Rock português

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O rock português surge em Portugal na década de 1950. [carece de fontes?]

História[editar | editar código-fonte]

Décadas de 1950-70[editar | editar código-fonte]

Freitas Morna conhece Heinz Worner, grande tocador de acordeão e Walter Behrend que nesse mesmo ano de 1955 cria o primeiro conjunto rock de que há memória em Portugal o "Walter Behrend e o seu conjunto" ensaiando numa cave na Rua António Patrício (Porto) que era frequentada por estudantes daquela época.

De 1960 até 1974 o rock cresce em Portugal, através de grupos estilo Shadows como o Conjunto João Paulo, Quinteto Académico, Os Celtas, os Diamantes Negros de Sintra, os Gatos Negros de Victor Gomes, entre muitos outros mas o sucesso iria estar reservado para o período de 1967 até 1974. [carece de fontes?]

Acompanhando ao seu nível a evolução da música rock nos anos 60, Portugal vê surgir grupos como os Chinchilas, Sheiks, o Quarteto 1111, o Objectivo, todos de Lisboa e os Pop Five Music incorporated formados no Porto, mais própriamente em Matosinhos, gravam êxitos como Orange, Stand by, e Page One single que foi editado no Brasil, Austrália, Holanda, França e Alemanha indicativo do programa de rádio "Página um" transmitido na Rádio Renascença, chegam a ir a Londres gravar nos Estúdios Pye.[carece de fontes?]

En o seu estilo Hard-Rock, os Psico que abrangiam o rock pesado e Jazz-Rock.

Já em inícios da década de 1970 começa a caminhar-se para o Rock Progressivo, com grupos como os Petrus Castrus com o seu álbum “Mestre”, Ephedra, Filarmónica Fraude que lançam o LP “Epopeia”.[carece de fontes?]

Em 1971 o grande desenvolvimento do rock em Portugal leva à realização de um festival de música até então impensável para a época, o Festival de Vilar de Mouros, com cerca de 30 000 pessoas, onde actuam os grandes grupos ingleses da altura como Manfred Mann e Elton John.[1]

Com o golpe de estado de 25 de Abril de 1974 a maioria dos grupos rock da década de 1960 desaparece, surgindo outros de grande qualidade como os Arte e Ofício, os Xarhanga, Os Perspectiva, e os Tantra.

O Álbum de estúdio de José Cid, 10.000 anos depois entre Vénus e Marte, é uma presença constante no sítio progarchives.com, considerado um "Disco essencial e uma obra prima do rock progressivo"[3]. Com base em ficção cientifica, o conceito é que, 10.000 anos depois da auto destruição da humanidade, um homem e uma mulher viajam de regresso para a Terra para a repovoar novamente. O tom das músicas é de contemplação sobre os erros do passado da humanidade e de esperanças futuras. A maioria das canções é influenciada por bandas como Moody Blues ou Pink Floyd. O álbum foi composto por Cid, com ajuda em algumas músicas pelo guitarrista Mike Sergeant e pelo baterista Ramon Galarza. É uma viagem de rock sinfónico espacial dominada por Mellotron, sintetizadores de cordas e outros, com suporte de guitarras, baixo e bateria.

Décadas de 1980-90[editar | editar código-fonte]

Rui Veloso.

Nos anos 80 surge Rui Veloso, e aparece uma imensidão de bandas, quase todas efémeras- Trabalhadores do Comércio, Táxi, Roquivários, Grupo de Baile, António Variações, Salada de Frutas ou Heróis do Mar- são algumas das bandas que agitaram o panorama nacional chegando aos tops de vendas provando que havia mercado para este tipo de rock comercial, captando a atenção quer dos media, quer do público em geral.

Foi este o momento que apareceram inúmeras bandas, das quais os Xutos & Pontapés foram a mais simbólica a aparecer, lançando o seu álbum de estreia 1978/82, demonstrando existir uma verdadeira mudança na forma de tocar Rock em Portugal através da instituição de um estilo próprio e de espantosas actuações ao vivo.

Com a entrada nos anos 80 surge uma banda de extrema importância, os Roxigénio considerados por muitos como a melhor banda desta década. Eram um conjunto adulto, com uma sonoridade rock a alcançar as novas formas de fazer música que despontaram nos anos 80.

Composta por duas figuras importantes, dois verdadeiros "pais" do rock português, António Garcez e Filipe Mendes. Em 1982, saltaram para a ribalta os GNR, oriundos do Porto, criando uma grande legião de fãs, dois anos após a formação da banda, com o lançamento do single "Portugal na CEE". Porém só em 1986 é que saltaram para as tabelas de vendas com o álbum Psicopátria, tendo sido, vários anos depois, em 1992, a primeira banda nacional a encher um estádio de futebol, num concerto ao vivo, nos espectáculos de promoção do álbum Rock in Rio Douro, com cerca de 40.000 espectadores.

A evolução estava garantida, através de um sem número de bandas, como os Ban, UHF, Rádio Macau ou Mão Morta, e pela continuidade de veteranos como os Xutos & Pontapés, levando o Rock Português em direcção aos anos 90. Desde então apareceram bandas como os Silence 4, Clã ou Ornatos Violeta, que trouxeram novas sonoridades ao Rock presente nas tabelas de vendas.

Actualidade[editar | editar código-fonte]

Actualmente, com o mais fácil acesso à internet, muitas bandas têm-na usado para divulgar o seu trabalho, circundando o clássico uso de editoras, sendo o Myspace uma das páginas mais usadas. O crescente número de telenovelas nacionais tem ajudado na divulgação de artistas nacionais. No panorama da música independente verificou-se um grande incremento de actividade, sobretudo através do trabalhos das editoras Amor Fúria e FlorCaveira.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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