Revolução Alemã de 1918-1919

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Manifestação de revolucionários no dia 9 de novembro em Berlim.

A Revolução Alemã de 1918-1919 é uma série de eventos que ocorreram entre aqueles anos e que marcou o final da Primeira Guerra Mundial. Tal Revolução culminou com a derrubada do Kaiser e o estabelecimento de uma república parlamentarista. Liderada por Rosa Luxemburgo, a Liga Espartaquista, de tendência próxima ao comunismo libertário, teve um importante papel na revolução, apesar de o evento não se resumir à atuação da Liga.

Na fase final da Primeira Guerra Mundial, a Revolução Alemã de 1918/1919 resultou na abolição da monarquia no Reich Alemão e na instituição de uma república democrática parlamentar

Causas[editar | editar código-fonte]

As causas principais foram a influência da Revolução Russa de 1917 e seu ideal internacionalista fomentado pela Internacional Comunista, e a crise econômica, causada pela Primeira Guerra Mundial, que abalava a Alemanha. Com a Revolução, os comunistas conseguiram controlar a região da Baviera, no sul da Alemanha, onde fundaram uma República Socialista e tentaram expandir o movimento. Assim como na Rússia, aboliram a propriedade privada dos latifúndios e das fábricas na República Socialista da Baviera. No entanto, foi um governo revolucionário de vida curta no estado alemão da Baviera, e a Revolução acabou sendo sufocada pelo governo social-democrata, através do grupo paramilitar Freikorps, que retomou o controle suprimindo a extrema esquerda, que era liderada pela Liga Espartaquista.

As causas da revolução estão nos transtornos provocados pela guerra que durou mais de quatro anos e no choque geral  diante da derrota do Império Alemão com suas estruturas pré-democráticas, suas tensões sociais, bem como a má vontade das elites no poder em promover uma reforma política. A causa imediata da revolução foi a ordem secreta para a frota emitida para o Comando da Frota Naval do dia 24 de outubro de 1918 que decidiu enviar a frota naval alemã para uma última batalha contra a Marinha Real Britânica, apesar da certeza da derrota. A revolta de algumas tripulações contra este plano e a subsequente revolta dos marinheiros da cidade de Kiel degeneraram durante poucos dias em uma revolução que abrangeu o império inteiro. No dia 19 de novembro de 1918 a revolução levou à Proclamação da República. Um pouco mais tarde seguiu-se a abdicação formal do imperador Guilherme II e dos outros príncipes dos Estados Federais. 

 Outros objetivos dos revolucionários, guiados por ideias socialistas, fracassaram em janeiro 1919 devido à resistência da direção do SPD sob Friedrich Ebert. Diante do temor de uma guerra civil, a direção do SPD queria, bem como os partidos burgueses, não expulsar completamente as antigas elites imperiais, mas conciliar com as novas condições democráticas. Por causa disso, a direção do SPD entrou em uma aliança com o Comando Supremo (Oberste Heeresleitung (OHL)) e mandou suprimir violentamente o Levantamento Espartaquista, denominado Spartakusaufstand, com o auxílio dos grupos paramilitares não-governamentais da direita, denominado Freikorpstruppen.

A revolução foi encerrada formalmente no dia 11 de agosto de 1919 com a aprovação da nova Constituição de Weimar.      

Antecedentes históricos[editar | editar código-fonte]

Império e social-democracia[editar | editar código-fonte]

Um dos principais motivos do fracasso da Revolução do Março de 1848-49, de cunho burguês, foi necessidade de criar simultaneamente a democratização e a unidade nacional da Alemanha. Nas décadas seguintes, a maior parte da burguesia apoiou o Estado Autoritário, especialmente depois que a unidade nacional se concretizou na pequena solução alemã sob a liderança da Prússia em 1871. 

O Império Alemão recém-fundado era uma monarquia constitucional. Para a composição do Reichstag foi instituído o sufrágio geral, igual e secreto dos homens, mas a influência do Reichstag sobre a política imperial era limitada. Leis propostas através do Reichstag só podiam entrar em vigor com a aprovação do Conselho Federal e do Imperador; eles podiam dissolver o parlamento a qualquer momento e organizar novas eleições. O único poder importante do Reichstag era a aprovação do orçamento do Estado. Quanto ao maior item, o orçamento militar, o Reichstag  era autorizado a votar  somente de forma generalizada e por um período total de sete anos (Septennat). O governo imperial obedecia ao Imperador, não ao Reichstag. 

A partir de 1871, os social-democratas também foram representados no Reichstag, seus partidos se uniram posteriormente ao SPD. Era o único partido político no Império alemão que se declarava a favor de uma forma republicana de governo. Por causa disso, até renunciar ao cargo em 1890, Otto von Bismarck, a partir de 1878, mandou persegui-lo com base em leis antissocialistas. No entanto, os social-democratas aumentaram sua percentagem de votos em quase todas as eleições. Após a eleição geral de 1912, com 110 deputados e 28 por cento dos votos os social-democratas representaram o maior partido.

Nos 43  anos do Império até a Primeira Guerra Mundial, o SPD não só cresceu, mas também mudou seu caráter. Na discussão de Revisionismo de 1898, os revisionistas queriam excluir o objetivo revolucionário do programa do partido. Ao invés disso, lutaram por  reformas sociais com base na ordem econômica existente. A maioria de base marxista do partido foi contra o revisionismo e se impôs novamente. Mas a retórica ainda revolucionária escondia somente com dificuldade o fato de que SPD havia se tornado praticamente reformista desde a abolição das leis antissocialistas em 1890. Os social democratas que foram consideradas "inimigos do Reich" e "apátridas" por muito tempo, se viam como patriotas alemães. No início da Primeira Guerra Mundial, tornou-se óbvio que o SPD tornou-se para uma parte integral do Império, embora de oposição.

Aprovação do SPD para os créditos da guerra[editar | editar código-fonte]

Por volta de 1900 a social-democracia alemã era considerada líder do movimento internacional dos trabalhadores. Nos congressos europeus da Segunda Internacional Socialista, o SPD  sempre aprovava as resoluções, que previam uma ação conjunta dos socialistas em casos de declarações de guerras. Mesmo durante a crise de julho que se seguiu ao assassinato em Sarajevo, ela organizou - como também outros partidos socialistas na Europa - grandes manifestações anti-guerra.  Rosa Luxemburgo, porta-voz esquerda do partido, conclamou  em nome de todo o SPD para a rejeição à guerra e à obediência. Por isso o governo imperial estava planejando prender os líderes do partido imediatamente depois o início das hostilidades. Friedrich Ebert, que foi um dos dois líderes do partido desde 1913, viajou juntamente com Otto Braun pra Zurique para manter os fundos do partido a salvo do alcance do Estado.

Mas quando no dia primeiro de agosto de 1914, ocorreu a declaração de guerra alemã contra a Rússia czarista, a maioria dos jornais favoráveis ao SPD foi contagiada pelo entusiasmo geral pela guerra. Suas reportagens foram severamente criticadas pela liderança do partido, mas os editores acreditavam nos primeiros dias de agosto estar seguindo a linha política do presidente do SPD, August Bebel, falecido em 1913. Ele havia dito ao Reichstag em 1904 que o SPD tomaria parte na defesa armada da Alemanha no caso de uma guerra de agressão estrangeira. Em 1907, ele confirmou na convenção Essen que ele mesmo "carregaria a arma em suas costas" caso a guerra fosse contra a Rússia, o "inimigo de toda a cultura e todos os oprimidos".

Tendo em vista a disposição da população, que acreditava em um ataque pelas potências da Entente, muitos deputados do SPD temiam se afastar de seus eleitores devido a seu pacifismo coerente. Além disso, havia a ameaça de uma proibicao dos partidos, planejado pelo chanceler do Reich Theobald von Bethmann Hollweg em caso de uma guerra. Por outro lado, o chanceler tirou proveito do posicionamento anti-czarista do SPD para obter o seu consentimento para a guerra.

A liderança do partido e o grupo parlamentar estavam divididos em seu posicionamento quanto à guerra: Com Friedrich Ebert, 96 representantes responderem afirmativamente seu assentimento dos créditos da guerra exigido pelo governo imperial. 14 parlamentares, liderados pelo  segundo presidente Hugo Haase, se manifestaram contra, mas votaram a favor em nome da disciplina partidária . Assim, todo o grupo parlamentar do SPD aprovou no dia 4 de agosto os créditos de guerra. Dois dias antes, os Sindicatos Livres já tinham decidido uma abdicação do direito de greve e dos salários para o tempo da guerra. Com o decisão do sindicato e do partido, tornou-se possível a mobilização total do exército alemão. Haase fundamentou a rejeição da decisão no Reichstag com as palavras: Nós não abandonaremos nosso país da hora do perigo. O Imperador cumprimentou o Burgfrieden da política interna alemã, no final do seu discurso do trono com a famosa frase: eu não conheço mais partidos, eu conheço apenas alemães!

Mesmo Karl Liebknecht, que mais tarde se tornou um símbolo do pacifista convicto, curvou-se inicialmente às decisões do partido: Ele ficou longe da votação para não votar contra a sua própria facção. No entanto, alguns dias mais tarde, ele se juntou ao Grupo Internacional, que foi fundado por Rosa Luxemburgo junto com seis integrantes da esquerda no dia 5 de agosto de 1914, e defendia as posições contrárias à guerra anteriormente defendidas pelo  SPD. Este grupo deu origem à Liga Espartaquista, fundada no dia 1 de janeiro de 1916. Em 02 de dezembro de 1914 Liebknecht votou, inicialmente como o único membro do parlamento, contra novos créditos de guerra. Essa violação aberta da disciplina partidária foi considerada tabu e isolou Liebknecht até mesmo dos deputados do SPD ligados a Haase,que internamente faziam campanha para uma rejeição dos créditos. Em 1915, Liebknecht  foi o único membro do grupo parlamentar do SPD a ser convocado para o serviço militar a pedido da direção do partido. Por causa de suas tentativas de organizar a oposição à guerra, foi expulso do SPD e em junho de 1916 foi condenado a quatro anos de prisão por alta traição. Rosa Luxemburgo também foi presa depois de uma libertação temporária até o final da guerra.

Divisão da SPD[editar | editar código-fonte]

Quanto mais tempo a guerra durava e quanto mais sacrifícios  exigia, menor o número de membros do SPD dispostos a manter a "trégua" de 1914: principalmente por que, a partir de 1916, o imperador e o governo do Reich não mais decidiram as diretivas da política alemã – agora dominado pelo terceiro alto comando de guerra sob os generais Paul von Hindenburg e Erich Ludendorff. Eles governavam como ditadores militares, sendo Ludendorff encarregado das decisões essenciais. Eles perseguiam objetivos de guerra expansionistas e ofensivos e submeteriam também a vida civil às necessidades da condução e economia de guerra. Para os trabalhadores isso significou entre outros, um dia de doze horas com baixíssimo salário  e sustento insuficiente.

Depois da eclosão da Revolução Russa de fevereiro de 1917, aconteceram  na Alemanha as primeiras greves organizadas. Em março e abril de 1917 participaram cerca 300.000 trabalhadores da indústria de armamento. O imperador Guilherme II tentou acalmar os participantes da greve com sua mensagem de Páscoa do dia sete de abril, por que o início da participação dos Estados Unidos na guerra muito provavelmente causaria uma piora da situação. Ele prometeu eleições gerais e igualitárias também para a Prússia, onde ainda vigorava o sufrágio de três classes.

Depois da expulsão dos opositores à  guerra do SPD, revisionistas, como Eduard Bernstein e centristas como Karl Kautsky, juntamente com os espartaquistas, também reagiram ao descontentamento entre os trabalhadores. Em uma conferência entre seis e oito de abril de 1917, eles fundaram na cidade de Gotha o Partido Independente Social-Democrático da Alemanha (USPD) com Hugo Haase. Ele exigiu o término imediato da guerra e a democratizacao da Alemanha, mas nao existia um programa sócio-político unificado. Ao Liga Espartaquista,  que atá então recusava uma divisão do partido, formou agora a ala da esquerda da USPD. Para se delimitar da USPD, o SPD passou a denominar-se a partir desde dia até 1919 como o Partido Majoritário Social Democrata da Alemanha (MSPD).    

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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