Rodrigo Lefèvre

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Rodrigo Brotero Lefèvre (São Paulo, 9 de fevereiro de 1938 - Guiné-Bissau, 9 de julho de 1984) foi um arquiteto e professor universitário brasileiro.[1]

Estudou arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), onde ingressou em 1957, graduando-se em janeiro de 1962. A partir daquele ano até 1981 foi professor de história da arquitetura contemporânea na mesma Faculdade.

No final da década de 1960, participou da luta armada contra o regime militar. Naquela época, com seus companheiros da Arquitetura Nova, Sergio Ferro e Flávio Império, estabeleceu relações com o Partido Comunista do Brasil, que preconizava a guerrilha como caminho para uma revolução socialista no país.

Em 20 de março de 1968, com Sérgio Ferro e o economista Diógenes José Carvalho Oliveira [2] colocou uma bomba-relógio no estacionamento situado no sub-solo do Conjunto Nacional, em São Paulo, visando atingir o térreo do edifício, onde funcionavam a biblioteca do USIS (antigo U.S. Information Service, atual U.S. Information Agency)[3] e o consulado norte-americano. O desastrado atentado atingiu três estudantes que caminhavam pelo local, que foram feridos: Edmundo Ribeiro de Mendonça Neto, Vitor Fernando Sicurella Varella e Orlando Lovecchio Filho, de 22 anos, que teve a perna esquerda amputada..[4][5] Preso no final da década de 1970, por sua militância política, Lefèvre foi posteriormente afastado da Universidade de São Paulo.

Com Sérgio Ferro e Flávio Império, constituiu o grupo denominado Arquitetura Nova, expressão tomada do título do famoso artigo de Ferro que marcou, em 1967, uma espécie de manifesto de rompimento com Artigas, a arquitetura paulista e suas relações com o projeto nacional-desenvolvimentista. [6]

De fato o grupo desenvolveu uma crítica à arquitetura brasileira, personalizada nas figuras de Oscar Niemeyer e Vilanova Artigas, propondo a valorização das relações de trabalho no canteiro de obras. Do ponto de vista técnico, destaca-se o uso de construções em abóbada com o uso de material cerâmico, verificadas principalmente em residências e escolas: tal artifício transforma o teto da futura construção em uma proteção ao próprio canteiro, visto que sua execução é prioritária no cronograma da obra, valorizando, desta forma, o trabalho do operário.

Lefèvre foi ainda docente da FAU-Santos (1970), do curso de arquitetura da Faculdade de Belas Artes de São Paulo (1982-1984) e da FAU da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1977-1984).

De 1973 até sua morte, Lefèvre trabalhou também no Departamento de Arquitetura da empresa Hidroservice, onde participou de diversos estudos e projetos, dentre os quais a sede do DNER em Brasília, o Instituto dos Ambulatórios do Hospital das Clínicas de São Paulo e uma série de estudos relativos à implantação de um sistema de saúde e saneamento na Guiné-Bissau, onde Lefèvre faleceu, em decorrência de um acidente automobilístico.

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