Rocha metamórfica

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Quartzito, uma forma de rocha metamórfica, coleção do Museu de Geologia da Universidade de Tartu.

A Rocha metamórfica é um tipo de rocha derivada da transformação de rochas magmáticas (ígnea) ou sedimentares que sofrem modificação em sua composição atômica, devido à influência das diferentes condições do ambiente em que estão inseridas em comparação aos locais onde foram originalmente formadas. Dessa maneira, origina-se uma nova rocha, com novas propriedades e outra composição mineral. São rochas alteradas por temperaturas e/ou pressões mais elevadas do que as verificadas aquando da sua gênese. As rochas metamórficas podem, assim, derivar de rochas sedimentares, magmáticas ou das próprias rochas metamórficas. As rochas metamórficas resultam da transformação de outras rochas através da submissão dessas a condições específicas de temperatura e pressão.[1] [2] [3]

As cadeias de montanhas (como os Andes, Alpes, Himalaias etc.) são grandes enrugamentos da crosta terrestre, causados pelas colisões de placas tectónicas. As elevadas pressões e temperaturas existentes no interior das cadeias de montanhas são o principal mecanismo formador de rochas metamórficas. O metamorfismo pode ocorrer também ao longo de planos de deslocamentos de grandes blocos de rocha (alta pressão) ou nas imediações de grandes volumes de magmas, devido à dissipação de calor (alta temperatura).

Características do Metamorfismo[editar | editar código-fonte]

As rochas metamórficas são rochas formadas pela recristalização das rochas ígneas ou sedimentares causadas por alta temperatura, alta tensão e / ou altas tensões de cisalhamento. As rochas metamórficas podem ou não resultar em uma ação de cisalhamento. Se houver uma ação intensa de cisalhamento, elas resultam em uma estrutura em placas ou folheada, que nem sempre é visível a olho nu. Se não houver, elas têm uma estrutura massiva, sem caracterização de uma direção preferencial. As diferenças visíveis nas rochas metamórficas são um aumento no tamanho dos grãos; uma reorganização parcial dos componentes químicos para formar um novo conjunto de minerais; e o desenvolvimento de novos modelos estruturais, particularmente aqueles mostrando um arranjo paralelo de minerais.[4]

Muitas rochas metamórficas também são sistemas fechados que tiveram sua natureza física original (o estado inicial do sistema) modificada apenas pelo aporte de calor cedido pelo meio ambiente ao sistema pré-metamórfico. O metamorfismo é passível de desenvolvimento em diversos ambientes da crosta, variando na extensão, profundidade e o grau de modificação das rochas.[5] [1]

Pressão[editar | editar código-fonte]

Com o processo designado por metamorfismo que ocorre no interior da terra, as rochas encontram-se a diferentes profundidades e, desta forma, sujeitas a pressões variadas. A maior parte das pressões são devidas ao peso das camadas superiores designando-se por isso pressões litostáticas. Estas pressões podem-se sentir facilmente a profundidades relativamente pequenas. Existem ainda outras pressões orientadas que se relacionam directamente com compressões provenientes dos movimentos laterais das placas litosféricas. A orientação e deformação de muitos minerais existentes nas rochas metamórficas evidencia a influência deste tipo de pressão como podemos verificar nas seguintes figuras (macro e microscópicas respectivamente).

Fluidos de circulação[editar | editar código-fonte]

Nos intervalos das rochas predominam diversos fluidos quer no estado gasoso quer no estado líquido importantes e frequentes nas rochas de baixo metamorfismo. A água influencia ainda o ponto de fusão dos materiais, podendo assim ocorrer fusão a temperaturas muito mais baixas do que as indispensáveis em ambientes meio secos.

Tempo[editar | editar código-fonte]

O tempo é um fator muito importante para a formação deste tipo de rochas. Não se pode dizer exatamente quanto tempo demora uma rocha metamórfica a formar-se para diversas condições de temperatura e de pressão. Contudo diversas experiências laboratoriais mostram que a altas pressões e a altas temperaturas, durante um período de alguns milhares ou mesmo milhões de anos, se produzem cristais de dimensões elevadas. Há ainda que referir que se pensa que as rochas metamórficas são o produto de um longo metamorfismo a alta pressão e a alta temperatura quando apresentam um aspecto granular grosseiro e que as rochas de grão fino serão eventualmente o produto de baixas temperaturas e pressões.

Referências

  1. a b Santiago, Emerson. Rochas Metamórficas (em português) InfoEscola. Visitado em 26 de julho de 2014.
  2. Rocha metamórfica (em português) Unfopédia. Visitado em 26 de julho de 2014.
  3. Alves Pena, Rodolfo F.. Rochas Metamórficas (em português) Terra Mundo Educação. Visitado em 26 de julho de 2014.
  4. Gusmão Filho, Jaime De A.. Solos - Da Formação Geológica Ao Uso Na Engenharia (em <código de língua não-reconhecido>). Recife, PE: Editora Universitária UFPE, 2002. p. 49. ISBN 8573154829.
  5. Wernick, Eberhard. Rochas magmáticas conceitos fundamentais e classificação modal, química, termodinâmica e tectônica (em <código de língua não-reconhecido>). São Paulo, SP: UNESP, 2004. p. 438. ISBN 8571395284.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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