Roger Abdelmassih

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As informações apresentadas podem mudar a qualquer momento. Editado pela última vez em 29 de agosto de 2014.
Roger Abdelmassih
Nascimento 3 de outubro de 1943 (70 anos)
São João da Boa Vista, SP
Nacionalidade  brasileiro
Cônjuge Larissa Maria Sacco (ex-Procuradora da República)
Filho(s) Vicente Abdelmassih (ginecologista)
Soraya Abdelmassih (biomédica)1970 (43–44 anos)
Além de outro filho do primeiro casamento, teve gêmeos com Larissa Maria Sacco (nomes não identificados)[1]

Roger Abdelmassih (São João da Boa Vista-SP, 3 de outubro de 1943) é um ex-médico brasileiro, especialista em reprodução humana, sendo um dos pioneiros da fertilização in vitro no Brasil. Desde o início de 2009 tem sido acusado de abusar sexualmente de suas pacientes enquanto estavam sob efeitos de sedativos.[2] Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão por 52 estupros e quatro tentativas de abuso a 39 mulheres.

Biografia

Filho de libaneses, foi um profissional nacionalmente conhecido por ter tratado diversas personalidades brasileiras, como as esposas de Pelé, do ex-presidente Fernando Collor, do humorista Tom Cavalcanti, do senador Renan Calheiros etc. Um dos casos mais divulgados foram os filhos gêmeos do apresentador de televisão Gugu Liberato[3] .

Acusação de abuso sexual

Desde o início de 2009, diversas fontes da imprensa brasileira noticiaram acusações de que o médico teria abusado sexualmente de diversas de suas clientes,[4] [5] apesar de negar as acusações.[6] O número de denúncias passa de 60 ex-pacientes,[7] vindas de três estados diferentes. Abdelmassih defendeu-se das acusações, dizendo estar sendo perseguido por clientes insatisfeitos e sofrendo uma armação de concorrentes.[8] . No dia 17 de agosto de 2009, o Juiz da 16ª Vara Criminal de São Paulo Bruno Paes Stranforini decretou a prisão de Abdelmassih.[9] Em 24 de dezembro do mesmo ano, após quatro meses de cadeia, Abdelmassih foi solto após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, ter concedido na véspera habeas corpus revogando a prisão preventiva do médico.[10]

O médico Roger Abdelmassih, que teve seu registro profissional cassado em 20 de Maio de 2011, foi condenado em 23 de novembro de 2010, a 278 anos de prisão pela juíza Kenarik Boujikian Felippe, da 16ª Vara Criminal de São Paulo. Ele foi acusado de 56 estupros de pacientes em sua clínica, localizada em uma área nobre da capital paulista. O advogado dele, José Luís de Oliveira Lima, confirmou a decisão ao G1 e disse que irá recorrer. Foram três condenações por estupro, algumas por atentado violento ao pudor e houve absolvições.

Apesar de condenado, e não poder recorrer da decisão em liberdade inicialmente, Abdemassih conseguiu, por decisão do Ministro Gilmar Mendes, através de liminar concedida no habeas corpus impetrado no Supremo Tribunal Federal, o direito de recorrer em liberdade, logo após notícias de que o médico estaria buscando a renovação do seu passaporte, foi solicitada a prisão dele, pois acreditava-se que o mesmo pretendia fugir do país[11] , antes que pudesse ser capturado, ele fugiu no início de 2011, figurando na lista de criminosos procurados pela Interpol [12] como também na lista dos 25 criminosos mais procurados pela Polícia Cívil de São Paulo[13] . Supôs-se que o criminoso tenha inicialmente fugido pela fronteira do Paraguai, seguindo depois para o Uruguai, onde com passaporte falso, teria fugido para o Líbano, país com o qual o Brasil não tem tratado de extradição.[14] Recentemente, casou-se com a ex-procuradora da república Larissa Maria Sacco, com quem teve dois filhos gêmeos. Larissa pediu exoneração do cargo no Ministério Público Federal em 2011 e fugiu com o marido, 36 anos mais velho.

Prisão

Após mais de três anos procurado pela polícia brasileira, Roger Abdelmassih foi preso pela Polícia Federal na tarde de terça-feira, 19 de agosto de 2014, às 13h25 (horário do Paraguai). A prisão ocorreu nas proximidades da escola onde deixaria seus filhos e a esposa Larissa. Roger estava vivendo em Assunção, capital do Paraguai, com a mulher e dois filhos gêmeos, de três anos, um menino e uma menina, onde usava o nome Ricardo e vivia uma vida de luxos. No dia 20/08/2014 ele chegou ao Brasil, e foi direto para a Penitenciaria II de Tremembé. [15] [16]

A defesa de Roger composta pelo ex-ministro Marcio Thomaz Bastos não quiseram comentar a prisão dele em 18 de agosto. Em nota assinada por Márcio Thomaz Bastos e José Luis Oliveira Lima, a defesa afirma que ainda aguarda o resultado de recurso ao Tribunal de Justiça de São Paulo contra a condenação em primeira instância. Mesmo com a fuga, os advogados também podem recorrer aos tribunais superiores em Brasília. Esses recursos não têm prazo para se esgotar, mas tramitam mais rapidamente quando o réu está preso. A Promotoria paulista também recorreu dessa decisão para aumentar a pena, que soma 278 anos de prisão. Apesar de a condenação beirar três séculos, a legislação brasileira impede prisões por mais de 30 anos.[17]

Ligações externas

Referências