Rodovia dos Tamoios

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
SP-99.png
Rodovia dos Tamoios
(nome oficial)
Trecho da SP-99
Mapa-rodovia-tamoios.jpg
Extensão 82 km
Inauguração 1957
Limite norte Av. Mal. do Ar Casimiro Montenegro Filho (traçado antigo)
Av. Mario Covas (traçado novo)
São José dos Campos, SP
Interseções
Limite sul Av. Pres. Campos Salles, Caraguatatuba, SP
Concessão DER-SP
Rodovias Estaduais de São Paulo
norte
< Fim da rodovia
SP-99 sul
Fim da rodovia >

Rodovia dos Tamoios (SP-99) é uma rodovia do estado de SP, Brasil. Faz a ligação entre São José dos Campos, no planalto, e Caraguatatuba, na planície. É a principal ligação entre o planalto e o litoral norte do estado de São Paulo.

Histórico[editar | editar código-fonte]

A Rodovia dos Tamoios (SP-099) foi construída pelo DER-SP, fazendo a ligação entre as cidades de São José dos Campos e Caraguatatuba.

Em 1957, no Governo Jânio Quadros, foi pavimentada usando-se o método denominado "Mixed in Place", popularmente conhecido como "virado". A pavimentação solucionou os problemas de excesso de pó e lama que, aliados à neblina constante, eram causa de graves acidentes. Em épocas de chuva, antes do asfalto, a estrada era praticamente intransitável.

Em 1967, o município de Caraguatatuba foi vítima de uma catástrofe que destruiu o trecho em serra, sendo necessária a reconstrução da rodovia. Estas obras, realizadas já com moderna tecnologia e traçado, foram objeto de grande concentração de recursos e forças.

Em 1970, o DER executou significativos melhoramentos de traçado (planta e perfil) entre São José dos Campos e Paraibuna. Com a inundação provocada pelo enchimento da Barragem Paraibuna - Paraitinga, e consequente prejuízo ao trecho de Paraibuna até o alto da serra, a reconstrução da rodovia ficou a cargo da CESP (Companhia Energética de São Paulo), sob coordenação do DER.

A denominação Rodovia dos Tamoios foi realizada através da Lei nº 1796, de 18 de outubro de 1978, e constitui referência histórica ao nome de uma tribo indígena que habitava o litoral norte paulista e o litoral fluminense.

Trecho duplicado do planalto, em Paraibuna.
Rodovia dos Tamoios no trecho de serra, em Caraguatatuba.

Características[editar | editar código-fonte]

A rodovia dos Tamoios (SP-099) possui 82 quilômetros de extensão e liga as cidades de São José dos Campos no Vale do Paraíba e Caraguatatuba no Litoral Norte, passando por Jambeiro, Jacareí e Paraibuna.

Possui intersecções com a Via Dutra (BR-116), Rodovia Carvalho Pinto (SP-70), Estrada das Pitas (SP-88) e Rodovia Rio-Santos (SP-55/BR-101).

No trecho de planalto possui duas faixas em cada sentido (sendo uma faixa principal e outra auxiliar), sendo que na faixa principal a velocidade máxima é de 80 km/h e na faixa auxiliar de 60 km/h. A faixa auxiliar deve ser utilizada apenas para facilitar a ultrapassagem, já que em todo o traçado da rodovia não há pontos de ultrapassagem pela faixa da pista do sentido contrário. No trecho de serra há duas faixas ascendentes e uma descendente. Nos inícios de feriados prolongados, pode operar com duas faixas descendentes e uma ascendente.

Duplicação[editar | editar código-fonte]

A Rodovia dos Tamoios começou a ser duplicada em maio de 2012 pelo governador Geraldo Alckmin. A obra seria concluída em dezembro de 2013, e foi entregue em janeiro de 2014. [1] O trecho de planalto duplicado corresponde a quase 50 km, divididos em dois lotes: o primeiro foi do km 11,5 ao km 35,8 e o segundo, do km 35,8 ao km 60,5, abrangendo os municípios de São José dos Campos, Jacareí, Jambeiro e Paraibuna. [2] O custo da obra totalizou R$ 672,4 milhões.

Em 2014, foi lançado edital para a duplicação do trecho de serra da Tamoios (entre o km 60,45 e o km 82). A obra prevê 12,6 quilômetros de túneis e 2,5 quilômetros de viadutos - devido a sua complexidade, a obra vem sendo comparada à pista descendente da Rodovia dos Imigrantes. A previsão é que as obras sejam iniciadas em novembro de 2014, e concluídas em novembro de 2019. Os investimentos nesta obra somam R$ 2,9 bilhões. Outro R$ 1 bilhão será aplicado ao longo dos 30 anos do contrato de concessão. [3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências