Rio Paraíba
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Nota: Se procura outros significados de Paraíba, veja Paraíba (desambiguação).
| Rio Paraíba | |
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| Cabedelo-Foto_Aerea.jpg Vista aérea do estuário do Rio Paraíba, com a cidade de Cabedelo ao centro e a Ilha da Restinga à extrema direita. |
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| Comprimento | 380 km km |
| Nascente | Serra de Jabitacá |
| Foz | oceano Atlântico |
| Área da bacia | 20.071,83 km² |
| País(es) | |
O Rio Paraíba do Norte, ou simplesmente Rio Paraíba, é um rio brasileiro que banha o estado da Paraíba. É um dos mais importantes do estado devido à sua extensão e sua relevância econômica. É um rio parcialmente intermediário, já que parte de seu leito desaparece em épocas de seca, embora a partir de seu médio curso seja sempre perene. Ele nasce a mais de mil metros de altitude na Serra de Jabitacá, município de Monteiro, divisa com Pernambuco, percorrendo toda a região centro-sul do estado e banhando uma área de 20.071,83 km², compreendida ente as latitudes 6°51'31" e 8°26'21" sul e as longitudes 34°48'35" e 37°2'15" a oeste de Greenwich.
Seu curso total tem 380 km e segue o sentido sudoeste-leste, quando então deságua no oceano Atlântico, entre os municípios de Cabedelo, Lucena, Santa Rita, Bayeux e João Pessoa, formando um foz do tipo misto. Em seu estuário encontram-se dezenas de desembocaduras de outros rios, manguezais, o Porto de Cabedelo — escoadouro da capital paraibana — e também ilhas, como Ilha da Restinga, Ilha Stuart, Ilha Tiriri, etc. No alto curso recebe entre outros afluentes o Rio Taperoá, antes de formar o Açude Boqueirão. No médio curso tem como principal afluente o Rio Paraibinha, que forma a Represa de Acauã, e o Rio Gurinhém, a partir daí passa a correr em seu baixo curso, onde seus principais tributários são o Rio Paroeira e o Rio Sanhauá, que separa as cidades de João Pessoa e Bayeux.
Índice |
[editar] Novo leito não cartografado oficialmente
Pelos mapas disponíveis até recentemente, acreditava-se que o rio Paraíba ainda desaguasse defronte à Ilha do Eixo,[1] onde se dividia em dois braços, um rumando a sudeste (encontrando o Sanhauá) e o outro a nordeste, formando o Rio da Ribeira e o Canal do Forte Velho (que separam as ilhas Tiriri, Stuart, Andorinhas e Restinga do continente). Contudo, recentes imagens de satélites (disponíveis no Google Earth) mostraram o mito desse antigo leito, que não se sabe desde quando perdeu a conexão com o rio Paraíba, o qual chega atualmente à foz via Rio Paroeira.
Essa mudança de leito provavelmente ocorreu em virtude das muitas cheias, visto que a região estuarina onde o Rio Paraíba deságua é formada de aluviões e terras baixas e pantanosas (várzeas), portanto suscetíveis a eventuais mudanças por erosão. Supõe-se, desse modo, que em uma de suas grandes cheias, o Paraíba avançou além de seu leito e casualmente “furou” um canal, encontrando o rio Preto (que formava o Paroeira), apoderando-se de seu leito. O antigo leito secou e perdeu a conexão com o rio Paraíba, retomando supostamente no período de grandes cheias. Cartograficamente, esse mudança ainda não foi registrada oficialmente.
[editar] Bacia hidrográfica do Rio Paraíba
É a segunda maior bacia do estado da Paraíba, após a do rio Piranhas, e abrange 38% do seu território, abrigando 1.828.178 habitantes, o que corresponde a 52% de sua população total. O Rio Paraíba banha dezenas de municípios e cidades importantes, passando pela região mais urbanizada e industrializada do estado. Em sua área de abrangência estão incluídas as cidades de João Pessoa, a capital, e Campina Grande, seu segundo maior centro urbano.
Através do Governo Federal e Estadual foram construídos na área de sua bacia vários açudes públicos, que são utilizados no abastecimento das populações e rebanhos, irrigação, pesca e em algumas iniciativas de lazer e turismo regional. Esses reservatórios são as principais fontes de água da região e nas ocorrências de estiagens muitos deles entram em colapso, ocasionando conflitos pelo uso dos recursos hídricos e graves problemas de ordem socioeconômica, como é o caso do Açude Boqueirão.
Há alguns anos foi formado o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba, aprovado pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos, como um órgão colegiado, de caráter consultivo e deliberativo que comporá o Sistema Integrado de Planejamento e Gerenciamento de Recursos Hídricos do estado. Esse comitê tem como função o diagnóstico da situação dos recursos hídricos na bacia, bem como a identificação dos conflitos entre usuários, além dos riscos de racionamento dos recursos hídricos ou de sua poluição e de degradação ambiental em razão de sua má utilização.[2]
[editar] Cheias constantes e imprevisíveis
A primeira cheia do Rio Paraíba que se tem notícia ocorreu em 1641, causando estragos às culturas da várzea, mas tendo pouco impacto sobre a população. Outras que sucederem ainda no tempo do Brasil Colônia foram as de 1698 e a de 1731. A de 1780 trouxe consigo uma cruz ao Engenho Espírito Santo, gerando o nome da vila ali existente. Já a de 1924 arrasou cidades do agreste paraibano, como Itabaiana e Pilar.[3]
A construção do Açude Boqueirão, no médio curso do rio, espaçou mais as enchentes que ainda hoje ocorrem apenas no baixo curso, alimentado pelos afluentes, a exemplo da de 1985, que arrasou a cidade de Cruz do Espírito Santo, e a mais recente, de 2004, que causou vários estragos em muitas localidades.
[editar] Etimologia
Segundo o Dicionário Houaiss, o etimologista Antenor Nascentes determina a origem do nome do rio – e posteriormente do estado – nos termos do tupi-guarani pa’ra (rio) e a'iba (ruim, impraticável). Entretanto, outras fontes acreditam que essa mesma palavra provém do nome indígena para a árvore Simarouba versicolor, que floresce abundantemente na região e é popularmente denominada pau-paraíba. A terceira versão estabelece que o significado é de fato "rio que é braço de mar" (pará-ibá). O que se sabe é que o Rio Paraíba foi denominado pelo explorador português André Gonçalves e recebeu inicialmente o nome de Rio São Domingos.
[editar] Referências
- ↑ www.cprm.gov.br (mapa digital)
- ↑ 24º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental
- ↑ Revista das Geociências da UFPB
[editar] Ligações externas
- Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba
- AESA - Órgão gestor das bacias hidrográficas da Paraíba
- UFRN - Monitoramento Geoambiental do Estuário do Rio Paraíba do Norte
- Biblioteca Sebrae - Abordagem Etnoecológica da Coleta de Moluscos no Litoral Paraibano.