Retrospectiva (Rede Globo)

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Retrospectiva
Logo da Retrospectiva, desde 2010.
Informação geral
Formato Telejornal
Criador(es) Luiz Nascimento
Produção
Diretor(es) Guto Franco
Alice-Maria
Apresentador(es) Carlos Nascimento
Sérgio Ewerthon
Lígia Maria
Cid Moreira
Leilane Neubarth
Celso Freitas
Carlos Monforte
Olga Vasone
Fátima Bernardes
Márcio Guedes
Sérgio Chapelin
Augusto Xavier
Nélson Araújo
Glória Maria
Fernando Vannucci
Léo Batista
Leda Nagle
Dárcio Arruda
Sônia Maria
Marcos Hummel
Humberto de Oliveira
Luciano do Valle
Transmissão original 24 de dezembro de 1981– presente

Retrospectiva[1] é um especial de fim de ano do Globo Repórter na Rede Globo, onde se mostra tudo o que marcou o ano que se encerra. Estreou em 1967 como um programa de caráter jornalístico que apresenta uma seleção dos acontecimentos mais marcantes do ano.

História[editar | editar código-fonte]

Até o final da década de 1970, prevaleceu uma visão editorial que privilegiava a sequência cronológica dos fatos como critério de escolha e apresentação dos assuntos. A Retrospectiva 1975, dirigida por Marcos Margulies, por exemplo, se dividiu em temas internacionais e nacionais. Entre os assuntos destacados estavam o fim da Guerra do Vietnã, a guerra civil no Líbano e o acordo atômico entre Brasil e Alemanha Ocidental. Já o Retrospectiva 1976 foi dividido em quatro blocos temáticos: a morte de Mao Tse-Tung, os conflitos nos países africanos, as eleições norte-americanas e a situação da América Latina.

Mudança conceitual[editar | editar código-fonte]

No dia 1 de janeiro de 1980 foi ao ar a aventura do homem na década de 70, marco divisor na história do Retrospectiva. O então diretor da Central Globo de Jornalismo, Armando Nogueira, e sua equipe implementaram mudanças em termos estruturais e conceituais, que serviram de referência para a realização dos programas nos anos seguintes.

Armando Nogueira achava que o Retrospectiva não poderia ser meramente um bombardeio de informações, mas uma espécie de reflexão sobre a década a partir das imagens dos seus fatos mais significativos e emocionantes. Para atingir esse objetivo, a saída encontrada foi investir no aspecto humano e evitar a estrutura jornalística tradicional.

Variações[editar | editar código-fonte]

As diferenças entre as Retrospectivas com o passar dos anos residiam na duração e no formato dos programas (alguns eram exibidos em dois ou quatro dias, outros em uma edição única, que podia durar de uma a duas horas); e nos elementos que amarravam os assuntos apresentados.

Muitos programas utilizaram vinhetas com depoimentos de personagens importantes nos fatos do ano. Para falar da primeira visita ao país do Papa João Paulo II, a Retrospectiva 81 ouviu os depoimentos dos escritores Jorge Amado e Adélia Prado e do cantor Luiz Gonzaga. As imagens foram apresentadas sem narração enquanto eram relembradas pelos três entrevistados.

Outros programas utilizaram recursos de dramaturgia, literatura e animação. Na Retrospectiva 87, dirigida por Mônica Labarthe, foram empregadas vinhetas protagonizadas pela mímica Lina do Carmo e produzidas por Ricardo Nauemberg, para apresentar alguns assuntos. Mônica Labarthe também dirigiu a Retrospectiva 88, na qual a diretora de teatro Bia Lessa trabalhou com um grupo de jovens e crianças, dramatizando situações que destacavam o prazer da leitura. Hans Donner criou vinhetas animadas especiais sobre o tema. A atriz Ângela Corrêa, protagonista da minissérie Abolição, leu trechos do livro O poético e o político, de Gilberto Gil, durante o segmento que lembrou os cem anos de abolição da escravatura.

Houve, ainda, programas que estabeleciam uma linha conceitual que costurava os fatos. A Retrospectiva 84, que teve como editoras Margareth Cunha, Anne Polan e Rene Castelo Branco, alinhavou as matérias e os blocos do programa com a inserção de trechos da música 1984, composta por William Prado e cantada por Moreira da Silva. A letra era uma crônica bem-humorada, ao estilo dos sambas-de-breque, dos acontecimentos marcantes no Brasil, especialmente no campo político.

Nos últimos anos, o Retrospectiva tem apostado mais na força das imagens e edição. O apresentador narra os fatos em off e aparece pouco no vídeo.

Apresentação e produção[editar | editar código-fonte]

O número de apresentadores do Retrospectiva variou bastante ao longo dos anos. Em geral, o programa era apresentado por uma dupla. Mas em 1990 e 1991, dez repórteres apresentaram as matérias.

Entre 1996 e 2001, o programa passou a ser apresentado por cinco ou seis duplas de jornalistas, escolhidos entre os principais repórteres e apresentadores dos telejornais e programas da Rede Globo. Renato Machado, Cláudia Cruz, Carlos Nascimento, Sandra Annenberg, Sérgio Chapelin, Lilian Witte Fibe, Pedro Bial, Fátima Bernardes, William Bonner, Mônica Waldvogel, Chico Pinheiro e Leilane Neubarth eram inseridos num cenário virtual, no qual se projetavam as imagens dos fatos.

A partir de 2002, Sérgio Chapelin voltou a ser o único apresentador do programa.

Outra mudança diz respeito às equipes de produção. Desde 1985, o programa era apresentado como um Globo Repórter especial. Mas as equipes responsáveis não eram fixas, variando de ano para ano, de acordo com as necessidades específicas de cada Retrospectiva. A partir de 1992, entretanto, a produção do programa passou a ficar sob a responsabilidade da equipe do Globo Repórter, dirigida por Silvia Sayão.

Atualmente, é apresentado por Sérgio Chapelin e Glória Maria.

Referências

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