Rickson Gracie

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Rickson Gracie
Data de nascimento 20 de novembro de 1958 (55 anos)
Local de nascimento Rio de Janeiro, RJ
 Brasil
Outros nomes Adrian Rai
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Residência Município do Rio de Janeiro Rio de Janeiro
 Brasil
Altura 1,78 m
Peso 84 kg
Divisão Peso-Médio
Envergadura 188 cm
Modalidade Jiu-jitsu brasileiro, judô, aikido, sambo e luta livre
Luta por Rio de Janeiro,  Brasil
Equipe Família Gracie
Treinador Hélio Gracie (BJJ)
Graduação          dan (faixa preta e vermelha) em BJJ
Anos ativo 1980-2000 (MMA)
Cartel no MMA
Total 11
Vitórias 11
Por nocaute 0
Por finalização 11
Por decisão 0
Derrotas 0
Por nocaute 0
Por finalização 0
Por decisão 0
Outras informações
Filho(s) 1 - Kron Gracie

2 - Rockson Gracie (falecido)

3 - Kaulin Gracie (mulher)

Parentes notáveis Hélio Gracie (Pai)
Rorion Gracie (Irmão)
Relson Gracie (Irmão)
Rolker Gracie (Meio-irmão)
Royce Gracie (Meio-irmão)
Robin Gracie (Meio-irmão)
Royler Gracie (Meio-irmão)
Página Oficial http://www.rickson-gracie.com/
Rickson Gracie no Sherdog

Rickson Gracie (Rio de Janeiro, 20 de novembro de 1958) é um artista marcial praticante do jiu-jitsu brasileiro e ex-lutador de MMA e vale-tudo. Atualmente reside no Rio de Janeiro, após passar anos radicado nos Estados Unidos e ter deixado uma academia em Los Angeles sob o comando de seu filho Kron Gracie. Rickson possui um histórico impecável de 486 lutas entre desafios de vale-tudo, MMA, torneios de jiu-jitsu, sambo e luta-livre. Seu cartel possui 484 vitórias, 1 empate, e apenas 1 derrota.[1] (Foi derrotado por Ron Tripp num torneio de Sambo. Rickson afirmou que não sabia totalmente das regras, e por isso foi derrotado).[2] [3]

Em 2012, ele idealizou o evento Mestre do Combate.[4] [5]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Rickson possui o 8º dan em jiu-jitsu brasileiro. É o mais vitorioso membro da renomada família Gracie no jiu-jitsu, sendo considerado por muitos uma lenda da "arte-suave".[carece de fontes?]

É o quarto filho de Hélio Gracie. Sua família foi responsável pela criação de um sistema de combate denominado de jiu-jitsu brasileiro ou jiu-jitsu Gracie, que basicamente usa o peso e a força do adversário contra ele mesmo. Essa característica da luta possibilita que um lutador, mesmo sendo menor que o oponente, consiga vencer. Outra característica marcante o diferencia de outras artes: suas avançadas técnicas de luta de chão, com as quais é possível finalizar um adversário por meio de uma queda. É possível também o uso de torções com ambos deitados.

Rickson e sua família venceram diversos desafios no Brasil durante décadas, numa época em que o vale-tudo era brutal, por isso a família Gracie é sinônimo de temidos lutadores e odiados e idolatrados por muitos, mesmo em sua terra natal. É na década de 80 que sua família criou a prática desafiar para lutas sem regras os mestres de outras artes marciais.

História do jiu-jitsu[editar | editar código-fonte]

Em 1918, Mitsuyo Maeda foi enviado ao Brasil em missão diplomática com o objetivo de receber os imigrantes japoneses e fixá-los no país.

Sensei da Academia Kodokan de judô, ensinou Carlos Gracie (o tio do Lamparina), em virtude da afinidade com seu pai, Gastão Gracie. Carlos, por sua vez, ensinou a seus demais irmãos, em especial a Hélio Gracie. Neste ponto surgem duas teorias. A primeira alega que Maeda ensinou somente o judô de Jigoro Kano a Carlos, e este o repassou a Hélio, que era o mais franzino dos Gracie, adaptando-o com grande enfoque no Ne-Waza - técnicas de solo do judô, ponto central do jiu-jitsu desportivo brasileiro.

Para compensar seu biotipo, a partir dos ensinamentos de Carlos, Hélio aprimorou a parte de solo pelo uso do dispositivo de alavanca, dando-lhe a força extra que o mesmo não dispunha.

Década de 1970 e de 1980[editar | editar código-fonte]

Durante décadas, havia grande rivalidade entre os lutadores de jiu jitsu e de luta livre,[6] havendo assim, diversas lutas desde os primórdios do jiu-jitsu até os tempos atuais. Por diversas vezes, houve a invasão de academias.

A Família Gracie, conhecendo a eficácia do jiu-jitsu brasileiro, promoveu durante décadas, desafios a "portas fechadas". Chegavam a anunciar até mesmo nos jornais tais desafios prometendo recompensa para quem os vencessem nos desafios de vale-tudo

Os desafios de Rickson se davam dentro das academias ou nas ruas. Como exemplo de tais desafios, podemos citar um evento ocorrido nas praias do Rio de Janeiro, onde Rickson Gracie afirma ter vencido o duelo travado com Hugo Duarte,[7] que acusa os lutadores de jiu-jitsu que acompanhavam Rickson de jogarem areia em seu rosto durante a luta. Assim, posteriormente, um grupo de aproximadamente 30 lutadores de Luta Livre invadiram a academia de seu pai, onde Rickson treinava para espancá-lo. Hélio Gracie disse: "O Rickson vai lutar", e assim ocorreu a revanche onde Rickson foi sagrado novamente vencedor.

Assim, nos anos 80, Rickson travou cerca de 230 combates (nacionais e internacionais), e afirma ter sagrado-se vencedor em todos por finalização. No Brasil, a rivalidade entre o jiu-jitsu e a luta livre era tamanha, que houve a necessidade de se provar ao público interessado, qual arte marcial e qual lutador era superior, desse modo, foi organizada uma luta entre Rickson e o temido Rei Zulu (que estava no auge e há 150 lutas invicto), com isso, após Rickson Gracie vencê-lo por duas vezes, não houve mais desafios.

Características de suas lutas[editar | editar código-fonte]

Rickson se declara invicto;[8] polêmicas à parte, o fato é que muitas de suas lutas não têm registro.

Mas é incontestável que Rickson possuía uma impressionante técnica e maneira peculiar de derrubar o oponente[carece de fontes?], sempre impunha a sua maneira de lutar frente aos demais com superioridade e conseguia anular facilmente seus oponentes, vencendo sempre por nocaute ou finalização num curto espaço de tempo[carece de fontes?]. Nos campeonatos de vale-tudo que disputou no Japão, foi consagrado vencedor, saindo de suas lutas totalmente ileso[carece de fontes?].

Carreira no vale-tudo e legado[editar | editar código-fonte]

Antes de existir MMA, havia no Brasil as lutas de Vale-Tudo; Rickson venceu lutas deste molde sangrento, em duelos nas ruas ou em lugares fechados (academias), e afirma ter vencido todas por finalização, ou nocaute técnico. (carece de fontes)

Rickson Gracie medindo 1,78 m e pesando 84 kg, venceu todos os campeonatos de vale-tudo que disputou como: Japan Free Style Championship 1994, Japan Free Style Championship 1995, Pride 1, Pride 4, Colosseum 2000, totalizando 11 lutas com 11 vitórias, todas por finalização. Rickson Gracie foi junto com seu irmão mais novo Royce Gracie, os maiores divulgadores do MMA no mundo no início deste esporte no início dos anos 90, Rickson fez sua parte no Japão, e Royce nos E.U.A, depois do sucesso dos dois irmãos, o vale-tudo foi ficando cada vez mais popular e se profissionalizou, se transformou em MMA, e não parou de crescer até hoje, sem contar que graças aos dois irmãos, é que o jiu-jitsu brasileiro se tornou um pré-requisito fundamental para qualquer atleta de MMA.

Apesar de Rickson estar invícto no MMA, nesse esporte não é considerado uma lenda e não é o grande nome da família. Seu irmão mais novo Royce Gracie, é o grande nome da família, tendo sagrado-se várias vezes campeão do UFC (o torneio mais difícil de vale-tudo naquela época, em meados dos anos 90), além de ter o melhor cartel da família nesse esporte. O fato que diferencia os dois irmãos, para os críticos, é que no início dos ano 90, Royce venceu no UFC oponentes mais duros e um torneio bem mais difícil que os torneios que o Rickson participou no início dos anos 90 no Japão, e quando lutou no PRIDE, Rickson só participou das primeiras edições enfrentando japoneses desconhecidos e muito inferiores técnicamente, e fez sua última luta no ano 2000 nos EUA, também contra oponente desconhecido. Além disso, Royce nunca negou desafio, tendo inclusive aceitado voltar a lutar depois de ter ficado parado por quase 4 anos no ano 2000, e fazendo diversas lutas até o ano de 2007, em um tempo que a cada ano o MMA evoluía de uma forma impressionante, fato que o Rickson não fez.

Primeiro, Royce voltou e lutou pelo PRIDE, enfrentando japoneses técnicamente melhores dos que o Rickson havia enfrentado, como Kazushi Sakuraba, conhecido como "exterminador de Gracies" e que chegou a vencer lutadores como Vitor Belfort, Vernon White, Carlos Newton, Guy Mezger e Quinton Jackson; e enfrentou também Hidehiko Yoshida, que chegou a vencer nomes como Mark Hunt. Royce aceitou mais um grande desafio, quando enfrentou em 2006 o até então campeão do UFC Matt Hughes, perdendo no primeiro round, e por fim, fazendo uma revanche com Kazushi Sakuraba em 2007 vencendo por pontos.

De 2000 a 2007, Royce oscilou entre vitórias e derrotas, mas aceitou voltar a lutar em um tempo em que o vale-tudo se transformou em MMA, e os lutadores eram muito melhores técnicamente que no passado, onde o jiu-jitsu passou a ser um pré-requisito para todos os atletas, e por isso, muitos renomados atletas da atualidade que observaram tais atitudes, concordam que Royce Gracie foi o membro da família Gracie que mais se destacou nos ringues do MMA, enquanto isso, seu irmão Rickson Gracie, procurava imacular sua imagem de vencedor, criando um marketing pessoal, e sem lutar no MMA moderno.

Mas com relação à discussão pelo fato de o Rickson ter parado de lutar justo quando o esporte estava evoluindo rápidamente, e quando finalmente ele teria oponentes à altura, diferentemente do Royce que voltou e aceitou o desafio, existe um argumento a favor de Rickson que deve ser levado em consideração. Quando o Royce fez sua última luta no MMA em 2007, ele estava com 40 anos de idade, e quando o Rickson fez sua última luta no ano 2000, ele já estava com 41 anos, idade mais avançada que a do Royce quando resolveu parar. Então, Rickson não lutou mais após o ano 2000, mais por causa da idade já relativamente avançada, e não que ele tenha fugido dos desafios, entretanto esse argumento não justifica o fato de que na década de 90 mesmo, Rickson tinha ao seu dispor grandes desafios, inclusive maiores que qualquer um por ele enfrentado, lutadores como Igor Vovchanchyn, Marco Ruas, Mark Kerr, Mark Coleman, Dan Serven, Don Frye, Bas Rutten, José "Pelé" Landi Jons, os irmãos Shamrock, entre outros, desde a década de 90 já figuravam no nome do Vale-Tudo. Já o Royce, por ser mais novo e poder ter lutado até uma época onde o MMA estava muito mais competitivo, leva a fama justamente de ser o membro da família que mais se destacou no MMA, pois acabou enfrentando desafios muito maiores.

O grande erro de Rickson para muitos dos críticos, foi não ter se aposentado oficialmente após sua última luta no ano 2000, e passar a década seguinte inteira fazendo um marketing pessoal falso, alegando por diversas vezes que poderia vencer qualquer oponente da atualidade facilmente e a qualquer momento, inclusive a grande lenda no MMA entre os pesos-pesados, o russo Fedor Emelianenko, mas no final das contas, Rickson nunca esteve realmente disposto a voltar. Após a morte de seu filho Rockson, com apenas 19 anos em 2001, nunca mais lutou.

Rickson afirma ser o melhor de todos os tempos no MMA, apesar de Masakatsu Funaki ser o único adversário de renome no esporte que Rickson enfrentou. O Gracie sempre diz aceitar os desafios contra os melhores, porém sempre pede uma bolsa absurda que faz com que nenhuma organização se proponha a pagar. Muitos dizem ser essa uma maneira que o mesmo utiliza para fugir das lutas. Recentemente, Rickson disse que lutaria com Sakuraba, se sua bolsa fosse maior que de todos os outros lutadores de MMA. Disse o mesmo quando questionado da possibilidade de retorno ao UFC.

O Retorno[editar | editar código-fonte]

Em entrevista exclusiva a Denis Martin da Sherdog, Rickson confirmou seu provável retorno aos ringues em 2008, (mais provavelmente na modalidade K-1), quando completaria cinqüenta anos de idade: "Se o preço for justo, voltarei a competir".[carece de fontes?]

Posteriormente, pelo fato de não ter conseguido entrar em acordo financeiro na modalidade K-1, em Novembro de 2008, Rickson decretou sua aposentadoria no mundo do MMA em entrevista exclusiva para revista TATAME: "Não vejo a possibilidade de lutar de novo.".[carece de fontes?]

Rickson é muito criticado[quem?] por ter dito, aos 50 anos, que só lutaria se lhe pagassem um cachê maior do que o de qualquer lutador ("Não aceito ganhar menos que ninguém. Não aceito ganhar igual a ninguém", disse em entrevista à SPORTV em 2008).

Cartel no MMA[editar | editar código-fonte]

Cartel[editar | editar código-fonte]

Total 11 Vitórias 0 Derrota
11 Lutas Nocaute 0 0
Finalização 11 0
Decisão 0 0
Res. Cartel Oponente Método Evento Data Round Tempo Local Notas
Vitória 11–0 Japão Masakatsu Funaki Finalização (Mata-Leão) C2K: Colosseum 02000-05-26 26 de maio de 2000 1 12:49 Japan
Vitória 10–0 Japão Nobuhiko Takada Finalização (Armlock) Pride 4 01998-10-11 11 de outubro de 1998 1 9:30 Tokyo, Japan
Vitória 9–0 Japão Nobuhiko Takada Finalização (Armlock) Pride 1 01997-10-11 11 de outubro de 1997 1 4:47 Tokyo, Japan
Vitória 8–0 Japão Yuki Nakai Finalização (Mata-Leão) Vale Tudo Japan 1995 01995-04-20 20 de abril de 1995 1 6:22 Tokyo, Japan
Vitória 7–0 Japão Koichiro Kimura Finalização (Mata-Leão) Vale Tudo Japan 1995 01995-04-20 20 de abril de 1995 1 2:07 Tokyo, Japan
Vitória 6–0 Japão Yoshihisa Yamamoto Finalização (Mata-Leão) Vale Tudo Japan 1995 01995-04-20 20 de abril de 1995 3 3:49 Tokyo, Japan
Vitória 5–0 Estados Unidos Bud Smith Finalização (Socos) Vale Tudo Japan 1994 01994-07-29 29 de julho de 1994 1 0:39 Urayasu, Chiba, Japan
Vitória 4–0 Estados Unidos Dave Levicki Finalização (Socos) Vale Tudo Japan 1994 01994-07-29 29 de julho de 1994 1 2:40 Urayasu, Chiba, Japan
Vitória 3–0 Japão Yoshinori Nishi Finalização (Mata-Leão) Vale Tudo Japan 1994 01994-07-29 29 de julho de 1994 1 2:52 Urayasu, Chiba, Japan
Vitória 2–0 Brasil Rei Zulu Finalização (Mata-Leão) Promoção Independente 01984-01-01 1 de janeiro de 1984 1 N/A Rio de Janeiro, Brazil
Vitória 1–0 Brasil Rei Zulu Finalização (Mata-Leão) Promoção Independente 01980-04-25 25 de abril de 1980 1 11:55 Brasília, Brazil

Referências

  1. www.sherdog.net As 486 Lutas de Rickson Gracie
  2. Rickson Gracie interview: part one (Reprint). FreeFight magazine (December 12, 2005). Página visitada em 2007-07-02.
  3. Rickson Gracie interview: part two (Reprint). FreeFight magazine (December 12, 2005). Página visitada em 2007-07-02.
  4. tatame.com.br/ Rickson encabeça novo evento de MMA para competir com os grandes
  5. ibahia.com/ Conheça o novo evento de MMA que promete ameaçar o UFC
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