Roda dos expostos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Roda dos expostos (Recolhimento de Santa Maria Madalena, Ilha de Santa Maria (Açores), Portugal).

A roda dos expostos ou roda dos enjeitados consistia num mecanismo utilizado para abandonar (expor na linguagem da época) recém-nascidos que ficavam ao cuidado de instituições de caridade.

O mecanismo, em forma de tambor ou portinhola giratória,[1] embutido numa parede, era construído de tal forma que aquele que expunha a criança não era visto por aquele que a recebia.

Esse modelo de acolhimento ganhou inúmeros adeptos por toda a Europa, principalmente a católica, a partir do século XVI.[1]

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, as rodas espalharam-se a partir de 1498 com o surgimento das irmandades da Misericórdia, financiadas pelas Câmaras municipais.[1]

A Santa Casa de Lisboa foi pioneira neste dispositivo.[2]

Segundo as Ordenações Manuelinas de 1521 e confirmadas pelas Filipinas de 1603, as Câmaras Municipais deveriam arcar com o custo de criação do enjeitado nascido sob a sua jurisdição, caso esta não tivesse a Casa dos Expostos e nem a Roda dos Expostos.[1] [2] A Câmara teria essa obrigação até que o exposto completasse sete anos de idade.[2]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

As primeiras Santas Casas de Misericórdias da América Portuguesa que receberem a Roda dos Expostos foram as de Salvador (1726) e a do Rio de Janeiro (1738).[2]

Referências

  1. a b c d Franco, Renato. (1 de outubro de 2010). Rejeitados, jamais. Revista de História da Biblioteca Nacional, acesso em 16 de outubro de 2010
  2. a b c d Ferreira, Luciana Vieira. A criação de enjeitados em Vila Rica: a permanência da caridade (1775-1850). II Encontro Memorial do ICHS da UFOP, Universidade Federal de Ouro Preto, 2009

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre História ou um historiador é um esboço relacionado ao Projeto História. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.