Rojão

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O rojão ou foguete, é um tipo de fogo de artifício categorizado como de "Classe C", ou seja, conta com estampido propiciado por uma quantidade de pólvora que varia entre 25 centigramas e 2,5 gramas, pondendo ainda apresentar vara ou flecha.[1]

De acordo com a mesma definição presente no regulamento R-105, os rojões não podem ser comprados por menores de 18 anos e sua queima depende de licença da autoridade competente, com hora e local previamente designados, nos casos de festa pública, em qualquer local, ou dentro do perímetro urbano.[2]

Perigosos[3] [4] e fontes de poluição sonora, tais fogos de artifício são por vezes utilizados como armas,[5] seja nas notórias guerras de rojões entre torcidas rivais,[6] seja através de disparos do alto de edifícios.[7]

Dados do Ministério da Saúde do Brasil de 2001, indicam que 471 crianças perderam suas vidas devido as queimaduras e, durante as festas juninas e comemorações de final de ano, o número de atendimentos a queimados costuma dobrar. Ainda assim, no Brasil, são bastante comuns em jogos de futebol e celebrações religiosas, como as festas em homenagem a Santo Antônio, no mês de junho.

Rojões e acidentes[editar | editar código-fonte]

Ainda que o uso de fogos de artifício seja responsável por inúmeros acidentes todos os anos, como no caso do raio-x desta mão perdida por um deles, celebrações esportivas e religiosas ainda os utilizam como forma de mostrar à comunidade sua exaltação.

Freqüentemente os rojões são causadores de inúmeros tipos de acidentes, que vão desde ferimentos nas pessoas ao redor da linha dos rojões[8] até mesmo rojões que atingem a linha de distribuição de energia, deixando os moradores das adjacências sem luz.[9] No caso da cidades paulista de Vinhedo, o prefeito Milton Álvaro Serafim, bem como seu partido, o PSDB, foram condenados a pagar indenização por danos morais e materiais a um jovem que perdeu a mão esquerda devido a um rojão soltado durante uma carreata do partido quando das eleições municipais de 1996.[10]

Rojões e animais[editar | editar código-fonte]

Cães e gatos são especialmente sensíveis ao barulho gerado pelos rojões.

Devido à audição mais sensível que a humana, o barulho produzido pelos rojões pode se tornar bastante incômodo para diversos animais, em especial cães e gatos.[11] Eventos como viradas de ano e copas do mundo tornam-se traumáticos para os animais, fazendo com que muitos acabem fugindo de casa e se perdendo[12] ou até mesmo ferindo-se ou enforcam-se na própria coleira.[13] Recomenda-se cobrir as gaiolas de pássaros, acomodar os animais dentro de casa e fechar portas e janelas para evitar fugas e acidentes. No município brasileiro de Braço do Norte, no estado de Santa Catarina, uma vaca que estava prenhe assustou-se com os rojões disparados por uma igreja, vindo a abortar dois dias depois devido ao susto e morrendo mesmo depois de receber tratamento.[14] Em casos onde a legislação ambiental é mais eficiente, até mesmo a filmagem de uma superprodução cinematográfica como O Labirinto do Fauno não pôde se utilizar de pólvora nas réplicas das armas, uma vez que o estampido poderia incomodar os pássaros, obrigando a equipe a inserir o efeito luminoso e sonoro na pós-produção.[15] Acredita-se ainda que fogos de artifício possam ser responsáveis pela morte de enormes grupos de aves.[16]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]