Roberto Requião

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Roberto Requião
Roberto Requião.JPG
Senador pelo Paraná Paraná
Mandato 1.º - 1º de fevereiro de 1995
até 31 de dezembro de 2002
2.º - 1º de fevereiro de 2011
até atualidade
Governador do Paraná Paraná
Mandato 1.º - 15 de março de 1991
até 31 de março de 1994
2.º - 1º de janeiro de 2003
até 4 de setembro de 2006
3.ª - 1º de janeiro de 2007
até 1º de abril de 2010
Antecessor(a) Álvaro Dias (1º)
Jaime Lerner (2º)
Hermas Brandão (3ª)
Sucessor(a) Mário Pereira (1º)
Hermas Brandão (2º)
Orlando Pessuti (3ª)
Secretário de Desenvolvimento Urbano do Paraná Paraná
Mandato 20 de junho de 1989
até 15 de fevereiro de 1990
75.º Prefeito de Curitiba Bandeira de Curitiba.svg
Mandato 15 de março de 1986
até 15 de março de 1989
Antecessor(a) Mauricio Fruet
Sucessor(a) Jaime Lerner
Deputado Estadual do Paraná Paraná
Mandato 15 de março de 1983
até 14 de março de 1986
Vida
Nascimento 5 de março de 1941 (73 anos)
Curitiba, Paraná
Nacionalidade  brasileiro(a)
Dados pessoais
Partido PMDB
Profissão Advogado e jornalista

Roberto Requião de Mello e Silva (Curitiba, 5 de março de 1941) é um advogado, jornalista, urbanista e político brasileiro.

Membro de influente família política paranaense, é filho do médico e ex-prefeito de Curitiba, Wallace Thadeu de Mello e Silva, e Lucy Requião. É casado com Maristela Quarenghi de Mello e Silva, com quem tem dois filhos, Maurício e Roberta.

Educação e formação[editar | editar código-fonte]

É advogado formado pela Universidade Federal do Paraná e jornalista pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Cursou também urbanismo na Fundação Getúlio Vargas.

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Durante toda sua vida política foi membro do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do antigo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o partido de oposição à ditadura militar.

Governou o estado do Paraná até 1º de abril de 2010, quando renunciou ao cargo para poder se candidatar ao Senado, sendo eleito senador pelo Paraná..

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Prefeitura de Curitiba (1986-1988)[editar | editar código-fonte]

Frota de transporte coletivo de Curitiba[editar | editar código-fonte]

O conflito em torno da questão do transporte coletivo de Curitiba teve início no segundo governo Lerner na prefeitura municipal, quando este, sem licitação, prorrogou o contrato das empresas de ônibus por mais dez anos. A partir desse fato, há uma contestação por parte da sociedade civil organizada em partidos, associações de bairros e sindicatos, denunciando essa prorrogação.

Com as eleições diretas de 1982, o governador José Richa nomeou prefeito da capital o vereador Maurício Fruet. Logo que assumiu a prefeitura, Fruet, diante da pressão da sociedade, decidiu criar a Comissão de Verificação de Custos Tarifários, que constatou uma série de irregularidades na composição da tarifa de ônibus da capital. Irregularidades essas que estavam nos quilômetros rodados que eram bem menores dos fornecidos pelas empresas, lançamentos nos custos tarifários de ônibus fretados para turismo, preços de peças e combustíveis que eram comprados no atacado e fornecidos a preços de varejo.

No desenrolar dos acontecimentos, essas denúncias da oposição ganharam o apoio popular e acabaram contribuindo para a vitória de Roberto Requião nas eleições municipais de 1985 para a prefeitura de Curitiba. Já prefeito, Requião baixou dois decretos – de números 44 e 45 -, nos quais inicialmente decretou a nulidade dos contratos, passando as empresas a condição de permissionárias; e um ato contínuo, mudando o regime de concessão para permissão, com a gestão pública do transporte coletivo pela Urbs, a criação da frota pública para servir de parâmetro para o controle dos custos tarifários, receita pública e contratação das empresas como prestadoras de serviço recebendo por quilômetro rodado.

Essa mudança de concessão para permissão deu poderes para a Urbs controlar efetivamente os custos operacionais do transporte coletivo com acesso direto aos gastos das empresas de ônibus. Os empresários, diante do desgaste que sofreram, recuaram e aceitaram naquele momento as mudanças introduzidas. No decorrer do tempo, os empresários passaram a atacar a frota pública e entraram com uma ação judicial a contestando, saindo vitoriosos. Eles temiam que a frota pública se expandisse e acabasse pondo fim à exploração privada do serviço público de transporte coletivo de Curitiba. Esse fato significou uma grande derrota para o prefeito Requião que defendia que a exploração do serviço de transporte coletivo fosse efetivamente público.

Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Paraná (1989-1990)[editar | editar código-fonte]

  • Criação do "Projeto de Saneamento Ambiental no Paraná" (Prosam).
  • Execução do programa "Paraná Urbano", que realizou um grande número de obras, atingindo todos os municípios do estado.

Governo do Paraná (1991-1994)[editar | editar código-fonte]

Obras
Programas sociais
  • "Casa da Família": Construção de sessenta mil pequenas casas de alvenaria, pagas com prestações inferiores a 20% do salário mínimo.
  • "Escola Oficina": Formação educacional direcionada a menores de rua.
Programas de geração de emprego e desenvolvimento econômico
  • Isenção de tributos estaduais para micros e pequenas empresas.
  • "Bom Emprego": Abertura de crédito destinado a pequenas e médias empresas, vinculado à contratação de mão-de-obra.
Programas agro-pecuários e ambientais
  • "Panela Cheia": Financiamento de plantações agrícolas com prestações calculadas em função do preço de mercado do milho, na data do pagamento.
  • "Paraná Rural": Desenvolvimento de técnicas para recuperação do solo, posteriormente eleitas como modelo, pelo Banco Mundial.
  • Programa de melhoria genética das criações de bovinos (gado leiteiro) e ovinos.
  • Criação de cinco parques ambientais, que duplicaram a área de preservação no Paraná.

Senador (1995-2002)[editar | editar código-fonte]

A partir 1º de fevereiro de 1995, Roberto Requião assumiu uma das três cadeiras paranaenses no Senado. Requião foi oposição ao governo FHC.

Governo do Paraná (2003-2006)[editar | editar código-fonte]

Eleição

Na sucessão de Jaime Lerner, em 2002, houve um dos maiores embates políticos da história do Paraná. Antes aliados, agora adversários políticos, Roberto Requião e Álvaro Dias disputaram as eleições para o governo do Estado. Álvaro Dias foi o primeiro colocado no primeiro turno com 1,62 milhão de votos (31,40%) contra 1,35 milhão de Requião (26,18%). No segundo turno, Requião venceu com 2,68 milhões de votos (55,15%) contra 2,18 milhões de Álvaro.


Software livre

Em sua campanha ao governo de 2002 o candidato se mostrou simpatizante ao uso do software livre e sua adoção virou uma grande bandeira do governo, sendo que nesses últimos quatro anos o governo do estado economizou aproximadamente 127 milhões de reais em licenças e contratos de softwares. Entretanto para manter os códigos de software livre a Celepar duplicou o número de empregados e nunca foram divulgados os custos adicionais devidos a estas contratações, criando um passivo trabalhista que a próxima gestão terá de administrar.

A Celepar hoje desenvolve sistemas baseados nos Software Livre, como administradores de sítio, gerenciadores de documentos, e assistência aos meios de comunicação. Projeto que embasou o governo estadual da Bahia e o Governo Federal para o desenvolvimento software livre.


Outras iniciativas
  • Segurança Pública: Mapeamento georeferenciado da ocorrência de crimes.
  • Educação: Paraná Digital, projeto de inclusão digital.
  • Saúde pública e Receita estadual: Softwares livres de gestão.


Críticas de nepotismo

O governador foi acusado de nepotismo, por ter diversos familiares ocupando cargos públicos ou assemelhados.

  • Eduardo Requião, seu irmão, nomeado superintendente do Porto de Paranaguá.
  • Maristela Requião, sua esposa, presidente do Museu Oscar Niemeyer.
  • Maurício Requião, seu irmão, nomeado secretário de educação.
  • Heitor Wallace de Mello e Silva, primo do governador, diretor de investimentos e de administração da Sanepar.
  • João Arruda Júnior, sobrinho, assessor da Cohapar.


Em julho de 2008, houve nova polêmica com a nomeação de seu irmão Maurício Requião para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, cuja vaga deveria ser escolhida pela Assembleia Legislativa do Estado. Adversários políticos acusaram o governador de ter usado sua influência política para convencer os parlamentares a votar no irmão. [1]

Polêmicas sobre transgênicos

O governo do estado proibiu o embarque de transgênicos no Porto de Paranaguá. Opositores da medida alegam que a restrição favoreceu a movimentação dos portos nos estados vizinhos de Santa Catarina e São Paulo. O Porto de Paranaguá teve seu faturamento reduzido em função da restrição dos transgênicos e posteriormente as empresas que foram prejudicadas entraram com processos milionários contra o Estado do Paraná para obter ressarcimento dos prejuízos.

Reeleição ao Governo do Paraná em 2006[editar | editar código-fonte]

No primeiro turno concorreu com Osmar Dias (PDT), Flávio Arns (PT), Rubens Bueno (PPS) e outros candidatos, tendo recebido 42,8% dos votos, contra 42,6% de Osmar Dias e 9,4% de Flávio Arns.

Foi reeleito no segundo turno por uma apertadíssima diferença de 10.479 votos, equivalentes a 0,2% dos votos válidos (recebeu 2.668.611 votos, contra 2.658.132 de Osmar Dias). É o primeiro governador do Paraná a conquistar três mandatos por eleição direta.

Pré-candidato à Presidência da República em 2010[editar | editar código-fonte]

Parte do PMDB que defende candidatura própria, chancelou apoio à Roberto Requião. Requião com o apoio da maioria dos peemedebistas dos seguintes estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Pernambuco, Goiás e Piauí. Enquanto a executiva do PMDB apóia a candidatura do Partido dos Trabalhadores encabeçada por Dilma Rousseff, Requião busca na militância o apoio e registrou a sua pré-candidatura na sede do partido[1] .

Polêmica com jornalista[editar | editar código-fonte]

Em 25 de abril de 2011, Roberto Requião, em entrevista a um jornalista da Band, ao ser questionado sobre a aposentadoria de R$ 24 mil que recebia por ter sido governador do Paraná — além do salário de senador, de R$ 26,7 mil —, irritou-se e tomou o gravador das mãos do repórter. O gravador foi devolvido depois, por seu filho, mas com a entrevista apagada. Após a repercussão do episódio na imprensa, Requião publicou a entrevista em seu próprio site, e declarou que havia "perdido a paciência" e que "parlamentares sofriam bullying por parte da imprensa".[2] [3]

No dia seguinte, o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal protocolou na Mesa Diretora do Senado uma representação solicitando advertência e censura ao senador. No mesmo dia, o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão divulgou nota classificando de "gravíssima" a atitude de Requião, ressaltando que "a liberdade de imprensa não é uma concessão do Estado, mas um pressuposto essencial à democracia, expresso na Constituição Brasileira".[4]

O presidente do Senado, José Sarney, mandou arquivar a representação na qual o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal solicitava que fosse aplicada advertência e censura ao senador Roberto Requião.[5] A decisão foi tomada em 18 de maio, mas sendo divulgada pela assessoria somente no dia 25 de julho de 2011.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Maurício Fruet
Prefeito de Curitiba
1986 — 1989
Sucedido por
Jaime Lerner
Precedido por
Álvaro Dias
Governador do Paraná
1991 — 1994
Sucedido por
Mário Pereira
Precedido por
Jaime Lerner
Governador do Paraná
2003 — 2006
Sucedido por
Hermas Brandão
Precedido por
Hermas Brandão
Governador do Paraná
2007 — 2010
Sucedido por
Orlando Pessuti