Rodovia
RODOVIA BRASILEIRA,
De acordo com definições no Anexo I do Código de Trânsito, são vias rurais de rodagem pavimentadas. No Brasil corresponde a uma via de transporte interurbano de alta velocidade, que podem ou não proibir o seu uso por parte de pedestres e ciclistas, sendo de fácil identificação por sua denominação no caso de federais são chamadas pelas iniciais BR-XXX (onde XXX é o código de cada rodovia) e as estaduais de AB-XX(X) (onde as letras AB representam o código do Estado brasileiro e o XXX ou XX é o código da estrada).
No Brasil, houve um grande aumento na construção de rodovias mediante a criação do DNER (atual DNIT) acarretando em um grande aumento nas pavimentações.
As Rodovias Federais dividem-se em: rodovias radiais com códigos do tipo BR-0x0, cuja quilometragem é iniciada a partir de Brasília; rodovias longitudinais, com códigos iniciados com BR-1xx começando a partir do litoral; rodovias transversais iniciadas com BR-2xx; rodovias diagonais iniciadas com BR-3xx e rodovias de ligação iniciadas com BR-4xx.
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[editar] Tipos de Rodovias.
Em relação à largura e circulação de automóveis, uma rodovia pode ser de pista simples, pista dupla, pista múltipla.
As de pista simples são aquelas em que há somente um pavimento asfáltico, que é compartilhado pelos veículos nos dois sentidos de circulação (mão dupla). Veículos nesse tipo de rodovia devem trafegar sempre do lado direito da pista (em relação a si), porém podendo utilizar o outro lado da pista para efetuar ultrapassagens em determinadas condições.
As rodovias de pista dupla são aquelas que possuem duas faixas de rolamento em cada direção (ou sentido) com barreira física central, o canteiro e que possui outras barreiras meios-fios (guias), muretas, guard rail, etc., que dificultam conversões ou retornos irregulares, de forma que, cada sentido de circulação possui uma pista própria. Essa construção permite o desenvolvimento de uma maior velocidade e também uma maior segurança, já que torna mais difícil que dois veículos colidam frontalmente em alta velocidade, que é uma das causas frequentes de acidentes em rodovias de pista simples.
As rodovias de pista múltipla são aquelas que possuem três ou mais Faixas de Rolamento em cada direção (ou sentido) - podendo haver, inclusive, pistas duplas, triplas, quádruplas, etc.
A obra que converte uma rodovia em pista simples para uma rodovia de pista dupla é chamada duplicação, obra que se torna cada vez mais comum no Brasil conforme as rodovias de pista simples se tornam insuficientes para o escoamento do tráfego rodoviário cada vez mais pesado.
[editar] Manutenção
Como regra geral, a manutenção de rodovias é uma das atribuições de todas as esferas governamentais (federal, estadual e municipal). As rodovias interestaduais ou federais (de siglas BR) são mantidas pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), órgão do Governo Federal brasileiro. As rodovias intra-estaduais (de siglas SP, RJ, MG, etc.) são mantidas pelos governos dos respectivos Estados. Também há rodovias municipais (por exemplo as rodovias vicinais), cuja manutenção cabe ao município.
A manutenção de uma rodovia é uma operação dispendiosa, e o Brasil tem tido uma grande deterioração de suas rodovias nos últimos anos. Frente à dificuldade dos órgãos governamentais na manutenção das rodovias, muitas delas foram privatizadas, isto é, são concedidas à exploração econômica por parte de empresas privadas. As mesmas são chamadas concessionárias, ficando responsáveis por efetuarem a manutenção das rodovias e estão autorizadas a cobrar um pedágio, isto é, uma taxa de utilização aos motoristas que por ali trafegam.
[editar] Velocidade
As rodovias brasileiras têm limites de velocidade, isto é, não é permitido transitar nelas a velocidades superiores às indicadas. Nas rodovias em pista simples, a velocidade máxima em geral fica entre 80 e 100 km/h, enquanto que nas rodovias em pista dupla a velocidade máxima pode chegar até 120 km/h (por ex.: na rodovia dos Bandeirantes, o trecho de planalto da rodovia dos Imigrantes e a pista pedagiada da Rodovia Castelo Branco no Estado de São Paulo).
Os limites podem variar ao longo de uma mesma rodovia, de acordo com as características de cada trecho. Trechos em declive ou com curvas perigosas geralmente impõem limites de velocidades de 80 km/h ou, em alguns casos, 60 km/h. É comum também a imposição de limites de velocidade reduzidos nos perímetros urbanos de municípios pelos quais passam as rodovias, medida esta que serve para proteger os pedestres e animais que possam surgir.
Há rodovias que possuem limites de velocidade diferentes para cada tipo de veículo. Por exemplo, nas rodovias duplicadas do Estado de São Paulo, é comum haver um limite de 110 km/h para automóveis e 90 km/h para ônibus, caminhões e demais veículos grandes (por exemplo a Rodovia Washington Luís e a Rodovia Anhanguera no trecho entre Cordeirópolis a divisa com Minas Gerais. Esta distinção é importante devido ao desgaste maior da pavimentação por estes e também à maior dificuldade para frenagens emergenciais.
[editar] Desafios
O estado geral das rodovias brasileiras é precário, especialmente das federais devido ao alto transito de veículos, onde os caminhões geralmente trafegam com carga superior a permitida, e não há balanças para pesagem. Os serviços de manutenção são lentos e as verbas geralmente são insuficientes para a conservação adequada das mesmas.
Ao dirigir por estradas federais, é comum a prática de andar em zigue-zague, pois frequentemente o pavimento está em ruínas ou apresenta depressões sendo necessário transitar pela contramão ou nos acostamento para utilizar as partes do asfalto que não estão danificadas. Sendo já rotineiro algumas rodovias se tornarem praticamente intransitáveis devido à falta de manutenção. A velocidade média desenvolvida nessas estradas gira em torno dos 20 km/h.
Governos têm optado em transferir para a iniciativa privada a administração e conservação das principais rodovias do país. Ao mesmo tempo em que desoneram os orçamentos públicos, as concessões rodoviárias permitem um bom nível de serviço. O problema encontra-se no fato de que a população se vê obrigada a custear duplamente o serviço de recuperação das rodovias, já que continua pagando os mesmos impostos ao Governo (que deveriam servir para a recuperação) e se vê obrigada a pagar também pedágios às concessionárias.