Rex sacrorum

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O rex sacrorum ou rex sacrificulus (em latim "rei das coisas sagradas" ou "rei dos sacrifícios") era um sacerdote da Roma Antiga. As origens deste cargo remontam ao fim da monarquia: tendo desaparecido os reis, a dignidade religiosa destes (que eram entendidos como sumo sacerdotes da nação) não foi transferida para os magistrados, mas para a figura do rex sacrorum. O cargo caiu em desuso durante o período das guerras civis do final da república, tendo sido reavivado pelo primeiro imperador romano, Augusto. [1]

O rex sacrorum era nomeado pelo pontifex maximus, sendo de origem patrícia. Exercia o cargo vitaliciamente, não estando autorizado a exercer cargos de natureza militar ou civil. [2] Tinha que ser filho de pais casados pela cerimónia da conferratio e ele próprio só se poderia casar desta forma.

Teoricamente o seu estatuto era superior ao do pontifex maximus, mas inferior do ponto de vista religioso e de influência directa. O rex sacrorum eram responsável por praticar os sacra publica (cerimónias religiosas feitas em nome da comunidade dos cidadãos) em determinados dias do calendário romano, estando presente nos festivais dos Agonalia e Regifugium. A sua esposa, a regina sacrorum, também realizava funções sacerdotais nas mesmas ocasiões que o esposo. [3]

O rex sacrorum vivia numa domus publica na Via Sacra, perto da casa das Vestais.

Referências

  1. Smith 1870, p. 994
  2. Smith 1870, p. 994
  3. Smith 1870, p. 994

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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