Roger De Coster

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De Coster durante corrida em 1977.

Roger De Coster (Uccle, 28 de agosto de 1944) é um ex-motociclista belga.

Recordista de vitórias no mundial das 500cc com 36,[1] na infância, seu sonho era se tornar um ciclista profissional.[2] Quando andou pela primeira vez com uma moto de um amigo (uma trial de 50cc), sua paixão acabou mudando.[2] Pouco tempo depois, usando motos emprestadas por amigos, já estava competindo, sendo seu primeiro ano em 1961.[2] Já no ano seguinte, pilotando uma Flandria de 50cc, foi campeão belga de trial na categoria júnior.[2] [3] Ainda nesse ano também participaria da categoria máxima do fora de estrada belga, a Internationaux.[2] No ano seguinte, repete o título belga nas 50cc, mas desta vez na categoria principal.[2] [3] Novamente disputa o Internationaux, mas não obtendo grandes resultados.[2]

Correndo em 1964, na categoria júnior das 500cc, termina novamente como campeão belga.[2] [3] Também consegue nesse ano a medalha de ouro no International Six Days Trial.[2] [3] Nesse mesmo ano também estrearia no mundial, correndo na etapa da Bélgica, na categoria 250cc.[2]

Em 1965, consegue, após duas tentativas frustradas, o título da Internationaux.[2] [3] No campeonato belga, na categoria 250cc, no entanto, acaba não tendo a mesma sorte e termina com o vice-campeonato.[2]

1966 acabaria não sendo bom para De Coster. Durante uma corrida pelo campeonato, um menino atravessa a pista quando Roger estava passando e, para não atropelar o menino, desvia e cai violentamente. Mesmo assim, consegue retornar a corrida e, termina como o vencedor, deixando para trás seu maior rival, Joël Robert.[2] Porém, ao retornar para casa, sentindo muita dor, decide ir ao hospital, onde acaba sendo constatada uma grave lesão renal.[2] Por conta da lesão, foi cogitado até o seu afastamento definitivo das pistas, mas alguns meses depois De Coster já estava correndo novamente.[2] E, de quebra, conseguiu retornar como piloto oficial da equipe ČZ.[2] No ano ainda termina como campeão belga nas 500cc, sétimo no campenato mundial das 250 cc e décimo segundo no mundial das 500cc.[2]

1967 acabou não sendo muito melhor, ficando apenas em quarto no campeonato belga das 500cc e, no campeonato mundial, disputando quase todas as etapadas das 250cc e 500cc, termina apenas, respectivamente, na décima nova e quinta posições.[2]1968 acabou sendo um pouco melhor, conquistando sua primeira vitória no mundial, na etapa italiana.[3] Ao final do campeonato, termina na quinta posição novamente. Já no campeonato belga, termina com o vice-campeonato. Ambas participações ocorerram nas 500cc.[2] No ano seguinte, correndo novamente com Joël Robert, ganharia a torcida belga durante o GP da Bélgica pelo campeonato mundial, na categoria 250cc. Após vencer a primeira bateria com certa facilidade, caiu na segunda e após chegar a ficar em vigésimo quarto, termina a segunda bateria em segundo, garantindo a etapa. No entanto, termina o mundial pela terceira vez seguida na quinta posição.[2] Conquista nesse ano, integrando a equipe belga, o Troféu das Nações.[2]

No mundial de 1970, a ČZ inscreve De Coster apenas na categoria 250cc, onde termina na terceira posição.[2] Ao final do campeonato, troca de equipe, passando a integrar a Suzuki,[3] que fora a grande equipe no mundial, tendo o piloto campeão (Joël Robert) e o vice-campeão (Sylvain Geboers).[2] Então, enfim, após cinco vitórias, consegue se tornar campeão mundial na categoria 500cc do mundial pela primeira vez na carreira, assim como a Suzuki.[2] [3] 1972 seria ainda melhor, conquistando o bicampeonato com seis vitórias, o título do Troféu das Nações integrando a equipe belga novamente, e, mais uma vez, o campeonato belga das 500cc.[2] [3]

Em 1973, repete a dose, vencendo os títulos novamente.[2] [3] Em 1974, no entanto, o título ficaria com o finlandês Heikki Mikkola,[4] e De Coster apenas com o vice-campeonato. No entanto, conquista nas categorias 250cc e 500cc o Trans-AMA nos Estados Unidos (título no qual, venceria nos três anos seguintes também).[2] [3] Em 1975 retoma o título de campeão mundial nas 500cc.[2] [4] No ano seguinte, consegue todos os títulos que disputa (mundial, Troféu das Nações, campeonato belga e Trans-AMA, sendo todos nas 500cc).[2] [3] Esse último ano, no entanto, acabaria sendo o último que conquistaria o mundial. Após terminar com o vice-campeonato em 1977 (que ficou novamente com Heikki Mikkola),[4] ficaria em terceiro em 1978 (mais uma vez com Heikki Mikkola)[4] e, decepcionando, apenas na sexta posição em 1979.[2] Em 1980 ainda tentou retomar o título mundial, correndo pela Honda,[3] mas sem sucesso (o título acabaria com seu conterrâneo e companheiro de equipe, André Malherbe).[2] [3] [4] Esse acabaria sendo sua última disputa. Conseguiria ainda, como "último brinde na carreira", o campeonato belga no ano do vice-campeonato, e o Troféu das Nações no ano que terminou em terceiro.

Após se aposentar da carreira profissional, continuou na Honda, trabalhando como diretor esportivo e engenheiro de desenvolvimento das motocicletas de cross e trial, onde permaneceu até 1992, quando teve uma breve passagem como jornalista.[2] Em 1994, assumiria como manager de toda a equipe oficial de motocross da Suzuki,[2] permanecendo até 2011, quando passa a trabalhar na KTM.[5]

Como forma de homanegem, foi introduzido em 1994 ao Hall da Fama do Motociclismo dos Estados Unidos e,[3] [6] em 1999 da Federação Internacional de Motociclismo.[3]

Referências

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