Roberto Gurgel

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Roberto Monteiro Gurgel Santos
Roberto Monteiro Gurgel Santos durante a seção sobre o processo do Mensalão
Procurador-Geral da República do Brasil
Mandato 22 de julho de 2009
até atualidade
Antecessor(a) Antonio Fernando de Souza
Sucessor(a)
Presidente da Associação Iberoamericana de Ministérios Públicos
Mandato 7 de dezembro de 2011
até atualidade
Antecessor(a) Cándido Conde-Pumpido, Fiscal General de Espanha
Vida
Nascimento 24 de setembro de 1954 (58 anos)
Fortaleza (CE)
Alma mater Universidade Federal do Rio de Janeiro
Profissão Procurador da República

Roberto Monteiro Gurgel Santos (Fortaleza, 24 de setembro de 19541 ) é o atual Procurador-geral da República do Brasil desde 22 de julho de 2009.2

Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Antes de ingressar no Ministério Público Federal, em 1982, por concurso público, atuou como advogado no Rio de Janeiro e em Brasília. Presidiu a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) entre 1987 e 1989.3 4

Teve o seu nome como o mais votado na lista tríplice elaborado pela ANPR, razão pela qual o presidente Luis Inácio Lula da Silva, fez sua indicação.5

Em 8 de julho, foi sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, tendo o seu nome aprovado por unanimidade. No mesmo dia, teve o seu nome aprovado pelo plenário da Casa. Em 22 de julho de 2009, assumiu o cargo para um mandato de dois anos.2 6

Atualmente Roberto Gurgel é investigado pela CPI do caso Carlinhos Cachoeira por ter suspendido a Operação de Vegas da Polícia Federal, iniciada em 2008, que apontou os primeiros indícios de contravenção entre Carlinhos Cachoeira e políticos como o senador cassado Demóstenes Torres. 7 Também esta sendo investigado por ter engavetado por dois anos as investigações da Operação Monte Carlo, que levou a prisão de Carlinhos Cachoeira. 8

Segundo reportagem da Revista Istoé sob o título de "Desemperra Gurgel", do dia 30 de março de 2012, estavam parados na mesa de Gurgel: "4.346 processos. Entre eles, ações movidas pela PF contra pelo menos dois governadores e uma dezena de parlamentares. Um dos processos envolve o governador Pedro Dias (PP), do Amapá. Em setembro de 2010, a Operação Mãos Limpas levou-o para a cadeia sob a acusação de chefiar um esquema de desvio de recursos públicos. A operação vai completar dois anos sem que Gurgel sequer tenha oferecido denúncia contra a suposta quadrilha comandada por Dias. No Distrito Federal, o ex-governador José Roberto Arruda também segue a vida com tranquilidade graças à inação da procuradoria. Em novembro de 2009, um vídeo no qual Arruda aparecia recebendo R$ 50 mil resultou na prisão do político do DEM, que tinha índices de apoio popular que beiravam os 80%. Arruda perdeu o cargo, o partido e a liberdade por dois meses. Hoje, mais de dois anos depois, o símbolo do esquema que abalou o GDF ainda não sofreu nenhuma acusação formal pelo Ministério Público.9 A lista de políticos que se beneficiam com o engavetamento dos processos não se restringe a quem Gurgel deixa de denunciar. Parlamentares réus em ações ou que respondem a inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) ganham tempo quando os casos chegam ao Ministério Público para análise do procurador-geral. A senadora Marta Suplicy (PT-SP) é um dos exemplos. Desde agosto do ano passado, um processo que investiga a participação da ex-prefeita de São Paulo em fraudes em licitações está parado no MP. O procurador também não analisou a ação que acusa o senador Romero Jucá (PMDB-RR) de crime de responsabilidade e a que denuncia o senador Lobão Filho (PMDB-MA) por formação de quadrilha e uso de documentos falsos. 9

A importância do procurador-geral para o andamento de processos contra autoridades foi sintetizada pelo ministro Ayres Britto em 2011 ao julgar um pedido feito por Gurgel para arquivar uma ação envolvendo o senador Valdir Raupp (PMDB-RO). “Nos casos de crime ensejador de ação penal pública, quando o chefe do Ministério Público Federal se pronuncia pelo arquivamento do inquérito ou de quaisquer peças de informação, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que tal pronunciamento é de ser acolhido sem possibilidade de questionamento”, escreveu Ayres Britto. Exatamente pelo motivo apontado por Ayres Britto, a conduta do atual procurador tem causado celeuma nos bastidores do STF. Ministros reclamam que os mais de quatro mil processos paralisados no gabinete de Gurgel atravancam as investigações."9

Fonte: Revista Istoé, edição 2212 acessada no dia 15 de março de 2013 disponível no site http://www.istoe.com.br/reportagens/196976_DESEMPERRA+GURGEL

Ver também[editar]

Referências

  1. Sítio da Procuradoria Geral da República. Bibliografia Roberto Monteiro Gurgel dos Santos (em português). Página visitada em 11 de julho de 2009.
  2. a b Agência Brasil; Yara Aquino (22 de julho de 2009). Lula critica "show de pirotecnia" e pede mais cautela em investigações (em português). Página visitada em 25 de julho de 2009.
  3. JusBrasil.com.br (30 de junho de 2009). Roberto Monteiro Gurgel Santos, 54, liderou a lista tríplice apresentada ao presidente Lula pela Associação Nacional de Procuradores. Ele sucederá outro cearense, Antonio Fernando de Souza (em português). Página visitada em 11 de julho de 2009.
  4. Associação Nacional dos Procuradores da Repúlica (ANPR). Ex-diretorias - 1987/1989 (em português). Página visitada em 11 de julho de 2009.
  5. Agência Brasil; Carolina Pimentel (29 de junho de 2009). Lula indica Roberto Monteiro Gurgel Santos para novo procurador-geral da República (em português). Página visitada em 11 de julho de 2009.
  6. JusBrasil.com.br (9 de julho de 2009). Senado aprova indicação de Roberto Gurgel para procuradoria-geral da República (em português). Página visitada em 11 de julho de 2009.
  7. http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-11-21/relator-da-cpi-do-cachoeira-pede-investigacao-sobre-gurgel.html
  8. http://www.brasil247.com/pt/247/goias247/85856/CPI-pede-investiga%C3%A7%C3%A3o-contra-Roberto-Gurgel-Gurgel-blinda-contra-Collor.htm
  9. a b c http://www.istoe.com.br/reportagens/196976_DESEMPERRA+GURGEL

Ligações externas[editar]

Precedido por
Antonio Fernando de Souza
Procurador-Geral da República do Brasil
2009atualidade
Sucedido por
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.