Roberto Jefferson

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Roberto Jefferson
Roberto Jefferson
Deputado federal do Brasil pelo Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período de governo 1983-2005
Vida
Nascimento 14 de junho de 1953 (61 anos)
Petrópolis, RJ
Nacionalidade Brasil brasileira
Dados pessoais
Partido PTB

Roberto Jefferson Monteiro Francisco (Petrópolis, 14 de junho de 1953) é um advogado e político brasileiro. É o presidente nacional do PTB. Roberto Jefferson é filho e neto de políticos petebistas. Seus pais são Roberto Francisco e Neusa Dalva Monteiro Francisco. É casado com Ecila Brasil Jefferson Francisco, e pai da vereadora e presidente do PTB–RJ Cristiane Brasil – a qual concorreu em 2006 a uma vaga na Câmara Federal pelo Rio de Janeiro, tendo se tornado a 2ª suplente do PTB–RJ na Câmara com 40.954 votos. Roberto Jefferson ficou conhecido nacionalmente por denunciar a prática de compra de votos na Câmara – o mensalão –, após se envolver num escândalo de corrupção nos Correios.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Jefferson terminou os estudos colegiais no Colégio Werneck, de Petrópolis. Em 1975 ingressou na Universidade Estácio de Sá, onde formou-se em Direito em 1979. Ele conquistou notoriedade como advogado de pobres no popular "O Povo na TV", atração exibida na antiga TVS (atual SBT) na década de 1980. Armado e com 170 quilos, fazia o gênero "troglodita", como ele mesmo admite.

Foi através de Roberto Jefferson que o chamado escândalo do mensalão adquiriu dimensões maiores. Jefferson foi o primeiro a reclamar publicamente que o dinheiro que o governo Lula oferecia para que votasse em projetos sociais eram insuficientes.[carece de fontes?] Poucas vezes um político se manifestou com tanta clareza sobre o fato de haver recebido dinheiro para votar em determinado projeto, pressupondo essa tradição política como algo normal [carece de fontes?].

É autor do livro "Nervos de aço - Um retrato da política e dos políticos no Brasil" publicado pela Editora Topbooks. Roberto Jefferson foi diagnosticado em julho de 2012 com um câncer de pâncreas em estágio inicial, do tipo papilar mucinoso ductal. O político foi submetido no Hospital Samaritano a uma duodenopancreatectomia, uma cirurgia de grande porte para a retirada de parte do pâncreas e duodeno. [1]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Roberto Jefferson entrou oficialmente na vida pública em 1971, quando filiou-se ao MDB. Permaneceu no partido até 1979, quando filiou-se ao PDS (o atual PP). Deixou o PDS em 1980 para filiar-se ao PTB – partido cuja fundação, em 1945, havia tido a participação de seu avô. Jefferson continua no PTB até os dias de hoje, do qual foi o deputado federal mais antigo da bancada na Câmara dos Deputados até ter o seu mandato cassado em 2005. Foi também candidato a prefeitura do Rio de Janeiro em 1988 pelo PTB, e obteve quase 2% dos votos.

Em 1990 foi o relator de Comissão de Constituição, Justiça e Redação, cargo em que promulgou a Lei de Crimes Hediondos. Em 1999 o PTB o elegeu líder na Câmara, e manteve-o como o líder até 2002. Em fevereiro de 2003 o PTB elegeu-o o presidente nacional, cargo que ocupou até 17 de junho de 2005, quando pediu para ser afastado temporariamente porque estava sendo acusado de envolvimento em irregularidades praticadas na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Entre seus mandatos eletivos estão o de deputado federal (1983-1987, PTB-RJ), deputado federal Constituinte (1987-1991, PTB-RJ), deputado federal do Congresso Revisor (1991-1995, PTB-RJ) e deputado federal (1995-1999, PTB-RJ/1999-2003, PTB-RJ/2003-2007, PTB-RJ) cassado em setembro de 2005.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

O nome de Jefferson passou a ser conhecido nacionalmente durante o processo de impeachment do então presidente Fernando Collor, em que atuou como militante da "tropa de choque" de deputados que tentavam defender o então presidente. Em 1993, seu nome foi citado entre os envolvidos no esquema de propina na CPI do Orçamento. Em 1994, durante depoimento, Jefferson chorou por duas vezes, lamentando o fato de sua família ter sido exposta. Nessa CPI, ele foi incluído na lista de 14 parlamentares sobre os quais seria necessária maior investigação. No relatório final da CPI, a conclusão era que, com crédito total de US$ 470 mil em cinco anos, seu patrimônio e movimentação bancária seriam compatíveis com o rendimento. A Subcomissão de Patrimônio teria constatado, porém, a existência de bens não declarados à Receita.

No 1° turno das eleições de 2002, Jefferson apoiou Ciro Gomes (então no PPS, que passou recentemente pelo PSB e se filiou recentemente ao [[Partido Republicano da Ordem Social[2] ]] (PROS) para a presidência da República. E no 2° turno da mesma eleições, apoiou o candidato vitorioso Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até então, comparava os petistas a "demônios".

Como presidente do PTB, Jefferson determinou a aliança com o PT nas capitais para as eleições de 2004. Em troca, o PT ajudaria financeiramente o PTB. Em 2005, Jefferson admitiu que a ajuda incluiu uma quantia de US$ 4 milhões não declarada à Justiça Eleitoral - o que caracteriza crime tanto do PTB quanto do PT. Em 2005, a revista Veja divulgou o suposto envolvimento de Roberto Jefferson num escândalo de corrupção nos Correios, na qual houve fraude a licitações e desvio de dinheiro público. Com a iminência da instauração de uma CPI no Congresso Nacional, Roberto Jefferson denunciou a prática da compra de deputados federais da base aliada ao governo federal (PL, PP, PMDB) pelo partido oficial: o PT. A prática ficou conhecida como o "mensalão".

No dia 14 de setembro de 2005, o mandato de Jefferson foi cassado, perdendo seus direitos políticos por oito anos. O placar da votação foi de 313 votos a favor e 156 contra (mais 13 abstenções, 5 votos em branco e e votos nulos). Em 10 de outubro de 2005, Jefferson teve sua aposentadoria como deputado publicada no Diário Oficial. Assim, Jefferson se junta a outros deputados cassados que recebem aposentadoria pela Câmara: Sérgio Naya, Ibsen Pinheiro, Feres Nader, José Geraldo Ribeiro, Raquel Cândido Silva e Narciso Mendes de Assis.

No dia 29 de maio de 2006 Jefferson foi entrevistado no Roda Viva da TV Cultura. Durante a entrevista, queixou-se do isolamento mas disse que está "de cabeça erguida". Jefferson disse também que os negócios como advogado não estão muito bem: ele é especialista em direito comercial e tributário, mas seus potenciais clientes - empresas e corporações - temem possíveis represálias de órgãos governamentais, caso entrem com petições assinadas por ele.

Mensalão[editar | editar código-fonte]

O ex-deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele disse ser vítima de si mesmo. O presidente licenciado do PTB também rejeitou a tese de que teria vendido o apoio de seu partido ao PT.[3]

"Embora não concorde com as imputações, recebo com serenidade a decisão dos ministros. E reafirmo: não vendi o meu partido ao PT nem me apropriei para fins pessoais de nem um centavo sequer do dinheiro que a mim chegou para financiar campanhas eleitorais". Roberto Jefferson

Roberto Jefferson foi condenado a mais de 10 anos de reclusão em regime fechado, mas como recebeu o benefício da delação premiada, reduzindo em 1/3 a pena, sua pena foi reduzida para 7 anos e 14 dias e será cumprida em regime semi-aberto.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]