Reynaldo Bignone

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Reynaldo Bignone
48º presidente da Argentina Argentina
Período de governo 1 de julho de 1982 a
a 10 de dezembro de 1983
Antecessor(a) Alfredo Oscar Saint-Jean
de facto
Sucessor(a) Raúl Alfonsín
Vida
Nascimento 21 de Janeiro de 1928 (86 anos)
Morón, Argentina
Dados pessoais
Profissão militar

Reynaldo Benito Antonio Bignone Ramayón (Morón, 21 de janeiro de 1928) é um ex-militar argentino e ex-presidente de seu país de 1 de Julho de 1982 a 10 de Dezembro de 1983.

Bignone tornou-se presidente da Argentina depois da saída de Leopoldo Galtieri como consequência da derrota do país para o Reino Unido na Guerra das Malvinas. Seu governo teve curta duração: sem ter a guerra para desviar a atenção popular, e o descontentamento popular demonstrado em crescentes manifestações de rua indicavam que o retorno à democracia era inevitável. Entretanto, Bignone tentou condicionar o retorno à democracia à limitação das investigações de violações de direitos humanos durante o regime militar de 1976 a 1983 e da chamada "Guerra Suja". Esta proposta foi rechaçada pelos partidos políticos argentinos, e a investigação e julgamento dos militares começou já no governo de Raúl Alfonsín, em 1983.

Em 1999, depois de reaberto o julgamento dos casos de sequestro e adoção ilegal de filhos de presos políticos, Bignone foi novamente enviado a julgamento. Em março de 2007 ele foi preso e posto sob custódia numa base militar fora de Buenos Aires, como resultado da investigação das violações de direitos humanos.

Em 21 de Abril de 2010, o ex-ditador foi condenado a 25 anos de prisão em um tribunal de seu país por crimes de privação ilegal de liberdade e de aplicação de torturas a prisioneiros políticos, entre outros delitos, cometidos no Campo de Mayo, principal centro clandestino de detenção do regime militar.[1]

Em 14 de abril de 2011 ele foi condenado à prisão perpétua por crimes contra a Humanidade pelo Tribunal Oral Federal 1 de San Martín, junto com outros integrantes da cúpula do governo ditatorial e de agentes de segurança do governo da época .[2]

Referências

Precedido por
Alfredo Oscar Saint-Jean
de facto
Presidente da Argentina
1982 - 1983
Sucedido por
Raúl Alfonsín