Rodrigo de Castro Osorio

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Rodrigo de Castro Osorio
Cardeal da Santa Igreja Romana
Arcebispo de Sevilha

Título

Cardeal-presbítero de Santos XII Apóstolos
Ordenação e Nomeação
Ordenação Presbiteral 1559
Ordenação Episcopal 7 de novembro de 1574
Nomeado Arcebispo 20 de outubro de 1581
Cardinalato
Criação 12 de dezembro de 1583 pelo Papa Gregório XIII
Brasão
CardinalCoA PioM.svg
Dados Pessoais
Nascimento Valladolid
5 de março de 1523
Falecimento Sevilha
20 de setembro de 1600 (77 anos)
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Rodrigo de Castro Osorio, (Valladolid? 1523 - Sevilha 1600) foi um cardeal, arcebispo de Sevilha e membro do Conselho de Estado de Espanha durante o reinado de Filipe II de Espanha. Foi tio de Pedro Fernández de Castro y Andrade, VII Conde de Lemos. Conhecido popularmente como "Cardeal Rodrigo de Castro"; autêntico homem renascentista, tido por muitos autores como o último grande príncipe eclesiástico.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Valladolid em 1523, por se encontrar ali casualmente a sua nai, Beatriz de Castro, "A formosa", III Condessa de Lemos, mulher duma beleza tal que deu em inspirar o popular verso:

De las carnes, el carnero/

De los pescados, el mero/ De las aves, la perdiz/

De las mugeres, la Beatriz


O seu nascimento em Valladolid é, no entanto, discutido por autores como Germán Vázquez, dado que nunca se pôde achar a partida de nascimento. Porém, a opinião maioritária, obtida através de documentos secundários e terceiras pessoas, é a do seu nascimento em Salamanca. Germán Vázquez esgrime o seu testamento, no que, falando de Monforte de Lemos, diz; "por bien y utilidad de mi patria". Este argumento, sim serve, em câmbio, para que outros autores estabeleçam a sua "galeguidade"; assim diz Cotarelo; "Lonxe da patria, xamais a olvida" "Dichosos serían para Don Rodrigo os días pasados na patria, xamáis olvidada"; nesta ordem de cousas, é muito criticado por se rodear, no seu Arcebispado Hispalense, duma corte de funcionários galegos, com os quais, segundo Cotarelo, consultava no seu idioma nativo.

Estuda direito canônico em Salamanca, onde o seu irmão é bispo. O seu espírito inquieto leva-o a viajar: Flandres, Portugal, França, Itália, Alemanha; viagens nas que se faz com um importante patrimônio artístico, a maior parte do qual vai atesourando na cidade de Monforte de Lemos, à que o liga uma forte predileção. Adquire um importante papel na corte de Filipe II de Espanha, onde se lhe encomendam importantes missões diplomáticas, ademais de fazer parte do Conselho de Estado e do Supremo Conselho da Inquisição.

O cardeal é moi criticado pelo seu gosto pelo boato e a sumptuosidade. Sente uma grande afeição pela cetraria, da que fica constância pelo tratado de Pero López de Ayala que ainda se conserva no museu de Nossa Senhora da Antiga, e que pertencia à sua colecção pessoal. Custosas partidas de caça e grão número de serventes e criados, ademais do gosto pelo luxo e as obras de arte.

Escudo de armas do Cardeal, no Colégio de Nossa Senhora da Antiga. Nele observam-se os seis roeis característicos da família Castro, e os lobos da família Osório.

O seu outro aspecto era a sua generosidade e humanismo; creia uma residência para raparigas em situação difícil, luta pela humanização do trato nas prisões, ajuda o clero empobrecido e ajuda na construção e melhora de templos, hospitais e asilos, ademais de exercer de mecenas das artes. De ele diria Lope de Vega num popular soneto:

Príncipe glorioso que ya de mejor púrpura vestido rayos ciñe de luz, estellas pisa

É durante a convalescência duma grave enfermidade quando decide começar a monumental obra do Colégio de Nossa Senhora da Antiga, o seu maior legado para Monforte de Lemos. O colégio, a única mostra de estilo herreriano na Galiza, leva o nome da virgem sobre a que recaia a devoção do cardeal. Nesta mesma época instaura na cidade uma festa em honra das relíquias que fora atesourando, e que se conservam no museu do convento de Santa Clara (conhecido como as clarissas), de Monforte. A escritura de dotação do colégio outorga-se em Madrid, estando presente o seu sobrinho Pedro Fernández de Castro y Andrade, ainda moi novo, que desenvolveria durante a sua vida muitos dos traços do humanismo e paixão pelas artes do seu tio.

Nunca a verá rematada, já que falece em Sevilha em 1600. Deixa disposto no testamento o traslado dos seus restos a Monforte de Lemos, onde jazem, no Colégio de Nossa Senhora da Antiga, sob uma estátua realizada por Juan de Bolonia que o apresenta em posição de rezo e enfrontado a uma pintura da virgem que monopolizava as suas devoções, Nossa Senhora da Antiga, pintura que esconde detrás de si o sepulcro da sua nai, Beatriz de Castro "A Formosa".

Rodrigo de Castro, estátua orante, por Juan de Bolonia

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligação externa[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Juan Manuel de la Cerda
Bispo
Bispo de Zamora

15741578
Sucedido por
Diego de Simancas
Precedido por
Diego de Covarrubias y Leiva
Bispo
Bispo de Cuenca

15781581
Sucedido por
Gómez Zapata
Precedido por
Cristóbal Rojas Sandoval
Arcebispo
Arcebispo de Sevilha

15811600
Sucedido por
Fernando Niño de Guevara
Precedido por
Marco Antonio Colonna
Cardeal
Cardeal-presbítero de Santos XII Apóstolos

15831600
Sucedido por
François d'Escoubleau de Sourdis