Rizadura

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Rizadura, na nomenclatura náutica, é o acto de reduzir a superfície de uma vela quando o vento se levanta, utilizando rizes (pequenos cabos) cosidas na vela em duas ou três linhas paralelas. Chamam-se forras de rizo o conjunto dos cabos e dos olhais onde os rizes vão passar [1] .

Vela grande[editar | editar código-fonte]

Vela grande com (dois?) riz

As primeiras acções a fazer quando o vento se levanta é de aplainar o mais possível o velame para que o vento não as enfole e trazer a escota da vela grande (VG) bem para o centro do seu carrinho com a mesma finalidade. Orçar (em francês: Loffer) mais do que necessário o que tirará vento às velas. Se o vento continua a forçar há que rizar.

Para a rizadura é preciso :

  1. libertar o burro da retranca e folgar a escota da VG;
  2. arrear a vela para que ela desça até ao nível dos rizes desejados;
  3. prender os rizes dos postos previsto da retranca;
  4. içar de novo a VG.

As escotas de VG devem ser caçadas (puxadas) para se manter a vela o mais liso possível.

Em princípio o primeiro riz é utilizado a partir de 15-20 nós, o segundo a partir de 20-30 e o terceiro a partir de 25-35 nós, valores que dependem do veleiro.

Vela de estai[editar | editar código-fonte]

Nos antigos veleiros ligeiros era necessário mudar-la por uma mini VE, mas hoje com as VE de enrolar pode-se adaptar a superfície muito progressivamente à força do vento.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]