Ribeirão Preto

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Município de Ribeirão Preto
"Capital Nacional do Agronegócio"[1]
"Califórnia Brasileira[2] "
Catedral de Ribeirão Preto; Vista parcial da cidade; Museu do Café; Teatro Municipal Dom Pedro II; Choperia Pinguim; Avenida Professor João Fiusa; Panorama parcial da cidade.

Catedral de Ribeirão Preto; Vista parcial da cidade; Museu do Café; Teatro Municipal Dom Pedro II; Choperia Pinguim; Avenida Professor João Fiusa; Panorama parcial da cidade.
Bandeira de Ribeirão Preto
Brasão de Ribeirão Preto
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 19 de junho de 1856 (158 anos)
Gentílico ribeirão-pretano
Lema Bandeirantum ager
"Ação dos Bandeirantes"
Prefeito(a) Dárcy da Silva Vera (PSD)
(2013–2016)
Localização
Localização de Ribeirão Preto
Localização de Ribeirão Preto em São Paulo
Ribeirão Preto está localizado em: Brasil
Ribeirão Preto
Localização de Ribeirão Preto no Brasil
21° 10' 40" S 47° 48' 36" O21° 10' 40" S 47° 48' 36" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Ribeirão Preto IBGE/2008[3]
Microrregião Ribeirão Preto IBGE/2008[3]
Municípios limítrofes Sul: Guatapará;
Sudeste: Cravinhos;
Norte: Jardinópolis;
Leste: Serrana;
Oeste: Dumont;
Noroeste: Sertãozinho;
Nordeste: Brodowski
Distância até a capital
Características geográficas
Área 650,955 km² (SP: 109º)[5]
População 658 059 hab. (SP: 8º) –  estatísticas IBGE/2014[6]
Densidade 1 010,91 hab./km²
Altitude 546 m
Clima tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,800 (SP: 22°) – muito alto PNUD/2010[7]
PIB R$ Aumento18 498 185 000 mil (BR: 31º) – IBGE/2011[8]
PIB per capita R$ 30 209,01 IBGE/2011[8]
Página oficial
Prefeitura www.ribeiraopreto.sp.gov.br

Ribeirão Preto (pronúncia em português: [ʁibejˈɾɐ̃w ˈpɾetu]) é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo, Região Sudeste do país. Pertence à Mesorregião e Microrregião de Ribeirão Preto, localizando-se a noroeste da capital do estado, distando desta cerca de 315 km. Ocupa uma área de 650,955 km², sendo que 127,309 km² estão em perímetro urbano e os 523,051 km² restantes constituem a zona rural.[9] Em 2014 sua população foi estimada pelo IBGE em 658 059 habitantes, o município foi o que mais cresceu entre as maiores cidades do Estado de São Paulo. Entre os 35 maiores municípios brasileiros, a população ribeirão-pretana foi a sexta com maior taxa de aumento populacional (1,3%). Portanto, cresceu o dobro da capital paulista, maior cidade do país e bem mais que a média (0,86%) do Brasil.[10] [11]

A sede tem uma temperatura média anual de 23,2°C e na vegetação original do município predomina a mata Atlântica. Com 99,7% de seus habitantes vivendo na zona urbana, o município contava em 2009 com 319 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,800, considerando-se assim como elevado em relação ao país, sendo o vigésemo segundo maior do estado.[12] Várias rodovias ligam Ribeirão Preto a diversas cidades paulistas, tais como a Rodovia Anhanguera e a Rodovia Cândido Portinari, havendo ainda disponibilidade de ferrovias e um aeroporto, o Aeroporto Doutor Leite Lopes.

Ribeirão Preto foi fundada em 1856, neste período a região recebia muitos mineiros que saíam de suas terras já esgotadas para a mineração e procuravam pastagens para a criação de gado. No começo do século XX, a cidade passou a atrair imigrantes, que foram trabalhar na agricultura ou nas indústrias abertas na década de 1910. O café, que foi por algum tempo uma das principais fontes de renda, se desvaloriza a partir de 1929, perdendo espaço para outras culturas e principalmente para o setor industrial. Na segunda metade do século XX foram incrementados investimentos nas áreas de saúde, biotecnologia, bioenergia e tecnologia da informação, sendo declarada em 2010 como "polo tecnológico". Essas atividades atualmente fazem com que Ribeirão Preto tenha o trigésimo primeiro maior PIB brasileiro.

Além da importância econômica, o município é relevante centro de saúde, educação, pesquisas, turismo de negócios e cultura do Brasil. O Parque Prefeito Luiz Roberto Jábali, o Parque Maurílio Biagi e o Bosque-Zoológico municipal, configuram-se como importantes áreas de preservação ambiental, de recreação e passeios, enquanto que a Choperia Pinguim, o Teatro Pedro II e o Estúdios Kaiser de Cinema, são relevantes pontos de atividades culturais e de visitação por turistas. A cidade possui dois grandes eventos(feiras), a Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto e a tradicional e famosa Agrishow, que movimentou em 2014, mais de R$ 2,7 bilhões, atraindo público de 160 mil visitantes.[13]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Anterior à atual denominação do município, a cidade teve os nomes de Barra do Retiro, Capela de São Sebastião do Ribeirão Preto, Vila de São Sebastião do Ribeirão Preto, Vila de Entre Rios e Vila de Ribeirão Preto. O nome "Ribeirão Preto" deve-se ao ribeirão que atravessa a cidade, que é chamado de "Preto".[14] Quando o distrito pertencente a São Simão foi criado, pela lei provincial nº 51, de 2 de abril de 1870, ele denominava-se Ribeirão Preto. Pela lei provincial nº 34, de 7 de abril de 1879, a vila de Ribeirão Preto tomou o nome de Entre Rios e pela lei provincial nº 99, de 30 de junho de 1881, voltou a denominar-se Ribeirão Preto.[15]

História[editar | editar código-fonte]

Primórdios[editar | editar código-fonte]

Representantes dos índios Caiapós, primitivos moradores da área da atual cidade.

Até o século XIX a região era povoada exclusivamente pelos índios Caiapós, que se dispersavam por algumas aldeias onde cultivavam pequenas plantações de milho e mandioca, vivendo ainda da caça, da pesca, da coleta de mel e frutas nativas como a jabuticaba, o araçá e o maracujá. Porém com o passar do tempo o lugar passou a ser dominado pelas fazendas de forasteiros. O apossamento das terras foi pacífico, sendo que aos poucos elas foram sendo legitimadas e consolidadas por heranças.[16]

Segundo consta em registro, o primeiro dono e doador de terras foi José Mateus dos Reis, dono da maior parte da Fazenda das Palmeiras, fez a primeira doação de terras no valor de 40 mil reis, "com a condição de no terreno ser levantada uma capela em louvor a São Sebastião das Palmeiras". Em 2 de novembro de 1845, no bairro das Palmeiras, era fincada uma cruz de madeira como tentativa de demarcação de um patrimônio para a futura capela de São Sebastião.[17] Com esta, surgiram outras doações objetivando ampliar o patrimônio da capela, doações que foram anexadas à primeira feitas por José Alves da Silva (quatro alqueires), Miguel Bezerra dos Reis (dois alqueires), Antônio Bezerra Cavalcanti (doze alqueires), Alexandre Antunes Maciel (dois alqueires), Mateus José dos Reis (dois alqueires), Luís Gonçalves Barbosa (um alqueire) e Mariano Pedroso de Almeida e outros. Ribeirão Preto fazia parte do território do município de São Simão,[18] e do mesmo município faziam parte Dumont, Guatapará, Bonfim Paulista (atual distrito), entre outros vilarejos e cidades.[16]

A região recebia muitos mineiros, que saíam de suas terras já esgotadas para a mineração e procuravam pastagens para a criação de gado. Muitos também vinham do Vale do Paraíba, em decorrência da Crise do Café, trazendo sementes dos cafezais que aos poucos passaram a fazer parte de uma parcela relevante da economia regional. Várias fazendas se formaram, e Ribeirão Preto se originou a partir da criação da Paróquia de São Sebastião. A data da criação oficial do município (19 de junho de 1856) foi decidida somente um século depois, pela lei Municipal nº 386 de 24 de dezembro de 1954, baseada em estudo do historiador Osmani Emboaba da Costa.[19]

Após a emancipação[editar | editar código-fonte]

Alberto Santos Dumont

Um importante fator que contribuiu para o desenvolvimento do município foi a chegada da linha férrea da Mogiana em 1883, que possibilitou a expansão da cultura cafeeira que existia desde 1870. A expansão do café levou a um crescimento da população que passou de 5 552 pessoas (sendo 857 escravos) em 1874, para 10 420 (1 379 escravos) em 1886. Em 1887, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto realizou um dos atos de maior relevância de sua história, pois os vereadores aprovaram, por unanimidade em 3 de agosto daquele ano, a libertação dos escravos em Ribeirão Preto, antes mesmo da entrada em vigor da Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888.[17] Depois da assinatura da Lei Áurea que extinguiu a escravidão no Brasil, o governo da província de São Paulo passou a estimular a vinda de imigrantes europeus, provocando em Ribeirão Preto um grande aumento populacional, passando para 59 195 habitantes em 1900, um crescimento muito maior do que o registrado nos outros municípios da região durante esse período. Calcula-se que 33 199 dos 52 929 habitantes eram de origem estrangeira em 1902, sendo 83,7% italianos, 7,9% portugueses, 5,1% espanhóis e 1,7% austríacos.[17] Esse contingente populacional foi importante para a urbanização e desenvolvimento do município, pois muitos imigrantes já eram acostumados com a vida urbana e possuíam uma mentalidade empreendedora, criando novos estabelecimentos comerciais e industriais no município, transformando Ribeirão Preto, que era até então uma simples vila agrícola.[17]

Vale destacar que em 1879 a família Dumont mudou-se de Valença (RJ) para Ribeirão Preto, onde se estabeleceu na Fazenda Arindeúva, ocupando-se com plantio e beneficiamento de café, através da empresa Dumont Coffee Company. Trazidos por seu patriarca Dr. Henrique Dumont, vieram sua esposa e seus oito filhos, dentre eles, um jovem chamado "Alberto Santos Dumont". Após uma viagem que a família Dumont realizou para Paris em 1891, o idealizador Santos Dumont começou a despertar-se para área mecânica, principalmente para o "motor de combustão interna", que culminou posteriormente com a construção de um balão (sem motor), que mais tarde chegou à criação de seu avião. Desde então, o jovem sonhador não parou mais de buscar alternativas, vindo a receber da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, conforme Lei nº 100, de 4 de novembro de 1903, uma subvenção de um conto de réis para que prosseguisse as pesquisas que, três anos depois, resultaram na invenção do avião.[20]

FMRP em outubro de 1956.

Na primeira metade do século XX, Ribeirão Preto continuou atraindo imigrantes nacionais e internacionais. Um novo grupo de destaque são os japoneses, sendo o município, considerado "berço da imigração japonesa" por receber uma parte dos primeiros imigrantes que chegaram ao Brasil em 1908.[21] Também é expressiva a chegada de árabes, especialmente sírio-libaneses. O município também atraiu durante esse século pessoas de todo o estado de São Paulo e de todo o Brasil, sendo os mais numerosos, de acordo com o censo 2000, os mineiros, paranaenses e baianos.[19]

A cidade começa a receber industrias na década de 1910, com a instalação da Companhia Cervejaria Paulista.[19] Por ter sido sede da Companhia Antarctica Paulista e por ter uma das mais famosas choperias do Brasil, a Choperia Pinguim, Ribeirão Preto foi conhecida também como a "Capital do Chope" assim como já foi denominada "Capital do Café" e de "Califórnia Brasileira".[22] [23]

Entre o final da década de 1920 e começo da década de 30 o café entra em crise, porém com o passar do tempo é substituído por outras culturas, tais como a cana de açúcar, a soja, o milho, o algodão e as laranjas. A Crise de 1929 foi uma das responsáveis para essa quebra da cafeicultura, sendo que a cidade demorou certo tempo até recuperar-se.[24] Na década de 40 começam a chegar as rodovias e melhorias estruturais, tais como investimentos em faculdades e universidades.[25] Na segunda metade do século XX foram incrementados na economia municipal investimentos nas áreas de saúde, biotecnologia, bioenergia e tecnologia da informação, sendo declarada em 2010 como "polo tecnológico".[26]

Panorama da região Centro-Sul de Ribeirão Preto a partir do Bosque-Zoo Dr. Fábio Barreto.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 650,36 km², sendo que 127,309 km² constituem a zona urbana e os 523,051 km² restantes fazem parte da zona rural.[9] Situa-se a 21º10′40” de latitude sul e 47º48′36” de longitude oeste e está a uma distância de 313 quilômetros a noroeste da capital paulista. Limita-se com: Guatapará, a sul; Cravinhos, a sudeste; Jardinópolis, a norte; Serrana, a leste; Dumont, a oeste; Sertãozinho, a noroeste; e Brodowski, a nordeste.[27]

Geomorfologia e hidrografia[editar | editar código-fonte]

Vista parcial da cidade, cujo relevo é ondulado e a altitude média é de 544,800 metros.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) constatou através de um levantamento aerogravimétrico (avaliação da estrutura interna do solo por meio de aviões com auxílio de um instrumento que avalia a diferença de gravidade interna abaixo da terra) que a Bacia do Paraná, bacia sedimentar a qual Ribeirão Preto se encontra, apontou indícios de petróleo e gás em um trecho compreendido entre a cidade e o município de Rio Verde, em Goiás. Com 1,1 milhão de quilômetros quadrados, a Bacia do Paraná fica localizada no continente entre o Sul e o Centro-Oeste do Brasil e, pelo fato de o Brasil ter privilegiado a exploração de petróleo e gás no mar, seu potencial ainda é praticamente desconhecido.[28] A Bacia é caracterizada pela presença de solo sedimentar formado do Devoniano ao Cretáceo e com forte presença de rochas vulcânicas.[29] [30]

Região com pequeno declive para leste na região central da cidade.

No relevo de Ribeirão Preto apresenta-se predominância de áreas onduladas, sendo composto por colinas amplas e baixas e com topos tabulares. As altitudes encontram-se entre 500 e 700 metros e as declividades médias variam em torno de 2% a 10%.[29] A altitude média do município é de 544,8 metros.[31] Nos vales os entalhamentos têm valores médios inferiores a 20 metros, onde as dimensões dos interflúvios variam de 750 até 3 750 metros, sendo os principais cursos d'água formados pelos rios Pardo e Mogi-Guaçu e seus tributários.[29] A densidade do relevo interfere diretamente no seguimento das redes de drenagem, assim com estas também são capazes de modificar a configuração da superfície. Além dos rios Pardo e Mogi-Guaçu, citados anteriormente, cujas bacias são as maiores e mais abrangentes em Ribeirão Preto, o município também é banhado pelo Rio Grande, Rio Sapucaí, Rio Turvo e Rio Jacaré-Guaçu.[32]

Clima[editar | editar código-fonte]

Relâmpagos em Ribeirão Preto durante um temporal.

O clima de Ribeirão Preto é tropical de altitude (tipo Cwa segundo Köppen),[33] [34] com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 21,7°C, tendo invernos secos e frios (raramente de forma demasiada) e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas. Os meses mais quentes, janeiro e fevereiro, contam com temperatura média de 24,0°C, sendo a média máxima de 29,0°C e a mínima de 18,0°C. E o mês mais frio, junho, com média de 17,8°C, sendo 25,0°C e 12,0°C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.[34]

A precipitação média anual é de 1 422,5 mm, sendo julho o mês mais seco, quando ocorrem apenas 20,9 mm. Em janeiro, o mês mais chuvoso, a média fica em 265,0 mm.[34] Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 30°C, especialmente entre julho e setembro. Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso também são comuns registros de queimadas em matagais, principalmente na zona rural da cidade, o que contribui com o desmatamento e com o lançamento de poluentes na atmosfera, prejudicando ainda a qualidade do ar. Estas queimadas são muitas vezes propositais, sendo usadas para limpeza do terreno dos canaviais, porém elas são recorrentemente proibidas.[35]

A temperatura mínima registrada na cidade foi de -1,2ºC, observada pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) no dia 21 de julho de 1981.[36] Já a máxima foi de 40,2°C, registrada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) no dia 8 de fevereiro de 2012.[37] Entre o final do outono e começo do inverno é normal a cidade ter tardes amenas, sem que a temperatura suba muito, sendo que no dia 29 de junho de 1996 a temperatura não passou dos 10ºC no Aeroporto Leite Lopes.[38] Geadas são muito raras, porém já houve registros, tais como o episódio de setembro de 1897.[39] Nos meses mais secos do ano, principalmente entre agosto e setembro, também ocorrem quedas do índice de umidade relativa do ar. No dia 12 de setembro de 2010, por exemplo, o valor da umidade chegou a 11%.[40]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Ribeirão Preto Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 30 30 30 29 27 26 27 29 30 31 30 30 29,1
Temperatura mínima média (°C) 20 20 19 17 15 13 13 14 16 18 19 19 16,9
Precipitação (mm) 265 206,8 156,6 69,1 47,8 28,6 20,9 21 51,9 128,8 168,5 257,5 1 422,5
Fonte: Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (CEPAGRI);[34] acessado em 1º de março de 2011

Meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Arborização em avenida da cidade.

A vegetação original e predominante no município é a mata atlântica, sendo que a região possui fragmentos remanescentes de várias unidades fitogeográficas, tais como a floresta estacional semidecidual, a floresta paludosa e a floresta estacional decidual. Também há em alguns trechos (principalmente onde o solo é mais arenoso e há grande ocorrência de erosão) com várias características de cerrado. A ocorrência desses tipos vegetacionais se deve às características edáficas daquele local, das expressões das características geológicas, geomorfológicas e hidrológicas presentes em determinada área.[41] [41]

Em 2005 havia 102 remanescentes florestais (99 com vegetação natural correspondendo a 3,8% da área do município), classificados em nestes quatro grupos de vegetação; 1,37% faziam parte da floresta estacional semidecidual, 1,06% da estacional decidual, 0,64 da floresta estacional semidecidual com influência fluvial permanente (mata paludícola) e 0,83% eram cerrado.[41] O município também sedia duas unidades de conservação, segundo a Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto (ABAG/RP); a Área de Preservação Ambiental (APA) do Morro do São Bento, que foi criada pela Lei Estadual n.º 6131 de 27 de maio de 1988 e possui 1,9 hectares, e a Estação Ecológica de Ribeirão Preto, com 154,2 hectares.[41] Através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, foi criado em 2010 o programa "Vamos Arborizar Ribeirão" que até o final de 2012 realizou mais de 30 mil plantios em áreas verdes públicas e de preservação permanente, a partir de janeiro de 2013 a região foco do programa será a do Quadrilátero Central e posteriormente segue para os bairros: Vila Seixas, Campos Elíseos, Vila Tibério, Sumarezinho, Ipiranga, Heitor Rigon, Parque das Andorinhas, Planalto Verde, Manoel Penna, Jardim Paulista, Jardim Irajá e Vila Virgínia.[42]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1970 212 879
1980 318 544 49,6%
1991 436 682 37,1%
2000 504 923 15,6%
2010 604 682 19,8%
Fontes: IBGE[12] e Seade[43]

Em 2010, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 604 682 habitantes, sendo o oitavo mais populoso do estado e o mais populoso da Mesorregião de Ribeirão Preto, apresentando uma densidade populacional de 930,42 habitantes por km².[12] Segundo o censo de 2010, 290 286 habitantes eram homens e 314 828 habitantes mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 603 401 habitantes viviam na zona urbana e 1 713 na zona rural.[12] Já segundo estatísticas divulgadas em 2014, a população municipal era de 658 059 habitantes.[6]

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Ribeirão Preto é considerado elevado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seu valor é de 0,855, sendo o sexto maior de todo o estado de São Paulo (em 645 municípios); o oitavo de toda Região Sudeste do Brasil (em 1666) e o 19º de todo Brasil (entre 5507). A cidade possui a maioria dos indicadores elevados e acima com os da média nacional segundo o PNUD.[44]

Pobreza, desigualdade e crescimento[editar | editar código-fonte]

Um Conjunto Habitacional (COHAB) em Ribeirão Preto.

O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,45, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor.[45] A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 11,75%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 8,16%, o superior é de 15,35% e a incidência da pobreza subjetiva é de 8,75%.[45]

De 1991 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo reduziu em -14,0%. Em 2010 88,3% da população vivia acima da linha da pobreza, 7,4% encontrava-se na linha da pobreza e 4,3% estava abaixo.[46] Em 2000, a participação dos 20% da população mais rica da cidade no rendimento total municipal era de 61,1%, 21 vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 3,0%, sendo que em 1991 a participação dos 20% mais pobres era de 4,0%, ou seja, do começo da década de 90 até o ano de 2000 houve crescimento da desigualdade social na cidade.[46]

Segundo a prefeitura, em 2010 havia 44 favelas e 23 mil habitantes vivendo nelas, sendo que muitos destes são pessoas que vieram de outras cidades ou mesmo estados à procura de melhores oportunidades de vida em Ribeirão Preto, porém não conseguiram emprego e acabaram em afixar-se em aglomerados subnormais. Para reverter a situação houve a tentativa de remoção de vários núcleos de favelas, porém a resistência da população fez com que em alguns casos fosse preferível a urbanização dos aglomerados subnormais.[47] Nestes casos os aglomerados passaram por processos de regularização da posse da terra, parcelamento do solo, implantação de infra-estrutura, regularização do traçado de acesso e vias internas.[48] Outros projetos incluem a construção de Conjuntos Habitacionais (COHABs) em espaços vazios da cidade, conforme diretrizes do Plano Diretor de Ribeirão Preto e das diretrizes do Estatuto das Cidades.[49]

Panorama do Jardim Nova Aliança – Zona Sul de Ribeirão Preto a partir do jardim suspenso do Ribeirão Shopping.

Em contraste com as áreas subdesenvolvidas, Ribeirão Preto passa atualmente por uma grande expansão urbana, focada principalmente em cinco polos nas regiões sul, leste e oeste da cidade: as avenidas Maurílio Biagi, Dr. Celso Charuri, Caramuru, Wladimir Meirelles Ferreira e Braz Olaia Acosta, o bairro Jardim Botânico, a charmosa Avenida Professor João Fiúsa (que será prolongada até o Distrito de Bonfim Paulista) e os entorno do Golfe, como os bairros Nova Aliança Sul e Jardim Nova Aliança.[50]

O principal eixo em desenvolvimento de Ribeirão Preto, sendo representada pela grande onda que vem tomando conta da cidade, nas últimas duas décadas. A avenida Presidente Vargas, que começa junto à região central e se estende por toda a Zona Sul, é o símbolo maior deste crescimento, no trecho que vai do cruzamento com a avenida Nove de Julho — marco inicial da Pres. Vargas — até o Anel Viário Sul, formou-se um importante corredor urbano, cuja maior vocação é o comércio e os serviços.[51] Nesta região situam-se dois importantes shoppings, o tradicional e completo Ribeirão Shopping e o novíssimo e luxuoso Shopping Iguatemi Ribeirão Preto.

Panorama dos bairros Jardim Irajá e Santa Cruz - Zona Sul de Ribeirão Preto a partir do Parque Curupira.

Religião[editar | editar código-fonte]

Busto de Dom Alberto José Gonçalves, primeiro bispo católico da cidade.

Tal qual a variedade cultural verificável em Ribeirão Preto, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração — e ainda hoje a maioria dos ribeirão-pretanos se declara católica —, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do islamismo, espiritismo, entre outras. Nas últimas décadas, o budismo e as religiões orientais têm crescido bastante na cidade. Também são consideráveis as comunidades judaica, mórmon, e das religiões afro-brasileiras. De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população ribeirão-pretana está composta por: católicos (60,80%), evangélicos (19,86%), pessoas sem religião (7,70%), espíritas (6,69%) e os demais estão divididas entre outras religiões.[52]

Igreja Católica Apostólica Romana[editar | editar código-fonte]

Segundo divisão feita pela Igreja Católica, o município está situado e é sede da Arquidiocese de Ribeirão Preto, criada como diocese em 5 de dezembro de 1908 e elevada à arquidiocese em 19 de abril de 1958. É diretamente responsável pelas paróquias de dezenove municípios paulistas, além de Ribeirão Preto, e possui sete dioceses sufragâneas (Barretos, Catanduva, Franca, Jaboticabal, Jales, São João da Boa Vista e São José do Rio Preto), divididas ainda em 84 paróquias.[53]

Fachada da Catedral Metropolitana de Ribeirão Preto.

A sede da arquidiocese é a Catedral Metropolitana de Ribeirão Preto, inaugurada em 15 de junho de 1917 e construída com características arquitetônicas românicas, com linhas góticas e o neoclássico. Em seu interior destacam-se os vitrais coloridos, com telas pintadas por Benedito Calixto. O padroeiro da Catedral, assim como o da cidade, é São Sebastião.[54]

Igrejas protestantes[editar | editar código-fonte]

A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, a Igreja Cristã Maranata, Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja Episcopal Anglicana, as igrejas batistas, a Igrejas Assembleias de Deus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Mundial do Poder de Deus, a Igreja Universal do Reino de Deus, a Congregação Cristã no Brasil, entre outras.[55] Como citado acima, de acordo com o IBGE, em 2010 19,86% da população eram protestantes. Desse total, 10,63% são das igrejas evangélicas de origem pentecostal; 2,81% são das evangélicas de missão e 6,41% são das evangélicas sem vínculo institucional.[56]

Ainda existem também cristãos de várias outras denominações, tais como as Testemunhas de Jeová (que representam 1,44% dos habitantes) e os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (0,19%), também conhecida como Igreja Mórmon.[57]

Etnias[editar | editar código-fonte]

Cor/Raça Porcentagem
Branca 69,59%
Parda 22,73%
Negra 6,33%
Amarela 0,92%
Indígena 0,09%
Sem declaração 0,34%

Fonte: IBGE - Censo Demográfico 2010[58]

Área populosa na região central da cidade. Um dos fatores para a urbanização municipal foi a imigração no começo do século XX.

No ano de 2010 havia 1 556 emigrantes que vieram de outras partes do estado de São Paulo e do Brasil, de acordo com o IBGE.[59] Por outro lado, 1 556 saíram de Ribeirão Preto para ir para outros países, sendo que 359 deles foram para o Estados Unidos (23,07%), 228 (14,65%) foram para o Japão e 149 (9,58%) para o Reino Unido.[60]

O auge da imigração em Ribeirão Preto ocorreu no começo do século XX, quando os imigrantes que chegavam ao Brasil procuravam emprego nas fazendas de café do interior paulista. Conforme citado anteriormente, calcula-se que 33 199 dos 52 929 habitantes eram de origem estrangeira em 1902, sendo 83,7% italianos, 7,9% portugueses, 5,1% espanhóis e 1,7% austríacos.[17] Esse contingente populacional foi importante para a urbanização e desenvolvimento do município, pois muitos imigrantes foram responsáveis pela abertura de estabelecimentos comerciais e industriais no município, transformando Ribeirão Preto, que era até então uma simples vila agrícola.[17]

Conforme estudo da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, Ribeirão Preto lidera atualmente a atração de migrantes no estado de São Paulo, enquanto a maior parte do estado teve reduzido o ritmo de recebimento de migrantes, na última década, a região de Ribeirão Preto continuou acelerando o crescimento populacional impulsionado por quem vem de fora. Entre as 15 regiões administrativas (RAs) paulistas, a de Ribeirão Preto apresentou a maior taxa anual de migração paulista na última década, a uma velocidade de 7,58 novos moradores ao ano para cada mil que já existiam. Em todo o Estado, o ritmo foi bem menor, de 1,21. A cidade de Ribeirão Preto recebeu novos moradores numa velocidade oito vezes maior que o Estado, com 10,09 migrantes anuais para cada mil já estabelecidos.[45]

Política e administração[editar | editar código-fonte]

Palácio do Rio Branco, sede da prefeitura do município.

A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo.[61] O primeiro a governar o município foi João Gonçalves dos Santos, que ficou no cargo de intendente por alguns meses de 1874.[62] Atualmente a prefeita municipal é Dárcy da Silva Vera, do Partido Social Democrático (PSD), que venceu as eleições municipais em 2008 com 88,25% dos votos válidos[63] [64] e foi reeleita no segundo turno das eleições em 2012 com 295 711 votos (97,57% dos eleitores).[64]

O poder legislativo é constituído pela câmara, composta por 22 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[65] ) e está composta da seguinte forma:[66] três cadeiras do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB); três cadeiras do Partido Social Democrático (PSD); três cadeiras do Partido da República (PR); três cadeiras do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); duas cadeiras do Partido Progressista (PP); duas cadeiras do Partido Popular Socialista (PPS); duas cadeiras do Partido dos Trabalhadores (PT); uma cadeira do Partido Democrático Trabalhista (PDT); uma cadeira do Partido Verde (PV); uma cadeira do Partido Comunista do Brasil (PCdoB); e uma cadeira do Partido Republicano Brasileiro (PRB). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias).[66]

A cidade se rege ainda por lei orgânica, que foi promulgada em 5 de abril de 1990 e entrou em vigor nesta mesma data,[67] e é sede da Comarca de Ribeirão Preto, instalada oficialmente a 17 de outubro de 1988.[68] O município possuía 430 083 eleitores em junho de 2014, o que representava 1,38% do total de 31 998 429 000 do estado de São Paulo. Além dos 430 mil eleitores aptos, outros 26 298 tiveram seus títulos cancelados e 3 642 suspensos.[69] [70]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Vista aérea de Ribeirão Preto em 2010.

Ribeirão Preto é dividida oficialmente em mais de 160 bairros, quatro regiões (Zona Norte, Zona Sul, Zona Leste e Zona Oeste) e três administrações regionais (subprefeituras). A cidade também chegou a ser constituída de quatro distritos no meio do século XX, porém alguns foram elevados à categoria de município e hoje restam apenas dois. Um é o distrito de Bonfim Paulista, que em 2010 contava com 13 324 habitantes, segundo o IBGE,[71] e foi criado pela lei estadual nº 890 de 3 de outubro de 1902, então com o nome de Vila Bonfim.[15] O outro é o Distrito-Sede, que possuía 591 358 pessoas no ano de 2010.[71]

As três administrações regionais (subprefeituras) são a Administração Regional 1 Norte (Campos Elíseos), a Administração Regional 2 Oeste (Vila Tibério) e a Administração Regional 3 Sul (que engloba o distrito de Bonfim Paulista). Elas foram criadas pela prefeitura para facilitar a distribuição dos serviços públicos pela cidade, fazendo com que eles sejam descentralizados excentricamente da administração municipal, tendo maior âmbito político do que geográfico.[72] Já os bairros de Ribeirão Preto estão distribuídos entre suas quatro regiões. Em 2009 a Zona Norte era composta por 48 bairros, a Zona Sul era dividida em 23, a Zona Leste em 45, a Zona Oeste em 36.[73] Segundo a prefeitura, o bairro mais populoso do município é o Campos Elíseos, que é conhecido ainda por ser um importante núcleo comercial, concentrando lojas, escolas, hospitais, faculdades e bancos.[74]

Economia[editar | editar código-fonte]

PIB Municipal
Ano Valor R$/mil

2007 12.911.809 Aumento
2008 13.843.411 Aumento
2009 14.686.950 Aumento
2010 17.001.903 Aumento
2011 18.498.185 Aumento

O Produto Interno Bruto (PIB) de Ribeirão Preto é o maior da Mesorregião de Ribeirão Preto, o décimo maior do estado de São Paulo e o trigésimo primeiro de todo o país.[8] De acordo com dados do IBGE, relativos a 2011, o PIB do município era de R$ 18 498 185 000 mil.[8] O PIB per capita era de R$ 30 209,01[8] e em 2000 o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de renda era de 0,823, sendo que o do Brasil naquele ano era de 0,723.[44]

De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2010, 34 125 unidades locais e 33 015 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes. 242 310 trabalhadores eram classificados como pessoal ocupado total e 198 838 categorizavam-se em pessoal ocupado assalariado. Salários juntamente com outras remunerações somavam 3 960 153 mil. reais e o salário médio mensal de todo município era de 3,1 salários mínimos.[75] A região de Ribeirão Preto é uma das mais ricas do estado de São Paulo, apresentando elevado padrão de vida (renda, consumo, longevidade). Além disso, possui localização privilegiada, próxima a importantes centros consumidores, e acesso facilitado devido à infraestrutura de transportes e comunicação, sendo ainda uma das maiores produtoras mundiais de açúcar e álcool.[76]

Setor primário
Vacas leiteiras em fazenda de Ribeirão Preto.

A agricultura é o setor menos relevante da economia de Ribeirão Preto. De todo o PIB da cidade 52 129 mil reais é o valor adicionado bruto da agropecuária.[8] Segundo o IBGE em 2010, o município contava com cerca de 4 539 bovinos, 726 equinos, dez asininos, dez muares e 310 810 galos, frangas, frangos e pintinho. 791 vacas foram ordenhadas, das quais foram produzidos 2 250 mil litros de leite.[77] Apesar de ser um município predominantemente urbano, situa-se no meio de uma série de municípios vizinhos em que a agricultura é a principal atividade econômica, o que acaba em influenciar as principais atividades da cidade, que estão centradas no comércio e na prestação de serviços.[78]

A maior parte da área agrícola do município e da região é utilizada para o cultivo de lavoura temporárias, sendo também uma das principais produtoras de amendoim, cana-de-açúcar, manga, limão, abóbora, entre outros; mas que pelos valores envolvidos não assumem a mesma importância da cana. Além disso, vários produtos cultivados na região aparecem junto com a cana, na parcela da terra que fica em descanso: amendoim, feijão e arroz.[78] Segundo o IBGE, as maiores produções agrícolas de Ribeirão Preto são oriundas da cana-de-açúcar (37 104 hectares cultivados e 3 154 840 toneladas colhidas em 2010), do milho (650 hectares e 3 120 mil toneladas colhidas) e do tomate (26 hectares e 1 658 toneladas colhidas).[79]

Setor secundário
Vista aérea do Distrito Empresarial de Ribeirão Preto, com a região central da cidade ao fundo.

A indústria, atualmente, é o segundo setor mais relevante para a economia do município, representa 2 940 919 mil reais do PIB municipal, referentes ao valor adicionado bruto da indústria (setor secundário).[8] O destaque na cidade é para os setores de produção de alimentos e bebidas; indústrias da área de saúde; papel, papelão e gráfica; metalúrgica e têxtil e vestuário. Da principal fonte de renda do setor primário, a cana-de-açúcar, se retira a matéria prima para fabricação do álcool e do açúcar, sendo que é um dos maiores polos produtores destes produtos no estado de São Paulo. Estes setores passaram por um grande desenvolvimento durante o final da segunda metade do século XX, devido à necessidade de investimentos na economia municipal a fim de combater o desemprego gerado pela crise do café.[80] [81]

Atualmente, além do ramo da agroindústria, o município abriga unidades de algumas empresas multinacionais, tais como Coca-Cola, Nestlé, 3M, Microsoft, Holcim, Carrefour (Atacadão), Walmart (Sam's Club), Outback Steakhouse, McDonald's, Burger King, Netafim, OHL (Ambient), Wolf Seeds, Telefónica, Embratel, Agrichem, Decathlon, Fnac, Cinépolis, AmBev, Lavor Wash, Comingersoll, Pearson Education, Weber Saint-Gobain, State Grid Corporation of China, Decathlon, Leroy Merlin, Telhanorte, Cions Software, PricewaterhouseCoopers, Bayer, Neoris Cloud Computing Services, Accor, AGCO Máquinas e Equipamentos Agrícolas, Dow AgroSciences, Frey, ADR System, FMC Corporation, entre outras.[82] As principais atividades desenvolvidas, são: alimentícia, bebidas, farmacêutica, medicamentos, veterinária, auto peças, lubrificantes, livraria, equipamentos médicos-odontológicos, combustível, gás, cimentícia, metalurgia, transportes, química, sementes, Implementos Agrícolas, entre outras.[83]

Setor terciário
Ribeirão Shopping, situado na Zona Sul.

A prestação de serviços rende 13 189 772 mil reais ao PIB municipal, sendo que atualmente é a maior fonte geradora do PIB ribeirão-pretano.[8] A cidade se constitui num núcleo de atração das atividades comerciais e de prestação de serviços da região, cuja área de influência extrapola os limites da própria região de governo, estendendo-se para Barretos, Araraquara, São Carlos, Franca entre outras do próprio estado de São Paulo e até de outros estados, como a cidade de São Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais.[76]

Shopping Iguatemi Ribeirão Preto, situado na Zona Sul.

O pioneiro para a consolidação da pujança atual foi o Mercado Central de Ribeirão Preto, que começou a ser construído em 1899 e foi concluído em 1900, sendo inaugurado em outubro. Algumas catástrofes atingiram o Mercado Municipal, como as enchentes e o destruidor incêndio, em 7 de outubro de 1942, causado por um curto-circuito elétrico. Este incêndio queimou praticamente todo o prédio, tornando-o inabitável. Em 1956, surgiu a proposta da construção de um novo Mercado Municipal. Com a ajuda do estado, esta ideia tornou-se possível e, em 28 de setembro de 1958, o então prefeito Costábile Romano inaugurou o novo prédio. Hoje o Mercado conta com 152 boxes, numa área construída de 4.150 , sendo um dos principais núcleos comerciais do município.[84] Além do tradicional e pioneiro Mercado Central, o município possui vários centros comerciais (shoppings),[85] tornando-a referência e polo comercial do interior de São Paulo. Alguns dos principais centros comerciais são: o Ribeirão Shopping, o Novo Shopping Ribeirão Preto, o Shopping Santa Úrsula, o Iguatemi Ribeirão Preto, o Buriti Shopping, o Sapato Shopping, o Trade Plaza Ribeirão e o Plaza Mirante Sul.[86] [87] [88] [89] [90] [91] [92]

Ribeirão Preto ganhará um complexo de lazer, cultural e gastronômico, que receberá investimento na ordem de R$ 280 milhões. O mesmo terá um shopping de dois andares com 146 lojas, uma casa de shows no estilo Credicard Hall com 1.700 poltronas removíveis que podem dar espaço a 3.500 pessoas em pé, praça de alimentação com 20 opções, além de nove restaurantes selecionados e cinco salas de cinema. Será inserido neste empreendimento seis prédios, sendo dois hotéis, dois comerciais e dois flats. O complexo terá 120 mil m² e um estacionamento com 1.450 vagas cobertas.[93]

Ribeirão Preto se consolida a cada dia como importante centro de distribuição e logística do interior do Brasil, devido a sua localização estratégica, pujança socioeconômica regional, densidade populacional, além da internacionalização com foco no segmento de cargas do Aeroporto Leite Lopes.[94] [95]

A rede de lojas Armani Jeans, do grupo italiano Giorgio Armani, inaugurará em 2013 sua primeira unidade em uma cidade da América Latina, a mesma ficará no Ribeirão Shopping. Ressalta-se que as únicas grifes do conceituado estilista presentes no Brasil, são Empório Armani, Giorgio Armani e Armani Exchange, mesmo assim, somente em capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A loja em Ribeirão Preto também marcará a abertura da primeira unidade no País fora de uma importante capital.[96]

Estrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Em 2009, o município possuía 319 estabelecimentos de saúde entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos, sendo 64 deles públicos e 255 privados. Neles a cidade possuía 2 177 leitos para internação, sendo que 947 estão nos públicos e os 1 320 restantes estão nos privados.[97] Em 2011 95,7% das crianças menores de 1 ano estavam com a carteira de vacinação em dia.[46] Em 2010 foram registrados 8 141 nascidos, sendo que o índice de mortalidade infantil era de 9,7 a cada mil crianças menores de um ano de idade e 99,8% do total de nascidos vivos tiveram seus partos assistidos por profissionais qualificados de saúde.[46] Neste mesmo ano 12,5% do total de mulheres grávidas eram de meninas que tinham menos de 20 anos.[46] 32 963 crianças foram pesadas pelo Programa Saúde da Família, sendo que 0,8% delas estavam desnutridas.[46]

Ribeirão Preto possui os seguintes hospitais: Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto - HC Campus, UE Unidade de Emergência e HC Criança; Hospital Estadual de Ribeirão Preto; Hospital Santa Casa de Ribeirão Preto; Hospital Psiquiátrico de Ribeirão Preto - Hospital Santa Tereza; Hospital Sanatório Espírita Vicente de Paulo; Hospital Beneficência Portuguesa; Hospital do Câncer de Ribeirão Preto - SOBECCan; Hospital São Lucas; Hospital Ribeirânia; Hospital Municipal Santa Lydia; Hospital São Paulo; Hospital São Francisco; Hospital Electro Bonini; Hospital Mater - Maternidade do Complexo Aeroporto; Hospital Maternidade Sinhá Junqueira; Hospital RDO VIVER[98] e o Hospital Unimed Ribeirão (em implantação).[99]

Hospital Municipal Santa Lydia de Ribeirão Preto.

Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto é o órgão ligado de forma direta à Prefeitura do Município de Ribeirão Preto e tem por função a manutenção e funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), assim como a criação de políticas, programas e projetos que visem à saúde municipal. Para primeiros atendimentos a cidade conta com 33 Unidade Básica e Distrital de Saúde (UBDS) e Unidades Básicas de Saúde (UBS).[100] Dentre os serviços de apoio e atenção básica são alguns o Programa de Saúde da Criança e do Adolescente, o Programa de Fitoterapia e Homeopatia, a Vigilância Sanitária (VISA), o Programa de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência (PASDEF), o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), o Programa de Saúde dos Deficientes Auditivos e Fissurados (Prodaf) e o Programa de Integração Comunitária (PIC).[101] O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Ribeirão Preto foi um dos primeiros a ser instituido no Brasil, hoje contando com 11 ambulâncias básicas (USBs) e uma UTI móvel (USA).[102]

O Ministério da Saúde aponta Ribeirão Preto como a melhor cidade paulista e a terceira do País, entre os 29 municípios brasileiros com maior renda e infraestrutura, em acesso e qualidade dos serviços médicos prestados à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A cidade recebeu nota 6,69, acima da média brasileira, de 5,47, conforme o Índice de Desempenho do SUS (Idsus). As duas primeiras colocas no ranking são Vitória, Espírito Santo, e Curitiba, no Paraná, com notas 7,08 e 6,96, respectivamente.[103]

Educação[editar | editar código-fonte]

Entrada do Campus da USP Ribeirão.

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) médio entre as escolas públicas de Ribeirão Preto era, no ano de 2009, de 4,0 (numa escala de avaliação que vai de nota 1 à 10), sendo que a nota obtida por alunos do 5º ano (antiga 4ª série) foi de 4,4 e do 9º ano (antiga 8ª série) foi de 3,7; o valor das escolas municipais e estaduais de todo o Brasil também era de 4,0. Entre as instituições particulares o índice municipal sobe para 6,1 (6,4 de alunos do 5º ano e 5,9 de alunos do 9º ano).[46] O valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da educação era de 0,918 (classificado como muito elevado), enquanto o do Brasil é 0,849.[44]

O município contava, em 2012, com aproximadamente 112 472 matrículas nas redes públicas e particulares.[104] Segundo o IBGE, naquele mesmo ano, das 180 escolas do ensino fundamental, 63 pertenciam à rede pública estadual, 29 à rede pública municipal e 88 eram escolas particulares. Dentre as 75 instituições de ensino médio, 34 pertenciam à rede pública estadual, 1 pertenciam à rede municipal e 40 às redes particulares.[104] Em 2000, 5,5% das crianças de 7 a 14 anos não estavam cursando o ensino fundamental. A taxa de conclusão, entre jovens de 15 a 17 anos naquele ano, era de 67,7%. O índice de alfabetização da população 15 ou mais de idade, em 2010, era de 98,9%. Em 2006, para cada 100 meninas do ensino fundamental, havia 105 meninos.[46] A prefeitura de Ribeirão Preto assinou termo, objetivando a instalação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), autarquia do governo federal. A expectativa é de que o campus avançado comece a funcionar a partir do segundo semestre de 2014 com 400 vagas para cursos de nível técnico. O investimento será da ordem de R$ 2 milhões, para a abertura de cursos de graduação e pós-graduação, será necessário a doação de uma nova área por parte da prefeitura.[105] [106]

A Secretaria Municipal de Educação tem como objetivo coordenar e assessorar administrativa e pedagogicamente o sistema escolar de Ribeirão Preto.[107] São exemplos de programas coordenados pela Secretaria com foco voltado à população a Educação de Jovens e Adultos (EJA), que é a rede de ensino gratuita e voltada para adultos que não concluíram o ensino fundamental, e a rede de Educação Especial, onde alunos que têm deficiência física são conduzidos por professores especializados.[108] A cidade possui também importantes universidades, centros universitários e faculdades, destacando-se Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP), Universidade Paulista (UNIP), Centro Universitário Moura Lacerda, Centro Universitário Barão de Mauá, COC (Uniseb), União das Instituições Educacionais de São Paulo (UNIESP), Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Faculdade Reges Ribeirão, Faculdade Filadélfia (FAFIL), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), Faculdade Anhanguera, Fatec Ribeirão[109] e IFSP Campus Ribeirão.[110] [111] [112]

Educação de Ribeirão Preto em números - 2012[104]
Nível Matrículas Docentes Escolas (total)
Ensino pré-escolar 13 387 729 192
Ensino fundamental 73 242 3 765 180
Ensino médio 25 843 1 535 75

Ciência e tecnologia[editar | editar código-fonte]

Escola de Formação Tecnológica (FORTEC) Unidade I.

Além de Ribeirão Preto, toda a região compreende um dos principais centros universitários e de pesquisa do estado, com destaque para a área médica, engenharia e alta tecnologia em São Carlos; agronomia, veterinária e zootecnia em Jaboticabal; e zootecnia e engenharia de alimentos em Pirassununga, entre outras. Assim, a região consolida-se como um importante polo de geração de tecnologia e mão de obra qualificada.[26] Em março de 2012 foi inaugurada a Escola de Formação Tecnológica (FORTEC) "Jandyra de Camargo Moquenco" no centro da cidade, iniciando suas atividades com quatro cursos e atendendo a cerca de 900 alunos, divididos em três turnos.[113]

O Parque Tecnológico de Ribeirão Preto tem como objetivo colaborar no desenvolvimento científico e tecnológico da região, atraindo empresas que invistam em pesquisa e desenvolvimento de produtos, voltadas para as áreas de Saúde e Biotecnologia, e que priorizem o desenvolvimento sustentável. Nele há foco para instituições de Ensino e Pesquisa, compreendendo a formação de recursos humanos, a disponibilização de serviços tecnológicos e competências tecnológicas, as demandas tecnológicas empresariais da região de Ribeirão Preto e do Brasil e as tendências tecnológicas nacionais e internacionais do setor de Saúde e Biotecnologia.

[114] [115] O Parque Tecnológico de Ribeirão Preto conta com equipamentos indutores de pesquisas e desenvolvimento, tais como o Laboratório de Equipamentos Médicos e Hospitalares e o Centro Empresarial e incubadora de empresas.[26] O município também é destaque como centro educacional com cursos voltados à tecnologia da informação (TI). Em 2005 Ribeirão Preto já contava com mais de 300 empresas do ramo e em 2010 a região tive um aumento de 23% no faturamento na área de Tecnologia da Informação e Comunicação.[116] Outras áreas em que a cidade se destaca dentro do setor tecnológico são a saúde, a biotecnologia e a bioenergia,[26] sendo uma das maiores produtoras mundiais de açúcar e álcool.[76] [117]

Segurança pública e criminalidade[editar | editar código-fonte]

Embora, como em todos os municípios médios e grandes brasileiros, a criminalidade esteja presente em Ribeirão Preto, a cidade possui um dos mais baixos graus de assassinatos do país. Em 2008, a taxa de homicídios no município foi de 5,2 para cada 100 mil habitantes, ficando na 2337ª posição a nível nacional e no 273° lugar a nível estadual.[118] O índice de suicídios naquele ano para cada 100 mil habitantes também foi de 5,9, sendo o 95ª a nível estadual e o 961° a nível nacional.[119]

A queda de homicídios por causas relacionadas à violência urbana se deve a um conjunto de políticas que aumentou a repressão, além de medidas tomadas pela Policia Civil do Estado de São Paulo (PCSP), como o Registro Digital de Ocorrência (RDO), adotado em mais 46 municípios do estado de São Paulo. O RDO permite que os boletins de ocorrência (BOs) feitos nas unidades policiais sejam padronizados via intranet, armazenados em bancos de dados e consultados por outros órgãos policiais.[120]

Homicídios Dolosos por 100 mil habitantes em Ribeirão Preto[121]

Habitação, serviços e comunicação[editar | editar código-fonte]

Vista parcial noturna de Ribeirão Preto. O abastecimento de energia elétrica é feito pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Paulista).

No ano de 2010, segundo o IBGE, a cidade tinha 195 338 domicílios particulares permanentes, sendo 152 522 casas, 37 622 apartamentos, 4 450 casas de vilas ou em condomínios e 744 cômodos ou cortiços. Do número total de domicílios, 134 718 eram imóveis próprios, sendo 109 267 próprios já quitados, 25 451 em aquisição e 50 870 alugados; 8 219 imóveis foram cedidos, sendo 1 243 por empregador e 6 976 cedidos de outra maneira. 1 531 foram ocupados de outra forma. Grande parte do município conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. Naquele ano, 98,76% dos domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água; 99,67% das moradias possuíam algum tipo de coleta de lixo e 96,93% das residências possuíam esgotamento sanitário.[122] Ainda, segundo o censo de 2010, apenas 2,35% da população da cidade vive em aglomerados subnormais, totalizando 14.117 pessoas, um índice consideravelmente baixo.[123]

O primeiro sistema de abastecimento de água de Ribeirão Preto começou a funcionar em 1903, sendo que a responsabilidade do serviço era uma empresa privada, a Empresa de Água e Esgotos de Ribeirão Preto S/A. Em 1955, a empresa rompeu o contrato de concessão e a Prefeitura passou a gerenciar os serviços e em 1960 a Lei nº 968 criou o Departamento de Água, Esgotos e Telefonia (DAET), que deu origem em 1969 ao Departamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto (DAERP), que ainda hoje, além do serviço de água, também é a encarregada pela coleta do esgoto e, desde 1999, pelo gerenciamento a execução de serviços de limpeza pública, coleta, tratamento e destinação final do lixo no município.[124] A água consumida e distribuída vem de um reservatório de águas subterrâneas, o chamado Aquífero Guarani, sendo que Ribeirão Preto tem 103 poços artesianos em funcionamento.[125] Já o esgoto é tratado em duas estações; a Estação de Tratamento de Esgotos Caiçara, que foi inaugurada em outubro de 2000 e trata 14% do total coletado, e a Estação de Tratamento de Esgotos Ribeirão Preto, que trata os 84% restantes.[126]

Prédios na Região Central.

A responsável pelo abastecimento de energia elétrica em Ribeirão Preto é a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Paulista), que atende ainda a outros 234 municípios do Interior de São Paulo.[127] Em 2010 99,93% dos domicílios do município eram atendidos pelo serviço.[122] Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido por diversas operadoras. Alguns pontos já contam com rede wireless (internet sem fio).[128] O código de área (DDD) de Ribeirão Preto é 016[129] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade vai de 14000-001 a 14109-999.[130]

Há vários canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF), sendo alguns dos principais com emissoras afiliadas na própria cidade ou em cidades próximas, como a SBT Ribeirão Preto (afiliada ao Sistema Brasileiro de Televisão/SBT), a EPTV Ribeirão (afiliada à Rede Globo), a TV Clube Ribeirão Preto (afiliada à Rede Bandeirantes) e a TV Record Franca-Ribeirão Preto (afiliada à Rede Record).[131] Ribeirão Preto também possui jornais em circulação, sendo alguns "A Cidade", "Gazeta de Ribeirão", "Folha de São Paulo" (Caderno Ribeirão), "Tribuna de Ribeirão" e "O Diário".[132] Algumas das principais emissoras de rádio são a Rádio Eldorado Ribeirão Preto, a Radio Nativa, a Rádio CMN Jovem Pan, a Rádio BandNews FM, a Oi FM e a Jovem Pan FM.[133]



Transportes[editar | editar código-fonte]

Aeroviário

O aeroporto do município é o Aeroporto de Ribeirão Preto - Doutor Leite Lopes, que é administrado pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (DAESP). É um dos principais aeroportos do interior de São Paulo, oferecendo apoio e infraestrutura compatível com aeroportos de grandes centros. Opera em período integral e recebeu, em 2011, mais de 54 mil voos e cerca de 1,1 milhão de passageiros, tornando o 26° aeroporto mais movimentado do Brasil, com movimento superior a diversas capitais brasileiras.[134] Conta com pista asfaltada, que tem 1 800 metros de extensão e iluminação noturna, além de terminal de passageiros com 3 850 m² e estacionamento para veículos com 100 vagas. Ainda opera voos fretados, abriga a sede da Passaredo, importante empresa aérea regional, e um aeroclube.[135]

Ferroviário e metroviário

A primeira ferrovia a chegar a Ribeirão Preto pertencia à chamada Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, sendo que a estação ferroviária foi inaugurada a 23 de novembro de 1883. Em 1970 passou a fazer parte da Ferrovia Paulista S.A., continuando a funcionar até 1976, quando os trilhos da ferrovia foram transferidos.[136] Em 1º de junho de 1966 foi inaugurada a nova estação ferroviária da cidade, que hoje pertence à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), recebendo passageiros até agosto de 1997, quando estes trens foram suprimidos.[137] Além destas Ribeirão Preto já foi servida por outras duas ferrovias. A Estrada de Ferro Dumont, construída pela Mogiana, ligava a cidade à fazenda Dumont, de propriedade de Henrique Santos Dumont, a oeste do município, sendo que a Estação Ferroviária Dumont, que pertencia a essa ferrovia, foi inaugurada em 1890 e abandonada junto ao fechamento da linha, em 1940, sendo demolida em março de 1968.[138] Já a Estrada de Ferro São Paulo-Minas transportava minérios entre Ribeirão Preto e Minas Gerais, sendo que a estação dessa ferrovia foi inaugurada em 1º de maio de 1928 e funcionou até por volta de 1970.[139]

O avanço dos transportes rodoviário e aeroviário em Ribeirão Preto, assim como em grande parte do estado de São Paulo e do centro-sul brasileiro, contribuiu com a decadência das ferrovias, principalmente na primeira metade da década de 1990. O município é servida hoje com uma linha-tronco, que liga Brasília ao Porto de Santos e se apresenta como um importante ponto de destino de cargas ferroviárias.[140]

Rodoviária de Ribeirão Preto, a melhor do Brasil em 2010.[141]
Rodoviário

O Terminal Rodoviário de Ribeirão Preto é um dos principais de sua região, sendo que foi inaugurado em outubro de 1976 como o maior e mais moderno do país. Passou por reformas e foi reinaugurado em 2009, havendo sala climatizada com 150 lugares, praça de alimentação, toaletes, lojas e um total de 17 plataformas rodoviárias e 40 guichês de venda de passagens.[142]

Ribeirão Preto tem uma boa malha rodoviária que a liga a várias cidades do interior paulista e até a capital, tendo acesso a rodovias de importância estadual e até nacional através de rodovias vicinais pavimentadas e com pista dupla, como a Rodovia Cândido Portinari e a Rodovia Anhanguera. A Anhanguera é um dos mais importantes eixos rodoviários de São Paulo, estando inserido no corredor viário nordeste do estado, ligando-o a Minas Gerais. Em um raio em torno de 200 km do município encontram-se algumas das principais cidades do interior de São Paulo e de Minas Gerais, tais como Araraquara, São Carlos, Bauru, Piracicaba, Campinas, São José do Rio Preto, Uberaba e Uberlândia, sendo o acesso facilitado pela disponibilidade de rodovias.[143] As seguintes rodovias passam pelo município:[144]

Avenida Meira Junior
Avenida Maurílio Biagi - Ciclo Faixa de Lazer
Urbano

A Empresa de Trânsito e Transporte Urbano (TRANSERP), instituída em 1980, é responsável pelo controle e manutenção do trânsito do município, desde a fiscalização das vias públicas e comportamento de motoristas e pedestres até a elaboração de projetos de engenharia de tráfego, pavimentação, construção de obras viárias e gerenciamento de serviços tais como os de táxis, alternativos, ônibus, fretados e escolares.[145]

A frota municipal no ano de 2012 era de 450 015 veículos, sendo 260 633 automóveis, 10 539 caminhões, 1 660 caminhões trator, 29 457 caminhonetes, 15 711 camionetas, 962 micro-ônibus, 94 155 motocicletas, 22 360 motonetas, 2 083 ônibus, 51 tratores de rodas, 2 727 utilitários e 9 677 outros tipos de veículos.[146] As avenidas duplicadas, pavimentadas e diversos semáforos facilitam o trânsito da cidade, mas o crescimento no número de veículos nos últimos dez anos(desde 2002) está gerando um tráfego cada vez mais lento de carros, principalmente na sede do município. Além disso, tem se tornado difícil encontrar vagas para estacionar no centro comercial da cidade, o que vem gerando alguns prejuízos ao comércio.[147]

O novo sistema de transporte coletivo que será implantado em Ribeirão Preto, a partir de 2012, terá subsídio da prefeitura para baratear o valor da tarifa, a proposta em estudo prevê a instalação de dois terminais centrais, um próximo à praça XV e outro no entorno da rodoviária, além da instalação de nove miniterminais nos bairros. Estão previstos também a instalação de dois miniterminais de transbordos próximo à Catedral. A proposta prevê ainda a implantação de quatro corredores estruturais no sentido norte-sul e leste-oeste. Incluindo o aumento do número de carros que deverá passar dos atuais 346 para 394 e o sistema Leva e Traz será integrado na licitação para atender a periferia da cidade. Esta previsto também 61 ônibus sistema Padron, com três portas e ar condicionado, além de todos os veículos serem obrigatoriamente adaptados para o transporte de deficientes.[148] [149]

Segundo a Secretaria Municipal de Obras, o novo balão das avenidas Portugal com Nove de Julho vai custar R$ 2,1 milhões. Três novas pontes na avenida Francisco Junqueira terão o custo de R$ 3,3 milhões. Quatro viadutos (avenida Maria de Jesus Condeixa com avenida Antônio Diederchesen, avenida Thomaz Alberto com avenida Brasil, avenida Mogiana com avenida Brasil e avenida Jerônimo Gonçalves com avenida Francisco Junqueira) sairão por R$ 64 milhões. O túnel ligando as avenidas Antonio Diederichsen e Presidente Vargas está estimado em R$ 10,5 milhões e o outro túnel, que fará a ligação entre as avenidas Presidente Vargas e Independência vai sair por R$ 21,5 milhões. A duplicação da avenida Antônia Mugnatto Marincek, no Ribeirão Verde, vai custar R$ 18,7 milhões.[150] [151]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Choperia Pinguim ao lado do Teatro Pedro II - O "Quarteirão Paulista".

A responsável pelo setor cultural de Ribeirão Preto é a Secretaria Municipal da Cultura de Ribeirão Preto, que tem como objetivo planejar e executar a política cultural do município por meio da elaboração de programas, projetos e atividades que visem ao desenvolvimento cultural. Ela foi criada em 1984, a partir da Lei Municipal nº 4.465,[152] e engloba ainda o Fundo Pró-Cultura, que regulamenta a gestão financeira de valores arrecadados pela secretaria,[153] e o Sistema Municipal de Cultura, processo de gestão conjunta e coordenada de iniciativas que envolvem os governos federal, estadual e municipal, com o objetivo de manter e estruturar a política pública de cultura.[154] A Secretaria Municipal de Esportes, criada pela pela Lei Complementar nº 36, de 27 de novembro de 1990, também é responsável por outras áreas (mais específicas) da cultura ribeirão-pretana, tais como atividades de lazer e práticas desportivas.[155]

Ribeirão Preto é um município que tem uma vida noturna muito ativa em função de bares,[156] restaurantes, boates, teatros, cinemas e similares. No passado, devido à sua agitada vida noturna e arquitetura atrativa, foi denominada "petite Paris" (pequena Paris). O grande poder aquisitivo dos coronéis do café fez com que a cidade se desenvolvesse a ponto de ser comparada a grandes metrópoles da época, principalmente Paris. Imitando sua arquitetura e hábitos sociais, surgiram vários teatros e sociedades que promoviam os eventos e entretenimentos sociais. O prédio do governo municipal, o Palácio Rio Branco, foi inspirado na arquitetura da Prefeitura de Paris, Hôtel de Ville.[157] [158]

Artes cênicas[editar | editar código-fonte]

Espaço interno dos Estúdios Kaiser de Cinema, antiga fábrica da Cia. Cervejaria Paulista.

A cidade conta com vários espaços dedicados à realização de eventos culturais das áreas teatral e musical. O Teatro Pedro II, que é um teatro de ópera, localizado na região central, mais especificamente no chamado "Quarteirão Paulista". É considerado o terceiro maior da categoria no Brasil, possuindo capacidade para 1 580 espectadores e uma área total de 6 500 m², tendo sido inaugurado em 8 de outubro de 1930. O Teatro Municipal, inaugurado em 1969 com linhas modernas, que tem capacidade para 515 pessoas. O estacionamento fica localizado ao lado do teatro e tem capacidade de aproximadamente 40 carros. Por ser um lugar arborizado e amplo, é usado também para eventos culturais.[159] O Teatro de Arena, que foi fundado em 1969, tendo sido construído numa meia-encosta, em uma área de aproximadamente 6 mil m².[160] A Secretaria da Cultura conta ainda com seis centros culturais distribuídos pela cidade. Neles são realizados cursos, atividades relacionadas ao artesanato, música, dança e culinária.[161] A Escola de Arte do Bosque/Cândido Portinari, também pertencente à Secretaria, oferece cursos gratuitos de artes plásticas e artesanato, seja para crianças, adultos ou à terceira idade.[162] Outros espaços culturais que se destacam são o Teatro Auxiliadora, o Teatro Bassano Vaccarini, o Teatro do Sesc, o Teatro Minaz, o Teatro Municipal, o Teatro Santa Rosa[163] e o Teatro do Sesi.[164]

Ribeirão Preto ainda é um dos principais polos de cinema do Brasil, tendo os Estúdios Kaiser de Cinema, mantidos pela São Paulo Film Commission, espaço com mais de 13 mil m² de área construída e que abriga toda uma infra-estrutura para a produção audiovisual, além de contar com o maior cineclube do país, o Cineclube Cauim, que possui números que não há como negar e impressionam.[165] Em único mês, 60 mil pessoas passaram pela sala de cinema do cineclube que funciona na rua São Sebastião, no coração de Ribeirão. As 140 mil crianças que estudam na rede pública municipal já foram, pelo menos, duas vezes ao cinema, graças a um dos seus projetos; outras 14 mil da rede estadual também já estiveram no Cauim pelo menos uma vez. E mais 50 mil crianças de 26 cidades da região também já passaram pelo cinema. Situado no centro histórico da cidade (antiga sede da Companhia Cervejaria Paulista), este patrimônio "industrial" é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural de Ribeirão Preto (Conppac) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), fazendo parte do Núcleo de Cinema de Ribeirão Preto.[166]

Eventos[editar | editar código-fonte]

Vista aérea da antiga sede da Companhia Cervejaria Paulista.

A Secretaria de Cultura promove ainda diversos festivais e concursos. O Festival de Teatro de Ribeirão Preto, por exemplo, realizado desde 2010 por meio da Fundação Dom Pedro II e Secretaria Municipal da Cultura em parceria com o Sesc e a Secretaria de estado da Cultura, reúne vários grupos teatrais da cidade, ocupando importantes espaços artísticos, como a praça Ramos de Azevedo, o teatro do Centro Universitário Barão de Mauá, Teatro Municipal, Sesc e Theatro Pedro II.[167] Ainda há a Feira de Photo Imagem, Carnabeirão (maior micareta do estado de São Paulo), Festival de Cinema de Ribeirão Preto, Agrishow (Feira Internacional de tecnologia Agrícola em ação), a Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto (segunda maior feira a céu aberto do Brasil)[168] , Feira ExpoHair, Feitrans (Feira de Transportes Interior Paulista), Festival Tanabata (cultura japonesa), Arena Cross, Festival de Inverno João Rock, Festival de Teatro de Ribeirão[169] , Ribeirão Rodeo Music, Festitália (cultura italiana), Entorta Bixo, Arraia da Enf, Feapam, Ribeirão Cana Invest, Bonfim Paulista Rodeio Show, Expobonsai, Avirrp, Comida di buteco, Ribeirão Preto Restaurante Week, Tropeada de Ribeirão Preto, Rally Mitsubishi Cup, Copa Chevrolet Montana e Stock Car Brasil. Esses eventos movimentam diversos segmentos do município, como o aeroporto, rodoviária, sistema de táxi, rede hoteleira, bares, restaurantes, entre outros.[170] [171]

O Carnaval da cidade também é um dos maiores da região. Ribeirão Preto é o berço de uma das mais antigas escolas de samba do Brasil: em 1927 foi fundada os "Bambas", no entanto, como um cordão carnavalesco, transformando-se em escolas de samba posteriormente. Além desta escola pioneira existem os Embaixadores dos Campos Elíseos, Tradição do Ipiranga, Falcão de Ouro, Camisa 12 Corintiana e Imperadores do Samba.[172] Existem atualmente na cidade três blocos de rua, "Os Alegrões" (Jd. Irajá), o "O Berro" (Centro) e o "Bloco da Vila" (Vila Tibério).[173] [174]

Atrativos naturais e arquitetônicos[editar | editar código-fonte]

Museu do Café "Cel. Francisco Schmidt", anexo à USP.

Além dos atrativos cênicos, Ribeirão Preto ainda possui uma banda de monumentos históricos, atrativos naturais e lugares para visita. Há, por exemplo: a Praça Alto do São Bento, localizada no ponto mais elevado do município, onde está a escultura de bronze do Sagrado Coração de Jesus, idealizado pelo Monge Beneditino D. Casimiro Mazetti, e inaugurada em 1952;[175] a Avenida Nove de Julho, que abriga cerca de 30 bancos, entre comerciais e de investimentos, além de seguradoras, consórcios, bares, restaurantes e lanchonetes;[176] o Palácio Rio Branco, inaugurado em 26 de maio de 1917, que sedia a Prefeitura, a Secretaria de Governo, Secretaria da Casa Civil, Coordenadoria de Comunicação Social, Astel (Assessoria Técnica Legislativa), Seção de Leis e Decretos;[177] a Choperia Pinguim, choperia fundada na década de 1930 que hoje tem destaque nacional e até internacional;[178] o "Quarteirão Paulista", conjunto arquitetônico que abrange o Teatro Pedro II, o prédio do antigo Palace Hotel e o Edifício Meira Júnior, onde funciona o "Pinguim"[179] e a Praça XV de Novembro, marco de referência histórica e geográfica que localiza-se na região central da cidade e começou a ser construída em 1900.[180]

Alguns museus se destacam na cidade, como o "Museu do Café Francisco Schimdt", que foi construído no início de 1950, conhecido por guardar a mais importante coleção de peças do Estado de São Paulo sobre a História do Café. Seu acervo é formado por grandes esculturas, carros de boi, troles, máquinas de beneficiar café, além de fotos do período áureo do café da região de Ribeirão Preto.[181] Outro museu de grande relevância é o Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel-Gismondi (MARP).[182] A cidade dispõe de outros museus, como Museu de Ordem Geral e Museu da Imagem e do Som.[183] Além da novíssima Casa da Memória Italiana, que pretende ser cenário de um acervo multimídia com os relatos das famílias que formaram a cultura de Ribeirão Preto. As histórias das três famílias proprietárias do imóvel são as primeiras a compor o patrimônio do espaço. A casa foi construída por uma fazendeira de café e comprada em 1941 por Pedro Biagi, avô do empresário Maurílio Biagi Filho, um dos atuais donos do casarão.[184]

Dentre as áreas verdes, Ribeirão Preto possui 172 praças, além de alguns parques, como: Parque Prefeito Luiz Roberto Jábali, conhecido como "Curupira" (Zona Sul); Parque Ecológico Guarani (Zona Leste); Parque Luís Carlos Raya, conhecido como Parque Jardim Botânico (Zona Sul); Parque Dr. Fernando de Freitas Monteiro da Silva (Zona Sul); Parque Jardim Nova Aliança (Zona Sul); Parque Roberto de Mello Genaro (Região Centro-Sul); Parque Francisco Prestes Maia (Região Centro-Oeste); Parque Ulysses Guimarães (Zona Norte); Parque São Bento (Zona Norte); Parque Tom Jobim (Zona Noroeste); Parque Ecológico Ângelo Rinaldi (Horto Municipal) (Zona Oeste); Parque Maurílio Biagi (Região Central); e Parque Ecológico e Social Rubem Cione, maior parque em área do município totalizando 256.850 (Zona Oeste).[185]

O Parque Tom Jobim com área total de 64 mil m² e área do lago de 8 mil m², esta recebendo várias adequações, entre elas, consertos e recolocação do alambrado e revitalização dos brinquedos utilizados pelas crianças, além da construção da base da Guarda Civil Municipal e o Centro Administrativo do parque. O passo seguinte será a implantação de uma Academia ao Ar Livre, concretagem do piso da quadra, muito utilizada pelos moradores.[186]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Arquibancadas do Estádio Palma Travassos, do Comercial
Arquibancadas do Estádio Palma Travassos, do Comercial
Arquibancadas do Estádio Santa Cruz, do Botafogo.
Arquibancadas do Estádio Santa Cruz, do Botafogo.

No futebol, o município tem como principais representantes o Botafogo, conhecido como "o Pantera da Mogiana", que disputa hoje a Primeira Divisão do Paulista e manda seus jogos no Estádio Santa Cruz, com capacidade para 29 mil pessoas; e o Comercial, conhecido como "Leão do Norte", que manda seus jogos no Estádio Palma Travassos, com capacidade para 18 mil pessoas. O confronto entre essas duas equipes é um dos jogos mais tradicionais do interior de São Paulo, denominado por Come-Fogo.[187] Em setembro de 2006, foi fundado o Olé Brasil Futebol Clube, que desde 20 de abril de 2009 disputa a Quarta Divisão do Paulista sendo o 3º clube profissional do município.[188] O Estádio Santa Cruz, ao lado do Centro de Treinamento Manoel Leão, serviu como base da Seleção Francesa de Futebol durante a Copa do Mundo FIFA de 2014, sendo Ribeirão Preto uma das subsedes da competição.[189]

Além do futebol, Ribeirão Preto conta com vários locais para prática de outras modalidades desportivas. Desde o ano de 2010, Ribeirão Preto passou a sediar a Etapa de Ribeirão Preto da Stock Car Brasil no Circuito de Rua de Ribeirão Preto.[190] O Cartódromo Municipal "Antônio de Castro Prado Neto", construído pela Prefeitura de Ribeirão Preto e diversas construtoras do município no Parque Permanente de Exposições, foi inaugurado em 2000. Com 52 boxes e capacidade para abrigar até 104 karts, o cartódromo ocupa uma área total de 30.656,29 , com fácil acesso e saída pela rua Santa Rosa do Viterbo em confronto com as ruas Peru e Uruguai.[191]

Até 2006 a cidade foi representada pelo COC-Ribeirão Preto, equipe que revelou jogadores como Alex Garcia, contratado por 2 temporadas pelo San Antonio Spurs e pelo New Orleans Hornets da NBA, e o ex-técnico da seleção brasileira Aluísio Ferreira. Foi campeão brasileiro em 2003, vice campeão em 1998 e 2001 e ainda único pentacampeão paulista consecutivo (2001/02, 2002/03, 2003/04, 2004/05, 2005/06), com um título invicto e maior número de jogos invicto da história do basquete brasileiro, porém a equipe teve fim após o campeonato brasileiro de 2006, em virtude de divergência entre dirigentes e a confederação de basquete brasileiro.[192] Em 2012 se transformou no SEB-COC Ribeirão Preto.[193]

O Raça Rugby Ribeirão (RRR) foi fundado em 1992 por alunos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).[194] No atletismo destaca-se a Meia Maratona de Ribeirão Preto, competição de rua com percurso de 5 km e 10 km percorrendo algumas das principais avenidas da cidade.[195]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Em Ribeirão Preto há quatro feriados municipais, oito feriados nacionais e seis pontos facultativos. Os feriados municipais são o dia de São Sebastião, padroeiro municipal, em 20 de janeiro; o dia do aniversário da cidade, comemorado em 19 de junho; e o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro.[196] De acordo com a lei federal nº 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais de cunho religioso, já incluída a Sexta-Feira Santa.[197] [198]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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