Romeu Tuma Júnior

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Romeu Tuma Júnior
Romeu Tuma Júnior em 2010
Secretário Nacional de Justiça
Vida
Nascimento 13 de agosto de 1960 (54 anos)
São Paulo, SP
Dados pessoais
Partido PTC
Profissão Delegado de Polícia
linkWP:PPO#Brasil

Romeu Tuma Junior (São Paulo, 13 de agosto de 1960)[1] é um político brasileiro.

Policial[editar | editar código-fonte]

Descendente de sírios, Romeu Tuma Júnior iniciou a carreira policial aos 18 anos como investigador, em 1978. Foi Delegado de Polícia concursado da Polícia Civil do Estado de São Paulo, deputado estadual paulista e ocupou o cargo de Secretário Nacional de Justiça (2007-2010) durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidindo, à época, o Conselho Nacional de Combate à Pirataria.[2] [3] Filho do falecido político Romeu Tuma e irmão de delegados e políticos, Tuma Júnior aposentou-se do cargo de Delegado Classe Especial (topo da carreira) em 2013, com 35 anos de serviço.[4]

Político[editar | editar código-fonte]

Formado em Direito, foi deputado estadual entre os anos de 2003 e 2007. Ocupou o cargo de corregedor parlamentar e foi presidente das comissões de Segurança Pública e de Defesa dos Direitos do Consumidor na Assembléia Legislativa paulista.

Denúncias[editar | editar código-fonte]

Como denunciado[editar | editar código-fonte]

Diálogos interceptados pela Polícia Federal indicavam uma suposta articulação do Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, para burlar um concurso público. Irritado com a reprovação do namorado da filha para escrivão da Polícia Civil do Estado de São Paulo, fazia lobby em favor do "futuro genro", com o policial Paulo Guilherme ‘Guga’ Mello, seu braço direito no Ministério da Justiça.[5]

Investigações da PF indicavam que o gabinete de Tuma Júnior supostamente funcionava como "central de favores" para parentes, amigos e aliados do próprio Secretário Nacional de Justiça e também de seus assessores mais próximos. Segundo matéria do Estadão, "diálogos e documentos colhidos ao longo da investigação mostram que Tuma Júnior e assessores usaram a secretaria para, por exemplo, agilizar processos de naturalização de estrangeiros ilegais e obter na PF a emissão a jato de passaportes para atender pedidos que chegavam diariamente por telefone". Inquérito policial também apontou provável lobby do próprio Tuma Júnior para a aprovação de um pedido de indenização em favor do pai de um dos seus assessores.[6]

Outras gravações revelam que Romeu Tuma Júnior, então presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria do governo Lula, mantinha contatos com Li Kwok Kwen, o chinês apontado como controlador do contrabando de produtos piratas na região da Rua 25 de Março, na capital paulista, acusado em inquérito de chefiar a máfia chinesa no Estado. Li foi preso com mais 13 pessoas, sob acusação de comandar quadrilha especializada no contrabando de telefones celulares falsificados. Tuma Júnior demonstra ter negócios com Li já que dividiu um quarto de hotel e comprou vídeojogos.[7]

Resultado das investigações[editar | editar código-fonte]

Foi inocentado em diversos inquéritos de todas as acusações.[8]

Como denunciante[editar | editar código-fonte]

Tuma Júnior escreveu um livro (Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado - Editora Topbooks) em que denuncia o que ele considera como aparelhamento do governo pelo Partido dos Trabalhadores para cometer crimes, em especial pedidos heterodoxos feitos a ele quando Secretário no Ministério da Justiça, e que Luís Inácio Lula da Silva teria sido informante do governo militar. [9] .

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Tuma Júnior, Romeu. Assassinato de Reputações: Um Crime de Estado (em ). Primeira. ed. Brasil: [s.n.], 2013. 323 pp. 1 vols. vol. 1. 666. Visitado em 2 de julho de 2013.

Referências

  1. Romeu Tuma, "Eleições", O Estado de São Paulo, 2012, http://politica.estadao.com.br/eleicoes/candidatos/vereador-2012,sao-paulo,sp,romeu-tuma,25222, visitado em 2013 dez 10 
  2. "Empresa doou R$ 50 mil para Tuma Júnior", Folha de São Paulo, 27 de março de 2009, http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2703200907.htm, visitado em 2013 dez 11 
  3. "Tuma Júnior é exonerado do cargo de secretário nacional de Justiça", Folha de São Paulo, 14 de junho de 2010, http://www1.folha.uol.com.br/poder/750565-tuma-junior-e-exonerado-do-cargo-de-secretario-nacional-de-justica.shtml, visitado em 2013 dez 11 
  4. Azevedo, Reinaldo (10/12/2013 6 h 23), "Tuma Jr. nasceu em 1960, não em 1963, e já era policial em 1980", Veja (BR: Abril), http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/tuma-jr-nasceu-em-1960-nao-em-1963-e-ja-era-policial-em-1980-ano-em-que-lula-foi-preso-em-foto-ele-aparece-escoltando-o-petista-no-dops-ou-quanto-ao-denunciante-vamos-aos-fatos-so-aos-fatos/, visitado em 2013 dez 11 
  5. "PF mostra lobby de Tuma Jr. em favor de 'genro'", Estadão (SP, BR), 6 de maio de 2010, http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,pf-mostra-lobby-de-tuma-jr-em-favor-de-genro,547640,0.htm, visitado em 2013 dez 10 
  6. "PF vê gabinete como 'central de favores'", Estadão, 11 de maio de 2010, http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,pf-ve-gabinete-como-central-de-favores,549980,0.htm, visitado em 2013 dez 10 
  7. "O caso Tuma Júnior nas páginas do 'Estadão' e nas gravações da PF", Estadão, 10 de maio de 2010, http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,o-caso-tuma-junior-nas-paginas-do-estadao-e-nas-gravacoes-da-pf,549869,0.htm, visitado em 2013 dez 10 
  8. Azevedo, Reinaldo (10/12/2013 6 h 23), "Tuma Jr. nasceu em 1960, não em 1963, e já era policial em 1980, ano em que Lula foi preso; em foto, ele aparece escoltando o petista no Dops. Ou: Quanto ao denunciante, vamos aos fatos. Só aos fatos", Veja (BR: Abril), http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/tuma-jr-nasceu-em-1960-nao-em-1963-e-ja-era-policial-em-1980-ano-em-que-lula-foi-preso-em-foto-ele-aparece-escoltando-o-petista-no-dops-ou-quanto-ao-denunciante-vamos-aos-fatos-so-aos-fatos/, visitado em 2013 dez 10, "FATO UM – A Comissão de Ética Pública da Presidência da República concluiu que nada havia contra ele (veja documento); FATO DOIS – A sindicância feita pelo Ministério da Justiça concluiu que nada havia contra ele (veja documento); FATO TRÊS – Inquéritos da PF — houve mais de um pelo mesmo fato — foram arquivados sem resultar em indiciamento. E olhem que ele já era um maldito; FATO QUATRO – O Ministério Público nunca ofereceu denúncia sobre nada; FATO CINCO – Uma acusação de improbidade administrativa por conta de uma apreensão de dólares no aeroporto de Cumbica foi arquivada pelo Ministério Público por falta de evidência de que se tivesse cometido algum crime. Qual é o mea-culpa? Eu explico. Nem eu e, até onde sei, quase ninguém (e escrevo o “quase” para a hipótese de que alguém o tenha feito) noticiamos os FATOS — apenas fatos — que eram favoráveis a ele." 
  9. Azevedo, Reinaldo (7/12/2013 18 h 30), "O Livro-Bomba – Tuma Jr. revela os detalhes do estado policial petista. Partido usa o governo para divulgar dossiês apócrifos e perseguir adversários. Caso dos trens em SP estava na lista. Ele tem documentos e quer falar no Congresso. Mais: diz que Lula foi informante da ditadura, e o contato era seu pai, então chefe do Dops", Veja (BR), http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-livro-bomba-tuma-jr-revela-os-detalhes-do-estado-policial-petista-partido-usa-o-governo-para-divulgar-dossies-apocrifos-e-perseguir-adversarios-caso-dos-trenes-em-sp-estava-na-lista-el/, visitado em 2013 dez 10 .

Ver também[editar | editar código-fonte]