Revolta de Jorge Voiteh

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Revolta da Jorge Voiteh
Parte da Guerras civis bizantinas, guerras bizantino-búlgaras
Bulgaria under Bizantine rule.png
Bulgária sob o jugo bizantino. Mapa das revoltas que levaram à criação do Segundo Império Búlgaro. Em laranja, a campanha de Constantino Bodin.
Data 10721073
Local Thema da Bulgária
Desfecho Vitória bizantina
Combatentes
Império Bizantino   Forças rebeldes búlgaras
Principais líderes
Império Bizantino Damião Dalasseno
Império Bizantino Miguel Saronites
Império Bizantino Nicéforo Briênio
  Constantino Bodin
  voivoda Petrilo
Forças
Desconhecida Desconhecida

A Revolta de Jorge Voiteh (em búlgaro: Въстание на Георги Войтех; em sérvio: Словенски устанак у Поморављу - Revolta Eslava em Pomoravlje) foi uma revolta búlgara contra o Império Bizantino em 1072. Foi a segunda grande tentativa de restaurar o Império Búlgaro após a Revolta de Pedro Delian em 1040-1041.

História[editar | editar código-fonte]

Os principais pré-requisitos desta revolta foram a debilidade do Império Bizantino após as invasões dos pechenegues no baixo Danúbio, a grande derrota frente aos turcos seljúcidas na Batalha de Manziquerta (1071) e a invasão dos normandos do sul da Itália, além de um aumento de impostos durante o reinado de Miguel VII Ducas[1] . Ela foi articulada pela nobreza búlgara em Escópia liderada por Jorge Voiteh e o filho de Miguel, o príncipe sérvio de Dóclea, Constantino Bodin, foi escolhido como líder, por ser descendente do imperador Samuel[2] . No outono de 1072, Constantino chegou em Prizren e foi proclamado imperador dos búlgaros sob o nome de Pedro III. O príncipe sérvio enviou 300 soldados, liderados pelo voivoda Petrilo[3] .

Um exército sob o comando de Damião Dalasseno foi imediatamente enviado por Constantinopla para ajudar o estratego do Thema da Bulgária, Nicéforo Carantenos. Na batalha que se seguiu, o exército bizantino foi completamente derrotado. Dalassenos e outros comandantes bizantinos foram capturados e Escópia foi tomada pelas tropas búlgaras[4] .

Após este sucesso inicial, os rebeldes tentaram expandir a área sob seu controle. Constantino Bodin seguiu para o norte e chegou até Naísso. Como algumas cidades búlgaras que contavam com guarnições bizantinas não se renderam, ele as incendiou. Petrilo marchou par ao sul e capturou Ácrida e Devol. Porém, próximo à cidade de Castória, seu grande exército foi derrotado pelos bizantinos juntamente com alguns comandantes búlgaros que não que reconheceram Pedro III como monarca[5] .

Outro exército foi enviado de Constantinopla sob Miguel Saronites. Ele tomou Skopje e, em dezembro de 1072, derrotou o exército de Constantino Bodin num local conhecido como Taonios (ao sul de Kosovo Polje). Constantino e Jorge Voiteh foram capturados[6] . O exército que o príncipe Miguel enviou para salvar seu filho não fracassou por que seu comandante, um mercenário normando, desertou para os bizantinos. A revolta foi finalmente esmagada em 1073 pelo duque Nicéforo Briênio[7] .

Referências

  1. Павлов, 63; Литаврин, 402-403
  2. Златарски, II: 138, 141
  3. Златарски, II: 141-142; Литаврин, 403-404
  4. Златарски, II: 142-143; Литаврин, 404-405; Павлов, 65
  5. Златарски, II: 143-144; Павлов, 66; Литаврин, 405-406
  6. Златарски, II: 145-146; Павлов, 67-69; Литаврин, 406-408
  7. Златарски, II: 147-148

Bibliografia[editar | editar código-fonte]