Rigveda

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Rig Veda

Rig Veda ou Rigveda, Livro dos Hinos, é o Primeiro Veda e é o mais importante veda, pois todos os outros derivaram dele. Rig Veda é o Veda mais antigo e, ao mesmo tempo, o documento mais antigo da literatura hindu, composto de hinos, rituais e oferendas às divindades. Possui 1.028 hinos, sendo que a maioria se refere a oferendas de sacrifícios, algumas sem relação com o culto. Independentemente do valor interno, o Primeiro Veda é valiosíssimo pela antiguidade.

Passagens geográficas e etnológicas no Rigveda são uma evidência de que o Rigveda foi escrito por volta de 17001100 a.C., durante o período védico em Punjabe (Sapta Sindhu), fazendo dele um dos mais antigos textos de quaisquer Línguas indo-européias e um dos textos religiosos mais antigos do mundo.

Texto[editar | editar código-fonte]

Textos hindus
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Shruti:

Smriti:

O Rigveda consiste [1] de 1.028 hinos (ou 1,017, sem contar os hinos apócrifos valakhīlya 8.49–8.59) compostos em sânscrito védico, muitos dos quais são planejados para vários rituais de sacrifício. Esta longa coleção de hinos curtos é dedicada principalmente a louvar os deuses. É organizado em 10 livros, conhecidos como Mandalas. Cada mandala é composto de hinos, chamados de sūkta, que são compostos por versos individuais chamados ṛc, plural ṛcas. Os Mandalas não têm tamanho e idade iguais: Os "livros familiares", mandalas 2-7, são considerados a parte mais antiga e são os livros mais curtos, arrumados por tamanho, contando 38% do texto. RV 8 e RV 9, igualmente formados de hinos de idades misturadas, contam 15% e 9%, respectivamente. RV 1 e RV 10, finalmente, são ambos os mais jovens e longos livros, contando 37% do texto.

As mais antigas passagens do Rigveda referem-se aos três deuses védicos (Indra, Mitra e Varuna) e recordam a luta épica dos arianos védicos com os habitantes originais, chamados de "Dasya" ou "Dasyu". Hinos védicos impõem tabus nas tribos védicas de venturar para o sul à terra dos dasyas e tem diferenças contraditórias aos "Krishna-yoni-dasyas". Literatura gangética tardia que consiste nos Puranas também descreve uma guerra entre o deus védico Indra e o deus local Krishna.

Preservação[editar | editar código-fonte]

O Rigveda é preservado por dois principais shakhas ("troncos", escolas), Śākala e Bāṣkala. Considerando sua longa idade, o texto está espetacularmente bem preservado e não-corrompido, com as duas revisões praticamente idênticas, então edições escolares podem ser feitas sem aparato crítico. Associado ao Śākala está o Aitareya-Brahmana. O Bāṣkala inclui o Khilani e tem o Kausitaki-Brahmana associado a ele.

Esta compilação incluía a arrumação em livros e também mudanças ortoépicas, como a regularização do sandhi (chamado por Oldenberg de orthoepische Diaskeuase). Teve lugar séculos após a composição dos hinos mais antigos, quase co-eval à redação dos outros Vedas.

Do tempo de sua redação, o texto tem sido dividido em duas versões: O Samhitapatha tem todas as regras sânscritas de sandhi aplicadas e é o texto usado para recitação. O Padapatha tem cada palavra isolada na sua forma sozinha e é usado para memorização.

Organização[editar | editar código-fonte]

O esquema de numeração mais comum é por livro, hino e verso (e pada () a, b, c ..., se requerido). Ex. O primeiro pada é *1.1.1a agním īḷe puróhitaṃ "A Agni eu louvo, o sumo-sacerdote" e o pada final é

  • 10.191.4d yáthā vaḥ súsahā́sati "para que tenhais boa companhia"

Hermann Grassmann numerou os hinos de 1 até 1028, colocando o valakhilya no final. Os 1028 hinos inteiros do Rigveda, na edição de 1877 do Aufrecht, contêm um total de 10.552 verses, ou 39.831 padas. O Shatapatha Brahmana dá o número de sílabas como 432.000[2] , enquanto o texto métrico de van Nooten e Holland (1994) tem um total de 395,563 sílabas (ou uma média de 9,93 sílabas por pada); contar o número de sílabas não é tão fácil, por causa do sandhi. A maioria dos versos são jagati (padas de 12 sílabas), trishtubh (padas de 11 sílabas), viraj (padas de 10 sílabas) ou gayatri ou anushtubh (padas de 8 sílabas).

Conteúdo[editar | editar código-fonte]

Veja também: Deidades rigvédicas

Os deuses chefes do Rigveda são Agni, o fogo sacrificial, Indra, um deus heróico que é louvado por ter matado seu inimigo Vrtra, e Soma, a poção sagrada, ou a planta da qual é feita. Outros deuses prominentes são Mitra (amigo ou aliado), Varuna (vento) e Ushas (o amanhecer) e os Ashvins. Também invocados são Savitar, Vishnu, Rudra, Pushan, Brihaspati, Brahmanaspati, Dyaus Pita (o céu), Prithivi (a terra), Surya (o sol), Vayu (o vento), Apas (as águas), Parjanya (a chuva), Vac (o mundo), os Maruts, os Adityas, os Rbhus, os Vishvadevas (os todos-deuses), muitos rios (notavelmente Sapta Sindhu, e o Rio Sarasvati), como também vários outros deuses menores, pessoas, conceitos, fenômenos e itens. Também contém referências fragmentárias a possíveis eventos históricos, notavelmente a luta entre o antigo povo védico (conhecido como arianos védicos, um subgrupo dos Indo-Arianos) e seus inimigos, os Dasa.

Manuscrito do Rigveda em Devanagari, século XIX
  • Mandala 1 engloba 191 hinos. O hino 1.1 é dirigido ao Agni, e seu nome é a primeira palavra do Rigveda. Os hinos restantes dirigem-se principalmente ao Agni e ao Indra. Os hinos 1.154 a 1.156 se dirigem ao Vishnu.
  • Mandala 2 engloba 43 hinos, principalmente ao Agni e ao Indra. É principalmente atribuído ao Rishi gṛtsamda śaunohotra.
  • Mandala 3 engloba 62 hinos, principalmente ao Agni e ao Indra. o verso 3.62.10 tem grande importância no Hinduísmo como o Gayatri Mantra. A maioria dos hinos neste livro é atribuída ao viśvāmitra gāthinaḥ.
  • Mandala 4 consiste em 58 hinos, principalmente para o Agni e o Indra. A maioria dos hinos deste livro é atribuída a vāmadeva gautama.
  • Mandala 5 engloba 87 hinos, principalmente ao Agni e ao Indra, os Visvadevas (deuses do mundo), os Maruts, a deidade-gêmea Mitra-Varuna e os Asvins. Dois hinos cada são dedicados aos Ushas (o amanhecer) e ao Savitar. A maioria dos hinos neste livro é atribuída à família atri.
  • Mandala 6 engloba 75 hinos, principalmente ao Agni e ao Indra. A maioria dos hinos neste livro é atribuída à família bārhaspatya de Angirasas.
  • Mandala 7 engloba 104 hinos, ao Agni, Indra, os Visvadevas, os Maruts, Mitra-Varuna, os Asvins, Ushas, Indra-Varuna, Varuna, Vayu (o vento), dois cada a Sarasvati (antigo rio/deusa do aprender) e Vishnu, e a outros. A maioria dos hinos neste livro é atribuída a vasiṣṭha maitravaurṇi.
  • Mandala 8 engloba 103 hinos a deuses diferentes. Os hinos 8.49 a 8.59 são os valakhīlya apócrifos. A maioria dos hinos neste livro é atribuída à família kāṇva.
  • Mandala 9 engloba 114 hinos, inteiramente dedicados ao Soma Pavamana, a planta da poção sagrada da religião védica.
  • Mandala 10 engloba 191 hinos, ao Agni e outros deuses. Contém o Nadistuti sukta que louva rios e é importante para a reconstrução da geografia da civilização védica e o Purusha sukta que tem significado na tradição hindu. Também contém o Nasadiya sukta (10.129), provavelmente os mais celebrados hinos no oeste, que lidam com a criação.

Rishis[editar | editar código-fonte]

Cada hino do Rigveda é tradicionalmente atribuído a um rishi específico, e os "livros familiares" (2-7) são ditos de terem sido escritos por uma família de rishis cada. As famílias principais, listadas por número de versos atribuídos a eles são:

Traduções[editar | editar código-fonte]

O Rigveda foi traduzido ao inglês por Ralph T.H. Griffith em 1896. Traduções parciais ao inglês por Maurice Bloomfield e William Dwight Whitney existem. A tradução de Griffith é boa, considerando a sua idade, mas não substitui a traduçã de Geldner de 1951 (em alemão), a única tradução escolar independente até agora. As traduções posteriores por Elizarenkova dependem muito de Geldner, mas a tradução de Elizarenkova (em russo) tem valor levando em conta literatura escolar até 1990. Não existe nenhuma versão completa em português. Traduzir o Rigveda é uma tarefa extremamente difícil, pela existência de diversos níveis diferentes de interpretação dessa obra.[3]

Tradição hindu[editar | editar código-fonte]

De acordo com a tradição indiana, os hinos rigvédicos foram colecionados por Paila na orientação de Vyāsa, que formou o Rigveda Samhita como conhecemos. De acordo com o Śatapatha Brāhmana, o número de sílabas do Rigveda é 432.000, que é igual ao número de muhurtas (1 dia = 30 muhurtas) em quarenta anos. Essa afirmação acentua a filosofia subjacente dos livros védicos de que existe uma ligação (bandhu) entre o astronômico, o fisiológico, e o espiritual.

Os autores da literatura Brāhmana descreveram e interpretaram o ritual rigvédico. Yaska foi um comentarista do Rigveda. No século XIV, Sāyana escreveu um comentário exaustivo sobre isso. Outros Bhāṣyas (comentários) que têm sido preservados até os tempos presentes são aqueles por Mādhava, Skaṃdasvāmin e Veṃkatamādhava.

Datação e reconstrução histórica[editar | editar código-fonte]

Geografia do Rigveda, com nomes de rios; a extensão das culturas Swat e Cemetery H também é indicada.

O Rigveda é de longe mais arcaico que qualquer outro texto indo-ariano. Por essa razão, foi o centro de atenção da sabedoria ocidental dos tempos de Max Müller. O Rigveda registra um estágio prematuro da religião védica, ainda bem ligado à religião pré-zoroastriana persa. Acha-se que o Zoroastrianismo e o Hinduísmo védico evoluíram de uma cultura religiosa comum indo-iraniana mais antiga.

Aceita-se que o núcleo do Rigveda date da Idade do Bronze, fazendo dele o único exemplo de literatura da Idade do Bronze com uma tradição irrompida. Sua composição é geralmente datada entre 1 700–1 100 a.C. [4] . O texto nos séculos seguintes teve revisões de pronúncia e padronização (samhitapatha, padapatha). Essa redação pode ter sido completada por volta do século VII a.C.[5] . A escrita aparece na Índia no século V a.C. na forma da escrita Brahmi, mas textos do tamanho do Rigveda não foram escritos até a Baixa Idade Média, nas escritas Gupta ou Siddham, e, enquanto manuscritos eram usados para ensinar nos tempos medievais, tiveram um papel mínimo na preservação do conhecimento, por causa de sua natureza efêmera (manuscritos indianos eram escritos em cascas ou folhas e decompunham rapidamente no clima tropical) até o advento da imprensa na Índia britânica. Os hinos foram então preservados pela tradição oral por até um milênio desde o tempo da sua composição até a redação do Rigveda, e o Rigveda inteiro foi preservado em shakhas por mais 2,500 anos, do tempo de sua redação até o editio princeps por Müller, um feito coletivo de memorização inigualado em qualquer outra sociedade conhecida.

A literatura purânica nomeia Vidagdha como o autor do texto Pada.[6] Outros estudantes argumentam que o Sthavira Sak do Aitareya Aranyaka é o padakara do RV.[7] Após sua composição, os textos foram preservados e codificados por um vasto corpo de sacerdócio védico como a filosofia central da civilização védica da Idade do Ferro.

O Rigveda descreve uma cultura móvel, nomádica, com carroças movidas a cavalo e armas de metal (bronze). De acordo com alguns estudantes, a geografia descrita é consistente com aquela de Punjabe (Gandara): Rios fluem de norte a sul, as montanhas são relativamente remotas mas ainda alcançáveis (Soma é uma planta encontrada nas montanhas, e tem de ser comprada, importada por mercantes). Contudo, os hinos foram certamente compostos em um longo período, com os mais antigos elementos possivelmente alcançando os tempos indo-iranianos, ou o segundo milênio a.C. Existe algum debate sobre se ostentações da destruição de fortes de pedra por arianos védicos e particularmente por Indra referem-se a cidades da civilização do Vale do Indo ou se eles se reportam a embates entre os primitivos Indo-Arianos e a cultura BMAC ("Bactria-Margiana Archaeological Complex" - Complexo Arqueológico Bactria-Margiana) ocorrida séculos mais tarde, no que é agora o norte do Afeganistão e o sul do Turcomenistão (separado do alto Indo pela cadeia montanhosa Indocuche, e uns 400 km de distância). De qualquer jeito, enquanto é muito provável que o corpo do Rigveda tenha sido composto em Punjabe, mesmo se baseado em tradições poéticas, não existe menção de tigres ou de arroz[8] no Rigveda (em oposição aos Vedas posteriores), sugerindo que a cultura védica somente penetrou nos planos da Índia após ser completado. Similarmente, assume-se que não existe menção de ferro. [9] A Idade do Ferro no norte da Índia começa no século XII a.C. com a cultura Black and Red Ware (BRW). Este é um prazo amplamente aceito para a codificação inicial do Rigveda (a arrumação dos hinos individuais em livros, e a correção do samhitapatha (aplicando Sandhi) e o padapatha (dissolvendo o Sandhi) em textos métricos mais antigos), e a composição dos Vedas mais recentes. Esse tempo provavelmente coincide com o reino Kuru, mudando o centro da cultura védica de Punjabe para o que é agora Uttar Pradesh.

Alguns dos nomes de deuses e deusas encontrados no Rigveda também se acham em outros sistemas de crença baseados na Religião Proto-Indo-Européia como: Dyaus-Pita é aparentado com o Zeus grego, o Júpiter latino (de deus-pai), e o germânico Tyr; Mitra é aparentado com o Mitra persa; Ushas com a Eos grega e a Aurora latina; e, com menos certeza, Varuna com o Urano grego. Finalmente, Agni é associado com o ignis latino e com o ogon russo, ambos significando "fogo".

Alguns escritores encontraram referências astronômicas[2] no Rigveda datando até a 4 000 a.C.[10] , uma data bem no meio do Neolítico indiano. As reivindicações de tal evidência permanecem controversas. [11]

Kazanas (2000) numa polêmica contra a "Teoria da Invasão Ariana" sugere uma data tão cedo como 3100 a.C., baseado numa identificação do Rio Sarasvati dos primtivos Rigvedas como sendo o Ghaggar-Hakra e em argumentos glotocronológicos. Sendo uma polêmica contra a corrente estudiosa predominante, ela está diametricamente em oposição aos pontos de vista da linguística histórica predominante, e dá suporte à controversa Teoria de Fora da Índia, que assume uma data tão antiga quanto 3000 a.C. a para era do próprio Proto-Indo-Europeu tardio.

Flora e Fauna no Rigveda[editar | editar código-fonte]

O cavalo (Asva) e o gado desempenham um importante papel no Rigveda. Há também referências ao elefante (Hastin, Varana), ao camelo (Ustra, especialmente em Mandala 8), ao búfalo (Mahisa), ao leão (Simha) e ao Gaur (tipo de bisão indiano) no Rigveda.[12] O pavão (Mayura) e o Chakravaka (Anas casarca) são aves mencionadas no Rigveda.

Pontos de vista indianos mais recentes[editar | editar código-fonte]

A percepção hindu do Rigveda transferiu-se do conteúdo ritualístico original para uma interpretação mais simbólica ou mística. Instâncias de sacrifício de animais, por exemplo, não são vistas literalmente como matanças, mas como processos transcendentes. O ponto de vista rigvédico é visto como considerando o universo sendo infinito em tamanho, dividindo o conheciemento em duas categorias: inferior (relacionado aos objetos, envolvidos por paradoxos) e superior (relacionado ao sujeito que percebe, livre de paradoxos). Swami Dayananda, que criou a Arya Samaj e Sri Aurobindo enfatizaram uma interpretação espiritual (adhyatímica) do livro.

O rio Sarasvati, louvado no RV 7.95 como o maior rio fluindo da montanha ao mar é às vezes identificado como o rio Ghaggar-Hakra, que se tornou seco talvez antes de 2600 a.C. ou certamente antes de 1900 a.C.. Outros argumentam que o Sarasvati foi originalmente o rio Helmand no Afeganistão. Essas questões relacionam-se ao debate entre a Migração Indo-Ariana (denominado "Teoria da Invasão Ariana") e a reivindicação de que a cultura védica junto ao Sânscrito védico se originaram na Civilização do Vale do Indo, um tópico de grande significado no Nacionalismo Hindu, sendo conduzido, por exemplo, por Amal Kiran e Shrikant G. Talageri. Subhash Kak afirmou que há um código astronômico na organização dos hinos. Bal Gangadhar Tilak, também baseado em alinhamentos astronômicos, reivindicou em seu "The Orion" - O Órion - (1893) a presença da cultura rigvédica na Índia no quarto milênio a.C. e, em seu "Arctic Home in the Vedas" -Lar Ártico nos Vedas - (1903), chegou a argumentar que os arianos teriam se originado perto do polo norte e descido em direção ao sul durante a Idade do Gelo.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Existe uma confusão com o termo Veda, que é tradicionalmente aplicado aos textos associados com o samhita, como Brâmanas ou Upanixades. No inglês, o termo Rigveda é geralmente usado para referir-se só ao Rigveda samhita, e textos como o Aitareya-Brahmana não são considerados "parte do Rigveda" mas "associados com o Rigveda" na tradição de um certo shakha.
  2. igual a 40 vezes 10,800, o número de tijolos usado para o uttaravedi: o número é motivado numerologicamente e não baseado na verdadeira contagem de sílabas.
  3. MARTINS, Roberto de Andrade. As dificuldades de estudo do pensamento dos Vedas. Pp. 113-183, in: FERREIRA, Mário; GNERRE, Maria Lucia Abaurre; POSSEBON, Fabricio (orgs.). Antologia Védica. Edição bilíngue: sânscrito e português. João Pessoa: Editora Universitária UFPB, 2011.
  4. Oberlies (1998:155) dá uma estimativa de 1 100 a.C. para os hinos mais jovens no livro 10. Estimativas para um terminus post quem dos hinos mais antigos são muito mais incertas. Oberlies (p. 158), baseado em 'evidência cumulativa', definiu um período de 1700–1100. O EIEC (s.v. Línguas Indo-Arianas, p. 306) dá 1500–1000. É certo que os hinos pós-datam a separação Indo-Iraniana de ca. 2 000 a.C. Não pode ser dito que os elementos arcaicos do Rigveda voltam a até somente algumas gerações após aquele período, mas estimativas filológicas tendem a datar o tamanho do texto à segunda metade do segundo milênio.
  5. Oldenberg (p. 379) o coloca próximo ao fim do período Brahmana, vendo que Brahmanas mais velhos ainda continham citações rigvédicas pré-normalizadas. O período Brahmana é mais antigo que a composição dos samhitas dos outros Vedas, alongando para aproximadamente o novo ao sétimo séculos. Isso significaria que a redação dos textos como preservados foi completada aproximadamente no século VII a.C. O EIEC (p. 306) igualmente dá a data de sétimo século.
  6. O Satapatha Brahmana refere-se ao Vidagdha Sakalya sem discutir nada relacionado ao Padapatha, e nenhum trabalho gramatical refere-se ao Vidagdha como um padakara. Mas o Brahmanda Purana e o Vayu Purana dizem que ele foi o Padakara do RV. O Satapatha Brahmana é mais antigo que o Aitareya Aranyaka. O Aitareya Aranyaka é geralmente datado ao século VI a.C. Jha, Vashishtha Narayan. 1992. A Linguistic Analysis of the Rgveda-Padapatha. Sri Satguru Publications. Delhi
  7. O Rkpratisakhya do Saunaka também refere-se ao Sthavira Sakalya. Jha, Vashishtha Narayan. 1992. A Linguistic Analysis of the Rgveda-Padapatha. Sri Satguru Publications. Delhi
  8. Existe, contudo, menção de ApUpa, Puro-das e Odana (arroz-sopa de aveia) no Rig Veda, termos que, ao menos em textos posteriores, referem-se a pratos de arroz, veja Talageri (2000)
  9. O termo "ayas" (=metal) ocorre no Rigveda, mas não existe evidência positiva de que se refere a ferro. "Deveria estar claro que qualquer controvérsia sobre o significado de ayas no Rgveda ou o problema da familiaridade ou não-familiaridade Rigvédica com ferro é insensato. De qualquer jeito, não existe evidência positiva. Pode significar tanto cobre quanto bronze e, estritamente na base dos contextos, não existe motivo para escolher entre os dois." Chakrabarti, D.K. "The Early Use of Iron in India" - O Uso Primitivo do Ferro na Índia (1992) Oxford University Press
  10. sumarizadas por Klaus Klostermaier em umapalestra feita em 1998
  11. ex. Michael Witzel, The Pleiades and the Bears viewed from inside the Vedic texts (As Plêiades e as Ursas vistas de dentro dos textos védicos), EVJS Vol. 5 (1999), 2a. edição (Dezembro) [1]; Elst, Koenraad. Update on the Aryan Invasion Debate. [S.l.]: Aditya Prakashan, 1999. ISBN 81-86471-77-4; Bryant, Edwin and Laurie L. Patton (2005) The Indo-Aryan Controversy, Routledge/Curzon.
  12. Talageri 2000, Lal 2005

Edições Originais[editar | editar código-fonte]

  • Friedrich Max Müller, The Hymns of the Rigveda, with Sayana's commentary (Os Hinos do Rigveda, com o comentário de Sayana) , Londres, 1849-75, 6 vols., 2a. ed. 4 vols., Oxford, 1890-92.
  • Theodor Aufrecht, 2a. ed., Bonn, 1877.
  • V. K. Rajawade et. al., Rigveda-samhita with the commentary of Sayanacarya (Rigveda-samhita com o comentário de Sayanacarya), Pune, 1933-46, 5 vols. Reimpressão 1983.
  • B. van Nooten und G. Holland, Rig Veda, a metrically restored text (Rig Veda, um texto restaurado metricamente), Department of Sanskrit and Indian Studies (Departamen to de Estudos Sânscritos e Indianos), Harvard University (Universidade de Harvard), Harvard University Press, Cambridge, Massachusetts e Londres, Inglaterra, 1994.

Edições Traduzidas[editar | editar código-fonte]

  • Latim: F. Rosen, Rigvedae specimen, Londres, 1830
  • Francês: A. Langlois, Paris 1948-51 ISBN 2-7200-1029-4
  • Inglês: Ralph T.H. Griffith, Hymns of the Rig Veda (Hinos do Rig Veda) (1896)
  • Alemão: Karl Friedrich Geldner, Der Rig-Veda: Aus dem Sanskrit ins Deutsche übersetzt Harvard Oriental Studies, vols. 33, 34, 35 (1951), reimpresso pela Harvard University Press (2003) ISBN 0-674-01226-7
  • Russo: Tatyana Ya. Elizarenkova, Nauka, Moscou 1989-1999.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Comentários

  • Sayana (século XIV), ed. Müller 1849-75
  • Sri Aurobindo: Hymns of the Mystic Fire - Commentary on the Rig Veda (Hinos do Fogo Místico - Comentário sobre o Rig Veda), Lotus Press, Twin Lakes, Wisconsin ISBN 0-914955-22-5 [3]

Filologia

  • Thomas Oberlies, Die Religion des Rgveda, Viena 1998.
  • Oldenberg, Hermann: Hymnen des Rigveda. 1. Teil: Metrische und textgeschichtliche Prolegomena. Berlim 1888; Wiesbaden 1982.
  • Die Religion des Veda. Berlim 1894; Stuttgart 1917; Stuttgart 1927; Darmstadt 1977
  • Vedic Hymns, The sacred books of the East vo,l. 46 ed. Friedrich Max Müller, Oxford 1897

Históricos

Arqueoastronomia

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outras Ligações

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