Riacho de Santana (Bahia)

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Município de Riacho de Santana
"Riacho"
Igreja Matriz de Riacho de Santana.

Igreja Matriz de Riacho de Santana.
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 13 de agosto
Fundação 13 de agosto de 1878
Gentílico riachense
Prefeito(a) Tito Eugênio Cardoso de Castro (PMDB)
(2009–2012)
Localização
Localização de Riacho de Santana
Localização de Riacho de Santana na Bahia
Riacho de Santana está localizado em: Brasil
Riacho de Santana
Localização de Riacho de Santana no Brasil
13° 36' 32" S 42° 56' 20" O13° 36' 32" S 42° 56' 20" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Guanambi IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Bom Jesus da Lapa, Macaúbas, Igaporã, Matina e Palmas de Monte Alto
Distância até a capital 720 km
Características geográficas
Área 2 582,401 km² [2]
População 30 651 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 11,87 hab./km²
Altitude 627 m
Clima semiárido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,615 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 178 621 mil [5]
PIB per capita R$ 3 942,13 IBGE/2008[5]
Página oficial

Riacho de Santana é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população segundo o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é de 35.586 habitantes.

É interligado a capital do Estado pela BR-430, BA-262 via Vitória da Conquista, BR-116 Sul e BR-324. Outra opção é seguir pela BR-430 até Brumado, depois, seguir pela BR-030 e pegar a BR-407 até a cidade de Contendas do Sincorá, em seguida, a opção é seguir pela BA-026 via Maracás até o entroncamento com a BR-116 Sul. Logo após, seguir até a cidade de Feira de Santana e pegar BR-324 até a cidade de Salvador. Riacho de Santana fica a uma distância de 65 km de Bom Jesus da Lapa, 76 km de Caetité e 105 km de Guanambí, cidades importantes da região.

A cidade fica a uma distância em linha reta de 503 km de Salvador, 591 km de Brasília, 1.174 km de São Paulo e 1.016 km da cidade do Rio de Janeiro.

História[editar | editar código-fonte]

A primeira penetração no território do município realizou-se nas margens do rio Boqueirão, a 14 km da atual cidade, onde havia uma pequena aldeia de índios Canindés, em 1695. Em 1758, aparece Pedro Leolino Maiz explorando a região após a descoberta de minas de salitre. Pessoas acorreram ao local para a exploração das citadas minas e fundaram o arraial de Riacho de Santana, no território de Montte Alto. Dezessete anos depois, o arraial de Riacho de Santana elevado á categoria de vila pela lei provincial 1.826, de 13 de agosto de 1878, que tambem criou o município do mesmo nome, com território desmembrado de Monte Alto, sendo inaugurado em 19 de abril de 1879.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Riacho de Santana localiza-se na Região Sudoeste da Bahia, na Microrregião de Guanambí e na Mesorregião do Centro-Sul Baiano. Está a 720Km de Salvador, capital baiana. Limita-se ao norte com o município de Macaúbas, ao sul com Palmas de Monte Alto, a oeste com Bom Jesus da Lapa e a leste com Igaporã e Matina. Está a 627 metros acima do nível do mar, chegando até 1200 metros de altitude na região da Serra Geral. Possui uma área segundo o IBGE de 2.698 km², uma população estimada em 30.602 habitantes e uma densidade demográfica de 11,3 hab./km². Possui as seguintes coordenadas geográficas: 13º36'32" de Latitude Sul e 42º56'20" de Longitude Oeste.

A vegetação predominante é a caatinga, tendo também uma parte de Floresta Estacional Decidual, que é uma mistura de espécies da caatinga com árvores de mata tropical.

O clima característico é o semi-árido, variando de subúmido a seco. Possui elevadas temperaturas durante o ano todo. Entre os meses de junho e agosto são registradas as menores temperaturas, com dias quentes, passando dos 30°C e madrugadas frias com média de 15°C. O período de chuva está compreendido entre os meses de outubro a março.

A hidrografia do município é muito rica, principalmente na Região da Serra Geral. São mais de 70 nascentes catalogadas pelo Grupo Zabelê (Grupo de estudos do município, cuja linha de pesquisa é voltada para a proteção e conservação do meio ambiente local), dando origem a vários rios. Pouco mais de 25 cachoeiras também já foram catalogadas, algumas possuem mais de 80 metros de queda d'água, dando um espetáculo de beleza e exuberância. Os principais rios genuinamente riachenses são os Rios Santana e Boqueirão, ambos nascem na Serra Geral. As principais barragens são as da Santana (com capacidade de armazenamento de aproximadamente três milhões de metros cúbicos) e a do Giral, além de outras como a barragem do Pau Preto, da Mata, Santaninha etc. Vale ressaltar que a Bacia Hidrográfica do São Francisco também banha o município.

Economia[editar | editar código-fonte]

Despesas e Receitas orçamentárias[editar | editar código-fonte]

<thead>

Variável Riacho de Santana Bahia Brasil</thead> Receitas 27.063.268,26 14.772.815.047,17 270.856.088.564,26
Despesas 23.938.397,93 13.209.553.642,58 232.720.145.984,84

=== Produto Interno Bruto (Valor Adicionado)

===

<thead>

Variável Riacho de Santana Bahia Brasil</thead> Agropecuária 55.254 6.725.960 105.163.000
Indústria 15.151 25.160.405 539.315.998
Serviços 102.462 46.352.387 1.197.774.001

Educação[editar | editar código-fonte]

Docentes por nível[editar | editar código-fonte]

<thead>

Variável Riacho de Santana Bahia Brasil</thead> Pré-escolar 81 201,42 2.812,32
Fundamental 295 1.198,90 15.412,47
Médio 77 333,30 5.388,60


Números de escolas por nível[editar | editar código-fonte]

<thead>

Variável Riacho de Santana Bahia Brasil</thead> Pré-escolar 3 136,53 1.077,91
Fundamental 29 179,29 1.447,05
Médio 4 15,06 271,64


Matrículas por nível[editar | editar código-fonte]

<thead>

Variável Riacho de Santana Bahia Brasil</thead> Pré-escolar 853 3.733,75 47.547,21
Fundamental 5.161 23.198,30 297.024,98
Médio 1.646 5.890,72 83.768,52


Saúde[editar | editar código-fonte]

Estabelecimentos de saúde[editar | editar código-fonte]

<thead>

Variável Riacho de Santana Bahia Brasil</thead> Federais 0 25 950
Estaduais 0 69 1.318
Municipais 13 4.686 49.753
Privados 3 3.408 42.049

Morbidade hospitalar[editar | editar código-fonte]

<thead>

Variável Riacho de Santana Bahia Brasil</thead> Homens 21 13.347 228.311
Mulheres 15 11.844 192.206


População[editar | editar código-fonte]

Bairros[editar | editar código-fonte]

Os principais bairros da cidade são: Alto da Boa Vista, Belém, Bom Retiro, Castelo Branco, Centro, Jardim Imperial, Mato Verde, Peral, São José, São Rafael, Vila Celeste, Vila Eremita, Vila Maria, entre outros.

Povoados[editar | editar código-fonte]

Vesperina, Agreste, Campinas, Santa Rita, Laguna, Botuquara, Santana entre outros.

Pontos Turísticos[editar | editar código-fonte]

  • Casarões Centenários na Praça Monsenhor Tobias;
  • Igreja Matriz com pinturas do famoso Godofredo Guedes, onde está sepultado o Padre Aldo Luchetta, homem que saiu da Italia e deu sua vida em favor dos menos favorecidos;
  • Prédio da Prefeitura Municipal;
  • Cachoeira do Rio Pequeno;
  • Cachoeira do Engenho Velho;
  • Cachoeira de Botuquara;
  • Cachoeira do Domingão;
  • Cachoeira da Mata Virgem;
  • Cachoeira do Lopes;
  • Cachoeira da Tabatinba;
  • Cachoeira do Cambaíto.
  • Barragem da Santana;
  • Barragem do Giral;
  • Maranhão, espaço da natureza com locais para banho.

Festividades[editar | editar código-fonte]

31 de maio - Festejos a Nossa Senhora da Glória (padroeira da cidade). Durante todo o mês de maio são realizadas novenas em diferentes bairros da cidade. No dia 31 de maio é realizada uma missa na Igreja Matriz em homenagem a padroeira.

13 de agosto - Comemoração da Emancipação Política com a realização de eventos culturais e a tradicional Festa de Agosto.

Caso Raro - Rede Globo[editar | editar código-fonte]

Em Riacho de Santana, cidade de mais de 30 mil habitantes no sudoeste da Bahia, nunca uma notícia deu tanto o que falar. O motivo de tantos comentários foi a história de Dulcinete Barbosa de Souza. Há pouco menos de dois anos, a moça estava noiva e cheia de sonhos. Mas uma aventura amorosa deu início a uma seqüência impressionante de situações excepcionais.

“Eu fiquei com meu namorado, aí depois eu tive um caso com outro, aí aconteceu”, conta.

Dulcinete ficou grávida de gêmeos. O lavrador Milton Liberato Filho, o noivo, duvidou que fosse mesmo o pai dos bebês. “Eu fiquei desconfiado, aí eu pedi exame de DNA, porque muitos colegas meus me alertaram”.

Na cidade de Riacho de Santana, o lavrador contou com a ajuda da tecnologia.“A gente colheu o material normalmente, mandamos para um laboratório de apoio que a gente tem”, afirmou o bioquímico Domingos Ferreira Júnior.

Dulcinete aceitou fazer o exame de DNA, e quando o resultado chegou surpreendeu a todos. Os gêmeos são filhos de pais diferentes. “Fiquei muito chocada, porque eu nunca tinha ouvido falar que isso podia acontecer”, lembra Dulcinete.

“Eu conversei com o médico. Ele também falou que achava impossível, que ele nunca tinha visto acontecer uma coisa dessas”, diz a avó das crianças.De fato, o caso é raríssimo. “Nós não temos dados, porque dificilmente isso chega à literatura médica”, afirma o ginecologista José Leonídio Pereira.

Para o professor José Leonídio Pereira, existem duas hipóteses para o que aconteceu com Dulcinete. “Essa mulher pode ter tido uma relação uma semana antes e ter um espermatozóide esperando lá em cima junto com outro que subiu rapidinho”; ou seja, quando Dulcinete teve a segunda relação, espermatozóides da primeira ainda estavam lá.

“Esse espermatozóide pode estar aqui até sete dias. Normalmente ele está muito bem até cinco dias, podendo sobreviver na trompa até sete dias”, garante o ginecologista.

Dulcinete teve uma ovulação atípica, liberou dois óvulos. E os dois então foram fecundados, em mais uma situação rara, por espermatozóides de dois homens diferentes. A outra hipótese é igualmente incomum: “É o que chamamos de hiperfecundação. Ou seja, ela fecundou num ciclo natural e por um estimulo de uma relação sexual, ela vem e ovula novamente”.

Gravação do Canal Futura[editar | editar código-fonte]

Filhos Ilustres[editar | editar código-fonte]

Em Riacho de Santana nasceram grandes celebridades.

Conhecido por sua capacidade multifucional Godofredo Guedes era músico instrumentista, fabricava instrumentos, compositor e artista plástico. Godofredo nasceu em Riacho de Santana e seu instrumento musical preferido era a clarineta e com ela compôs diversas músicas como o chorinho “Cantar”, gravado por Beto Guedes (Seu Filho), Paulinho Pedra Azul, Paula Toller (Kid Abelha) e Caetano Veloso. Autor de quase 100 músicas, Godofredo Guedes, era um compositor dos mais inspirados e sensíveis que a música popular brasileira registrou.

Antonio Pereira da Silva Moacyr, conhecido por Pereira Moacyr, nasceu em Riacho de Santana na comunidade denominada Botuquara, homem de saber extraordinário, alcançou os mais cobiçados cargos desse País; além de médico, o ilustre foi Presidente do Extinto Instituto do Cacau, assumiu, também, a Presidência da Bolsa de Mercadorias (Atual Bolsa de Valores). No Cenário Político, Pereira Moacyr representou a Bahia como membro do Congresso Nacional, onde exerceu o cargo de Deputado Federal nos períodos de 1924 à 1926 e 1927 à 1930; alcançou o topo de sua carreira Política ao assumir o cargo de Senador da República Federativa do Brasil no período de 1947 à 1951, período Legislativo da Terceira Républica.

Além dos citados, Riacho de Santana é conhecido por ser berço de muitas personalidades importantes no cenário estadual e nacional, a exemplo do cordelista e pesquisador da cultura popular brasileira Marco Haurélio. Homens que, direta e/ou indiretamente contribuíram, significantemente, com a historia da Bahia e do Brasil.

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 23 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2011). Visitado em 19 de janeiro de 2014.
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