Rock neoprogressivo

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Rock neoprogressivo
Origens estilísticas Rock progressivo, rock sinfônico, new wave, art rock, rock psicodélico, pop rock, hard rock, heavy metal
Contexto cultural Final dos anos 1970, Início dos anos 1980 Inglaterra
Instrumentos típicos Guitarra, Bateria, Vocal, Teclado, Sintetizador, Baixo e outros instrumentos acústicos e elétricos
Popularidade anos 1980, menor popularidade nos anos 1990
Formas regionais
Inglaterra, outras partes da Europa e do mundo

Rock neoprogressivo (também neo progressivo ou simplesmente neo prog) é um subgênero do rock progressivo, que surgiu na década de 1980, renascido após a queda do movimento do rock progressivo clássico, na década de 1970. Nesse gênero, dentre as bandas mais famosas encontram-se Marillion, IQ, Arena e Pallas.

O estilo é um esforço em fundir estruturas musicais complexas, sons do rock progressivo dos anos 1970 (marcantes em bandas como Genesis e King Crimson) e a música popular na década de 1980. O Genesis tem sido uma influência particularmente importante e recorrente para as bandas do gênero. O início do rock neoprogressivo foi marcado pelas letras sofisticadas e pelos temas obscuros. Enquanto a assessibilidade do gênero na mídia é discutível, suas canções eram mais comerciais e assessíveis que o rock progressivo anterior. Apesar disso, as bandas de neo prog nunca atingiram o sucesso que bandas como o Yes atingiram em sua época.

História[editar | editar código-fonte]

O fim dos anos 70 viram a queda do rock progressivo em virtude da ascensão do punk, uma música mais simples que "qualquer um podia tocar". Outros movimentos contribuíram para a queda do progressivo, como o pop e o new wave.

A grande maioria das bandas de rock progressivo formadas nas décadas de 1960 e 1970 tiveram um fim ou uma caída nessa época. Yes e Genesis, por exemplo, mudaram radicalmente seu estilo para pop ou soft rock. Pink Floyd e outras bandas acabaram desfazendo-se.

Nessa época, devido à influência desses outros estilo, especialmente o new wave, formaram-se bandas que possuíam características do progressivo, porém não eram tão marcantes e perceptíveis, e acharam seu meio no estilo da época. Baseados principalmente na música de Genesis, Pink Floyd, Camel e Van der Graaf Generator, essas bandas criaram esse novo estilo adicionando elementos como bateria mais presente e guitarras mais pesadas, características que mais tarde, na década de 1990, dariam origem ao metal progressivo.

A primeira banda provavelmente a lançar um álbum que se aproxima desse estilo foi Saga, que começou em 1979. Pouco posteriormente foram lançados Script for a Jester's Tear (1983) do Marillion, The Wake (1985) do IQ e The Sentinel (1984) do Pallas. O Marillion tornou-se a banda mais marcante. Seu álbum de 1985, Misplaced Childhood (um álbum-conceito), foi o mais marcante do estilo.

Na atualidade[editar | editar código-fonte]

Muitos consideram o fim do neo progressivo clássico a saída de Fish do Marillion, em 1987, após o lançamento do álbum Clutching at Straws.

Após essa época, apesar dos gêneros do rock progressivo tenham se divido e se expadido bastante, o neo-progressivo continua ativo, não somente nas bandas que surgiram na década de 1980 (IQ, Pendragon, Marillion, Pallas), mas também com bandas que surgiram na década de 1990 e 2000 (Arena, Cast, Satellite, Collage, Galleon, entre outras).

Características[editar | editar código-fonte]

O neo progressivo tem uma aproximação muito forte do rock progressivo clássico, mas suas principais diferenças são:

  • Mais profundas que o new wave, tanto musicalmente quanto sonoramente
  • Música dinâmica, com muitos solos, especialmente de guitarra e teclado
  • A sofisticação da música fica entre o rock popular e aquela encontrada em bandas clássicas como Yes, Genesis e Camel
  • As letras normalmente são ricas e profundas, tratando dos mais variadas assuntos

Opiniões[editar | editar código-fonte]

O neo progressivo, de uma maneira geral, tende a ser muito bem dividido, do ponto de vista do ouvinte. Aquele que gosta do rock progressivo clássico tende a achar o neo-progressivo fraco e diluído (ou uma "cópia mal-feita"). O fã de new wave ou pop poderá achar o estilo muito rebuscado, e portanto pouco apreciável. Em geral, os que gostam de neo-progressivo, porém, tendem a gostar também dos dois estilos.

O estilo é frequentemente criticado pela falta de originalidade, mesmo por artistas como Robert John Godfrey do The Enid, cuja banda é geralmente promovida por fãs do gênero. Ele cita:

"De forma geral eu não gosto do neo-prog simplesmente porque muito dele não é nada progressivo. Uma falta geral de talento, charme e habilidades musicais condicionam tais bandas tolas. Essa é a principal razão para o qual esse gênero se tornou se tornou a piada do rock e isso me irrita. Eu poderia da mesma forma estar falando sobre o Marillion assim como o Pendragon - não é pessoal. Ambos são ruins da mesma forma. Nada de sexo - nada de romance - nada de carisma - nada de poder - nada de imaginação - nada de surpresa - nada de aventura na harmonia ou ritmo; é somente uma mera cópia de um conjunto de progressões, estruturas e riffs bem apresentados." [1]

Apesar das críticas, o neo prog ainda promoveu uma grande e significativa base de fãs e álbuns são constantemente lançados. Uma das maiores gravadores do gênero é a InsideOut Music. Fãs de metal progressivo podem encontrar no estilo uma boa alternativa, com um som ligeiramente mais leve, dependendo da banda.

Maiores bandas[editar | editar código-fonte]

Abaixo segue uma lista das bandas marcantes do neo-progressivo:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências


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