Riograndenser Hunsrückisch

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes fiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde Agosto de 2014). Por favor, adicione mais referências e insira-as no texto ou no rodapé, conforme o livro de estilo. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros, acadêmico)Yahoo!Bing.
Hunsrückisch
Falado em: Sul do Brasil e Espírito Santo
Região: América do Sul
Total de falantes: 200 mil (aprox.)[carece de fontes?]
Família: Indo-europeia
 Germânico
  Ocidental
   Alto alemão
    Médio alemão
     Médio alemão ocidental
      Hunsrückisch
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: ---

O Hunsrückisch é um dialeto alemão falado na região do Hunsrück no sudoeste da Alemanha e nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Espírito Santo, localizados no Brasil.[1] Cabe ressaltar que existem vários dialetos similares em regiões vizinhas na Alemanha, do Mosel ao Franco-renâno.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Com a imigração alemã ao Brasil, no decorrer dos últimos 180 anos, o Hunsrückisch também veio a se estabelecer como uma língua regional. Em vista das diferenças entre o dialeto falado na Europa e o que é praticado no sul do Brasil, em 1996, Cléo Altenhofen cunhou o termo Riograndenser Hunsrückisch para a versão usada no Rio Grande do Sul. Obviamente a forma brasileira do dialeto foi muito influenciada pelas novas fauna, flora e pelo novo idioma nacional no qual foi inserida. Muito embora em menor escala, direta ou indiretamente, o hunsrückisch também foi influenciado por outros idiomas minoritários presentes a seu redor (i.e. italiano, em situações de convivência, mbyá-guaraní através do português, etc…). O fato de o hunsrückisch ter surgido numa região da fronteira da Alemanha com a França, ao se analisar cuidadosamente o seu vocabulário (por exemplo, palavras como pêssego, envelope, retorno), pode-se perceber que o dialeto sofreu influência também da língua francesa.

Não existem estatísticas precisas quanto ao número de pessoas que consideram o hunsrückisch sua língua materna ou que são fluentes ou mesmo que conseguem se comunicar nessa língua em algum grau de fluência, mas as estimativas estão na casa dos milhões. Note-se que a vasta maioria dos falantes do hunsrückisch no Brasil é fluente em português, devido a isso, em muitos casos, o hunsrückisch não costuma ser utilizado fora do lar ou fora de suas comunidades.

Foi declarado patrimônio línguístico do Rio Grande do Sul.[2] [3] É a língua co-oficial do município de Antônio Carlos (em Santa Catarina)[4] , em está atualmente em fase de oficialização em Santa Maria do Herval (no Rio Grande do Sul).[5] [6]

Imigração[editar | editar código-fonte]

A imigração propriamente dita de povos teutos da Europa central ao Brasil teve início oficialmente em 1824 quando aportaram as primeiras famílias alemãs no Rio Grande do Sul. Logo após, iniciou-se a colonização de imigrantes de fala alemã nos estados vizinhos de Santa Catarina, Paraná e São Paulo ; e em menor escala, em outros estados do Brasil (Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas Gerais). A colonização por imigrantes germânicos deu-se majoritariamente em locais sem muito desenvolvimento urbano e, em certos casos, tais locais foram subsequentemente urbanizados (i.e. Campos do Jordão, Igrejinha, Santa Cruz do Sul, São Leopoldo, Joinville, Blumenau, Curitiba, Marechal Cândido Rondon, Rolândia etc.). No entanto, também contribuíram consideravelmente na construção e identidade de capitais do sul do país, como Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba.

A origem dos imigrantes teutos não era a mesma Alemanha de hoje. O país encontrava-se dividido em diferentes "Estados" independentes ou semi-dependentes. A maior parte dos imigrantes da Europa central era da região do Hunsrück e de regiões cercanas. Também emigrou-se de outras regiões como a Pomerânia, Bohemia, Silésia (todas pertencentes a Prússia), mas também a Áustria e países Bálticos. É interessante notar que até mesmo o ídiche falado por judeus da Europa central e do leste europeu chegou a marcar presença no Rio Grande do Sul. Em termos gerais, com o passar do tempo, o dialeto adotado pela maioria dos imigrantes da europa germânica estabelecidos no Brasil e seus descendentes veio a ser o hunsrückisch. Não é fora do comum, na atualidade, se encontrarem pessoas que falam o hunsrückisch fluentemente, mesmo como língua materna, embora seus sobrenomes sejam de origem italiana, francesa, dinamarquesa, neerlandesa, polonesa ou mesmo portuguesa.

Ainda hoje um número considerável de pessoas usam o hunsrückisch em seus lares, em eventos comunitários, mas especialmente nos espaços rurais. A razão principal do declínio do uso do idioma alemão no sul do Brasil e o seu recuo para ambientes privados e rurais foi o Estado Novo de Getúlio Vargas, que criminalizou o uso dessa língua não só em público como no lar. Livros no idioma germânico chegaram a ser queimados em alguns lugares. O mesmo ocorreu com os ítalo-brasileiros, mas o talian, também chamado de vêneto (por causa das fortes similaridades com este dialeto italiano), sobreviveu e hoje procura-se resgatar essa riqueza cultural regional brasileira.

O dialeto pomerano, pertencente ao idioma Plattdüütsch ou Plattdietsch (ver a versão Plattdüütsch da Wikipédia) se manteve lado a lado ao Hunsrückisch no Brasil meridional, mas em menor escala. O Plattdüütsch é falado em partes dos Países Baixos, norte da Alemanha, sul da Dinamarca e em regiões do noroeste da Polônia. No Brasil, o pomerano e formas relatas do Platt são faladas em cidades como Pomerode, Santa Catarina (situada perto de Blumenau); no Rio Grande do Sul existem núcleos de diversas dimensões (por exemplo em São Lourenço do Sul, principal colônia Pomerana do RS, e outras cidades da Zona Sul do estado, ainda na vila Dona Otília, município de Roque Gonzales). O pomerano e também outras formas do chamado alemão Platt (i.e. oriundo das regiões planas e baixas do norte europeu) também são falados no Paraná, Espírito Santo , São Paulo (principalmente no Vale do Paraíba e na cidade de São Paulo, com destaque para o bairro de Santo Amaro) e outras partes do Brasil e em outros países da América do Sul. Diferentes formas do Platt são faladas em todos os continentes do mundo, exceto na Antártida.

Literatura[editar | editar código-fonte]

O poema do alemão Peter Joseph Rottmann, Der Abschied, ou 'o adeus' (ver a gravura ao lado - onde, com marcadores numerais, procura-se decifrar no alemão clássico, no Hochdeutsch, algumas das formas dialetais peculiares utilizadas pelo autor), publicado pela primeira vez em 1840, na Alemanha, reflete o relacionamento de amor conflituoso, típico da juventude, mas também, a primeira forte onda migratória que penetrou este segmento lingüístico do sudoeste da Europa germânica, e que perdurou por várias décadas.

Neste poema, o imigrante alemão Hannes (diminutivo de Johannes, ou seja, Joãozinho ou João no idioma português), se despede de sua desconsolada namorada Liesekett (ou Elisabetha Katharina, no diminutivo afetuoso), que permanecerá na terra de origem, enquanto ele se desloca rumo ao Brasil (Brasilje) promissor, tropical e exótico, onde, segundo ela, ele terá que enfrentar víboras e símios; enquanto ela irá ficar sozinha, sofrida, no Hunsrück. Mas, em resposta às preocupações dela, Hannes faz juras de que haverá um reencontro feliz e permanente entre ele e ela no futuro.

Der Abschied.

Die Abschied ('o adeus'), poesia de Peter Joseph Rottmann, escrita na Alemanha, em 1840.

Liesekett.

Willst Dau, Hannes, noh Bresilje ziehe,

Wo Deich Schlange unn die Affe kriehe?

Ach, dann stehrbt Dei Liesekett!

Wer sall meich dann bei die Spielleit fehre,

Wann eich naunder meine Kerl verleere?

Geh, eich wullt, datt Deich der Deiwel hätt?

Hannes.

Tobich Mensch! watt brauchste so se brille?

’diß nau ähmol annerscht nitt mei Wille,

Unn eich honn Der’t jo schunn gesaht:

Wannet so viel Annerleit broweere,

Kann eich’t aag; eich honn Neist se verleere,

Wie’t em Ann’re geht, so geht meer’t grad.

Liesekett.

Nau heer eich Deich Moorjets nitt meh bloose,

Ohne Heert unn Hierer sinn die Oose,

Die Dei Ohrallvatter schunn gehuth;

Wo Dau hingehst, brauch m’r Neist se schaffe,

Kann de Kaffi mit de Hänne raffe;

Geh, Dau Wieschder bist m’r nitt meh gut!

Hannes.

Liesekett, wie kannst Dau nor so schwetze?

Lißt de Deich vunn wieschde Leit verhetze?

Kennst Dau meich dann noch nitt besser, sah?!

Sei sefriere! wann eich brav Karline

Loorde in dem naue Lann verdiene,

Kumm eich wierer, unn Dau gist mei Fraa.

Glossário (mostrando principalmente empréstimos do português)[editar | editar código-fonte]

Aibi m. (Pomerode)

(indio „aipim“) BOT Maniok.

Aipi m. (Santa Catarina)

(indio „aipim“) BOT Manioka (landwirtschaftlich genutzter Maniok). Ich habe in der Früh das Vieh versorgt und bin gleich in die Roça* capienen*. Mein Mann hat den Mato* gefoiçt*, denn wir wollen viel Aipi pflanzen…: am frühen Morgen habe ich das Vieh versorgt und bin gleich auf unser Land jäten gegangen, mein Mann hat das unterholz weggehackt, denn wir wollen viel Manioka pflanzen…
(Die Pflanze, deren schmackhafte Wurzel die Indios entdeckten und Aipim nannten. Aipi nährt Menschen, Schweine, Kühe, Aipi gibt Sago, Tapioca, Kleister, Mehl, Aipi kann vergoren werden, es ist die Lebensgrundlage des deutschen Kolonisten, so wie es drüben in Afrika die ungeheure Vermehrung der Einheimischen und letztlich ihre Befreiung ermöglichte.)

alles gut? oder alles Gute? interrog. (Süd-Brasilien)

(wortwörtl. Übersetz. aus dem bras. Port. „tudo bem?“) Wie geht's?

Aviong [ɑvjɔŋ] subst. (Süd-Brasilien)

(bras. Port. „avião“) Flugzeug.

Balaie f. (Santa Catarina)

Kleine Balaie: Papierkorb.
(Der Ursprung des Wortes Balaie ist unschlüssig. Es könnte vom port. Wort baleia „Wal“ stammen oder von balde „Eimer“. Das standarddeutsche Wort Papierkorb existiert in den brasilianischen Dialekten nicht. Würde man zu einem Korbflechter gehen und nach einem Papierkorb fragen, würde dieser erstaunt entgegnen, dass diese nicht lange halten würden und das man hier Körbe aus Weidenruten mache. Die Dialekte spiegeln das Leben und ändern sich mit ihr; Wörter der alten Heimat verlieren ihre Bedeutung. Wie soll ein Kind in einem Land, in dem es nichts Derartiges gibt, wissen, was Briefträger oder Straßenbahn heißt?)

Barranke f. (Santa Catarina)

(bras. Port. „barranca“) Abhang. Man hatte keine richtigen Öfen, um aus Maismehl und Carafrüchten Brot zu backen, so machte man eine tiefe Öffnung in die Barranke und oben einen Abzug, und wenn man vorher tüchtig Wald* geschlagen hatte, so schmeckte so ein Brot schon richtig!

Barrankenhucker m. (Santa Catarina)

(bras. Port. „barranca“) Abwertende Bezeichnung für die Eingeborenen Brasiliens. (s. Kabokler, Rappelschwanz, Blauer.)

bass adv. u. adj. (Santa Catarina)

1. adv. Sehr, ungemein. Bass erstaunt, verwundert, befremdet, gekränkt sein. Bass erschrecken; sich bass wundern, freuen. Der bass erstaunte Zeuge. 2. adj. [selten] Stark, groß. In basse Verwunderung aber fielen die Leute[...]. 3. adv. Besser. Er tat sich bass hervor.

Bast subst. (Pomerode)

(bras. Port. „pasto“) Weide.

Bischo subst. (Santa Catarina)

(bras. Port. „bicho“) Jedwedes Tier; Viech(er).
(Im brasilianischen Portugiesisch bezeichnet das Wort bicho [biʃo] so ziemlich jedes Tier, vom Sandfloh über Schlange zum Bandwurm.)

Bischopulver s. (Santa Catarina)

(bras. Port. „bicho“) Insektenpulver.

Blauer m. (Santa Catarina)

Abwertende Bezeichnung für einen ganz dunkelhäutigen afrikanischstämmigen Brasilianer. (s. Kabokler, Barrankenhucker, Rappelschwanz.)

botschen v. (Santa Catarina)

(ital. „boccia“) Boccia spielen. Wir gehen botschen.
(Boccia [bɔtʃa] „Kugel“ ist ein ital. Rasenspiel, bei dem eine Kugel mit anderen Kugeln getroffen werden muss. Dieses Spiel ist auch in Deutschland bekannt und manchenorts wird das Wort synonym zum französischem Boules verwendet.)

brigen [briʒən] v. (Süd-Brasilien)

(bras. Port. brigar „streiten, kämpfen“) Kämpfen, balgen, raufen; kabbeln. Die Gurien* brigen in dem Potrier*.

Buger subst. (Santa Catarina)

(bras. Port. „bugre“) Indianer. Bugerstraße

Cachaça [kaʃaßa] subst. (Santa Catarina)

(Brasilianismus) Zuckerrohrschnaps. Nach dem Botschen* gehen wir in die Wende*, trinken Cachaça und essen einen Churrasco*, und wenn gerade Domingueira* ist, tanzen wir.

Canecachen subst. (Süd-Brasilien)

(bras. Port. „caneca“ und des dt. Dimin. –chen.) Kleiner Bierkrug; Gläschen Bier vom Fass; Bierchen vom Fass.

capienen [kapi:nən] v. (Santa Catarina)

(bras. Port. „capim“) Jäten. Ich habe in der Früh das Vieh versorgt und bin gleich in die Roça* capienen*. Mein Mann hat den Mato* gefoiçt*, denn wir wollen viel Aipi* pflanzen…
(Capim bedeutet in Brasilien „Gras, Unkraut“)

chegen [ʃeʒən] v. (Süd-Brasilien)

(bras. Port. „chegar“) Redew. Es chegt!: es reicht!, das genügt!, das langt aber!

Chimia [ʃimja] s. (Süd-Brasilien)

Brotmarmelade.
(Chimia gebildet aus dem deutschen „schmieren“)

Churrasco [ʃurasko] subst. (Santa Catarina)

(Brasilianismus) Spiessbraten, gegrilltes Fleisch. Nach dem Botschen* gehen wir in die Wende*, trinken Cachaça* und essen einen Churrasco, und wenn gerade Domingueira* ist, tanzen wir.

chuven [ʃuvən] v. (Süd-Brasilien)

(port. chover „regnen“ oder chuva „Regen“) Regnen. Mariechen, mach die janela* zu, es chuvt [Mariazinha, feche a janela, está chovendo]. (s. rehnen.)

Cuca m. (Süd-Brasilien)

Adaption des Streuselkuchens.

das pron. impers. (Batinga)

Es. Das rehnt*: es regnet.

Delecoda Delegado

Domingueira oder Domingeira [domingɛra] subst. (Santa Catarina)

(Brasilianismus) Sonntägliche Tanzveranstalung. Nach dem Botschen* gehen wir in die Wende*, trinken Cachaça* und essen einen Churrasco*, und wenn gerade Domingueira ist, tanzen wir.

Fakong [fakɔŋ] subst. (Süd-Brasilien)

(bras. Port. „facão“) Großes Messer.

Fleischtag m. (Süd-Brasilien)

(donauschwäbisch) veraltet Dienstag, Donnerstag, Sonntag.

Foiça [fɔʏßa] f. (Santa Catarina)

(Brasilianismus) Gewichtige Sichel mit schwerem Holzstiel.

foiçen [fɔʏßən] v. (Santa Catarina)

(bras. Port. „foiça“) Sicheln, (ab-, weg-)hacken. Ich habe in der Früh das Vieh versorgt und bin gleich in die Roça* capienen*. Mein Mann hat den Mato* gefoiçt, denn wir wollen viel Aipi* pflanzen…

Goud oder Goudu subst. (Süd-Brasilien)

(donauschwäbisch) veraltet Pate, Patin.
(In Deutschland noch landsch. Gote, Gode.)

Guri oder Gurie subst. (Süd-Brasilien)

(Kreolwort aus dem Tupi-Guarani) Junge. Die Gurien brigen* in dem Potrier*.

Hefami w. (Süd-Brasilien)

(donauschwäbisch) Hebamme.

Janela [ʒanɛla] w. (Süd-Brasilien)

(Brasilianismus) Fenster(laden). Mariechen, mach die janela zu, es chuvt* [Mariazinha, feche a janela, está chovendo].

Kabokler m. (Santa Catarina)

(bras. Port. „caboclo“) 1. [veraltet] Mischling aus Indios und Europäern. 2. Eingeborener. So ein Rancho*, wo Kabokler wohnen.
(Da die besitzlose Landbevölkerung im Landinnern außer Portugiesen, Spaniern, Polen und Arabern oft Afrikaner unter den Vorfahren zählt, wurde dieses Wort caboclo „Landarbeiter; Mestize“ die Bezeichnung für den Eingeborenen im allgemeinen, wenn ihn der Kolonist nicht lieber „Rappelschwanz“, „Barrankenhucker“ oder, wenn er ein wenig dunkler ist, einen „Blauen“ nennt.)

Kamion [kamjɔŋ] oder Kamiong subst. (Süd-Brasilien)

(port. „caminhão“) Lastwagen.

Kerb w. (Süd-Brasilien)

Rummel.
(Ursprünglich ein Kirchenfest; dem deutschen Gebrauch von Kirmes ähnelnd. Vgl. das deutsche WortKirbe)

Kuje m. (Santa Catarina)

(bras. Port. „cuja“) Kürbis, der in der Form einer Weinflasche wächst. „Eh“, rufe ich, „a-eh, wollen Sie mir einen Gefallen tun? A-eh! Ich will einen Schluck Wasser!“ - und dann warte ich wieder. „Warte nur“, ruft jemand. Eine Alte mit heiserer Stimme. „Der Chico bringt dir Wasser!“ Und tatsächlich! Aus dem Rancho* kommt ein Makake* mit einer Kuje.
(Die trockene, harte Schale dieser Kürbisart gibt Teller für Reis und Bohnen, Becher für Matetee, und der ganze Hausrat rankt im Frühjahr am ersten besten Baum neben dem Haus empor.)

lembrieren

(port. lembrar) erinnern

Lóde/Laade m. (Batinga)

Fenster(laden). Marieche, mach der lóde zu, das* rehnt*.

Luftschiff s. (Süd-Brasilien)

Flugzeug. (s. Aviong.)

Makake oder Miko m. (Santa Catarina)

(port. „macaco“) Affe. Und tatsächlich! Aus dem Rancho* kommt ein Makake mit einer Kuje*.

Mato m. (Santa Catarina)

(Brasilianismus) Gebüsch, Unterholz; Wildnis. Ich habe in der Früh das Vieh versorgt und bin gleich in die Roça* capienen*. Mein Mann hat den Mato gefoiçt*, denn wir wollen viel Aipi* pflanzen… - Da reite ich nach Weihnachten los, in der größten Hitze, weil die Tage am längsten sind, und bin auf halbem Wege. Immer durch den Mato. Ich habe Durst, und - verflucht! - meine Flasche ist leer.
(Mato ist das "Gestrüpp", das so riesige Gebiete bedeckt, dass ein ganzer Bundesstaat Brasiliens Mato Grosso danach benannt wurde.)

Milhe subst. (Süd-Brasilien)

(port. „milho“) Mais.

Milhebrot [mi(l)jɛbrot] oder Michabrot [miçabrot, (selten) mixabrot] subst. (Süd-Brasilien)

(port. „pão de milho“) Maisbrot.

Milhobrot [miljobrot] subst. (Süd-Brasilien)

(port. „pão de milho“) Brot aus Kartoffeln, das dem Maisbrot ähnelt.

mit präp. (Süd-Brasilien)

(bras. port. Konst. Verb + „com“) (Verb +) mit: (Verb +) von, bei. Träumen mit (sonhar com), träumen von. Bleiben mit dir (ficar com você), bleiben bei dir. heiraten mit

namorieren v. (Süd-Brasilien)

(bras. Port. „namorar“) Flirten.

Pale subst. (Süd-Brasilien)

(bras. Port. „bala“) Bonbon.

Phätr subst. (Süd-Brasilien)

(donauschwäbisch) veraltet Cousin, Vetter.

Potrier oder Potreer m. (Süd-Brasilien)

(port. „potreiro“) Stall. Die Gurien* brigen* in dem Potrier.

Rancho [ranʃo] m. (Santa Catarina)

(Brasilianismus) Kleiner Schuppen. Es war vor dreißig Jahren - so wahr ich lebe - damals, als wir hier angefangen haben. Wenn man da eine Kuh kaufen wollte, musste man weit, bis auf das Kampland hinauf. Dort waren die Pinienwälder schon geschlagen, alles war Weideland mit Vieh, oft zweitausend Stück auf einer Fazenda. Zurück musste man das Vieh treiben, Straßen gab es keine, nur Pikaden durch den Wald, Schneisen. In dem einen Stiefelschacht hatte man das Geld, im anderen den Revolver und zur Sicherheit noch einen im Gürtel. Das war kein Spaß, so wahr ich lebe. Da reite ich nach Weihnachten los, in der größten Hitze, weil die Tage am längsten sind, und bin auf halbem Wege. Immer durch den Mato*. Ich habe Durst, und - verflucht! - meine Flasche ist leer. Dort, wo man Glück hat, wenn man alle zwei Stunden eine Hütte sieht! Nun, ich habe Glück, da steht eine. So ein Rancho, wo Kabokler* wohnen. Wissen Sie, was die sagen? „Wenn die Arbeit was Gutes wäre, hätten sie die Reichen für sich vorbehalten.“
(Auf Port. bedeutet rancho „Bauernhof, Besitzung, Gut, Landgut“)

Rappelschwanz m. (Santa Catarina)

s. Kabokler.

rehnen oder rinnen v. (Batinga)

Regnen. Marieche, mach der lóde* zu, das* rehnt.

respondieren

(port. responder) antworten

Roça [rɔßa] oder Rossa f. (Santa Catarina)

(Brasilianismus) Feld; Waldrodung. Ich habe in der Früh das Vieh versorgt und bin gleich in die Roça [= auf unser Land] capienen*. Mein Mann hat den Mato* gefoiçt*, denn wir wollen viel Aipi* pflanzen…

Scharke subst. (Santa Catarina)

(port. „charque“) Trockenes, salziges Dörrfleisch. Ich sage: „Danke, excellenzia, ich danke, verehrter Herr“ und trinke. Man bekommt nicht überall so ein klares, reines Brunnenwasser. Und dann denke ich: Ob nicht die Leute einen Happen zum Essen haben? Vielleicht haben sie auch schwarze Bohnen für gutes Geld. Ich rufe also wieder: „A-eh! Habt ihr was zu essen? Ich zahle!“ Die Alte mit der krächzenden Stimme ruft: „Nein! Ich kann dir nichts geben!“ Ich frage: „Nichts?“ Die Alte: „Ist niemand zu Haus!“ „Donnerwetter“, sage ich, „die Dumme! Fällt ihr keine bessere Ausrede ein?“ Ich rufe: „Ich will zahlen! Kann auch ein Stück Scharke sein!“

Schuhloja [ʃu'lɔʒa] subst. (Süd-Brasilien)

(bras. Port. „loja de sapatos“) Schuhgeschäft, Schuhladen.

sentachen [sɛntaçən] v. (Rio Grande do Sul)

(aus port. „sentar“ und dt. Verkl -chen.) [verniedlichend] Sitzen.
(Im Riograndenser Hundsrückisch hat sich die bras. Eigenheit des häufigen Gebrauchs der Verkleinerungssilben, angereichert mit port. Wendung, wie Liebchen, Schönchen durchgesetzt.)

Sindikat

(port. sindicato) Gewerkschaft, Syndikat

Vergaffen s. (Süd-Brasilien)

(donauschwäbisch) (nach dem Volksglaube, während der Schwangerschaft) Darunter war das Versehen zu verstehen: Kinder bekamen ein bestimmtes Merkmal an ihre Körper, wenn die Mütter Gegenstände, Tiere oder Menschen, die ihnen einen Schrecken einjagten, ansahen. Wenn die Schwangere etwas intensiv wünschte, sich bei dem Denken an diesen Wunsch an einer bestimmten Körperstelle angriff, konnte dieses Gewünschte am Körper des Kindes später sichtbar sein.

vinicieren v. (Süd-Brasilien)

(bras. Port. „respeitar“, adaptado de Vinícius, gíria para Respeito) respektieren.

Wald m. (Santa Catarina)

1. [elliptisch] Stück Wald. 2. Holz; Bäume. Wir haben tüchtig Wald geschlagen.

Wende f. (Santa Catarina)

(bras. Port. „venda“) Geschäft. Nach dem Botschen* gehen wir in die Wende, trinken Cachaça* und essen einen Churrasco*, und wenn gerade Domingueira* ist, tanzen wir.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]