Revolution (canção de The Beatles)

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"Revolution"
Single de The Beatles
Lado A "Hey Jude"
Lançamento 26 de Agosto de 1968
Formato(s) 7"
Gravação 10 de Julho à 13 de Julho de 1968

Abbey Road Studios, Londres

Gênero(s) Rock, Punk, Progressivo
Duração 3:24
Gravadora(s) Apple Records
Composição Lennon/McCartney
Produção George Martin
Cronologia de singles de The Beatles
Último
Último
"Lady Madonna/The Inner Light"
(1968)
"Get Back"/]]/Don't Let Me Down"
(1969)
Próximo
Próximo

“Revolution” é uma canção dos Beatles composta por John Lennon, creditada à dupla Lennon-McCartney, e lançada no Lado B do single Hey Jude/Revolution de 1968. A canção é considerada um precursor do Punk com guitarras distorcidas, berros, uma bateria “reta” e letra de cume social/político.

Origens da Criação[editar | editar código-fonte]

A canção foi escrita durante a meditação transcendental em Rishkesh na Índia, e foi inspirada na situação global da época como a revolta estudantil em Paris, a Guerra do Vietnã e o assassinato de Martin Luther King, o que se tornou peça chave na carreira pós-Beatles de John.

Em 1968 havia um grande hiato entre o movimento hippie de "paz e amor" e os tumultos políticos, protestos e repressão. Lennon com seu interesse político crescente se viu confrontando essas idéias e decidiu colocar seus sentimentos sobre o assunto, longe da alienação dos fãs de Beatles. Segundo Lennon na revista Rolling Stone: “Eu queria desabafar sobre o que eu pensava da revolução. Eu achava que já era hora de falarmos sobre isso e parar de não responder perguntas sobre o que achavamos da guerra vietnamita quando estavamos em turnê com Brian Epstein e ter de dizer ‘vamos falar de Guerra dessa vez e não só embromar. Eu pensava sobre isso nas montanhas na Índia. Eu ainda tinha aquele sentimento de ‘Deus irá nos salvar, ’ e que tudo ficaria bem.”

Embora tenha sido gravada após Revolution 1 esta versão mais rápida e barulhenta foi lançada antes do “Álbum Branco,” devido a um atrito na banda sobre o lançamento do single.

Paul McCartney estava com receio de uma música tão politizada como “Revolution” se tornar um single e com o apoio de George Harrison vetou a opção de Lennon dizendo que a canção “era muito lenta para ser um single.” John desabafa sobre isso na revista Rolling Stone em 1980: "Quando Paul e George sairam para um feriado eu comecei "Revolution 1" junto com "Revolution 9." Eu queria colocá-la como um single, eu tinha tudo preparado mas eles chegaram e disseram que não era boa o bastante. E a gente colocou o que? 'Hello Goodbye', ou alguma droga assim? Não, colocamos 'Hey Jude', que valia a pena, mas me desculpe, poderia ter colocado ambos."

John Lennon irritado com as divergências, gravou essa versão mais rápida e cheia de fúria. Porém, nesse trecho da entrevista para o "The Beatles Anthology," John ainda mostrava seu ressentimento sobre a primeira versão: "Eles disseram que não era rápida o bastante e se pensar nos detalhes, se seria um hit ou não, talvez estivessem certos. Mas os Beatles poderiam ter colocado a versão lenta no single, sem se importar se seria um disco de ouro ou de madeira. Mas por causa daquela irritação com a Yoko e o fato de eu estar tendo uma criação dominante como nos velhos tempos depois de andar apagado por 2 anos causaram atritos. Eu estava acordado novamente e eles não estavam acostumados."

Letra[editar | editar código-fonte]

A letra é explicitamente política e adverte sobre o significado da palavra revolução nos trechos:

"Você diz que quer revolução, todos nós queremos mudar o mundo. Você diz que tem a solução real, adoraríamos ver o plano. Você me pede uma contribuição, nós fazemos o que se pode. Mas se você quer dinheiro para pessoas com mentalidade de ódio, tudo que eu digo é que você irá esperar."

Existe também uma mensagem de "pense por si mesmo", e uma alusão ao ditador chinês Mao Tse-Tung: "Você diz que quer mudar a constituição, todos nós queremos mudar sua cabeça. Você me diz que é a instituição mas é melhor libertar sua mente então. Agora se você ficar carregando fotos do ditador Mao, você não conseguirá nenhum apoio."

A letra ainda contém uma lírica notavelmente diferente da canção "Revolution 1" do “Álbum Branco” na linha: "When you talk about destruction/don't you know that you can count me OUT" (Quando você fala sobre destruição/Saiba você que NÃO pode contar comigo). Durante as gravações da primeira versão, ele ficava brigando com a letra, rabiscando e mudando OUT e IN ("NÂO conte comigo" e "pode contar comigo"). John falou em entrevistas que ele estava indeciso em relação a seus sentimentos, então ele incluiu ambas as opções.

Nessa versão ele já estava decidido sobre sua posição no termo “revolução” como dito em entrevista de 1980: “Se me quisessem para promover violência, me tire fora. Se me querem nas barricadas, que seja com flores nas mãos.”

Gravação[editar | editar código-fonte]

A canção traz uma distorção nunca vista em nenhuma outra canção dos Beatles. Para conseguir tal efeito, foi adicionado um pedal de efeitos fuzzer direto entre o amplificador e a mesa de som do Abbey Road Studios e tocado com todos os ponteiros de captação no máximo e depois diminuídos na pós-produção.

No “The Beatles Anthology,” George Martin fala sobre o fato: “Nós adicionamos distorção nela, o que queimou os miolos de várias pessoas da parte técnica. Mas essa era a idéia de John, de elevar todos os instrumentos até os limites. Bem, fomos até o limite e além.”

Em 9 de julho, durante as gravações de Ob-La-Di, Ob-La-Da os Beatles começaram a ensaiar “Revolution” a fim de tentar novos arranjos.

Embora o ensaio tenha sido gravado, no dia seguinte eles apagaram a fita e fizeram 10 novos takes, com palmas e outro estilo de bateria. Foi adicionado um efeito para deixar a bateria mais grave e as guitarras distorcidas foram comprimidas no limite, para dar um ar claustrofóbico na canção.

John Lennon adicionou 2 faixas de vocal nesse dia. Ele duplicou palavras chaves durante a canção, errando, muitas vezes para dar espontaneidade, e gravou também o grito da introdução. No dia seguinte, 11 de julho, foram adicionados o baixo e o piano elétrico tocado por Nicky Hopkins. A produção se seguiu pelos dias 12 e completadas na manhã do dia 13 de julho com mais linhas de baixo, e algumas guitarras tocadas por Lennon e McCartney.

Os músicos[editar | editar código-fonte]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

A versão rápida de Revolution 1 foi a primeira a ser lançada e a última a ser gravada. Lançada como lado B do single Hey Jude,” no dia 26 de agosto de 1968, chegou sozinho as paradas atingindo a posição 12° nos EUA. Em 1970, a canção voltou a aparecer na coletânea Hey Jude, um álbum de compilações criado para o mercado americano, após o fim dos Beatles.

Clipe promocional[editar | editar código-fonte]

Os Beatles executaram a canção em semi ao vivo (com vocais ao vivo em cima de uma trilha pré-executada) em um vídeo promocional dirigido por Michael Lindsay-Hogg ao mesmo tempo em que o vídeo promocional de Hey Jude era produzido. O filme foi feito na inauguração de volta aos “shows” no programa de David Frost na ITV, em 4 de setembro de 1968. Enquanto os Beatles estavam cantando os vocais ao vivo para o filme, eles decidiram incorporar trechos da versão de Revolution 1 do “Álbum Branco,” com Harrison e McCartney adicionando o vocal de apoio “shoo-bee-doo-wah” da versão mais lenta, deixando a canção parecida com uma 3° versão mais híbrida.

Paul McCartney lidera o grito inicial na versão do filme promocional, pois Lennon não conseguiria soltar o berro e depois ter fôlego para voltar no primeiro verso do vocal.

Curiosidades e referências[editar | editar código-fonte]

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  • "Revolution" foi a primeira canção dos Beatles a ser licenciada para comerciais de TV. (A Ford Motor Company usou uma versão cover de Help! em 1965.) Em 1987, a Nike usou a canção pagando $250,000 para Michael Jackson e a Capitol Records, que detém os direitos legais da obra. Isso causou um grande impacto nos fãs de Beatles, que acreditavam que Lennon nunca concordaria com aquilo, especialmente pela controvérsia da Nike fabricar seus tênis com trabalho escravo do terceiro mundo. McCartney mais tarde protestou: “Canções como ‘Revolution,’ não significam um par de tênis, significa revolução.”