Roménia

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România
Roménia / Romênia
Bandeira da Roménia
Brasão de armas da Roménia
Bandeira Brasão de armas
Lema: Nihil Sine Deo
Em latim: Nada Sem Deus
Hino nacional: Deşteaptă-te, Române!
Gentílico: Romeno(a)

Localização da

Localização da Roménia (em vermelho)
No continente europeu (em cinza)
Na União Europeia (em branco)
Capital Bucareste
44° 25' N 26° 6' E
Cidade mais populosa Bucareste
Língua oficial Romeno
Governo República semipresidencialista
 - Presidente Traian Băsescu
 - Primeiro-ministro Victor Ponta
Formação  
 - Valáquia 1290 
 - Moldávia 1346 
 - Primeira unificação 1599 
 - Reunificação da Moldávia com a Valáquia 24 de Janeiro de 1859 
 - Independência oficialmente reconhecida 13 de Julho de 1878 
 - Unificação com a Transilvânia 1 de Dezembro de 1918 
Entrada na UE 1 de Janeiro de 2007
Área  
 - Total 238.391 km² (82.º)
 - Água (%) 3
 Fronteira Hungria, Ucrânia, Moldávia, Bulgária e Sérvia
População  
 - Estimativa de 2008 22.246.862 hab. (50.º)
 - Censo 2002 21.680.974 hab. 
 - Densidade 93 hab./km² (104.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2008
 - Total US$ : 187,9 bilhões USD (38.º)
 - Per capita US$ : 8.744 USD (58.º)
IDH (2012) 0,786 (56.º) – elevado[1]
Gini (2003) 31
Moeda Leu romeno (RON)
Fuso horário EET (UTC+2)
 - Verão (DST) EEST (UTC+3)
Cód. ISO ROU
Cód. Internet .ro
Cód. telef. +40
Website governamental gov.ro

Mapa da

Roménia (português europeu) ou Romênia (português brasileiro) (em romeno: România) é um país da Europa Oriental limitado a norte e a leste pela Ucrânia, a leste pela República da Moldávia e pelo mar Negro, a sul pela Bulgária e a oeste pela Sérvia e pela Hungria. Com 238.391 quilômetros quadrados, a Romênia é o nono maior país da União Europeia, e por área, e o sétimo maior país por população da União Europeia, com mais de 19 milhões de habitantes.[2] A sua capital, e também maior metrópole, é a cidade de Bucareste, a décima maior cidade da União Europeia, com cerca de dois milhões de pessoas.

Faz parte da União Europeia desde 1º de Janeiro de 2007. Também é membro da OTAN desde 29 de Março de 2004. Além disso, compõe a União Latina e a OSCE.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Roménia vem de Roma ou do Império Romano (Oriental) e enfatiza as origens do país como província do Império Romano. Na Antiguidade Tardia, o Império Romano era frequentemente chamado de Romania em latim. Alguns historiadores afirmam que o Império Bizantino medieval deveria ser chamado de Romania, mas esta ideia não foi aceite. O nome "Romania" também é usado para o grupo de terras europeias onde apareceram as línguas românicas.

História[editar | editar código-fonte]

A província romana de Dácia (em vermelho).
O Castelo de Bran foi construído em 1212 e tornou-se conhecido por ser o Castelo de Drácula após ter sido casa de Vlad III, o Empalador.
Território romeno no século XX: roxo indica o Reino Antigo antes de 1913, rosa indica as áreas da Roménia Maior que foram adquiridas durante a Primeira Guerra e assim permaneceram após a Segunda Guerra o laranja indica as áreas que aderiram Roménia após Primeira Guerra ou que foram anexados após a Segunda Guerra dos Balcãs, mas depois da Segunda Guerra Mundial foram perdidas. A pequena região de Herţa, em roxo delimitado, fazia parte do Reino Antigo antes de 1913, mas foi perdida após Segunda Guerra Mundial.

A confederação tribal dos Getas foi encontrada por Dario na sua campanha nos Balcãs em 531 a.C..Os dácios foram derrotados pelo Império Romano no governo do imperador Trajano em duas campanhas que se estenderam de 101 a 107, e o centro do reino dos dácios tornou-se a província romana da Dácia.

As campanhas góticas e cárpicas nos Balcãs durante 231 - 275 forçaram o Império Romano a reorganizar uma nova província romana da Dácia ao sul do Danúbio, fazendo com que a antiga Dácia se tornasse o reino dos Godos até o final do século IV, quando foi incluído no Império Huno. Os Gépidas e os Avaros governaram a Transilvânia até o século VIII, quando os Búlgaros incluíram a Roménia ao seu império até o ano 1000. Os Pechenegues, os Cumanos e os Uzes também são mencionados por crónicas históricas no território da Roménia até a fundação dos principados valáquios da Valáquia por Basarab, e da Moldávia por Dragos durante o século XIV.

Na Idade Média, os romenos viveram em três principados distintos: Valáquia, Moldávia e Transilvânia.

A Valáquia e a Moldávia encontraram-se sob a suserania do Império Otomano nos séculos XV e XVI, respectivamente, com autonomia interna e breves períodos de independência, com a Moldávia perdendo seu território oriental da Bessarábia para o Império Russo em 1812, seu território setentrional de Bucovina para o Império Austríaco em 1775 e seu território sudeste de Bugeac para o Império Otomano.

A Transilvânia caiu sob controle da Hungria no século XII (desde 1300, a Hungria e a Transilvânia tornaram-se possessões da Casa de Anjou, de Habsburgo, e do Sacro Império Romano-Germânico), tornando-se um principado sob a suserania do Império Otomano em 1526, após a Batalha de Mohács. No final do século XIX, o Império Austríaco (desde 1867, Áustria-Hungria) incluiu a Transilvânia nas suas fronteiras.

A Roménia moderna nasceu quando os principados da Moldávia e da Valáquia fundiram-se em 1859 e a sua independência foi ratificada pelos Grandes Poderes em 1877. Um Príncipe da Casa alemã de Hohenzollern-Sigmaringen recebeu a Coroa do Reino da Roménia, tornando-se Rei e chamava-se Carol I.

Após a Primeira Guerra Mundial (na qual a Roménia participou aliando-se às potências da Tríplice Entente), com a desintegração do Império Russo dos Romanov e do Império Austro-Húngaro dos Habsburgo, a Roménia viu a sua área de soberania duplicada com as aquisições da Transilvânia e da Bessarábia.

A Bessarábia, a Bucovina do Norte e a Bugeac foram incorporados pela União Soviética em 1940, compreendendo principalmente a actual República da Moldávia com a Bugeac e a Bucovina do Norte integradas na Ucrânia.

Após a Segunda Guerra Mundial, a Roménia tornou-se um estado comunista sob directo controlo económico e militar da U.R.S.S. até 1958. O governo ditatorial do presidente Nicolae Ceauşescu (1965-1989) foi derrubado com a Revolução Romena de 1989; muitos dos que derrubaram Ceausescu, na sua maioria sociais-democratas, integraram o governo eleito democraticamente até 1996, quando Emil Constantinescu foi eleito presidente por uma coligação de centro-direita. Em 2000, os social-democratas retornaram ao poder, com Ion Iliescu. As eleições de 13 de Dezembro de 2004 deram a vitória a Traian Băsescu, do liberal Partido Democrata através da coalizão de direita "Aliança da Justiça e Verdade".

Em 1 de Janeiro de 2007, a Roménia adere à União Europeia juntamente com a Bulgária.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Os Carpatos na Roménia são umas das maiores montanhas da Europa
A autostrada de Transfăgărășan é a mais complicada da Europa do este

Uma grande parte das fronteiras da Roménia com a Sérvia e a Bulgária seguem o curso do Danúbio. O Danúbio vai desaguar no mar Negro onde forma o Delta do Danúbio, juntamente com o rio Prut que serve de fronteira com a República da Moldávia. Os montes Cárpatos dominam a parte ocidental da Roménia, com picos de até 2.700 metros. O mais elevado, o Moldoveanu, atinge os 2.744 metros. As principais cidades são a capital, Bucareste, Braşov, Timişoara, Cluj-Napoca, Constanţa, Craiova, Iaşi, Brăila e Galaţi.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Evolução da demografia da Roménia (1961-2002).

Grupos étnicos (2002 est.):

Religiões (2002 est.):


Catedral Greco-Católica Romena da Transfiguração de Cluj

A língua oficial é o romeno, uma língua românica da subfamília itálica, da família dos idiomas indo-europeus.

As Minorias consideráveis de húngaros e descendentes alemães, principalmente na Transilvânia, também falam húngaro e alemão. Outros grupos étnicos incluem ciganos e nativos dos países vizinhos à Roménia.

A maioria dos romenos é membro da Igreja Ortodoxa Romena, que é uma das igrejas do Cristianismo Ortodoxo Oriental. O Catolicismo (tanto o católico romano como o católico romeno) e o Protestantismo também estão representados, principalmente nas áreas habitadas pela população mais próxima da influência ocidental. Em Dobruja, a região situada na costa do Mar Negro, há uma pequena minoria muçulmana (de etnia turca e tártara), uma remanescente do governo otomano e de migrações da Crimeia.

Sibiu é uma cidade alemã na Roménia, mais alemã do que romena.
Sibiu é uma cidade alemã na Roménia, mais alemã do que romena.


Política[editar | editar código-fonte]

A Roménia é uma república democrática. O poder legislativo do governo romeno consiste de duas câmaras, o Senat (Senado), que possui 137 membros (relativo a 2004), e a Camera Deputaţilor (Câmara dos Deputados), que possui 332 membros (relativo a 2004). Os membros de ambas as câmaras são escolhidos em eleições realizadas a cada quatro anos. O presidente, chefe do poder executivo, também é eleito pelo voto popular, a cada cinco anos (até 2004 eram de quatro em quatro anos). O presidente nomeia o primeiro-ministro, que dirige o governo, cujos membros são por sua vez nomeados por ele. O governo é sujeito a um voto parlamentar de aprovação.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Administrativamente a Roménia é dividida em 41 judeţe, ou distritos, e o município de Bucareste (Bucureşti, em romeno) - no qual está a capital.

Os distritos estão assim divididos (por ordem alfabética):

Mapa administrativo da Romênia
Transilvânia está em verde, Valáquia em azul, a região da Moldávia em vermelho e Dobruja em amarelo

Economia[editar | editar código-fonte]

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Após o colapso do Bloco Soviético em 1989-91, a Roménia foi deixada com uma base industrial obsoleta e um padrão de capacidade industrial totalmente inadequado às necessidades da população. Em Fevereiro de 1997, a Roménia iniciou um grande programa de reformas estruturais e estabilização macroeconómica. Mas as reformas não mostravam clareza. Os programas de reestruturação incluíam liquidar grandes indústrias de energia intensiva e reformas importantes nos sectores financeiro e agrícola. A economia atrasada e instável da Roménia tem-se transformado numa economia com estabilidade macroeconómica com alto crescimento e baixo desemprego. A Roménia alcançou um acordo com o FMI em Agosto para um empréstimo de US$ 547 milhões, mas a liberação da segunda parcela foi adiada em Outubro devido a exigências de empréstimo não-resolvidas do sector primário e diferenças sobre as despesas orçamentais. Bucareste evitou o não-pagamento das dívidas do meio do ano, mas teve que reduzir significantemente as reservas para tal; as reservas giravam em torno de 1,5 bilhão de dólares por ano em 1999.As prioridades do governo incluíam: obter um empréstimo renovado com o FMI, apertar as políticas fiscais, acelerar a privatização e reestruturar empresas não-lucrativas.


2002 e 2003 foram anos economicamente bem sucedidos, e actualmente o crescimento do PIB está previsto para ser de 4.5% ao ano. A economia cresceu 6,6% na primeira metade de 2004, e 7,0% (ano sobre ano) no segundo trimestre de 2004, marcando a maior taxa de crescimento na região. O salário bruto médio por mês na Roménia é de 1855, equivalendo a US$ 627 (maio de 2009).

O crescimento do PIB deve ficar por volta de 8% em 2004 e por volta de 6-7% em 2005. O desemprego na Roménia está nos 6,2% (2004), valor muito baixo se comparado a outros países europeus. A Roménia foi convidada pela União Europeia em dezembro de 1999 a iniciar as negociações de entrada. A sua adesão foi aprovada em 2005 junto com a Bulgária.

Igreja fortificada da Transilvânia

Apesar das nítidas melhorias, a Roménia ainda enfrenta vários problemas-chave: corrupção elevada em quase todos os níveis da sociedade, falta de transparência a respeito dos gastos públicos, falta de competitividade económica - especialmente no sector agrícola -, um certo grau de desemprego em áreas rurais e um ritmo lento de reformas no sector público da economia. A liberdade de imprensa geralmente é garantida, mas algumas pressões económicas e administrativas determinam que a mídia reflicta especialmente os aspectos positivos ou neutros da sociedade ao invés dos aspectos negativos ou críticas dirigidas ao governo. A Roménia recebeu em outubro de 2004 a muito desejada "economia de mercado funcional" pelos oficiais da UE, com algumas reservas - relacionadas especialmente aos aspectos mencionados acima.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Castelo de Huneadora

A população romena tem o costume de frequentar feiras. Essas feiras são geralmente artesanais. A Roménia é um país com um grande número de castelos, sendo alguns constituídos de madeira e muito bem conservados ao longo dos séculos. Esses castelos atraem muitos turistas durante todo o ano. O castelo mais visitado é o famoso Castelo de Bran onde, segundo a tradição, viveram o Conde Drácula e Elisabeth Bathory.

Feriados oficiais[editar | editar código-fonte]

Data Nome romeno Nome em português Notas
1 de Janeiro Anul nou Dia de Ano Novo
Abril/Maio Paştele Páscoa O feriado oficial é a Páscoa Ortodoxa. Embora as festas durem três dias, só o Domingo e Segunda-feira de Páscoa são feriados.
1 de Maio Ziua muncii Dia do Trabalhador Dia Internacional do Trabalhador
Primeiro domingo de Maio Sărbătoarea mamei Festa de mãe Lei Nr. 319 de 2010
Segundo domingo de Maio Sărbătoarea tatălui Festa de pai Lei Nr. 319 de 2010
Maio/Junho Rusaliile Pentecostes O feriado oficial é a Pentecostes: Domingo e Segunda-feira
15 de Agosto Adormirea Maicii Domnului Assunção de Maria O feriado oficial é a Assunção de Maria
1 de Dezembro Ziua naţională (Ziua unirii) Feriado Nacional (Dia da União) Celebra a união da Transilvânia com o Reino da Roménia, o acto fundador da Roménia moderna (1918)
25/26 de Dezembro Crăciunul Natal Tanto o dia de Natal como o dia seguinte são feriados.

Outras datas oficiais[editar | editar código-fonte]

Data Nome romeno Nome em português Notas
26 de Junho Ziua Tricolorului Dia da Bandeira
29 de Julho Ziua Imnului naţional Dia do Hino Nacional Data em que Deşteaptă-te, Române! foi pela primeira vez executado, em 1848 em Râmnicu Vâlcea
8 de Dezembro Ziua Constituţiei Dia da Constituição

Festas tradicionais[editar | editar código-fonte]

Data Nome Notas
1 de Março Mărţişorul Festival da Primavera

Referências

  1. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 – Ascensão do Sul: progresso humano num mundo diversificado (14 de março de 2013). Página visitada em 15 de março de 2013.
  2. Censo de 2011 da Romênia (PDF) (em romeno). Página visitada em 17 de outubro de 2012.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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