Revisionismo histórico

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Revisionismo histórico é o estudo e a reinterpretação da História, baseado na ambigüidade dos fatos históricos e na imparcialidade com que esses fatos podem ter sido descritos. Segundo o criador do positivismo Auguste Comte, "a História é uma disciplina fundamentalmente ambígua" e portanto, passível de várias interpretações.

Embora seja de interesse acadêmico, devido ao uso ferramentas além da censura essas pesquisas muitas vezes são limitadas nas universidades onde se originam, devido à freqüentemente envolver interesses políticos de pessoas que nem sempre estão dispostos a testemunhar contra si próprios. Desse modo, criou-se uma doutrina em torno do assunto que torna impraticável o bom uso dessa disciplina, e apenas alguns poucos países como a França, consideram o revisionismo histórico um estudo importante, por entenderem que os alicerces da História não podem apoiar-se sobre fundamentos, às vezes sem nexo, preenchidos com fatos mitológicos e a com a imaginação daqueles que descrevem a História.

Devido à isso, o uso do revisionismo histórico dentro das universidades ficou restrito apenas à reinterpretação de trechos históricos previamente censurados, ou "se houvesse" surgimento de novos dados ou novas análises mais precisas, que viabilizem o cruzamento de dados já conhecidos mas que não foram considerados.

Em pesquisas independendentes porém, seu campo é mais amplo e não existem restrições e barreiras políticas. Porém, quando os resultados dessas investigações independentes vem ao conhecimento publico, sofrem as mais diversas críticas dos historiadores, e algumas vezes são considerados crime de espionagem ou práticas pseudocientíficas e portanto ilegais, mesmo que a investigação seja fruto de contra-espionagem retirada de fatos constantes em arquivos censurados em época anteriores. Isso é muito comum em investigações de fatos que ocorreram durante ditaduras militares em países como o Brasil e a Argentina,[1] [2] que ainda nos dias atuais mantêm fechados os acessos a esses arquivos.

Desse modo, com ou sem a utilização do método histórico e da revisão por pares, o revisionismo em muitas nações é considerado uma prática ilegal e pseudocientífica.

Em alguns casos é utilizada a expressão negacionismo histórico para se referir ao revisionismo histórico, quando este é utilizado para indicar a rejeição de evidências maciças e a geração de controvérsia a partir de tentativas de negar que um consenso exista. Porém, essa expressão também pode ser utilizada de forma perjorativa, como uma forma de diminuir a seriedade do estudo ou como um instrumento de censura, nos casos em que a correção histórica pode ser usada para fins políticos e finalmente quando os verdadeiros prejudicados pelo regime tem seus nomes divulgados sem saber porque e do que são acusados.


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]