Rinha de galo
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Nota: Se procura pelo clássico de futebol do interior paulista, veja Briga de galo.
Rinha (do espanhol falado na Argentina "riña") ou briga de galo, é o termo que designa, no Brasil, a luta de galos, atividade ilícita que envolve apostas.
Por extensão, o termo também é usado para designar o local onde estas brigas ocorrem, também denominados de renhideiro, rinhadeiro ou rinhedeiro - bem como outros tipos de lutas entre animais, como cães, canários e outros.
[editar] Terminologia
- Batida - luta de treinamento, em que se aprecia a capacidade de cada ave.
- Batoque - a espora do galo, quando ainda não desenvolvida - designa também um aparelho que se usa para proteger os galos durante as lutas.
- Botada - cotejamento que os animais fazem, como que se estudando, na rinha.
- Galista - termo que designa o criador e preparador de galos de briga; também define a pessoa que, durante as rinhas, fica a guiar um dos animais.
- Mutuca - termo pejorativo que designa os galos ordinários, usados nas rinhas.
- Mutuqueiro - define os neófitos em rinhas.
- Papilheiro - define o galo que ataca sobretudo na papilha (a pele vermelha, pendente da parte de baixo da cabeça da ave, do queixo, do bico de baixo) do adversário.
- Pua - Termo usado em parte do sul do Brasil, para definir a espora artificial, que é colocada nas patas dos galos para igualar os dois combatentes, para que nenhum deles tenha vantagem sobre o outro, assim ambos terao os mesmo direitos na luta.
- Tucado - Termo usado quando um galo fica nocauteado.
[editar] Histórico
Briga de galo era um passatempo na Civilização do Vale do Indo até o ano 2000 aC., sobre as origens da briga de galos de briga:[1][2] O esporte era popular nos tempos antigos da Índia, China, Pérsia e outros países do Leste e foi introduzido na Grécia na época de Temístocles (c. 524-460 aC). Durante muito tempo a Romanos afetados desprezar este "desvio de grego", mas eles acabaram adotando-lo com tanto entusiasmo que o escritor agrícolas Columella (século 1 dC), reclamou que seus devotos passava todo seu patrimônio na aposta ao lado do poço .
Amplamente praticada no Brasil, as rinhas foram proibidas no governo de Jânio Quadros, tornando-se, então, contravenção penal.[3]
A Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada em 1978 pela UNESCO, abomina toda forma de maus tratos (Art. 3º) e a exploração de animais para divertimento do homem (Art. 10º). Estes princípios internacionais motivam a luta do Direito contra práticas muitas vezes tidas por culturais e, como no caso das rinhas, alvo de proibições e campanhas para sua denúncia[4]
Referências
- ↑ Sherman, David M. (2002). Tending Animals in the Global Village. Blackwell Publishing. 46. ISBN 0683180517.
- ↑ Cockfighting. Encyclopædia Britannica 2008
- ↑ Cockfighting Illegal, but not gone. Charleston.net. Página visitada em 2008-08-15.
- ↑ Sítio da AILA, "Aliança Internacional dos Animais", pesquisado em 26 de agosto de 2007, às 15:52