco que possui as maiores elevações topográficas dessa região.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Represa de Itupararanga - Enciclopédia Sorocabana
  2. Acordos para preservar a Represa do Itupararanga - (acessado em 17 de setembro de 2007)
  3. História Cultura de São Pauo -(acessado em 17 de setembro de 2007)
  4. Edição Fac-similar(2007), do Almanach de Sorocaba (1903)
  5. - Estadão - Agrotóxicos ameaçam represa

Ligações externas[editar | editar código-fonte]