Rodolfo da Suábia

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Rodolfo de Rheinfelden (c. 102515 de outubro de 1080) foi duque da Suábia entre 1057 e 1079, e anti-rei da Germânia de 1077 até sua morte. Era filho do Cuno, conde de Rheinfelden.

Gravura de Bernhard Rode ilustrando Rodolfo mortalmente ferido, e com a mão direita decepada, após combater os exércitos do imperador Henrique IV (1781).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 1057, Rodolfo aproveitou-se da minoridade de Henrique IV, rei dos romanos, e sequestrou sua irmã, Matilde. Ele pediu, e recebeu, a mão de Matilde em casamento, assim como o Ducado da Suábia e a administração do Reino da Borgonha.

Rodolfo foi duas vezes cunhado de Henrique IV, e, inicialmente, apoiou as campanhas do rei. Ele o ajudou na Turíngia e na Saxônia, e foi de grande importância na Primeira Batalha de Langensalza contra os insurgentes. Todavia, com o estopim da Questão das Investiduras, e a excomunhão de Henrique, Rodolfo se reuniu com vários outros membros da nobreza para escolherem um curso de ação. Embora a excomunhão do imperador ter sido suspendida, em 1077, os rebeldes continuaram com seu plano. Em Forcheim, Rodolfo foi eleito anti-rei. Ele prometeu respeitar o conceito eleitoral da monarqua e demonstrou sua vontade em ser subserviente ao Papa.

Em maio, Rodolfo foi coroado por Sigisfredo I, arcebispo de Mogúncia, mas o povo da cidade se revoltou e ele foi obrigado a fugir para a Saxônia. Isto apresentava um problema, uma vez que a Saxônia era separada de seu ducado da Suábia pelas terras do rei. Ele então deu a Suábia para seu filho Bertoldo e tentou retificar sua situação ao cercar Wurtzburgo, mas não foi o suficiente. Enquanto isso, ele foi privado da Suábia pela dieta em Ulm, em maio, e Henrique deu o ducado a Frederico de Büren, o primeiro governante Hohenstaufen.

A Batalha de Mellrichstadt, em 7 de agosto de 1078, não lhe rendeu resultados favoráveis. Rodolfo encontrou dificuldades em convencer os saxões a lutarem além de suas fronteiras; estes viam-no como um sulista e desconfiavam dele. Também frustrou-se com a aparente relutância do Papa em reconhecer sua causa. Para ganhar e manter aliados, ele se obrigou a dar grandes parte das terras da Coroa, assim como da Igreja, a seus seguidores. Todavia, as coisas pareceram melhorar em 1080. A Batalha de Flarchheim, em 27 de janeiro, foi a seu favor. Em 7 de março, finalmente, o Papa excomungou Henrique novamente e reconheceu Rodolfo como rei.

Entusiasmado, seus exércitos se encontraram com os de Henrique no rio Elster. A combate, que aconteceu em 14 de outubro de 1080, teria sido uma grande vitória aos opononentes de Henrique. Rodolfo, porém, teve sua mão direita decepada e foi ferido mortalmente no abdômen. Ele se retirou para as proximidades de Merseburgo, onde morreu no dia seguinte, e seu corpo foi sepultado na catedral da cidade.

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

Rodolfo casou-se duas vezes. A primeira vez, em 1059, foi com Matilde da Germânia, filha do imperador Henrique III e de Inês da Aquitânia. Todavia, ela logo veio a falecer, em 12 de maio de 1060, depois de dar à luz uma menina:

  1. Inês (†29 de dezembro de 1111), esposa de Bertoldo, futuro duque da Suábia.

Em 1067, Rodolfo casou-se novamente, com Adelaide de Turim (de quem foi o segundo marido), filha de Otão I de Saboia, e de Adelaide de Susa. O casal teve cinco filhos:

  1. Adelaide (†3 de maio de 1090), esposa de Ladislau I da Hungria;
  2. Bertoldo (†18 de maio de 1090), duque da Suábia;
  3. Berta (†1128), esposa de Urico X, conde de Begenz;
  4. Oto, que morreu jovem;
  5. Bruno, abade de Ussenhofen

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Oto III
Duque da Suábia
1057-1079
Sucedido por
Bertoldo I
Precedido por
-
Rei da Germânia
(em oposição a Henrique IV)

1077 - 1079
Sucedido por
Hermano