Revolta de Carrancas

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A Revolta de Carrancas foi uma rebelião escrava iniciada em 14 de maio de 1833, no curato de São Tomé das Letras, na freguesia de Carrancas, termo da Vila de São João del-Rei, comarca do Rio das Mortes, Minas Gerais.[1]

Esta rebelião figura entre as maiores rebeliões escravas que ocorreu nas fazendas Campo Alegre e Bela Cruz. Estas fazendas faziam parte de uma grande extensão de terra concedida pela Coroa a João Francisco, português de São Simão da Junqueira. Este chegou na comarca do Rio das Mortes por volta de 1753 e deixou numerosa descendência. Na quarta década do século XIX, as propriedades de seus descendentes davam importância sócio-econômica da família, se refletindo no campo da política, pois um de seus membros, Gabriel Francisco Junqueira, tornou-se deputado geral da província de Minas, por várias legislaturas seguidas ao longo da década de 1840.

O processo-crime relativo a esta rebelião foi instaurado a partir da denúncia de Gabriel Francisco Junqueira e José Figueiredo Amaral, que se tornou posteriormente Barão de Alfenas, em virtude das mortes de seus familiares, executadas pelos escravos.

Referências

  1. Marcos Ferreira de Andrade. Negros rebeldes nas Minas Gerais: a revolta dos escravos de Carrancas (1833). Visitado em 19/12/2010.

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