Roger Abdelmassih

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Roger Abdelmassih
Nascimento 3 de outubro de 1943 (70 anos)
São João da Boa Vista, SP
Nacionalidade  brasileiro
Cônjuge Larissa Maria Sacco (ex-Procuradora da República)
Filho(s) Vicente Abdelmassih (ginecologista)
Soraya Abdelmassih 1970 (43–44 anos)
Página oficial
www.abdelmassih.com.br/

Roger Abdelmassih (São João da Boa Vista, 3 de outubro de 1943) é um ex-médico brasileiro, especialista em reprodução humana, sendo um dos pioneiros da fertilização in vitro no Brasil. Desde o início de 2009 tem sido acusado de abusar sexualmente de suas pacientes enquanto estavam sob efeitos de sedativos.[1] . Abdelmassih foi condenado a 278 anos por 52 estupros e quatro tentativas de abuso a 39 mulheres.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de libaneses, foi um profissional nacionalmente conhecido por ter tratado diversas personalidades brasileiras, como as esposas de Pelé, do ex-presidente Fernando Collor, do humorista Tom Cavalcanti, do senador Renan Calheiros etc. Um dos casos mais divulgados foram os filhos gêmeos do apresentador de televisão Gugu Liberato[2] .

Acusação de abuso sexual[editar | editar código-fonte]

Desde o início de 2009, diversas fontes da imprensa brasileira noticiaram acusações de que o médico teria abusado sexualmente de diversas de suas clientes,[3] [4] apesar de negar as acusações.[5] O número de denúncias passa de 60 ex-pacientes,[6] vindas de três estados diferentes. Abdelmassih defendeu-se das acusações, dizendo estar sendo perseguido por clientes insatisfeitos e sofrendo uma armação de concorrentes.[7] . No dia 17 de agosto de 2009, o Juiz da 16ª Vara Criminal de São Paulo Bruno Paes Stranforini decretou a prisão de Abdelmassih.[8] Em 24 de dezembro do mesmo ano, após quatro meses de cadeia, Abdelmassih foi solto após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, ter concedido na véspera habeas corpus revogando a prisão preventiva do médico.[9]

O médico Roger Abdelmassih, que teve seu registro profissional cassado, foi condenado em 23 de novembro de 2010, a 278 anos de prisão pela juíza Kenarik Boujikian Felippe, da 16ª Vara Criminal de São Paulo. Ele foi acusado de 56 estupros de pacientes em sua clínica, localizada em uma área nobre da capital paulista. O advogado dele, José Luís de Oliveira Lima, confirmou a decisão ao G1 e disse que irá recorrer. Foram três condenações por estupro, algumas por atentado violento ao pudor e houve absolvições.

Apesar de condenado, e não poder recorrer da decisão em liberdade inicialmente, Abdemassih conseguiu, por decisão do Ministro Gilmar Mendes, através de liminar concedida no habeas corpus impetrado no Supremo Tribunal Federal, o direito de recorrer em liberdade, logo após notícias de que o médico estaria buscando a renovação do seu passaporte, foi solicitada a prisão dele, pois acreditava-se que o mesmo pretendia fugir do país[10] , antes que pudesse ser capturado, ele fugiu no início de 2011, figurando na lista de criminosos procurados pela Interpol [11] como também na lista dos 25 criminosos mais procurados pela Polícia Cívil de São Paulo[12] . Supôs-se que o criminoso tenha inicialmente fugido pela fronteira do Paraguai, seguindo depois para o Uruguai, onde com passaporte falso, teria fugido para o Líbano, país com o qual o Brasil não tem tratado de extradição.[13] Recentemente, casou-se com a ex-procuradora da república Larissa Maria Sacco, com quem teve dois filhos gêmeos. Larissa pediu exoneração do cargo no Ministério Público Federal em 2011 e fugiu com o marido, 36 anos mais velho.

Prisão[editar | editar código-fonte]

Após mais de três anos foragido, Roger Abdelmassih foi preso pela Polícia Federal na tarde de terça-feira, 19 de agosto de 2014, às 13h25 (horário do Paraguai). A prisão ocorreu nas proximidades da escola onde deixaria seus filhos e a esposa Larissa. Roger estava vivendo em Assunção, capital do Paraguai, com a mulher e dois filhos gêmeos, de três anos, um menino e uma menina.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências