Rio Quebra-Anzol

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O rio Quebra-Anzol é um rio de Minas Gerais que deságua no Araguari, e que passa pelo município de Ibiá.


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O rio Quebra-Anzol é um rio de Minas Gerais que nasce no município de Pratinha, desagua no rio Araguari, e que passa pelo município de Ibiá. Tem a sua nascente no município de Pratinha/MG, percorre pelos municípios de Ibiá, Serra do Salitre, Perdizes, Patrocínio, Iraí de Minas, Pedrinópolis e tem sua foz na Represa de Nova Ponte, entre os municípios de Pedrinópolis e Nova Ponte/MG. O Rio Quebra-Anzol tem uma extensão 330 km até a sua foz no rio Araguari, sendo 157 km de trecho lótico e 173 km de trecho lêntico; situando-se dentro de uma área total de 10.599,2 km²; A área da bacia do rio Quebra-Anzol é dividida em 9 sub-bacias, sendo elas: Sub-bacias do Baixo Quebra-Anzol e Alto Quebra-Anzol, seus afluentes da margem esquerda; rio Galheiros, rio Capivara, e seus afluentes da margem direita, rio Santo Antônio, rio Salitre, rio Grande, rio São João e rio Misericórdia. Seus principais afluentes são os rios Santo Antônio, Salitre, Grande, São João, Misericórdia; Capivara e Galheiros, além dos ribeirões São Mateus e Pirapetinga.

Conservação e manutenção da ictiofauna

O rio Quebra-Anzol é considerado de extrema relevância para a conservação e manutenção da ictiofauna da região, especialmente em função dos seguintes aspectos: - Possui uma alta riqueza e diversidade de espécies de peixes e alta abundância numérica e em biomassa; - Apresenta uma alta riqueza de espécies migradoras e reofílicas. Neste atributo, os rios São João I, Capivara e Tamanduá se destacaram, por abrigarem grande parcela das espécies e indivíduos das espécies migradoras aqui registradas. No rio São João I inclui-se ainda uma espécie ameaçada de extinção no Brasil (piabanha Brycon nattereri); -Espécies migradoras apresentam ampla distribuição na bacia; - Os segmentos lóticos dos tributários apresentaram um baixo número de espécies exóticas, aqui representadas apenas pela tilápia e a carpa, as quais são amplamente distribuídas em várias bacias hidrográficas do país; - Abriga espécies de diversos hábitos de vida, estratégias reprodutivas e alimentares, incluindo aquelas consideradas migradoras, reofílicas e não migradoras; - Abriga espécies migradoras principalmente preparadas sexualmente, além de indivíduos esgotados, indicando que os tributários são utilizados para o desenvolvimento e conclusão do processo reprodutivo; - Apresenta grande número de indivíduos jovens representantes de espécies de peixes migradores, indicando que os tributários são importantes como local de desenvolvimento/crescimento; -Apresenta uma alta variedade de ambientes importante para a conclusão do ciclo reprodutivo das espécies, destacando-se os trechos de corredeiras, encachoeirados e trechos com vegetação ciliar relativamente preservada; - Por fim, os tributários apresentam grande potencial para a conservação da ictiofauna da região em função de: apresentarem parcela representativa da comunidade de peixes da bacia do rio Quebra-Anzol, incluindo o reservatório de Nova Ponte; apresentarem ambientes relativamente preservados, incluindo os ambientes ripários e os ambientes adjacentes das bacias de drenagem;

Tipos de pesca permitidas

O Rio Quebra-Anzol é famoso entre os pescadores devido a captura de grandes exemplares de peixes da espécie nativa Dourado (Salminus brasiliensis). Conforme previsto no Decreto Estadual nº 44.844/2008 é PROIBIDA a realização de atos de pesca profissional no rio Quebra-Anzol, de sua nascente até a sua foz na Represa de Nova Ponte, com a utilização de aparelhos, apetrechos e equipamentos, tais como: rede, tarrafa, espinhel, fisga, gancho, arpão, parí, covo ou jequi, garatéia (permitida só em isca artificial) pinda (anzol de galho), caçador e joão-bobo, entre outros. O Rio Quebra-Anzol possui em grande parte de sua extensão corredeiras e pequenas cachoeiras de difícil navegação, sendo PROIBIDA a realização de atos de pesca a menos de 200 (duzentos) metros da montante e da jusante de cachoeiras e corredeiras e da confluência do rio principal com seus afluentes e a menos de 500 m (quinhentos metros) das saídas de esgotos urbanos. É PERMITIDA somente a pesca amadora com a utilização de aparelhos, apetrechos e equipamentos de pesca permitidos, tais como: linha, vara ou caniço, acoplado ou não de carretilha ou molinete, linha, chumbada, encastol com anzol e iscas natural ou artificial. A Portaria Nr 39/2003 - IEF limita em 05 (cinco) Kg de pescado por pescador para captura e transporte, obedecendo ao tamanho mínimo de cada espécie, conforme tabela da referida portaria. A Portaria ainda proíbe a captura das seguintes espécies: Jaú (Paulicea luetkeni) e Piracanjuba (Brycon orbigyannus), por estarem ameaçadas de extinção.