Roger Scruton

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Roger Scruton (Fotografado por Phil Helme)

Roger Vernon Scruton (Buslingthorpe, Lincolnshire, 27 de fevereiro de 1944) é um filósofo e escritor inglês cuja especialidade é a Estética. Scruton é uma das figuras mais marcantes do conservadorismo Britânico do séc. XX.

Scruton já escreveu mais de trinta livros, incluindo Art and Imagination (1974), The Meaning of Conservatism[1] (1980), Sexual Desire (1986), The Aesthetics of Music (1997), A Political Philosophy: Arguments for Conservatism (2006), Beauty ([2] 2009), Our Church (2012), How to be a Conservative[3] (2014), The Palgrave Macmillan Dictionary of Political Thought[4] e How to Think Seriously About the Planet: The Case for an Environmental Conservatism (2012). Scruton também já escreveu livros didácticos sobre filosofia e cultura, dois romances, e compôs duas óperas.

Biografia[editar | editar código-fonte]

The Meaning of Conservatism(1980) é consensualmente considerada a sua Magnum Opus. Esta obra foi particularmente marcante para a filosofia e realidade política da segunda metade do séc. XX (o pós-guerra; experiências socialistas europeias; guerra-fria). Nesta obra doutrinaria Scruton trata, não só, a realidade política do séc. XX, com ênfase na realidade britânica, focando o Thatcherismo, que foi o nomenclatura adoptada para a política praticada por Margaret Thatcher, que toma o governo do Reino Unido em 1979 e abandona o mesmo em 1990 como o titular do cargo de maior duração do séc. XX. Este facto consagrava o sucesso que teve como primeira-ministra (tendo conduzido o Reinu Unido à prosperidade após um longo período de pobreza e perca de riqueza extrema) e também como figura mundial. Scruton trata na sua obra a realidade do partido conservador Britânico. e da política feita no, e pelo, Reino Unido na segunda metade do séc XX. Scruton critica de uma forma distintamente formal e lógica (característica de Scruton) o governo da Baronessa Thatcher. Foi uma critica particularmente polémica devido à popularidade (e impopularidade) da Dama de Ferro, sendo uma líder efectivamente polar, na opinião do povo britânico. A polémica também é decorrente de Scruton ser considerado, desde relativamente cedo, no seu plano filosófico, como uma das figuras de fundo da Tory (partido conservador Britânico), e uma das (se não a) grandes figuras do conservadorismo moderno. Esta crítica seria no futuro retirada, no entanto Scruton mantém-se como uma das figuras base do conservadorismo britânico moderno, e uma figura de consulta por parte da Tory e pelo plano político Britânico na integra. Scruton continua periodica e esporadicamente a dar pareceres públicos quanto à realidade socio-política Britânica.

Educação e Carreira[editar | editar código-fonte]

Scruton foi educado no  Royal Grammar School High Wycombe (1954-1961), do qual foi expulso, pouco tempo antes de ser aceite, como bolseiro, na Universidade de Cambridge. Licenciou-se em "Ciências Morais (filosofia)" em 1965. Tornou-se Mestre de Artes pela faculdade de Cambridge Jesus College em 1967. E ainda se tornou Doutor em Cambridge pela sua tese que tinha por tema a Estética. Scruton foi palestrante e professor de estética no Birkbeck College, Londres, de 1971 a 1992. Desde 1992 ele divide seu tempo entre a Universidade de Boston, o American Enterprise Institute em Washington, D.C., e a Universidade de St Andrews.[5] Em 1982, ele ajudou a fundar oThe Salisbury Review, um jornal de política conservadora, que ele editou por 18 anos, tendo fundado também o Claridge Press em 1987. Scruton faz parte do conselho editorial do British Journal of Aesthetics,[6] e é um membro sênior do Ethics and Public Policy Center.[7]

Além de sua carreira como filósofo e escritor, durante a Guerra Fria Scruton esteve envolvido com o estabelecimento de universidades e redes acadêmicas clandestinas na Europa Central — a qual então permanecia sob controle da União Soviética [8] — e, por seus esforços nessa área, recebeu vários prêmios.

Referências

  1. The Meaning of Conservatism.
  2. Beauty.
  3. How to be a Conservative.
  4. The Palgrave Macmillan Dictionary of Political Thought: Roger Scruton palgrave.com (2007-02-07). Visitado em 2012-12-31.
  5. "About", roger-scruton.com.
  6. "Roger Scruton", American Enterprise Institute for Public Policy Research.
  7. Roger Scruton Joins EPPC eppc.org (January 9, 2013). Visitado em 2013-01-10.
  8. Day, Barbara. The Velvet Philosophers. The Claridge Press, 1999, pp. 281–282