Rio Ipojuca

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Rio Ipojuca
Nascente Arcoverde (Serra das Porteiras)
Altitude da nascente 876 m
País(es)  Brasil

O Rio Ipojuca é um rio que banha o estado de Pernambuco, no Brasil.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Ipojuca" é um termo originário da língua tupi antiga: significa "água das raízes podres", através da junção de 'y (água), apó (raiz) e îuka (podre)[1] .

Descrição[editar | editar código-fonte]

O rio Ipojuca tem sua nascente no município de Arcoverde (Ipojuca), entre as localidades Pedreiras e Lagoa, a uma altitude de 876 metros. Segue a direção geral oeste-leste, da nascente até a cidade de Chã Grande, onde inflete para sudeste, mantendo-se nessa direção até a desembocadura ao sul do Porto de Suape. Nesse percurso, o Ipojuca banha várias cidades dentre as quais se destacam Pesqueira, Sanharó, Belo Jardim, Tacaimbó, São Caetano, Caruaru, Bezerros e Gravatá (no Agreste),Chã Grande, Primavera, Escada e Ipojuca (na Zona da Mata), recebendo das mesmas um volume elevado de poluentes ao qual se acresce a carga poluidora da atividade agroindustrial (usinas, destilarias e canaviais) localizada em sua bacia.Toda este carga de detritos industriais e domésticos faz com que o rio Ipojuca seja o terceiro rio mais poluído do Brasil.

Tendo a maior parte da bacia hidrográfica comprimida entre as bordas da grande falha do Lineamento Pernambuco, o rio em apreço possui apenas um afluente de relativa extensão - o riacho Liberal - que com ele conflui pela margem direita, a sudoeste da cidade de Sanharó. Na maior parte de seu trajeto, o Ipojuca é um rio de regime temporário, tornando-se perene apenas na Zona da Mata onde se encontra cerca de 1/6 de seu curso. No trecho que se segue à Usina Ipojuca, apresenta ampla planície fluvial, na quase totalidade ocupada com cana-de-açúcar até a altura da Usina Salgado onde, aos poucos, o canavial vai cedendo lugar ao manguezal que se dilata para o norte e para o sul, interligando-se ao dos rios Tatuoca e Merepe, com os quais forma um amplo estuário afogado.

Referências

  1. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 570.
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