Rio das Ostras

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Município de Rio das Ostras
Praia de Costazul em Rio das Ostras.

Praia de Costazul em Rio das Ostras.
Bandeira de Rio das Ostras
Brasão de Rio das Ostras
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 10 de abril
Fundação 10 de abril de 1992 (22 anos)
Gentílico riostrense, pérola
Prefeito(a) Alcebíades Sabino dos Santos
(2013–2016)
Localização
Localização de Rio das Ostras
Localização de Rio das Ostras no Rio de Janeiro
Rio das Ostras está localizado em: Brasil
Rio das Ostras
Localização de Rio das Ostras no Brasil
22° 31' 37" S 41° 56' 42" O22° 31' 37" S 41° 56' 42" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Baixadas IBGE/2008[1]
Microrregião Bacia de São João IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Casimiro de Abreu e Macaé
Distância até a capital 170 km
Características geográficas
Área 230 621 km² [2]
População 122,196 hab. Censo IBGE/2013[3]
Densidade 0 hab./km²
Altitude 4 m
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,773 (RJ: 3°) – alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 6 271 895,131 mil (BR: 69º) – IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 68 857 61 IBGE/2008[5]
Página oficial
Praça da Baleia.

Rio das Ostras é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se na Região dos Lagos, a 22º31'37" de latitude sul e 41º56'42" de longitude oeste, a uma altitude de 4 metros. Sua população aferida no censo do IBGE de 2010 foi de 105.757 habitantes.[6]

Dotado de belas praias, tem recebido altos investimentos aplicáveis em infra-estrutura provenientes dos royalties concedidos pela Petrobras na área em questão. As praias mais conhecidas são: Praia da Tartaruga, Praia do Centro, Praia do Bosque e Costa Azul. Nesta última existe a possibilidade da prática do surfe. Um dos pontos mais visitados no município é a Praça da Baleia, ao final da praia de Costa Azul. Nesta praça, há uma estátua de baleia Jubarte esculpida em bronze.

Divisão administrativa[editar | editar código-fonte]

A lei estadual nº 1984/92 criou o município de Rio das Ostras, com sede na atual Vila do mesmo nome, formado do território do distrito de Rio das Ostras, desmembrado do município de Casimiro de Abreu.

No art. 2º, ao contrário do que muitos pensam, se extrai que o território do município de Rio das Ostras é constituído de um único distrito.

Distritos e localidades[editar | editar código-fonte]

Mar do Norte

O Mar do Norte é um pequeno aglomerado urbano, situado ao litoral norte do município o que sugeriu o nome, o Mar do Norte (futuro 3º distrito). Tem um grande potencial turístico, mas tem problemas ambientais e estruturais a serem levados em conta, como por exemplo escolas, postos de saúde e pavimentação. Mesmo com tais deficiências a localidade tem alegada vocação para o turismo internacional. Na verdade, o nome "Mar do Norte" é uma alusão ao verdadeiro Mar do Norte, região produtora de petróleo entre Inglaterra e Noruega. O bairro distante da cidade está se tornando um grande atrativo para as pessoas que trabalham em Macaé, e buscam um lugar mais calmo para morar. Mar do Norte tem a vantagem de estar situado próximo a Macaé, tendo grandes chances de se tornar um dos mais nobres bairros da cidade.

Rocha Leão

Pequeno distrito, sua estrutura urbana é próxima a do centro de Rio das Ostras. As serras do Pote e da Careta, estão junto a pequenos montes, com clima relativamente frio. A principal atração turística é o ecoturismo.

História[editar | editar código-fonte]

A história de Rio das Ostras perde-se nos meados de 1575, comprovada em relatos de antigos navegadores que passavam por esta região.

Situada na Capitania de São Vicente e habitada pelos índios Tamoios e Goitacases, Rio das Ostras tinha a denominação de Rio Leripe (molusco ou ostra grande), ou Seripe. Parte das terras da Sesmaria cedida pelo capitão-mor governador Martim Correia de Sá, no dia 20 de novembro de 1630 foi delimitada com dois marcos de pedra, colocados em Itapebuçus e na barreta do rio Leripe, com a insígnia do Colégio dos Jesuítas.

Os índios e os jesuítas deixaram suas marcas nas obras erguidas nestes trezentos anos, como o da antiga igreja de Nossa Senhora da Conceição, o poço de pedras e o cemitério, com a ajuda dos índios e dos escravos. Após a expulsão dos jesuítas no ano de 1759, a igreja foi terminada no final do século XVIII, provavelmente pelos Beneditinos e Carmelitas.

A antiga igreja desmoronou totalmente na década de 50 e sem restar ruínas, foi construída no ano de 1950 uma nova igreja, próximo ao local onde se situava a primeira.

Um grande marco na cidade é a passagem do Imperador D. Pedro II. Que veio a descansar na sombra da figueira centenária.

O crescimento da cidade deu-se ao redor da igreja, e Rio das Ostras como rota de tropeiros e comerciantes rumo à Campos e Macaé, teve um progressivo desenvolvimento com a atividade da pesca, que foi o sustentáculo econômico da cidade até os meados deste século.

A construção da Rodovia Amaral Peixoto, a expansão turística da Região dos Lagos pela instalação da Petrobras em Macaé, foram de extrema importância para o crescimento e desenvolvimento de Rio das Ostras, que viu sua população crescer até chegar ao momento de sua emancipação político-administrativa, do município de Casimiro de Abreu, em 10 de abril de 1992.

Com 230 km² de área total, a cidade tem em sua geografia, um mapa de maravilhosos caminhos para o embevecimento e estímulo aos que reverenciam a mãe Natureza.

Atualmente encontra-se entre os municípios de maior taxa de crescimento demográfico no estado, 10% ao ano.

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

  • Figueira centenária - figueira centenária onde o imperador (Rei) brasileiro Dom Pedro II se sentou a sua sombra para descansar. Na mesma figueira também repousaram o presidente Getúlio Vargas, o príncipe Maximiliano (Austríaco), o príncipe Dom João Henrique (brasileiro) e a princesa Fernanda Beatriz (Francesa).
  • Casa da Cultura - casa centenária, possui valor histórico e cultural avaliado e estimado pelo Inepac. Mostra de artistas regionais no salão de exposições.
  • Museu do Sítio Arqueológico Sambaqui da Tarioba - exposição de peças catalogadas pela época, origem e denominação em reconstituição da pré-história desta região.
  • Centro Ferroviário de Cultura de Rocha Leão - estação centenária que faz parte da linha que liga Barão de Mauá a Vitória. Centro Ferroviário Cultural de Rocha Leão.
  • Parque dos Pássaros - horto florestal com vegetação preservada da Mata Atlântica. Oferece informações de plantas e possui grande variedade de mudas ornamentais, medicinais e silvestres. Mini-zoo com animais domésticos e aves raras. São realizados passeios nas trilhas do Parque. Estes passeios são gratuitos. No mais longo deles, são gastos 40 minutos de caminhada pela restinga. No mais curto, é visitado um grande viveiro onde ficam espécies variadas de pássaros.
  • Poço de Pedras do Largo de Nossa Senhora da Conceição - construído em meados do século XVIII, por mão-de-obra escrava, era a fonte de água à beira-mar, onde o povo servia-se de água para beber e lavar louça. Recuperado no ano 2000,é o resgate da memória e identidade cultural de Rio das Ostras.
  • Monumento Natural dos Costões Rochosos - faixa compreendida entre a Praia da Joana até a Praça da Baleia. Reserva ecológica. Possui riqueza de fauna e flora.
  • Manguezais (Ecossistema) - grande área preservada que se inicia perto da ponte de Costazul. Reserva ecológica. Possui riqueza de fauna e flora marinha.
  • Praça da Baleia - área de lazer e contemplação abriga a escultura de uma Baleia Jubarte com 20 metros de comprimento, toda estrutura metálica, recoberta com chapas de bronze e liga de latão, feita pelo artista plástico, Roberto Sá, conhecido internacionalmente pelas esculturas hiper-realistas. Esta é a maior homenagem a um cetáceo no mundo.
  • Orla de Costazul - obra de urbanização realizada pela Prefeitura, que em sua 1ª fase, criou 850 metros lineares de área de lazer e preservação, com ciclovia, academia de ginástica ao ar livre, quiosques, playgrounds e 15 mil m² de área de restinga preservada.
  • Lagoa do Iriri (Lagoa da coca-cola) - lagoa com uma água escura, apelidada pelos moradores de "lagoa da coca-cola", pois apresenta uma intensa concentração de iodo, o que deixa a água com uma coloração semelhante à do refrigerante.
  • Emissário Submarino - localizado no praia de Costazul, o emissário possui um píer liberado para as pessoas onde é possível ter uma bela vista da região serrana da cidade e a prática de pesca amadora.
  • Praça do Trem e Fábrica de Bonecas - foi criada através de um programa de geração e renda da Fundação Rio das Ostras. Possui showroom, um palco italiano onde são encenadas as produções da Fundação de Rio das Ostras e onde funciona o projeto de cultura em Rocha Leão para crianças e jovens.

Principais eventos[editar | editar código-fonte]

Esses são os principais eventos oficiais:[7]

Outros eventos

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil (em português). Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Área territorial oficial (em português). Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). IBGE (10 de outubro de 2002). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010 (em português). Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil (em português). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 29 de Julho de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 (em português). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  6. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas IBGE_Pop_2010
  7. Turismo - Principais eventos (em português). Prefeitura de Rio das Ostras. Página visitada em 20 de agosto de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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