Rio Verde de Mato Grosso

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Município de Rio Verde de Mato Grosso
Bandeira de Rio Verde de Mato Grosso
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 16 de dezembro
Fundação 16 de dezembro de 1953 (60 anos)
Emancipação 2 de janeiro de 1954 (60 anos)
Gentílico rioverdense
Padroeiro(a) Nossa Senhora Auxiliadora
Prefeito(a) Mario Alberto Kruguer (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Rio Verde de Mato Grosso
Localização de Rio Verde de Mato Grosso no Mato Grosso do Sul
Rio Verde de Mato Grosso está localizado em: Brasil
Rio Verde de Mato Grosso
Localização de Rio Verde de Mato Grosso no Brasil
18° 55' 04" S 54° 50' 38" O18° 55' 04" S 54° 50' 38" O
Unidade federativa  Mato Grosso do Sul
Mesorregião Centro Norte de Mato Grosso do Sul IBGE/2008 [1]
Microrregião Alto Taquari IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Coxim, São Gabriel do Oeste, Rio Negro, Aquidauana e Corumbá
Distância até a capital federal: 1 016 km
estadual: 204
km[2]
Características geográficas
Área 8 151,975 km² (MS: 7º)[3]
Área urbana 4,096 km² (MS: 24º) – est. Embrapa[4]
Distritos Rio Verde de Mato Grosso (sede), Capão Alto, Juscelândia, Rio Negrinho, Sete Quedas
População 18 948 hab. (MS: 32º) –  est. IBGE 2011[5]
Densidade 2,324 hab/km²
Altitude 330 m [6]
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−4
Indicadores
IDH-M 0,752 (MS: 29º) – alto PNUD/2000 [7]
Gini 0,440 (MS: 43º) – est. IBGE 2003[8]
PIB R$ 209 969,715 mil (MS: 29º) – IBGE/2008[9]
PIB per capita R$ 10 975,37 IBGE/2008[9]
Página oficial

Rio Verde de Mato Grosso é um município brasileiro da região Centro-Oeste, situado no estado de Mato Grosso do Sul.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localização[editar | editar código-fonte]

O município de está situado no norte do estado de Mato Grosso do Sul localizado na região Centro-Oeste do Brasil, no Centro Norte de Mato Grosso do Sul (Microrregião do Alto Taquari). Localiza-se a uma latitude 18º55'05" sul e a uma longitude 54º50'39" oeste. Distâncias:

Geografia física[editar | editar código-fonte]

Solo

Na porção compreendida pela depressão pantaneira, verifica-se a ocorrência de Planossolo de textura arenosa/média e arenosa/argilosa com baixa fertilidade natural, a região serrana apresenta, além de Neossolos. Luvissolos, com textura e fertilidade natural muito variável. O restante do município é ocupado, predominantemente, por Neossolo e Latossolo VermelhoEscuro e Vermelho-Amarelo de textura média, ambos com caráter álico e, portanto, baixa fertilidade natural. São ainda encontrados Plintossolos.

Relevo e altitude

Está a uma altitude de 330 m. O município de Rio Verde de Mato Grosso divide-se em cinco Regiões Geomorfológicas:

  • Região dos Planaltos da Borda Ocidental da Bacia do Paraná, com as Unidades: Depressões InterPatamares e Primeiro Patamar da Borda Ocidental.
  • Região dos Planaltos Arenítico-Basáltico Interiores, com a Unidade Patamares do TaquariItiquira.
  • Região da Depressão do Alto Paraguai, com a Unidade Planícies Coluviais Pré-Pantanal.
  • Região do Pantanal Matogrossense, com as Unidades: Pantanal do Castelo-Mangabal, Pantanal

do Paiaguás e Pantanal do Corixão Piúva-Viveirinho.

  • Região dos Chapadões Residuais da Bacia do Paraná, com a Unidade Chapadão de São Gabriel.

Apresenta relevo plano, geralmente elaborado por várias fases de retomada erosiva, com relevos elaborados pela ação fluvial, áreas planas resultante de acumulação fluvial sujeita a inundações periódicas e área plana ou embaciada, zonal, argilosa e/ou arenosa, sujeita a inundações periódicas, ligadas ou não à rede de drenagem atual.

Clima, temperatura e pluviosidade

Está sob influência do clima tropical (AW). Na porção compreendida pela depressão pantaneira, apresenta clima sub-úmido a semi-árido, com índice efetivo de umidade muito baixos. A precipitação pluviométrica anual varia dentre 800 a 1.200mm, excedente hídrico anual de 100 a 400mm, durante dois meses e deficiência hídrica de 650 a 750mm durante seis meses, as temperaturas médias oscilam entre 23°C e 25°C. O restante do município apresenta predominância de clima sub-úmido.

Hidrografia

Está sob influência da Bacia do Rio da Prata. Rios do município:

  • Rio Coxim: afluente pela margem esquerda do rio Taquari. Bacia do rio Paraguai. Com 280 km de extensão, nasce pouco acima de São Gabriel do Oeste, corre para o sul, deriva para leste e para o norte (um pouco à esquerda), até encontrar o Taquari, na cidade de Coxim. Faz divisa entre o município de Rio Verde de Mato Grosso e Coxim.
  • Rio Negro: afluente pela margem esquerda do rio Paraguai. Nasce na serra da Boa Sentença, no município de Corguinho, Faz divisa entre os municípios de Rio Verde de Mato Grosso com Aquidauana e Rio Negro. Atravessa o Pantanal de Aquidauana.
  • Rio Negrinho: afluente pela margem direita do rio Negro, nasce na serra de Maracaju, no município de Rio Verde de Mato Grosso, fazendo divisa entre este município e o de Rio Negro.
  • Rio Novo: afluente pela margem esquerda do rio Coxim, limite entre os municípios de Rio Verde de Mato Grosso e São Gabriel do Oeste. Suas nascentes se localizam na serra de Maracaju, em torno de 33 km ao noroeste da cidade de São Gabriel do Oeste.
  • Rio Taquari: afluente pela margem esquerda do rio Paraguai, desaguando nele algumas léguas acima do distrito de Albuquerque (Corumbá). Suas nascentes ficam na serra do Caiapó, ao sul (extremo oeste) de Mato Grosso. Faz divisa entre os municípios de Coxim e 180 Rio Verde de Mato Grosso. Com a extensão aproximada de 750 km, é navegável de Coxim até a foz (400 km), trecho que fica dentro do Pantanal.
  • Rio Taquarizinho: afluente pela margem esquerda do rio Coxim, no município de Rio Verde de Mato Grosso. Chamado também de Taquarimirim.
  • Rio Verde: afluente do Rio Taquarizinho, nasce no município de Rio Verde de Mato Grosso.
Vegetação

Se localiza na região de influência do Cerrado predominante, com várias manchas florestais. Predominam o Cerrado Arbóreo Denso (Cerradão) e o Cerrado com e sem Floresta de Galeria, áreas de Tensão Ecológica de Contato Savana/Floresta Estacional. Algumas áreas são ocupadas com agropecuária e pastagem.

Geografia política[editar | editar código-fonte]

Fuso horário

Está a -1 hora com relação a Brasília e -4 com relação ao Meridiano de Greenwich (Tempo Universal Coordenado).

Área

Ocupa uma superfície de 8 151,975 km².

Subdivisões

Rio Verde de Mato Grosso (sede), Capão Alto, Juscelândia, Rio Negrinho e Sete Quedas.

Arredores

Coxim, São Gabriel do Oeste, Rio Negro, Aquidauana e Corumbá

História[editar | editar código-fonte]

Foram os Índios caiapós os primeiros habitantes das terras que hoje constituem o Município de Rio Verde de Mato Grosso. No século XVII, surgiram os bandeirantes que penetraram pelo varadouro existente entre o Rio Pardo e o Ribeirão Camapuã, daí seguindo pelo Rio Coxim chegaram ao Taquari, em busca das terras dos caiapós, com o intuito de preá-los. Com o estabelecimento de Domingos Gomes Belliago, em 1729, à margem direita do Taquari, a região passou a ser devassada com mais frequência, o que determinou o afastamento dos habitantes primitivos.

Em 1885 se instalou no local Américo de Souza Brito, que adquirira por compra ao Estado extensa faixa de terra situada à margem direita do Rio Verde. Tinha ele a intenção de se dedicar à pecuária, mas acabou vendendo a maior parte de suas terras e Antônio Vitorino da Costa, que instalou a fazenda Campo Alegre. Com a chegada de novos migrantes e suas famílias e a consequente abertura de novas fazendas de gado e de agricultura de subsistência, teve início a constituição do novo núcleo humano que hoje se constitui na cidade de Rio Verde de Mato Grosso.

Em 1931, pelo Decreto nº 89, de 17 de agosto, o Governo do Estado criava o Distrito de Paz de Rio Verde. Instalado em 3 de outubro do mesmo ano, teve como seu primeiro Juiz de Paz, Porfírio Gonçalves e Escrivão do Cartório de Paz, Thomaz Barbosa Rangel.

Muito concorreram para a implantação do novo povoado os cidadãos Américo de Souza Brito, Antônio Vitorino da Costa, José Maria da Costa Diniz e Porfírio Gonçalves, este último, um dos grandes entusiastas da região, foi o que mais concorreu para o progresso do novo povoado. Dele partiu a iniciativa da construção do primeiro templo católico, inaugurado entre 1931 e 1932. A primeira missa foi celebrada em fins de 1932, pelo padre João Crispa, Pároco de Campo Grande.

A localidade de Rio Verde passa a se chamar Coronel Galvão, alterada pelo Decreto-Lei Estadual nº 545, de 31 de dezembro de 1943. Pelo Decreto-Lei nº 876, de 3 de julho de 1947, foi criada a Coletoria Estadual, instalada no ano seguinte. O então distrito de Coronel Galvão é elevado à categoria de município com a denominação de Rio Verde de Mato Grosso, pela Lei Estadual nº 707, de 16 de dezembro de 1953, desmembrado de Coxim e instalado em 2 de janeiro de 1954.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

Antes do nome atual, recebeu vários nomes: Herculânea (1936) e Coronel Galvão (1940), quando passou a ser distrito de Coxim. Em 1953 houve sua emancipação, já com o seu nome atual, recebido como topônimo em virtude de um curso d'água que banha a sede municipal e tem essa denominação.

O termo Mato Grosso foi acrescido por força da legislação que rege o assunto e para evitar confusão com o Município de Rio Verde, no Estado de Goiás.

Economia[editar | editar código-fonte]

Sua economia é baseada na agropecuária e indústrias cerâmicas, contendo cinco cerâmicas que produzem tijolos, lajotas, tropeiros, e outra que fábrica piso esmaltado, sendo esta a única do centro-oeste nesse ramo, atualmente desativada. Devido ao número e a potencialidade das industrias do ramo cerâmico, a cidade se destaca como um dos principais polos cerâmicos industriais da região centro-oeste, o município também conta com uma fábrica de chapéus e acessórios.

Turismo[editar | editar código-fonte]

A cidade começou a investir no turismo a pouco tempo, em razão disso ela está buscando criar uma grande estrutura para visitação das cachoeiras e formações rochosas. Devido ao rio que corta o município, Rio Verde de Mato Grosso conta com belíssimas cachoeiras, dos quais são aproveitadas pela população e também por muitos visitantes, para recebe-los conta com grandes pousadas e balneários dentre eles os balneários Quedas D’água, Sete Quedas, Fazenda Várzea Alegre, A'cqua Park, Balneário do Meca, entre outros, que possuem fácil acesso, além de hotéis e área de camping disponíveis para turistas. O município também conta com sítios arqueológicos, trilhas, cavalgadas e rapel que são encontrados na "Fazenda Igrejinha" que fica na área rural a 18km da cidade. Também na estrada do pantanal encontra-se o mirante do Pindaivão, uma serra onde esportistas usam para saltar de asa delta.

As festas mais importantes e tradicionais da cidade são: "Festa de Maio" (festa da padroeira do município Nossa Senhora Auxiliadora), o Carnaval (um dos mais famosos e frequentados do estado, além do melhor da região norte do Mato Grosso do Sul) e a EXPOVERDE (Exposição Agropecuária).

Demografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2011 era de 18.948 habitantes, segundo o IBGE.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Mapas e rotas. Guia 4 Rodas. Página visitada em 3 de novembro de 2011.
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  4. Urbanização das cidades brasileiras. Embrapa Monitoramento por Satélite. Página visitada em 30 de Julho de 2008.
  5. Estimativa Populacional 2011. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2011). Página visitada em 13 de setembro de 2011.
  6. Mato Grosso do Sul. Embrapa. Página visitada em 19 de julho de 2011.
  7. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  8. Indice GINI. Cidade Sat. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2000). Página visitada em 6 de agosto de 2011.
  9. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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