Roberto Gurgel
| Roberto Monteiro Gurgel Santos | |
|---|---|
| Roberto Monteiro Gurgel Santos durante a seção sobre o processo do Mensalão | |
| Procurador-Geral da República do Brasil | |
| Mandato | 22 de julho de 2009 até atualidade |
| Antecessor(a) | Antonio Fernando de Souza |
| Sucessor(a) | — |
| Presidente da Associação Iberoamericana de Ministérios Públicos | |
| Mandato | 7 de dezembro de 2011 até atualidade |
| Antecessor(a) | Cándido Conde-Pumpido, Fiscal General de Espanha |
| Vida | |
| Nascimento | 24 de setembro de 1954 (58 anos) Fortaleza (CE) |
| Alma mater | Universidade Federal do Rio de Janeiro |
| Profissão | Procurador da República |
Roberto Monteiro Gurgel Santos (Fortaleza, 24 de setembro de 19541 ) é o atual Procurador-geral da República do Brasil desde 22 de julho de 2009.2
Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Antes de ingressar no Ministério Público Federal, em 1982, por concurso público, atuou como advogado no Rio de Janeiro e em Brasília. Presidiu a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) entre 1987 e 1989.3 4
Teve o seu nome como o mais votado na lista tríplice elaborado pela ANPR, razão pela qual o presidente Luis Inácio Lula da Silva, fez sua indicação.5
Em 8 de julho, foi sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, tendo o seu nome aprovado por unanimidade. No mesmo dia, teve o seu nome aprovado pelo plenário da Casa. Em 22 de julho de 2009, assumiu o cargo para um mandato de dois anos.2 6
Atualmente Roberto Gurgel é investigado pela CPI do caso Carlinhos Cachoeira por ter suspendido a Operação de Vegas da Polícia Federal, iniciada em 2008, que apontou os primeiros indícios de contravenção entre Carlinhos Cachoeira e políticos como o senador cassado Demóstenes Torres. 7 Também esta sendo investigado por ter engavetado por dois anos as investigações da Operação Monte Carlo, que levou a prisão de Carlinhos Cachoeira. 8
Segundo reportagem da Revista Istoé sob o título de "Desemperra Gurgel", do dia 30 de março de 2012, estavam parados na mesa de Gurgel: "4.346 processos. Entre eles, ações movidas pela PF contra pelo menos dois governadores e uma dezena de parlamentares. Um dos processos envolve o governador Pedro Dias (PP), do Amapá. Em setembro de 2010, a Operação Mãos Limpas levou-o para a cadeia sob a acusação de chefiar um esquema de desvio de recursos públicos. A operação vai completar dois anos sem que Gurgel sequer tenha oferecido denúncia contra a suposta quadrilha comandada por Dias. No Distrito Federal, o ex-governador José Roberto Arruda também segue a vida com tranquilidade graças à inação da procuradoria. Em novembro de 2009, um vídeo no qual Arruda aparecia recebendo R$ 50 mil resultou na prisão do político do DEM, que tinha índices de apoio popular que beiravam os 80%. Arruda perdeu o cargo, o partido e a liberdade por dois meses. Hoje, mais de dois anos depois, o símbolo do esquema que abalou o GDF ainda não sofreu nenhuma acusação formal pelo Ministério Público.9 A lista de políticos que se beneficiam com o engavetamento dos processos não se restringe a quem Gurgel deixa de denunciar. Parlamentares réus em ações ou que respondem a inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) ganham tempo quando os casos chegam ao Ministério Público para análise do procurador-geral. A senadora Marta Suplicy (PT-SP) é um dos exemplos. Desde agosto do ano passado, um processo que investiga a participação da ex-prefeita de São Paulo em fraudes em licitações está parado no MP. O procurador também não analisou a ação que acusa o senador Romero Jucá (PMDB-RR) de crime de responsabilidade e a que denuncia o senador Lobão Filho (PMDB-MA) por formação de quadrilha e uso de documentos falsos. 9
A importância do procurador-geral para o andamento de processos contra autoridades foi sintetizada pelo ministro Ayres Britto em 2011 ao julgar um pedido feito por Gurgel para arquivar uma ação envolvendo o senador Valdir Raupp (PMDB-RO). “Nos casos de crime ensejador de ação penal pública, quando o chefe do Ministério Público Federal se pronuncia pelo arquivamento do inquérito ou de quaisquer peças de informação, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que tal pronunciamento é de ser acolhido sem possibilidade de questionamento”, escreveu Ayres Britto. Exatamente pelo motivo apontado por Ayres Britto, a conduta do atual procurador tem causado celeuma nos bastidores do STF. Ministros reclamam que os mais de quatro mil processos paralisados no gabinete de Gurgel atravancam as investigações."9
Fonte: Revista Istoé, edição 2212 acessada no dia 15 de março de 2013 disponível no site http://www.istoe.com.br/reportagens/196976_DESEMPERRA+GURGEL
Ver também[editar]
Referências
- ↑ Sítio da Procuradoria Geral da República. Bibliografia Roberto Monteiro Gurgel dos Santos (em português). Página visitada em 11 de julho de 2009.
- ↑ a b Agência Brasil; Yara Aquino (22 de julho de 2009). Lula critica "show de pirotecnia" e pede mais cautela em investigações (em português). Página visitada em 25 de julho de 2009.
- ↑ JusBrasil.com.br (30 de junho de 2009). Roberto Monteiro Gurgel Santos, 54, liderou a lista tríplice apresentada ao presidente Lula pela Associação Nacional de Procuradores. Ele sucederá outro cearense, Antonio Fernando de Souza (em português). Página visitada em 11 de julho de 2009.
- ↑ Associação Nacional dos Procuradores da Repúlica (ANPR). Ex-diretorias - 1987/1989 (em português). Página visitada em 11 de julho de 2009.
- ↑ Agência Brasil; Carolina Pimentel (29 de junho de 2009). Lula indica Roberto Monteiro Gurgel Santos para novo procurador-geral da República (em português). Página visitada em 11 de julho de 2009.
- ↑ JusBrasil.com.br (9 de julho de 2009). Senado aprova indicação de Roberto Gurgel para procuradoria-geral da República (em português). Página visitada em 11 de julho de 2009.
- ↑ http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-11-21/relator-da-cpi-do-cachoeira-pede-investigacao-sobre-gurgel.html
- ↑ http://www.brasil247.com/pt/247/goias247/85856/CPI-pede-investiga%C3%A7%C3%A3o-contra-Roberto-Gurgel-Gurgel-blinda-contra-Collor.htm
- ↑ a b c http://www.istoe.com.br/reportagens/196976_DESEMPERRA+GURGEL
Ligações externas[editar]
- Senado aprova o nome de Roberto Gurgel para Procurador-Geral da República (em português) na Agência Senado
- Biografia (em português) no sítio da Procuradoria-Geral da União
| Precedido por Antonio Fernando de Souza |
Procurador-Geral da República do Brasil 2009 — atualidade |
Sucedido por — |