Roman à clef

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Roman à clef, ou roman a cle ([ro.mã a klè], expressão francesa cuja tradução aproximada é "romance com chave"), designa a forma narrativa na qual o autor trata de pessoas reais por meio de personagens fictícios. Em alguns casos, o autor recorre a anagramas ou pseudônimos para referir-se a sujeitos reais; noutros, vale-se de uma tabela que permite converter números ou iniciais em nomes (verdadeiros) correspondentes.

As razões que levam um autor a utilizar o roman à clef são:

  1. o caráter controverso do tema narrado;
  2. a necessidade de compartilhar, com algum nível de discrição, informações privilegiadas sobre bastidores, vida íntima ou escândalos de outrem, escapando de acusações de violação de privacidade ou difamação (razão que justifica a utilização de uma espécie de criptografia de identidades);
  3. o desejo de dar a certa história o desfecho que gostaria que ela tivesse tido;
  4. a oportunidade de retratar eventos ou experiências autobiográficas sem se expor.

Roman a clef é recurso narrativo utilizado também por outras formas artísticas, como o cinema (filme à clef).