Reviravolta de Constantino

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Reviravolta de Constantino (em inglês: Constantinian shift) é o termo usado por teólogos de Igrejas anabatistas e outras correntes protestantes para descrever o período da história do cristianismo, que teria se iniciado com as relações entre o imperador romano Constantino I e os cristãos.

Esses críticos consideram que Constantino teria provocado uma "reviravolta", na qual o cristianismo seria manipulado pela elite e pelo Estado, e teria se tornando justificação religiosa para o exercício do poder.

Críticas[editar | editar código-fonte]

Os defensores da “Reviravolta de Constantino” são criticados por atestar que o sincretismo religioso supostamente iniciado com a conversão de Constantino teria fundamento certas doutrinas cristãs, quando na realidade elas existiam antes dessa época (nos séculos I, II e III), especialmente como o uso do termo catolicismo[1] , o papado [2] [3] , a guarda do domingo[4] , confecção de ícones[5] e o trinitarismo. [6] Teólogos católicos e ortodoxos sustentam, entre outras, que a "reviravolta de Constantino", é negada no Evangelho de Mateus, Capítulo 16, versículo 19, em que o próprio Jesus Cristo afirma que o mal nunca prevaleceria contra sua Igreja. O fato do imperador Teodósio I ter tornado o cristianismo a religião oficial do Império Romano, e mesmo assim após ordenar o massacre de Tessalônica, ter sido proibido de entrar em igrejas sem arrepender-se,[7] é considerado um contra-aponto desta teoria.

Quanto à questão da religião cristã ter ser tornado a religião do Império Romano, é um fato histórico que em todas as tradições religiosas do mundo até o século XVII o poder político influía de alguma maneira no poder religiosos predominante ou vice-versa. Nas tradições budistas, observa-se a teocracia do Tibete pelo Dalai Lama, que só terminou pela invasão chinesa do Tibete em 1959. Na tradição hebraica, esta prática é comum no Torah com Abraão, seguido pelo levita, e continuando até os saduceus. No islamismo o califado goza do estatuto de religião estatal em vários países até a atualidade, como Arábia Saudita, Paquistão e Irã.

Durante a própria Reforma Protestante, os príncipes alemães [8] e mais notavelmente o rei da Inglaterra Henrique VIII intervieram na Reforma. [9] Muitos países europeus foram e continuam tendo suas próprias Igrejas protestantes, por exemplo, a Igreja da Dinamarca, Igreja da Noruega e a Igreja da Islândia (igrejas protestantes que estão fora da comunhão com a Católica Romana e Ortodoxa Oriental), e também as igrejas anglicanas como a Igreja da Inglaterra e a Igreja Anglicana do Canadá.

Referências

  1. Woodhead, Linda (2004). An Introduction to Christianity Cambridge University Press. Visitado em 18 de novembro de 2008.
  2. Fr. Nicholas Afanassieff: "The Primacy of Peter" Ch. 4, pgs. 126-127 (c. 1992)
  3. Wetterau, Bruce. World history. New York: Henry Holt and company. 1994.
  4. In: Alexander Roberts, D.D. & James Donaldson, LL.D.. Chapter LXVII.—Weekly worship of the Christians.. [S.l.: s.n.]. Visitado em 2007-01-13.
  5. Hippolyte Delehaye SJ, Les origines du culte des martyrs 2nd ed. (Brussels) 1933:50ff.
  6. ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000, p. 630.
  7. A. Lippold: Theodosius der Große und seine Zeit. 2nd ed., München 1980, p. 40ff.
  8. História das Religiões. Crenças e práticas religiosas do século XII aos nossos dias. Grandes Livros da Religião. Editora Folio. 2008. Pág.: 49. ISBN 978-84-413-2489-3
  9. História Global Brasil e Geral. Pág.: 161. Volume único. Gilberto Cotrim. ISBN 978-85-02-05256-7

Ver também[editar | editar código-fonte]

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