Roberto III da Escócia
| Roberto III | |
|---|---|
| Rei dos Escoceses | |
| Governo | |
| Reinado | 19 de abril de 1390 — 4 de abril de 1406 |
| Coroação | 14 de agosto de 1390 |
| Consorte | Anabela Drummond |
| Antecessor | Roberto II |
| Sucessor | Jaime I |
| Dinastia | Stewart |
| Títulos | Conde de Atholl e Carrick |
| Vida | |
| Nome completo | John Stewart |
| Nascimento | 1337 |
| Dundonald, Ayrshire, Escócia | |
| Morte | 4 de abril de 1406 |
| Dundonald, Ayrshire, Escócia | |
| Sepultamento | Abadia de Paisley, Renfrewshire, Escócia |
| Filhos | Margarida Roberto Isabel Davi Maria Jaime I Egídia |
| Pai | Roberto II |
| Mãe | Elizabeth Mure |
Roberto III da Escócia, batizado John Stewart (1337 — 4 de Abril de 1406), foi conde de Carrick e tornou-se rei dos escoceses em 1390, aos 53 anos. Já havia reinado sobre a Escócia em nome do pai, entre 1384 e 1388. Era o primogênito do rei Roberto II e de sua amante Elizabeth Mure, e foi legitimado pelo casamento de seus pais em 1349.
De 1362 a 1363, ajudou o pai numa fútil revolta contra o rei David II da Escócia, que o titulou em 1368 conde de Carrick. Seu pai, Roberto II, tornou-se rei em 1371. Em 1384, dada sua idade, pois tinha completado 68 anos, Roberto II entregou o governo ao filho João, conde de Carrick, que, machucado por um cavalo em 1388, foi substituído temporariamente por seu irmão Roberto, conde de Fife. Com a morte de Roberto II em 19 de Abril de 1390, o conde de Carrick subiu ao trono, mudando seu nome para Roberto III (pois seu prenome, João, lembraria o impopular John Balliol, rei dos escoceses entre 1292 a 1296).
Primeiros anos [editar]
Inválido por um coice de cavalo, sempre houve o problema de quem seria seu guardião. Monarca fraco, ainda mais apagado que o pai, tinha 53 anos ao subir no trono e segundo a opinião geral era inadequado ao cargo. Quando jovem, tinha recebido um coice de cavalo na cabeça que o deixara mentalmente incapaz. Não despertava respeito. As perturbações com a Inglaterra continuavam. Seu irmão, Roberto ou Roberto Stuart, conde de Fife, que se acredita ter sido responsável pela morte de seu filho Davi, era poderoso e Roberto III se deixou dominar por ele.
Domínio de Albany [editar]
Roberto III permitiu governar seu ambicioso irmão Roberto Stuart (1340-1420), conde de Fife, fazendo-o em 1398 duque de Albany (primeiro título de Albany, extinto em 1425), o qual disputava poder com seu primogênito Davi (1378-1402), duque de Rothesay, lugar-tenente do reino desde o Conselho Geral em 1398. Em 1399, Roberto III entregou o governo ao filho mais velho, Davi, duque de Rothesay. Jovem dissoluto, Rothesay morreu de fome em maio de 1402, preso no castelo de Falkland, em Fife, por seu tio, o duque de Albany, que retornou assim ao poder. A morte de Rothesay em 1402 levou Albany a um poder incontestado, assegurado ainda mais pela prisão na Inglaterra de vários magnatas capturados na batalha de Homildon Hill, em 1402.
Para tentar salvar seu outro filho, James (futuro James I da Escócia), Roberto III mandou o príncipe para a França em 1406, mas James foi capturado por ingleses, mesmo durante uma trégua, causando grande choque ao rei. Ao receber a notícia, que o deixou desesperado, de que o filho fora capturado pelos ingleses e levado para a Inglaterra por Henrique V, Roberto III disse à mulher, Annabella, que seu epitáfio deveria ser: "Aqui jaz o pior dos reis e o mais desgraçado dos homens deste reino todo» e que deveria ser sepultado num monte de lixo. Albany se tornou governador da Escócia enquanto o futuro Jaime I estava preso pelos ingleses.
Enquanto o poder da coroa sofria com a fraqueza dos reis, os barões se fortaleciam. Quatro sucessivos chefes do clã Donald, que assumiram o título de senhor das Ilhas, estavam quase independentes do rei, tal era sua força. No sul, os Douglas Negros ou Black Douglas eram poderosos e tentaram se apoderar da coroa em 1371. Ambas as casas se aparentavam à Coroa por casamento.
A vantagem mais importante da Escócia era a fraqueza continuada da Inglaterra durante esses anos. Eduardo III estava muito velho, Ricardo II muito jovem. A subida ao trono de Henrique IV, a falência da França depois do surgimento de Joana d´Arc e a Guerra das Rosas eram fatores a enfraquecer o poder inglês. Havia ainda dificuldades econômicas, a Revolta Camponesa e o declínio no rendimento da lã. Os reis ingleses encontravam-se incapacitados a explorar as dificuldades da Escócia. A reivindicação de soberania foi esquecida, embora revivida por Henrique IV da Inglaterra quando quis se proclamar sucessor dos reis ingleses.
Casamento e posteridade [editar]
Em 1367, Roberto III casou-se com Anabella Drummond, falecida em 1401, filha de Sir John Drummond de Stobhall, de quem teve:
- Margaret, casada com Arquibaldo Douglas, 4º conde de Douglas
- Isabel, falecida em 1411, casada em 1387 com James Douglas, 1º barão de Dalkeith, falecido em 1441.
- Egídia, que faleceu jovem.
- Davi Stewart, Duque de Rothesay (1378-1402), herdeiro do trono da Escócia. Morreu sem deixar filhos. O sucessor de seu pai no trono foi seu irmão Jaime.
- Jaime I da Escócia, falecido em 1437, foi o sucessor do pai no trono da Escócia.
- Roberto, que faleceu pequeno.
- Maria Stewart, falecida em 1458. Casou-se cinco vezes, a primeira em 1387 com George Douglas, 1º conde de Angus; segunda vez com Sir James Kennedy, o Jovem; terceira vez em 1409 com Guilherme Cunningham; quarta vez em 1413 com Guilherme, senhor de Graham; e quinta vez em 1425 com Guilherme Edmonstone.
Roberto III deixou também dois filhos bastardos:
- James Stewart de Kilbride
- Sir John Stewart, falecido a cerca de 1412, tido talvez de uma filha de Sir Archibald Campbell de Lochow. Recebeu do pai as terras de Auchingowan em 1390, Blackhall em 1395 e Ardgowan em 1403, todas em Renfrewshire.
| Precedido por Roberto II |
Rei da Escócia 1390 — 1406 |
Sucedido por Jaime I |
| Precedido por: nova criação |
Conde de Carrick 1368 — 1390 |
Sucedido por: unidos à coroa |
| Conde de Atholl 1379 — 1390 |