Rock in Rio
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| Rock in Rio {{{nome_original}}} |
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|---|---|
Entrada do Rock in Rio Lisboa em 2006. |
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| Ano(s) | 1985, 1991, 2001, 2004, 2006, 2008 e 2010. |
| Nº de edições | {{{nº de edições}}} |
| Fundador(es) | Roberto Medina |
| Local(is) | 1985, 1991, 2001, 2011 2004, 2006, 2008, 2010, 2012, 2014 2008, 2010 |
| Data(s) | |
| Gênero(s) | {{{gênero}}} |
| Página oficial | Rock in Rio - Sites Oficiais |
O Rock in Rio é um festival de música idealizado pelo empresário brasileiro Roberto Medina e realizado pela primeira vez em 1985.
Originalmente organizado no Rio de Janeiro, de onde vem o nome do evento, o Rock in Rio rapidamente se tornou um evento de repercussão mundial e, em 2004, teve a sua primeira edição internacional em Lisboa, Portugal. Em 2010, realizar-se-á em Lisboa, Portugal. No entanto Roberto Medina confirmou que o Rock in Rio Lisboa, veio para ficar.
Ao longo da sua história, o Rock in Rio teve 7 edições, três no Brasil, três em Portugal e uma em Espanha. Em 2008, foi realizado pela primeira vez em dois locais diferentes, Lisboa e Madrid, e há intenções de Medina em organizar uma edição simultânea em três continentes diferentes.
Índice |
[editar] História
[editar] Primeira edição
O Rock in Rio foi realizado pela primeira vez na cidade do Rio de Janeiro, Brasil entre 11 e 20 de janeiro de 1985 em área especialmente construída para receber o evento. O local, um terreno de 250 mil metros quadrados que fica na Barra da Tijuca, na divisa com o bairro de Jacarepaguá, ficou conhecido como "Cidade do Rock" e contava com o maior palco do mundo já construído até então: com 5 mil metros quadrados de área, além de dois imensos fast foods, dois shopping centers com 50 lojas, dois centros de atendimento médico e uma grande infra-estrutura para atender a quase 1,5 milhão de pessoas - o equivalente a cinco Woodstocks - que freqüentaram o evento.
A grande fama do evento deveu-se ao fato de que, até sua realização, as grandes estrelas da música internacional não costumavam visitar a América do Sul, pelo que o público local tinha ali a primeira oportunidade de ver de perto os ídolos do rock e do pop internacionais. Roberto Medina realizaria feito semelhante ao trazer o ex-Beatle Paul McCartney ao Rio de Janeiro naquela que foi sua primeira aparição na América Latina, no evento que ficou conhecido como "Paul in Rio" (realizado em 1990, no estádio do Maracanã). Logo depois do fim do Rock In Rio, a "Cidade do Rock" foi demolida por ordem do então governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola. A organização do festival ainda pediu ocupação provisória do terreno com o intuito de manter a sua posse, após o fim do evento, caracterizando invasão de propriedade pública. No entanto, Brizola decretou sua demolição para efetuar a reintegração de posse do terreno À União.
[editar] Regressos
Graças ao enorme sucesso do evento original, Medina promoveu, entre 18 e 26 de janeiro de 1991, o Rock in Rio II. A segunda edição do evento foi, porém, realizada no estádio de futebol do Maracanã, cujo gramado foi adaptado para receber o palco e os espectadores (700 mil pessoas, em 9 dias de evento), que também puderam assistir ao evento das arquibancadas do estádio (por preços um pouco maiores do que aqueles do gramado).
Após novo hiato, o ano de 2001 viu a realização do Rock in Rio III, nos dias 12 a 14 e 18 a 21 de janeiro. Nesta ocasião, os organizadores decidiram construir uma nova "Cidade do Rock", no mesmo local onde fora a primeira, com a inédita capacidade de 250 mil espectadores por dia e "tendas" alternativas onde realizaram-se concertos paralelos aos do palco principal. Havia tendas de música eletrônica ("Tenda Eletro"), música nacional ("Tenda Brasil", na qual artistas brasileiros apresentavam-se), música africana ("Tenda Raízes") e música mundial ("Tenda Mundo Melhor"). O evento recebeu a legenda de "Por Um Mundo Melhor", o que se marcou com o ato simbólico de observação de cinco minutos de silêncio antes do início das apresentações no primeiro dia do evento. Às 19 horas daquele dia 12 de janeiro de 2001, três mil rádios e 522 TVs silenciaram pela melhoria do mundo. O início e o fim do ato foram marcados pelo toque de sinos e pela libertação de pombas brancas, representando um pedido pela paz mundial.
A "Cidade do Rock" construída para o Rock in Rio III, permanece montada, à espera da quarta edição do evento, o Rock in Rio IV, inicialmente previsto para o ano de 2004, mas que somente ocorrerá no ano de 2011.
[editar] Internacionalização
O Rock in Rio internacionalizou-se em 2004 com a primeira edição do Rock in Rio Lisboa realizado em 2004, na cidade de Lisboa, em Portugal. A organização do festival foi similar à edição de 2001 no Brasil, tendo sido distribuído pelos 200 mil metros quadrados do Parque da Bela Vista, o "Palco Mundo" (palco principal), a "Tenda Raízes", "Tenda Mundo Melhor" e a "Tenda Electrónica".[1] Participaram mais de 70 artistas ao longo dos 5 dias de festival, e o evento foi um sucesso, recebendo mais de 385 mil espectadores.[2]
Em 2006, realizou-se a segunda edição do Rock in Rio Lisboa, no mesmo local, entre 26 e 27 de maio e 2, 3 e 4 de junho.
O Rock in Rio Lisboa realizou-se pela terceira vez no Parque da Bela Vista em Lisboa, entre 30 e 31 de maio e a 1, 5 e 6 de junho de 2008. A 27 e 28 de junho e entre 4 a 6 de julho do mesmo ano, fez a estreia em Arganda del Rey, Madrid, Espanha, com o Rock in Rio Madrid.[3] No caso da edição portuguesa, para além dos palcos presentes em edições anteriores, surgiu o "Sunset Rock in Rio", um espaço dedicado a concertos conjuntos de artistas e bandas, na maioria portugueses, de vários estilos musicais em formato de "jam sessions".[4]
[editar] Futuro
O Rock in Rio voltará a se realizar no Parque da Bela Vista em Lisboa pela quarta vez, em 2010.
Em 2011, ele voltará à terra natal, acontecendo pela quarta vez no Rio de Janeiro. Inicialmente previsto para 2014, para coincidir com o ano da Copa do Mundo no Brasil, a pedido da prefeitura do Rio ele foi antecipado para este ano.[5]
Roberto Medina confirmou que o Rock in Rio Lisboa, veio para ficar, ou seja, de 2 em 2 anos Portugal recebe o Rock in Rio.
[editar] Programação
[editar] Rock in Rio I (1985)
Segue abaixo a programação de cada um dos dias do festival, em sua primeira edição, no Rio de Janeiro, em 1985:
300 mil pessoas
250 mil pessoas[carece de fontes]
90 mil pessoas[carece de fontes]
30 mil pessoas[carece de fontes]
50 mil pessoas[carece de fontes]
40 mil pessoas[carece de fontes]
20 mil pessoas[carece de fontes]
250 mil pessoas[carece de fontes]
250 mil pessoas[carece de fontes]
200 mil pessoas[carece de fontes]
Curiosidade do Rock in Rio I
Originalmente a banda Def Leppard deveria participar do evento, mas em 31 de dezembro de 1984, Rick Allen, o baterista, sofreu um terrível acidente de carro que lhe amputou um dos braços. Houve uma tentativa frustrada de reimplante do membro.
Em seu lugar, desembarcou no Rockódromo Whitesnake.
[editar] Rock in Rio II (1991)
Segue abaixo a programação de cada um dos dias do festival, em sua segunda edição, no estádio do Maracanã, em 1991:
[editar] Rock in Rio III (2001)
Segue abaixo a programação de cada um dos dias do festival, em sua terceira edição (Palco Mundo), no Rio de Janeiro, em 2001:
160 mil pessoas
- Sting
- Daniela Mercury
- James Taylor
- Milton Nascimento
- Gilberto Gil
- Oficina G3
- Orquestra Sinfônica Brasileira
190 mil pessoas[6]
250 mil pessoas
250 mil pessoas
250 mil pessoas
125 mil pessoas[7]
- Neil Young
- Dave Matthews Band
- Sheryl Crow
- Kid Abelha
- Engenheiros do Hawaii
- Elba Ramalho e Zé Ramalho
250 mil pessoas
[editar] Rock in Rio Lisboa I (2004) - #Keyboard Cat
Em maio/junho de 2004, os artistas que passaram pelo "Palco Mundo" do Rock in Rio Lisboa foram:
28 de maio de 2004
29 de maio de 2004
30 de maio de 2004
4 de junho de 2004
5 de junho de 2004
6 de junho de 2004
[editar] Rock in Rio Lisboa II (2006)
Em 2006, a segunda edição do Rock in Rio Lisboa foi realizada nos dias 26 e 27 de maio, e 2, 3 e 4 de junho, tendo contado com os seguintes artistas:
26 de maio de 2006 50 mil pessoas
50 mil pessoas
27 de maio de 2006
2 de junho de 2006 90 mil pessoas
75 mil pessoas
3 de junho de 2006
4 de junho de 2006
[editar] Rock in Rio Lisboa III (2008)
A terceira edição do Rock in Rio Lisboa realizou-se a 30 e 31 de maio, a 1º, 5 e 6 de junho de 2008.[9] Para já, o cartaz confirmado para o "Palco Mundo" é:
30 de maio de 2008 - 90 mil visitantes [10]
31 de maio de 2008 - 74 mil visitantes [12]
1 de junho de 2008 - 45 mil visitantes [15]
5 de junho de 2008 - 97 mil visitantes
6 de junho de 2008 - 90 mil visitantes [20]
[editar] Rock in Rio Madrid (2008)
A primeira edição do Rock in Rio Madrid realizou-se a 27 e 28 de junho e entre 4 e 6 de julho. A programação foi a seguinte:
27 de junho de 2008
28 de junho de 2008
4 de julho de 2008
5 de julho de 2008
6 de julho de 2008
[editar] Os artistas e o Rock in Rio
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Suas participações nas diversas edições do evento marcaram as carreiras de algumas das estrelas internacionais, segundo suas próprias declarações:
[editar] Rock in Rio I
- AC/DC: O final da eletrizante apresentação do AC/DC foi marcado pelos disparos de dois canhões, um de cada lado do alto do palco em "For those about rock". Os australianos só iriam tocar no festival se o sino de meia tonelada viesse com eles. O aparato em questão é aquele que é marretado pelo vocalista Brian Johnson durante Hells Bells. O sino veio de navio, mas a estrutura do palco não o agüentou e um dos cenógrafos do Rock in Rio fez escondido e as pressas um sino de gesso para a ocasião. Para se apresentar no festival, banda havia interrompido as gravações do disco Fly On The Wall, que seria lançado seis meses depois. Os shows no Rock in Rio foram o resquício da turnê do disco Flick of The Switch, lançado em 1983.
- Iron Maiden: Os integrantes da banda consideram sua aparição no evento uma das experiências mais marcantes de suas carreiras. Esta foi a segunda maior platéia da história do grupo, que tocou para 200 mil pessoas (a maior foi na 3ª edição do evento, onde a banda se apresentou para 250 mil pessoas). O show foi um dos melhores da World Slavery Tour 84/85, turnê do disco Powerslave, que foi lançado em 1984.
- James Taylor: O cantor enfrentava maus momentos, com dependência de drogas e o divórcio da também cantora Carly Simon. Taylor declarou que pensava em abandonar a carreira logo após o Rock in Rio I, do qual participaria apenas por compromisso contratual. O cantor declarou-se, porém, comovido com a inesperada recepção do público, e ali decidiu que retomaria as rédeas de sua carreira. Em homenagem ao ocorrido, Taylor compôs a balada Only a Dream in Rio (Apenas um sonho no Rio), na qual declama versos como "I was there that very day and my heart came back alive" ("Eu estava lá naquele dia e meu coração voltou à vida"). Anos mais tarde, ao ser convidado para participar da terceira edição do evento, em 2001, Taylor declarou que para ele era "questão de honra" participar do Rock in Rio.
- Ozzy Osbourne: No que foi qualificado como "falha de organização", sua apresentação foi marcada logo antes da de Rod Stewart. Ao assistir dos bastidores a passagem de som de escocês, Osbourne disse haver pensado que seria vaiado e expulso do palco, pois seu estilo era diametralmente oposto ao do ex-vocalista do The Faces, e não acreditava que fãs do primeiro pudessem apreciar sua música. Ao contrário, Osbourne foi aplaudido como muitas vezes em sua carreira e declarou que jamais vira público tão versátil e caloroso como o carioca. Alias, ele quase não teve presença confirmada por causa do famoso episódio do morcego que teve a cabeça arrancada a dentadas pelo próprio Ozzy num show em 82. Os organizadores do festival colocaram no contrato dele uma clausula que o proibía de comer qualquer tipo de animal vivo no palco e o Mr. Madman fez valer ao dar para um roadie uma galinha viva jogada por um espectador. Ozzy também se apresentou usando uma camisa do Flamengo (presente dado por um fã), imagem essa que chegou a virar capa de revista no Brasil. Outro momento marcante do show foi o solo de bateria sem baquetas do baterista Tommy Aldridge. Ozzy estava promovendo o disco Bark At The Moon, que foi lançado em 1983.
- Queen: Estrelas máximas do evento, todos os integrantes do Queen concordam em qualificar aquela apresentação como uma das cinco mais emocionantes do grupo, e Freddie Mercury qualificava a execução da canção Love of My Life como a melhor jamais feita pela banda.
- Rod Stewart: Com sua característica voz rouca, Rod fez a platéia cantar com ele vários sucessos, coisa que o deixou surpreso por não julgar-se popular no Brasil.
- Scorpions: Os cinco alemães desvairados do grupo Scorpions deram um show de movimento, luz, distorção, onde, sempre rindo, não paravam um só momento quietos, exceção nas baladas "Holiday" e a tão aguardada "Still Loving You", que na época fez parte da trilha sonora da novela Corpo a Corpo, que foi exibida na TV Globo durante a realização do festival. No show do dia 15, o vocalista Klaus Meine pegou uma grande bandeira do Brasil e a tremulou para delírio da platéia. No show do dia 19, o guitarrista Matthias Jabs usou uma guitarra parecida com a que está no logotipo do festival e com pequenas bandeiras do Brasil estampadas nela. A versão de Still Loving You executada no festival foi gravada para o disco ao vivo World Wide Live, de 1985.
- Yes: O Yes realizou o sonho de muitos roqueiros brasileiros, mostrando ao vivo seu eletro sinfônico de rock progressivo, realçado por incrível iluminação e algumas aparições de laser durante as músicas.
- Whitesnake: A princípio o Def Leppard estava no festival, mas teve que desistir depois que o seu baterista Rick Allen sofreu um grave acidente de carro, que danificou bastante o braço esquerdo, que teve que ser amputado, faltando uma semana e meia pro Rock in Rio começar. A solução foi chamar a banda liderada por David Coverdale (ex-Deep Purple), que teve que reformular o grupo as pressas, pois da formação que gravou Slide It In (1984) só tinha o saudoso baterista Cozy Powell. A Cobra Branca destilou seu veneno pela Cidade do Rock com John Sykes (guitarra), Neil Murray (baixo) e Richard Bailey (teclados). Quanto a Slide It In, é desse álbum que tem grandes hits como Guilty Of Love, Slow Am' Easy e Love Ain't No Stranger, essa ultima conhecida no Brasil na época por ter sido executado numa propaganda de cigarros Hollywood.
[editar] Rock in Rio II
- Guns N' Roses: A banda mais aguardada do evento se apresentou em 2 shows e fez, na opinião de seu líder e vocalista Axl Rose, "uma de suas melhores apresentações em todos os tempos". A partir desse show, a banda começou a se transformar em uma lenda.
- Faith No More: Foi considerado por muitos como o melhor show do Rock in Rio II. Graças a participação no festival, o FNM passou a ser a banda estrangeira mais cultuada do Brasil na época, tanto que o grupo voltaria ao país meses depois para uma mini-turnê. Alias, o Faith No More saiu do Brasil ganhando não só prestígio dos brasileiros, mas também a amizade do Sepultura, com quem o vocalista Mike Patton gravou a canção Lookaway, presente no disco Roots (1996).
- Sepultura: O grupo brasileiro de maior repercussão mundial estava vivendo um grande momento da carreira. A banda, liderada na época pelos irmãos Max e Igor Cavalera, estava gravando o quinto disco Arise, quando foram convidados para participar do festival. Para aproveitar a atenção que a mídia dava ao quarteto por causa do evento, eles decidiram lançar uma versão pré-mixada de Arise, que tinha como faixa bonus Orgasmatrom (cover do Motorhead). Apesar de ter tido apenas 30 minutos de show, o Sepultura fez uma apresentação memoravel no Rock in Rio II e deixou o público querendo mais.
- Happy Mondays: A principal banda do movimento Madchester, até então não muito conhecido no Brasil fez um grandioso show, não ligando para se as pessoas conheciam ou não as suas músicas. O líder do grupo Shaun Ryder chegou a anunciar em entrevista para o jornal Folha de São Paulo que ia trazer pro Brasil mil tabletes de ecstasy, mas acabou desistindo e justificou: "Não estou afim de experimentar as prisões brasileiras."
- Titãs: A apresentação do octeto paulista também foi muito comentada. O show no Rock in Rio 2 marcou o fim da turnê do disco Õ Blésq Blom, que é considerada uma das mais lucrativas da história do rock brasileiro.
- Judas Priest: A banda inglesa era a mais aguardada na "noite do Metal". O grupo tava promevendo o álbum Painkiller, o primeiro com o baterista Scott Travis. O Maracanã foi abaixo quando o grupo mandou a matadora faixa-título. A turnê de Painkiller marcou a despedida do vocalista Rob Halford, que voltaria ao grupo em 2003.
- A-ha : A banda norueguesa se apresentou, fazendo um dos melhores shows daquele festival, conseguindo até um recorde de maior público pagante, com 198.000 pessoas.
- Megadeth: O grupo americano de Trash Metal tinha acabado de lançar o seu quarto disco, o Rust In Peace, um dos melhores da carreira. Liderado por Dave Mustaine, a banda vivia o seu melhor momento, pois na época a formação ainda tinha David Ellefson (baixo), Nick Menza (bateria) e Marty Friedman (guitarra). A platéia foi ao delirio com canções como Holy Wars, Peace Sells, Hangar 18, Devils Insland, Lucretia e Anarchy In The UK (cover do Sex Pistols). Na transmissão da TV Globo, o jornalista Pedro Bial (que na época era correspondente internacional da emissora) se confundiu e chamou a banda de "Megadeti", ao inves de Megadeth.
- Engenheiros do Hawaii : Em sua primeira participação no Rock in Rio, foi votada por uma enquete da Rede Globo como a segunda pior do festival, atrás apenas da também brasileira Biquini Cavadão. Gessinger, Licks & Maltz, em pleno estouro do hit-cover "Era Um Garoto...", sequer foram mencionados por um grande jornal paulista. Consolo ou não, Engenheiros do Hawaii foi, em destaque, a única banda brasileira reconhecida por ter feito um show de qualidade comparável aos dos gringos pelo jornal norte-americano New York Times, em sua cobertura.
- Debbie Gibson : No auge de sua carreira com a turnê mundial 'One step ahead', agradou a todos com seu Rock dançante.
[editar] Rock in Rio III
- Iron Maiden: Desta vez como estrelas máximas do evento, o Iron Maiden fechou a antepenúltima noite do evento, que ficou conhecida como "noite do metal", devido à participação exclusiva de representantes do estilo Heavy Metal. Os integrantes da banda consideraram a apresentação memorável, tendo-a transformado em CD e DVD, intitulados "Rock in Rio", que foram sucesso de vendas ao serem lançados em 2002. No DVD também tem um documentário em que mostra o sexteto sendo atencioso com os fãs e também nos momentos de folga. Esta registra a maior apresentação da banda, que tocou para um público de 250 mil pessoas. O show no festival também marcou o fim da turnê do disco Brave New World.
- Sepultura: A maior banda de rock da história do Brasil estava fora do cast do festival, mas depois os organizadores resolveram escalar o grupo mineiro faltando um mês para começar o festival. O show do Rock in Rio III marcou o início da turnê do disco Nation, que viria a ser lançado em Março de 2001. Durante a execução da faixa-título, um fã invadiu o palco e foi repreendido pelos seguranças do evento, fazendo com que a banda interrompesse o show para socorre-lo. Fora isso, o Sepultura fez uma apresentação memoravel na Cidade do Rock, tanto que meses depois o show virou inúmeros bootlegs sob o nome de Nation Live. O Rock in Rio III foi também o primeiro grande festival brasileiro do grupo com o vocalista americano Derrick Green.
- Rob Halford: Na chamada "noite do metal", o talentoso vocalista, na época ex-Judas Priest, fez um show primoroso. Com espantosa eficiência no vocal, emanando agudos pontentes, conseguiu executar as músicas do seu album solo com grande talento agradando o público ali presente. Assim como o Iron Maiden fez, Halford, também lançou um album ao vivo gravado durante o Festival chamado HALFORD RESURRECTION WORLD TOUR - LIVE AT ROCK IN RIO III (CD e DVD, produzidos por Roy Z, produtor e guitarrista que trabalhou com Bruce Dickinson em sua carreira solo). O "Metal God" ao final do seu show se enrolou em uma bandeira do Brasil beijando-a e visivelmente emocionado agradeceu ao público que retribuiu o carinho.
- Guns N' Roses: O evento foi a ressurreição artística da banda, que estava parada desde 1996. A banda realizou um show no mínimo bizarro, somente com Axl e Dizzy da formação antiga. O vocalista não apresentou a voz conhecida em todo o mundo, na época áurea da banda. Apesar dos pesares, teve-se um repertório recheado de clássicos, como "Sweet Child O' Mine", "Welcome To The Jungle", "November Rain" e "Paradise City". Por sugestão de Axl Rose, os organizadores do Rock in Rio escalaram o grupo Papa Roach.
- Oasis: O grupo inglês liderado pelos irmãos Noel e Liam Gallagher tinham acabado de lançar o CD e DVD ao vivo Familiar to Millions, que foi gravado em Julho de 2000 no antigo formato do Estádio de Wembley, em Londres, quando se apresentou no Brasil pela segunda vez. A caminho do Brasil, o vocalista Liam Gallagher assediou uma aeromoça da British Airways. Na coletiva para a imprensa, Noel Gallagher foi perguntado o que seria para ele um mundo melhor e o guitarrista disse: "Um ar mais puro e nada de armas e rosas". Durante a apresentação do grupo inglês, os "gunners" insistentemente gritavam no nome da banda de Axl Rose, deixando um clima ruim na Cidade do Rock. Mas o show também teve momentos memoraveis como na execução de Don't Look Back in Anger, em que Noel não cantou o refrão, deixando para a platéia cantar e no final do som, Noel agradeceu em português. Antes do Oasis fechar o show com Rock 'n' Roll Star, o vocal Liam falou: "Esta vai para o Senhor Rose".
- R.E.M.: O líder e vocalista da banda, Michael Stipe declarou que aquela foi uma das apresentações mais emocionantes de sua carreira, especialmente pelo fato de aquela ser a primeira vez em que a banda se apresentara perante 250 mil pessoas.
- Ira! & Ultraje a Rigor: Os grupos paulistas que fizeram uma apresentação conjunta foram responsáveis pela melhor performance brasileira do evento. Apresentação essa que ficou conhecida na época como "Recreio dos Bandeirantes (em referência ao bairro vizinho a Jacarépaguá e ao palácio do governo do Estado de São Paulo)". O Ira! subiu no palco primeiro abrindo com Gritos da Multidão e nele o então vocalista Nasi berrou "Eu quero ouvir os gritos do Rock in Rio" e foi atendido. O grupo liderado pelo genial guitarrista Edgard Scandurra mandou no palco também seus outros hits como "Dias de Luta", "Nucleo Base" e a inedita "Vida Passageira", do recem-lançado disco MTV Ao Vivo. Em seguida, o Ira! chamou os membros do Ultraje a Rigor e juntos mandaram o cover de Should I Stay Or Should I Go do The Clash". Em seguida, o Ultraje assumiu o palco e mandou na maioria os hits dos anos 80 e ainda tocaram Paranoid do Black Sabbath. No final, o Ultraje a Rigor se despediu da platéia mostrando suas nadegas, gesto irreverente que é uma marca registrada pelo grupo liderado com braço de ferro pelo vocalista e guitarrista Roger Moreira.
- Foo Fighters: Inicialmente, a banda não foi convidada para participar do festival, mas depois de ver que o grupo liderava uma enquete sobre "atrações favoritas" feita no site do festival, os organizadores pensaram melhor. O Foo Fighters se apresentaria no Brasil em Fevereiro de 2000, mas cancelaram depois que o quarteto descobriu que um dos shows seria exclusivo para clientes de um companhia telefônica. Coincidentemente, o vocalista Dave Grohl fazia aniversário no dia da apresentação com direito a bolo trazido ao palco por sua então namorada Melissa Auf De Mur (ex-Hole) e a um beijo de Cássia Eller.
- Silverchair: A banda australiana arrebentou e gravou um DVD e CD do Rock in Rio III, em 2001. Embora a banda tenha emocionado a platéia - especialmente a ala feminina - com as baladas Ana's Song e Miss You Love, o ápice veio no encerramento do show com Freak, onde Daniels Johns cantou em tom grave, agudo e normal, enquanto que alguns espectadores estenderam uma faixa que dizia "Grunge Not Dead (Grunge Não Morreu)". O público só lamentou a ausência de "Tomorrow" no repertório.
- Cássia Eller: Na coletiva para a imprensa, a cantora falou que o Rock in Rio era o seu Woodstock. No palco, Cássia fez uma performance memoravel e descobada, resolveu mostrar os seios em público durante Come Together dos Beatles. Mas é claro que ela não ficou só nos covers, pois mandou seus grandes hits como Segundo Sol e Malandragem. Onze meses depois de tocar no Rock in Rio, Cássia Eller morreria de ataque cardiaco aos 39 anos deixando seus fãs orfãos. Cassia tava na turnê do recem-lançado disco Acústico MTV, que é o de melhor repercussão de sua carreira. Anos depois, o show na Cidade do Rock foi transformado em CD e DVD ao vivo.
- Sandy e Junior: O Show As Quatro Estações foi eleito o melhor da noite de 18 de janeiro de 2001. Com público presente estimado de mais de 250 mil pessoas, a turnê dos irmãos conta com várias trocas de roupas dos artistas e dos mais de vinte bailarinos. O show prestigiado conta ainda com efeitos especiais e tecnologias que trazem sensações das quatro estações do ano.Primavera, Outono, Inverno e Verão. Além dos sucessos da carreira de Sandy e de Junior, os cantores e músicos interpretam canções de artistas nacionais e internacionais. Sandy com apenas 17 anos de idade, canta uma canção brasileira de Elis Regina, Fascinação. Junior com 16 anos de idade, por sua vez, interpreta no show a canção conhecida na voz do músico Santana, Smooth. Nesta música além de cantar e dançar, Junior toca percursão. Sandy e Junior entraram nas estatísticas do Rock In Rio como os artistas de menor idade a se apresentar neste evento.
A terceira edição do Rock in Rio também foi marcada por alguns fiascos:
- Faltando quatro meses para o seu início, seis bandas brasileiras resolveram boicotar o festival por excesso de estrelismo, pois achavam que tavam acima das atrações entrangeiras. Esse boicote foi liderado pelo grupo O Rappa e teve o apoio dos grupos Skank, Raimundos, Cidade Negra, Charlie Brown Jr. e Jota Quest. Com esse boicote, o cast do festival teve que ser reformulado.
- Carlinhos Brown: Convidado para o terceiro dia de apresentações, o cantor baiano, especializado no estilo conhecido como "Axé music", foi hostilizado pelo público presente, que o atacou a garrafadas enquanto gritava "queremos rock!". No calor do verão do Rio de Janeiro, o cantor mandou desligar as mangueiras que refrescavam o público durante sua apresentação, minutos antes de executar sua canção "Água Mineral", provocando a ira dos espectadores. Ele chegou a chamar o público que o vaiava de "ignorantes".
- Britney Spears: Obteve um dos maiores públicos de sua carreira: 290 mil pessoas. Principal artista da "noite pop" do festival, Britney foi vaiada ao mostrar a bandeira americana no show durante a música "Lucky", seguindo o cronograma normal da turnê como foi feito em todos os países. No entanto, o público considerarou o ato um desrespeito tendo como consequência a vaia. Britney Spears se envolveu, também, em outra polêmica devido as acusações de que a cantora não cantava realmente durante os seus shows. Posteriormente foi esclarecido que Britney usou um reforço chamado de "Base Pré-Gravada", no qual uma gravação com a voz de Britney cantando as músicas é transmitida enquanto a cantora canta ao vivo por cima dessa gravação. A justificativa dada para esse procedimento, utilizado por ela até hoje, são os excessos de coreografia que seu show possui, tornando o show totalmente ao vivo impossível. Ainda para finalizar os problemas da cantora nessa edição do festival, durante a transmissão televisiva do show, seu microfone foi desligado, sendo transmitido apenas o som da "Base Pré-Gravada". Durante alguns momentos da transmissão, Britney falou e cantou ao microfone, todavia, apenas os presentes no show podiam ouví-la, enquanto quem assistia pela TV, em casa, ouviu somente ecos do som ambiente.
[editar] Outras apostas
A enorme popularidade da marca "Rock in Rio" na cidade do Rio de Janeiro levou Roberto Medina a abrir, na cidade, um Café com o nome "Rock in Rio Café". Localizado no bairro carioca da Barra da Tijuca, o local seguia a receita da cadeia de restaurantes Hard Rock Café, contando com fotos, instrumentos musicais e outros objetos das três edições do evento, além de loja de lembranças com a logomarca do evento.
Posteriormente, Medina abriu filial do restaurante na cidade de Salvador, no Estado da Bahia. Ambas as casas não existem mais.
Nelson Wellington e Eduardo Souto Neto, são os compositores do hino do festival Rock in Rio.
Referências
- ↑ Rock in Rio-Lisboa regressa em 2006
- ↑ Festivais de Verão: o rock chegou à cidade, em Público.pt, 25 de maio de 2006.
- ↑ Rock in Rio 2008 começa em Lisboa e vai ter continuação em Madrid, em DN.pt, 6 de fevereiro de 2007
- ↑ Jorge Palma, Clã, Wraygunn e Buraka Som Sistema no Rock in Rio Lisboa, em blitz.pt, 19 de fevereiro de 2008.
- ↑ Yahoo News
- ↑ "Público do Rock in Rio 3 bate o da 1ª noite com 190 mil pessoas", Folha Online, 14/01/2001
- ↑ "Penúltima noite do Rock in Rio reúne 125 mil para ver shows mornos", Folha Online, 21/01/2001
- ↑ Originalmente, Os Guns N' Roses estavam previstos para serem os cabeças de cartaz do dia 30 de maio. No entanto, devido à saída do guitarrista Buckethead, a banda teve que cancelar todas as datas da sua digressão, incluindo a sua passagem pelo Rock in Rio Lisboa. Deste modo, a organização escolheu os Foo Fighters para os substituir no cartaz.
- ↑ 9,0 9,1 9,2 9,3 9,4 James Morrison e mais nomes anunciados no Rock in Rio, em Blitz.pt, 7 de fevereiro de 2008.
- ↑ http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=959389&div_id=1731
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