Rodovia Anhanguera

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Placa via anh.png
SP-330
Rodovia Anhanguera
(nome oficial)
Trecho da SP-330.svg SP-330 e BR-050.svg BR-050
Mapa-rodovia-anhanguera.jpg
Extensão 453 km (281,5 mi)
Inauguração 1940 (São Paulo-Jundiaí)
1948 (Jundiaí-Limeira)
1953 (duplicação São Paulo-Campinas)
1961 (duplicação Campinas-Limeira)
1976 (duplicação Limeira-Porto Ferreira)
1978 (duplicação Porto Ferreira-Ribeirão Preto)
1980 (duplicação Ribeirão Preto-Igarapava)
Limite norte BR-050 em Igarapava, SP
Interseções
Limite sul Rua Monte Pascal, Lapa, em São Paulo, SP
Concessão AutoBan (CCR)
Intervias (OHL)
Autovias (OHL)
Vianorte (OHL)
(desde 1998)
Parte do Sistema Anhanguera-Bandeirantes
Rodovias Estaduais de São Paulo
norte
< Rodovia BR-050
SP-330.svg
SP-330
sul
Rodovia Anchieta >
< BR-050.svg
BR-050
>

A Rodovia Anhanguera ou anteriormente denominada Via Anhanguera (SP-330) é uma rodovia do estado de São Paulo, Brasil. Ela é considerada uma das mais bem conservadas rodovias do país, classificando-se na segunda posição do ranking elaborado através de pesquisa rodoviária de 2013, realizada pela Confederação Nacional do Transporte.[1] Faz parte do sistema BR-050, que liga Brasília a Santos.

A Rodovia Anhanguera liga São Paulo com a região norte do estado e suas principais cidades industriais e a uma das mais produtivas áreas agrícolas.É uma das mais importantes rodovias do Brasil e uma das mais movimentadas, com o trecho de maior tráfego entre São Paulo e Campinas, o primeiro a ser construído. É duplicada, contendo trechos com faixas adicionais e pistas marginais. Têm um tráfego pesado, especialmente de caminhões. É considerada, juntamente com a Rodovia dos Bandeirantes e Rodovia Washington Luís, o maior corredor financeiro do país, pois interliga algumas das mais ricas regiões metropolitanas do estado como São Paulo e Campinas, o Aglomerado Urbano de Jundiaí, a Região Administrativa Central e mais o Aglomerado Urbano de Ribeirão Preto.

História[editar | editar código-fonte]

A primeira menção da estrada que se tornaria a Rodovia Anhanguera foi uma carta de 1720 do alferes José Peixoto da Silva Braga, enviada ao padre Diogo Soares, na qual está indicado o roteiro que aquele oficial havia seguido com a bandeira do Anhanguera, o moço. Registra que o famoso Bartolomeu Bueno da Silva saíra de São Paulo com uma tropa de 152 homens armados, acompanhados de dois religiosos bentos e providos de 39 cavalos. Entre São Paulo e Campinas, a travessia foi feita em cinco dias, quatro deles em romper matas, até ser atingido o Rio Mojiguaçu.

Em 1774, era uma estrada de terra entre São Paulo, Jundiaí e Campinas, servindo os tropeiros e viajantes que exploravam o interior em busca de ouro, pedras preciosas e escravos.

A primeira versão da estrada, conhecida como Estrada Velha de Campinas (SP-332), foi iniciada em 1916 com a mão de obra de 84 sentenciados, que construíram 32 km. A São PauloCampinas, antecessora da Anhanguera, foi concluída em 1921, quando existiam, em todo estado de São Paulo, pouco mais de três mil carros de passageiros e 100 caminhões.

Em 1920, Washington Luís, presidente do estado, determinou a aceleração dos trabalhos da São Paulo-Jundiaí e seu prolongamento até Campinas. Autorizou a contratação de trabalhadores assalariados, que substituíram os presidiários. Foi a primeira estrada planejada e executada em função dos veículos motorizados. No ano de 1920, era iniciada a construção do trecho de Campinas até Ribeirão Preto.

Em 1940, no dia 25 de janeiro, tinham início, pelo interventor federal Adhemar Pereira de Barros, as obras de construção da nova rodovia São Paulo-Campinas, que passou a chamar-se, oficialmente, Via Anhanguera.

Oito anos depois, em 22 de abril de 1948, no segundo governo de Adhemar de Barros, surgia a primeira pista pavimentada da rodovia ligando a capital a Jundiaí e, depois, a Campinas. Em 1953, a segunda pista, tornando-se a primeira rodovia pavimentada e duplicada do país. Nove anos depois, começavam as obras de construção e pavimentação do novo acesso da Anhanguera a Campinas. Em março de 1976, a DERSA assumia o controle do km 10 ao 110.

Em 1996, o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) construiu, às margens da rodovia, o seu complexo de produção, conhecido como CDT da Anhanguera, para substituir os antigos estúdios da Vila Guilherme, sendo considerado um dos maiores centros televisivos da América Latina.[2]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome da rodovia, Anhanguera, homenageia os famosos bandeirantes dos séculos 17 e 18 Bartolomeu Bueno da Silva, pai e filho, que compartilhavam tanto o nome "Bartolomeu Bueno da Silva" quanto o apelido "Anhanguera": este último, termo tupi que significa "diabo velho" (anhanga, diabo + ûera, velho).[3]

A rodovia[editar | editar código-fonte]

Via Anhanguera na região do bairro Industrial Anhanguera em Osasco, km 17
Via Anhanguera na região de Perus, km 24 sentido norte
Rodovia Anhanguera trecho de Jundiaí
Rodovia Anhanguera no trecho de Araras.
Rodovia Anhanguera no trecho de São Simão.
Rodovia Anhanguera no Trecho de Ribeirão Preto

Inicia-se no km 10 na Rua Monte Pascal, ainda no bairro da Lapa, na capital paulista e vai até o km 453, em Igarapava, junto à ponte sobre o Rio Grande, divisa natural com o estado de Minas Gerais. É denominada - SP-330 (São Paulo) - Campinas - Ribeirão Preto - Divisa Minas Gerais (Igarapava), nesse trecho de estrada.

Originalmente, com 80 km de extensão, entre São Paulo e Campinas, a SP-330 hoje soma 442 km, até Igarapava, sendo a terceira maior rodovia do estado. Pista dupla, tráfego intenso, de São Paulo a Limeira, com acesso à Rodovia Washington Luís para Rio Claro, São Carlos, Araraquara, São José do Rio Preto e outras. As concessionárias executam serviços de obras e melhoramentos em vias marginais, faixas adicionais, passarelas, sinalizações, recapeamentos, iluminação, etc.

Possui oito postos de pedágios, nove da Polícia Rodoviária, passando por trechos de muita beleza. Além de serviços nas vias de circulação, foi investido em controle e segurança instalando telefones de emergência por toda a rodovia, cabos de fibra ótica para comunicação, estações de controle de tráfego e câmeras de monitoramento. Há equipes disponíveis para prestar socorro mecânico incluindo guinchos e serviços de primeiros socorros com ambulâncias.

Entre as principais obras realizadas destaca-se a criação de vias marginais na Região Metropolitana de Campinas e nas regiões de Jundiaí (pela AutoBan) e Ribeirão Preto (pela Autovias e Vianorte).

Grandes obras foram realizadas pela AutoBan na remodelação dos trevos no km 98 Campinas, conhecido como Trevo da Bosch, considerada uma das maiores do sistema Anhanguera-Bandeirantes. O trevo faz a interligação de Campinas a Monte Mor e dá acesso a importantes indústrias da região e o trevo do km 58 (Jundiaí), o principal trevo do município, recebeu nova configuração geométrica. A obra de ampliação e reforma do local facilitou o acesso ao bairro Malota, ao centro da cidade, a rodovias para ir a Itupeva e Itatiba.

Entre as obras de recuperação da pista de rolamento destacam-se obras realizadas pela AutoBan na Região Metropolitana de Campinas onde foi removido o asfalto da pista a direita e aprofundado o solo em mais de meio metro para compactar o solo e preencher com brita, tornando a pista de rolamento mais resistente a carga pesada. A Vianorte empregou pela primeira vez na América do Sul um sistema para restaurar o pavimento por meio de termorregeneração, técnica mais conhecida como reciclagem a quente no próprio local. A técnica, usada há vários anos no exterior, já foi aplicada no Brasil nos anos 80 e que ressurge modernizada, de maneira a prevenir a deterioração do asfalto.

Trajeto[editar | editar código-fonte]

O trajeto da Rodovia Anhanguera cruza os seguintes municípios, todos no estado de São Paulo:

Km Município Região
10 Rua Monte Pascal São Paulo Região Metropolitana de São Paulo
18 Osasco
26 Perus
35 Cajamar
56 Jundiaí Aglomeração Urbana de Jundiaí
71 Louveira
75 Vinhedo Região Metropolitana de Campinas
82 Valinhos
92 Campinas
115 Sumaré
119 Nova Odessa
125 Americana
148 Limeira Aglomeração Urbana de Piracicaba
156 Cordeirópolis
169 Araras
192 Leme
194 Santa Cruz da Conceição Região Administrativa de Campinas
210 Pirassununga
227 Porto Ferreira Região Administrativa Central
241 Santa Rita do Passa Quatro
274 São Simão Aglomeração Urbana de Ribeirão Preto
292 Cravinhos
307 Ribeirão Preto
330 Jardinópolis
355 Sales Oliveira Região Administrativa de Franca
363 Orlândia
381 São Joaquim da Barra
399 Guará
410 Ituverava
426 Buritizal
437 Aramina
443 Igarapava

Sistema Anhanguera-Bandeirantes[editar | editar código-fonte]

Em conjunto com a Rodovia dos Bandeirantes, que possui traçado semelhante à Via Anhanguera até o final de sua extensão, forma-se o chamado Sistema Anhanguera-Bandeirantes, hoje administrado pela concessionária AutoBan. Assim, por quaisquer das duas rodovias, o usuário paga as mesmas tarifas de pedágio, tem direito aos mesmos serviços de apoio e acessos intercalados à rodovia congruente. Assim, a pessoa que fará uma viagem de São Paulo a Limeira, pode optar seguir o trajeto integral na Rodovia Anhanguera, na Rodovia dos Bandeirantes ou parte em cada uma.

O acesso à Rodovia dos Bandeirantes pode ser feito nos seguintes trevos:

Relato descritivo rodoviário[editar | editar código-fonte]

Localização dos pedágios[editar | editar código-fonte]

Pedágio km Sentido Concessionária Geocoordenadas
1 26 Norte/Sul AutoBan 23°25'07.47"S 46°47'57.19"W
2A 81 Sul AutoBan 23°01'13.25"S 47°01'07.73"W
2B 82 Norte AutoBan 23°00'46.63"S 47°01'23.23"W
3 118 Norte/Sul AutoBan 22°49'15.12"S 47°14'20.31"W
4 152 Norte/Sul AutoBan 22°30'35.91"S 47°23'50.98"W
5 181 Norte/Sul Intervias 22°14'59.29"S 47°23'24.61"W
6 215 Norte/Sul Intervias 21°57'28.33"S 47°27'33.95"W
7 281 Norte/Sul Autovias 21°24'52.21"S 47°39'51.14"W
8 350 Norte/Sul Vianorte 20°51'03.11"S 47°53'43.43"W
9 415 Norte/Sul Vianorte 20°22'48.87"S 47°48'49.25"W

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]