Rondônia
| Estado de Rondônia | |
| Hino: Hino de Rondônia | |
| Gentílico: rondoniense ou rondoniano(a) | |
| Localização | |
| - Região | Norte |
| - Estados limítrofes | Bolívia (S e O), Amazonas (N), Mato Grosso (L) e Acre (O). |
| - Mesorregiões | 2 |
| - Microrregiões | 8 |
| - Municípios | 52 |
| Capital | Porto Velho |
| Governo | 2011 a 2015 |
| - Governador(a) | Confúcio Moura (PMDB) |
| - Vice-governador(a) | Airton Gurgacz (PDT) |
| - Deputados federais | 8 |
| - Deputados estaduais | 24 |
| - Senadores | Acir Gurgacz (PDT) Ivo Cassol (PP) Valdir Raupp (PMDB) |
| Área | |
| - Total | 237 576,167 km² (13º) [1] |
| População | 2011 |
| - Estimativa | 1 576 423 hab. (23º) |
| - Densidade | 6,64 hab./km² (20º) |
| Economia | 2009[2] |
| - PIB | R$20.236.000 bilhões (21º) |
| - PIB per capita | R$13.456,00 (13º) |
| Indicadores | 2008[3] |
| - Esper. de vida | 71,5 anos (17º) |
| - Mort. infantil | 23,0‰ nasc. (13º) |
| - Analfabetismo | 9,2% (12º) |
| - IDH (2005) | 0,776 (14º) – médio[4] |
| Fuso horário | UTC-4 |
| Clima | Equatorial úmido Am |
| Cód. ISO 3166-2 | BR-RO |
| Site governamental | www.rondonia.ro.gov.br |
Rondônia é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado na região Norte e tem como limites os estados do Mato Grosso (a leste), Amazonas (ao norte), Acre (a oeste) e a República da Bolívia (a oeste e sul). O estado possuí 52 municípios e ocupa uma área de 237.576,167 quilômetros quadrados. Sua capital e maior município é Porto Velho. Outras cidades importantes são: Ariquemes, Cacoal, Guajará-Mirim, Espigão do Oeste, Jaru, Ji-Paraná, Rolim de Moura e Vilhena.
Com 1.576.423 habitantes (IBGE/2011), Rondônia é o 3º estado mais populoso e o mais denso da região Norte, sendo o 23º mais populoso do Brasil. A população rondoniense é uma das mais diversificadas do Brasil, composta de migrantes oriundos de todas as regiões do país, dentre os quais destacam-se os paranaenses, paulistas, mineiros, gaúchos, capixabas, baianos e matogrossenses (cuja presença é marcante nas cidades do interior do estado), além de cearenses, maranhenses, amazonenses e acreanos, que fixaram-se na capital, preservando-se ainda os fortes traços amazônicos da população nativa nas cidades banhadas por grandes rios, sobretudo em Porto Velho e Guajará-Mirim, as duas cidades mais antigas do estado.
Rondônia é o estado com a maior porcentagem de evangélicos do Brasil e também o 3º estado mais rico da região Norte, responsável por 12,4% do PIB da região. Apesar de ser um estado jovem (criado em 1982), possui o 3º maior Índice de Desenvolvimento Humano, o 2º maior PIB per capita, a 2ª menor taxa de mortalidade infantil, a 3ª menor taxa de analfabetismo entre todos os estados das regiões Norte e Nordeste do país e a 6ª maior teledensidade do Brasil. Em 2009, com um crescimento de 7,3%, o estado apresentou o maior crescimento do PIB entre todos os estados brasileiros. Rondônia também possui a 8ª melhor distribuição de renda e a 4ª menor incidência de pobreza de todo o Brasil, além do melhor desempenho na avaliação do PISA 2009, entre todos os estados das regiões norte e nordeste.
O relevo é suavemente ondulado; 94% do território encontra-se entre as altitudes de 100 e 600 metros. Madeira, Ji-Paraná, Guaporé e Mamoré são os rios principais. O clima é equatorial e a economia é baseada na pecuária e na agricultura (café, cacau, arroz, mandioca, milho) e no extrativismo da madeira, de minérios e da borracha.
Índice |
[editar] Etimologia
O antigo território do Guaporé, criado pelo decreto-lei nº 5.812, de 13 de setembro de 1943, chamou-se Rondônia desde 17 de fevereiro de 1956, em homenagem ao sertanista brasileiro Cândido Mariano da Silva Rondon (1865-1958), desbravador da região, Guaporé, rio entre o Brasil e a Bolívia, é, segundo o naturalista alemão von Martius (1794-1868), o tupi wa "campo" e poré "catarata", isto é, "cachoeira do campo, rio campestre". Como em muitos casos da geonímia, o nome Guaporé designou inicialmente o rio, passando em seguida a se referir à região.[5]
[editar] História
Os colonizadores portugueses começaram a percorrer o território do atual estado de Rondônia no século XVII. Mas somente no século seguinte, com a descoberta e a exploração de ouro em Goiás e Mato Grosso, aumentou o interesse pelas terras daquela região. Em 1776, a construção do Forte Príncipe da Beira, às margens do rio Guaporé, estimulou a implantação dos primeiros, núcleos coloniais, que só prosperaram no fim do século XIX, com a arrancada da exploração da borracha.[6]
O estabelecimento definitivo do antigo território do Acre, em 1903, deu impulso ao desenvolvimento da região, pois o Tratado de Petrópolis obriga o Brasil a construir a ferrovia Madeira-Mamoré. A rede telegráfica estabelecida pelo marechal Cândido Rondon foi outro importante fator que contribuiu para a integração do extremo oeste brasileiro. Em 1943 foi constituído o Território Federal de Guaporé, com capital em Porto Velho, com o desmembramento de parte de Mato Grosso e do Amazonas. A intenção era apoiar de maneira mais direta a ocupação e o desenvolvimento da área. Em 1956, o território passou a se chamar Rondônia.[6]
Até a década de 1960, a economia se resumia à extração de borracha e de castanha-do-pará. O crescimento acelerado só começou a ocorrer, de fato, a partir dos anos 1960 e 1970.[6] Os incentivos fiscais aos empreendimentos privados e os investimentos do governo federal, bem como os projetos de construção de rodovias e de implantação de núcleos de colonização, estimularam a migração, em grande parte originária do Centro-Sul.[7] Além disso, o acesso fácil à terra boa e barata atraiu empresários interessados em investir na agropecuária e na indústria madeireira Nessa época, a descoberta de ouro e cassiterita também contribuiu para o aumento populacional Entre as décadas de 1960 e 1980, o número de habitantes cresceu mais de sete vezes, passando de 70 mil para 500 mil. Rondônia foi elevada à condição de estado em 1981, mas a redução de investimentos, o esgotamento prematuro das melhores terras para a agropecuária e a devastação florestal dificultam seu desenvolvimento econômico e causam sérios problemas sociais e ambientais.[8]
Para conter o desflorestamento, foi criado, em 2001, na fronteira com a Bolívia, um corredor ecológico binacional. Com financiamento inicial do Banco Mundial, o corredor tem área de 23 milhões de hectares - quase o tamanho do estado de São Paulo. A medida objetiva preservar as sub-bacias hidrográficas da bacia Amazônica, além de ajudar a proteger espécies animais e vegetais endêmicas.[8]
[editar] Primeiros tempos
O desenvolvimento inicial de Rondônia não se deu por ação oficial. Rondônia povoou-se e integrou-se no país graças à iniciativa privada, como o Acre. O desbravamento das duas áreas, contíguas, no século XIX, é fruto do mesmo movimento de expansão, o último do ciclo de formação territorial do Brasil. De fronteiras fluidas, no limite com a Bolívia, a região fora visitada, a partir do século XVI por alguns poucos bandeirantes paulistas, vindos de Mato Grosso, e por padres missionários. A ocupação militar data do século XVIII, com a construção do forte do Príncipe da Beira, hoje tombado, em Guajará-Mirim. Deu início à colonização a presença tardia de seringueiros, levados pela febre da borracha.[9]
[editar] Estrada de Ferro Madeira-Mamoré
Seguiu-se a obra da ferrovia que o Brasil se obrigara a construir pelo Tratado de Petrópolis, de 17 de novembro de 1903, ligando Santo Antônio do Madeira a Vila Bela, na confluência do Beni-Mamoré. Com 366 km de extensão, a estrada de ferro Madeira-Mamoré custou entre 15 e 30 milhões de dólares (a oposição política falava, na época, em dormentes de ouro). Custou, igualmente, milhares de vidas. Vítimas de endemias locais, como a malária, mais de trinta mil operários foram hospitalizados em quatro anos. Muitos morreram. Entretanto, a estrada, que completava os rios nos trechos onde as corredeiras impedem a navegação, poucos serviços prestou desde sua inauguração em 1º de agosto de 1912. Atraiu alguns contingentes de imigrantes, bolivianos, espanhóis e gregos, na maior parte. Destinava-se, porém, principalmente, a escoar a produção boliviana da fronteira até o rio Amazonas e o oceano. Como a população fronteiriça é escassa e sua produção inexistente, a ferrovia, de conservação onerosa, manteve-se sempre deficitária. Muito embora constituísse a única ligação entre a bacia amazônica e a do Prata, seu tráfego nunca chegou a dez por cento da capacidade de transporte da linha. Incorporou-se em setembro de 1957 à Rede Ferroviária Nacional S.A., mas em setembro de 1966 foi entregue à diretoria de vias de transporte do Ministério do Exército, que se encarregaria de operá-la até sua substituição por uma estrada de rodagem. Desativada em 1972, a ferrovia Madeira-Mamoré voltou a funcionar em 1981, mas para fins turísticos apenas, num trecho de poucos quilômetros entre Porto Velho e Santo Antônio.[9]
[editar] Presença de Rondon
O prolongamento até o Amazonas e o Acre das linhas telegráficas estendidas em Mato Grosso pela comissão Gomes Carneiro levou à região, em 1906, o futuro marechal Cândido Mariano da Silva Rondon. Devem-se-lhe o reconhecimento de uma área pouco menor que a Grã-Bretanha e o telégrafo, que assegurou pela primeira vez a ligação da fronteira oeste com o resto do país.[9]
Ricos em borracha, cassiterita e produtos como pescado, castanha-do-pará, couros e peles silvestres, os municípios de Porto Velho e Guajará-Mirim foram desmembrados em 1943 dos estados do Amazonas e Mato Grosso e passaram a constituir uma nova unidade da federação, o Território Federal do Guaporé, com capital em Porto Velho, elevada a cidade em 1919. Em 1956, por decisão do Congresso Nacional o nome do território passou a ser Rondônia, em homenagem ao grande sertanista.[10]
[editar] Estado
No decorrer de 1979 tomou corpo o projeto de transformar Rondônia em estado, medida que se tornava cada vez mais necessária em vista do agravamento dos problemas do território, em sua maioria em consequência do grande afluxo de imigrantes. O primeiro passo nesse sentido foi a assinatura, em janeiro de 1980, de um convênio entre os ministérios do Interior e da Fazenda, pelo qual Rondônia passava a arrecadar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICM) e o Imposto Único sobre Minerais (IUM).[10]
Em dezembro de 1981 o Congresso aprovou o projeto ordinário do poder executivo pelo qual o território de Rondônia era elevado a estado da União. O governo do novo estado, o 23º da federação brasileira, instalou-se em 4 de janeiro de 1982, com a posse do coronel Jorge Teixeira de Oliveira, que já governava o território desde 15 de março de 1979.[10]
Em 31 de janeiro de 1983 instalou-se a Assembleia Constituinte de Rondônia, que redigiu a primeira carta do novo estado, promulgada em agosto. Em 1987, iniciou-se um litígio de terras com o Acre, na Ponta do Abunã, uma região de terras férteis e valiosas pedras de brita. O então governador de Rondônia, Jerônimo Santana, ameaçou acionar tropas da Polícia Militar para desalojar setenta soldados do Acre instalados na área. No início do ano seguinte, tropas do Exército foram enviadas ao local para garantir que o governo do Acre acatasse um parecer do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que deu ganho de causa a Rondônia, mas os choques continuariam até 1990.[10]
Por essa época, a imigração continuava a se fazer de forma intensa e descontrolada, o que acarretava problemas gravíssimos. Em 1988 estimou-se que já estavam devastados trinta por cento da área do novo estado, antes quase toda coberta por floresta. Para manter o equilíbrio ecológico, o governo estadual lançou uma política de preservação das matas, que se fez sentir com a queda do total de hectares desmatados de dois milhões, em 1985, para quarenta, em 1994.[10]
A década de 1990 foi marcada também pela intensificação do tráfico de drogas na fronteira com a Bolívia e a Colômbia e por acusações de que políticos de Rondônia estariam ligados a esquemas de corrupção em nível estadual e federal, além de envolvimento com o narcotráfico.[10]
Em 1991, o médico Osvaldo Piana Filho assumiu o governo do estado.[10] Piana acabara o primeiro turno da eleição, em 1990, em terceiro lugar e passara ao segundo turno devido ao assassínio do senador Olavo Pires.[11] Nesse mesmo ano dois deputados federais tiveram o mandato cassado: Jabes Rabelo, no primeiro caso de cassação de um mandato pela própria Câmara dos Deputados desde o caso Barreto Pinto, em 1948; e Nobel Moura. Em abril de 1994, a deputada federal Raquel Cândido também teve cassado seu mandato.[12]
[editar] Século XXI
Em 2007, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulga um possível aumento de desmatamento entre setembro de 2006 e setembro de 2007. O Ibama aponta como possíveis causas a expectativa para a construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira (com conclusões previstas para até 2012), e a transferência parcial do poder do Ibama de dar concessões a empresas para que comprem madeira e a vendam à Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam). Mas os dados divulgados pelo Inpe indicam para o período de agosto de 2006 a julho de 2007 uma queda da área desmatada de 2.049 para 1.611 quilômetros quadrados. A fiscalização federal e estadual e o Licenciamento Ambiental Rural são considerados os principais fatores para essa queda.[8]
Nas eleições de 2008, o prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), é reeleito, com 59,51% dos votos. Em novembro, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassa o mandato do governador Ivo Cassol (sem partido) e de seu vice, João Aparecido Cahulla (PPS), por suspeita de compra devotos nas eleições de 2006. Dias depois, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concede liminar que suspende a decisão do TRE. Em outubro de 2009, o Senado aprova a proposta de emenda - constitucional que transfere 15 mil servidores de Rondônia dos quadros estaduais para os federais. Em novembro, mais uma vez o TSE adia o julgamento de cassação do governador e de seu vice.[8]
[editar] Geografia
[editar] Relevo
Cerca de 66% da superfície do território se encontra entre 100 e 300m de altitude; trinta por cento, entre 300 e 800m; e quatro por cento, abaixo de 100m. Três unidades compõem o quadro morfológico: o planalto cristalino, o chapadão e a planície aluvial.[13]
O planalto cristalino ocupa a maior parte do estado. Seus terrenos ondulados, talhados em rochas cristalinas, constituem um prolongamento, para noroeste, da encosta setentrional do planalto central brasileiro. O chapadão, que se ergue sobre o planalto cristalino, tem uma topografia tabular cortada em terrenos sedimentares e alcança os mais elevados níveis altimétricos de Rondônia. Com forma alongada, atravessa o estado de sudeste para noroeste, com o nome, na extremidade noroeste, de serra ou chapada dos Parecis e serra dos Pacaás Novos. A planície aluvial forma uma estreita faixa de terras planas, sujeitas a inundação, que se desenvolvem ao longo do curso do rio Guaporé.[13]
[editar] Clima, hidrografia e vegetação
Predomina em Rondônia o clima tropical úmido com estação seca pouco marcada (Am de Köppen). A pluviosidade varia de 1.900mm, no sul, a 2.500mm, no norte. A temperatura mantém-se elevada durante todo o transcorrer do ano, com médias anuais superiores a 26°C.[13]
Todos os rios do estado pertencem à bacia do rio Madeira, afluente do Amazonas. O chapadão forma o divisor de águas entre os rios que correm diretamente para o Madeira, localizados na parte oriental do estado, e os da região ocidental, que correm para o Mamoré e o Guaporé.[13]
Cerca de setenta por cento da superfície de Rondônia é recoberta pela floresta pluvial amazônica. Os restantes trinta por cento correspondem a cerrados e cerradões que revestem a superfície tabular do chapadão. No entanto, causa preocupação o desmatamento, que se acelerou em meados da década de 1980, para a exploração de minérios.[13]
[editar] Ecologia
Com o objetivo de proteger a natureza e garantir a preservação ambiental de extensas áreas não habitadas, o Governo Federal passou a criar parques e reservas naturais na região Amazônica. O Parque Nacional de Pacaás Novos foi criado em 1979 e ocupa área de 765.000 hectares nos municípios de Porto Velho, Guajará-Mirim, Ariquemes e Ji-Paraná. Com extensa área de plateau coberta por espessa vegetação de cerrado, nele se encontra a Chapada dos Pacaás Novos, na região oeste do Estado.
Na fronteira com o Estado de Mato Grosso às margens do rio Ji-Paraná, encontra-se a Reserva Biológica Nacional do Jaru, com área de 268.150 hectares, também criada em 1979.
Na região sul do Estado encontra-se a Reserva Natural do Guaporé, que cobre uma área de 600.000 hectares. O acesso à região é feito por barco. Dentro da reserva, a três dias de viagem da cidade de Guajará-Mirim, podem ser visitadas as ruínas do Real Forte Príncipe da Beira, construído no século XVIII pelos colonizadores portugueses.
Existe ainda no Estado a Reserva Extrativista Rio Ouro Preto, que abrange área de 204.583 hectares, localizada nos municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré e a Reserva Ecológica Nacional Ouro Preto do Oeste, com área de 138 hectares, no Município de Ouro Preto do Oeste, região sudoeste do Estado.
[editar] Reserva Roosevelt
Na Reserva Roosevelt, formada por 2,7 mihões de hectares e de propriedade dos Indíos Cintas-Largas, localizada em Espigão do Oeste, habitam cerca de 1.200 indíos.
Um estudo inédito que mapeou as reservas minerais do Brasil, apontou que o garimpo do Roosevelt é de uma espécie raríssima. Elaborado pela Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais (CPRM), o levantamento apontou que o kimberlito tem 1,8 bilhão de anos e uma capacidade de produção de no mínimo um milhão de quilates por ano. Esse número subestimado coloca a Roosevelt, no mínimo, entre as cinco maiores minas de diamantes do mundo. A capacidade real somente poderá ser verificada com uma análise mais detalhada, o que ainda não foi feito, pois o garimpo está localizado em área indígena. Para especialistas, a sondagem poderá indicar a Roosevelt como a maior mina do planeta.[14]
[editar] Demografia
[editar] Principais cidades
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Cidades mais populosas de Rondônia (censo 2011 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)[15] |
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|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Porto Velho Ji-Paraná |
|||||||||||
| Posição | Cidade | Pop. | Posição | Cidade | Pop. | Ariquemes Cacoal |
|||||
| 1 | Porto Velho | 435,732 | 11 | Buritis | 32,898 | ||||||
| 2 | Ji-Paraná | 117,363 | 12 | Machadinho D'Oeste | 31,779 | ||||||
| 3 | Ariquemes | 91,570 | 13 | Espigão D'Oeste | 28,962 | ||||||
| 4 | Cacoal | 78,958 | 14 | Alta Floresta D'Oeste | 24,228 | ||||||
| 5 | Vilhena | 77,937 | 15 | Nova Mamoré | 23,142 | ||||||
| 6 | Jaru | 51,883 | 16 | Presidente Médici | 22,808 | ||||||
| 7 | Rolim de Moura | 50,899 | 17 | São Miguel do Guaporé | 21,878 | ||||||
| 8 | Guajará-Mirim | 41,933 | 18 | Candeias do Jamari | 20,291 | ||||||
| 9 | Ouro Preto do Oeste | 37,701 | 19 | Nova Brasilândia d'Oeste | 19,882 | ||||||
| 10 | Pimenta Bueno | 33,981 | 20 | Colorado do Oeste | 18,338 | ||||||
[editar] Pólos regionais
- Porto Velho: com uma população de 435.732 habitantes (IBGE/2011), é a maior cidade do estado, 3ª maior capital e quarta maior cidade da região Norte do Brasil. É também a 46ª maior cidade e 21ª maior capital do país. Desde outubro de 2008, a cidade conta com o maior shopping center do estado e o 5º maior da região Norte do Brasil, com 29.962 m².
- Ji-Paraná: com 117.363 habitantes (IBGE/2011), é a segunda cidade mais populosa de Rondônia, 16ª maior da região Norte do Brasil, e 227ª maior do Brasil. Detém o segundo maior PIB do estado.
- Ariquemes: com 91.570 habitantes (IBGE/2011), é a terceira cidade mais populosa do estado, a 28ª maior da Região Norte do Brasil e a 310ª mais populosa do Brasil. Ariquemes possui o 7º maior IDH e o 4º maior PIB do estado de Rondônia.
- Cacoal: com 78.958 habitantes (IBGE/2011), é a quarta maior cidade do estado, 33ª maior da Região Norte e a 366ª mais populosa do Brasil. Possui o quinto maior PIB entre os municípios rondonienses. É a cidade com o melhor índice de saneamento básico do estado de Rondônia.
- Vilhena: possui uma população de 77.937 habitantes (IBGE/2011), a quinta maior do estado, 34ª maior da Região Norte e 383ª maior do Brasil. Contudo, é a terceira área urbana mais populosa do estado e detém o terceiro maior PIB entre os municípios de Rondônia. Conhecida por seu clima relativamente agradável e pouco comum na região amazônica, a cidade ostentava em 2000 o melhor IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) do estado de Rondônia, sendo a única cidade interiorana da região Norte do Brasil a liderar esse índice em seu estado.
[editar] Urbanização
- Rondônia tem um índice de urbanização de 73,22%, ou seja, a população urbana do estado ultrapassa os 1 154 257 habitantes. A população rural do estado é de cerca de 422 166 habitantes.
[editar] Cidades mais urbanizadas
As cidade mais urbanizadas de Rondônia, são:
| # | Município | Índice de Urbanização |
|---|---|---|
| 1 | Vilhena | 94,78% |
| 2 | Porto Velho | 91,67% |
| 3 | Ji-Paraná | 89,93% |
| 4 | Pimenta Bueno | 86,98% |
| 5 | Cerejeiras | 84,67% |
| 6 | Guajará-Mirim | 84,51% |
| 7 | Rolim de Moura | 81,81% |
| 8 | Cacoal | 78,79% |
| 9 | Ariquemes | 77,04% |
| 10 | Ouro Preto do Oeste | 74,35% |
[editar] Religião
Ver página anexa: Anexo:Lista das cidades de Rondônia por religião Segundo os dados do CENSO 2000, a religião está dividida da seguinte maneira:
- Católicos: 61,6%
- Evangélicos: 29,8%
- Outras religiões: 1,8%
- Sem religião: 7,5%
O Estado é o que possui a maior taxa de evangélicos do Brasil.
[editar] Etnias
| Cor/Raça (IBGE 2006)[16] | Porcentagem |
|---|---|
| Pardos | 53,8% |
| Brancos | 36,8% |
| Negros | 7,3% |
| Amarelos ou indígenas | 2,2% |
Fonte: PNAD (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração).
[editar] Subdivisões
[editar] Municípios
-
Ver página anexa: Lista de municípios de Rondônia por população
-
Ver página anexa: Lista de municípios de Rondônia por IDH
-
Ver página anexa: Lista de municípios de Rondônia por PIB
-
Ver página anexa: Lista de municípios de Rondônia por PIB per capita
-
Ver página anexa: Lista dos municípios de Rondônia por área
[editar] Economia
A economia do estado de Rondônia tem como principais atividades a agricultura, a pecuária, a indústria alimentícia e o extrativismo vegetal e mineral. Em 2007, o Produto Interno Bruto (PIB) do estado era de aproximadamente R$ 15 bilhões, representando 11,2% do PIB da região Norte e 0,56% do PIB nacional. Já em 2009, o PIB do estado saltou para R$ 20,2 bilhões, representando 12,4% do PIB da região Norte e 0,62% do PIB nacional. O PIB Per capita do estado é de R$ 13.455,56.
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Fonte: IBGE
[editar] Municípios com os maiores PIB´s de Rondônia
| Maiores PIBs de Rondônia, por município | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Posição | Cidade | PIB (R$ 1.000) | Posição | Cidade | PIB (R$ 1.000) | ||||||
| 1 | Porto Velho | 4 319 683 | 11 | Buritis | 264 449 | ||||||
| 2 | Ji-Paraná | 1 121 152 | 12 | Espigão D'Oeste | 253 705 | ||||||
| 3 | Vilhena | 919 633 | 13 | Alta Floresta D'Oeste | 229 570 | ||||||
| 4 | Ariquemes | 867 476 | 14 | Machadinho D'Oeste | 223 493 | ||||||
| 5 | Cacoal | 818 448 | 15 | São Miguel do Guaporé | 192 951 | ||||||
| 6 | Jaru | 584 471 | 16 | Presidente Médici | 183 337 | ||||||
| 7 | Rolim de Moura | 506 270 | 17 | Candeias do Jamari | 174 344 | ||||||
| 8 | Guajará-Mirim | 397 378 | 18 | Nova Mamoré | 164 574 | ||||||
| 9 | Ouro Preto do Oeste | 334 192 | 19 | Colorado do Oeste | 159 176 | ||||||
| 10 | Pimenta Bueno | 332 446 | 20 | Cerejeiras | 157 307 | ||||||
| Fonte: IBGE, Produto Interno Bruto dos Municipios 2003-2007[17] | |||||||||||
[editar] Agricultura
A partir da década de 1970, o estado atraiu agricultores do centro-sul do país, estimulados pelos projetos de colonização e reforma agrária do governo federal e da disponibilidade de terras férteis e baratas. O desenvolvimento das atividades agrícolas trouxe uma série de problemas ambientais e conflitos fundiários. Por outro lado, transformou a área em uma das principais fronteiras agrícolas do país e uma das regiões mais prósperas e produtivas do Norte brasileiro. O estado destaca-se na produção de café (maior produtor da região Norte e 5º maior do Brasil), cacau (2º maior produtor da região Norte e 3º maior do Brasil), feijão (2º maior produtor da região Norte), milho (2º maior produtor da região Norte), soja (2º maior produtor da região Norte), arroz (3º maior produtor da região Norte) e mandioca (4º maior produtor da região Norte). Até mesmo a uva, fruta pouco comum em regiões com temperaturas elevadas, é produzida em Rondônia, mais precisamente no sul do estado (produção de 224 toneladas em 2007). Apesar do grande volume de produção e do território pequeno para os padrões da região (7 vezes menor que o Amazonas e 6 vezes menor que o Pará), Rondônia ainda possui mais de 60% de seu território totalmente preservado, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, tendo alcançado uma redução de 72% nos índices de desmatamento entre 2004 e 2008.
[editar] Pecuária
Atualmente, o estado possui um rebanho bovino de 11.709.614 de cabeças de gado (8.107.541 com finalidade de corte e 3.622.073 com finalidade leiteira)[18], sendo o 7º maior do país. Em 2008, Rondônia foi o 5º maior exportador de carne bovina do país, de acordo com dados da Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos), superando estados tradicionais, como Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Além da pecuária de corte, a pecuária leiteira também se destaca no estado, com uma produção total em 2007 de cerca de 708 milhões de litros de leite, sendo o maior produtor da região Norte e 7º maior produtor nacional.
Rondônia é líder em produtividade no setor agropecuário leiteiro nacional. De acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de 2009, o Estado é responsável pela produção anual de 747 milhões de litros de leite, o que resulta em uma média de 487 litros da bebida por habitante por ano, totalizando 1,4 milhão por ano.
[editar] Energia
Além de contar com a Usina Hidrelétrica de Samuel, localizada no município de Candeias do Jamari, construída nos anos 80 para atender à demanda energética dos estados de Rondônia e Acre, bem como diversas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), estão em construção atualmente, no Rio Madeira, as usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, que juntas terão uma capacidade instalada de 6.450 MW, cerca de metade da energia gerada pela Usina Hidrelétrica de Itaipu. As usinas são apontadas pelos especialistas da área como uma solução para os problemas de racionamento de energia do país. Apesar da polêmica criada em torno das obras por parte de ambientalistas e organizações não-governamentais, as usinas serão as primeiras da Amazônia a utilizar o sistema de turbinas tipo "bulbo", o que não requer grandes volumes de água, uma vez que as turbinas serão acionadas pela correnteza do rio e não pela queda d'água. Com isso, o coeficiente de eficiência energética das usinas será superior, por exemplo, ao de Itaipu, considerada um modelo para o setor.
[editar] Transportes
[editar] Rodovias
O estado de Rondônia possui 24 mil quilômetros de rodovias, dos quais só 7% estão asfaltadas. A BR-364, totalmente pavimentada no trecho rondoniense, corta o estado da divisa com o Mato Grosso até a divisa com o Acre. É a principal via de escoamento da produção de grãos (sobretudo a soja) do sul de Rondônia e oeste do Mato Grosso até a cidade de Porto Velho, onde está instalado o porto graneleiro. A BR-421 foi projetada para ligar as cidades de Ariquemes a Guajará-Mirim, entretanto apenas o trecho de Ariquemes até Campo Novo de Rondônia encontra-se concluído e transitável, todo ele pavimentado. A BR-425, também pavimentada, liga o distrito de Abunã, no município de Porto Velho, a Nova Mamoré e Guajará-Mirim, nas margens dos rios Madeira e Mamoré, respectivamente. A BR-429, parcialmente pavimentada, liga os municípios de Presidente Médici, Alvorada d'Oeste, São Miguel do Guaporé, Seringueiras, São Francisco do Guaporé a Costa Marques, nas margens do rio Guaporé.
[editar] Aeroportos
O Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira, em Porto Velho, é o mais importante do estado e recebe voos diários de Brasília, Belo Horizonte, Cuiabá, Manaus e Rio Branco, dos municípios do interior do estado de Rondônia como Ji-Paraná e Vilhena e do interior do Amazonas como Humaitá, Lábrea e Manicoré. Também conta com voos para Porto Alegre, com escalas em Curitiba, Campo Grande e Cuiabá, voos para São Paulo e Rio de Janeiro com escalas em Brasília e Fortaleza, com escala em Manaus e Belém, dentre outros destinos com menor fluxo de passageiros. O aeroporto tem capacidade de receber 920 mil passageiros por ano e opera com as principais companhias aéreas nacionais e regionais, tais como: Tam, Gol, Trip e Avianca. É o aeroporto mais movimentado do estado de Rondônia, o 3º da Região Norte, e um dos 30 mais movimentados do país.
No interior do estado, os dois principais aeroportos são o Aeroporto José Coleto, em Ji-Paraná, que conta com quatro voos diários, sendo dois pela empresa Trip e dois pela empresa Passaredo, e o Aeroporto Brigadeiro Camarão, em Vilhena, que é atendido pela empresa Trip.
[editar] Ferrovia
A única ferrovia do estado, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, ligava as cidades de Porto Velho e Guajará-Mirim. Foi construída em 1907 e concluída em 1912, para transportar a borracha oriunda da Bolívia e outros produtos, nas margens dos rios Madeira e Mamoré, em seu trecho repleto de cachoeiras e corredeiras. Foi desativada totalmente em 1972, com a construção das rodovias BR-364 e BR-425. Em 1981 foi reativado o trecho ligando a cidade de Porto Velho a cachoeira de Santo Antônio para fins turísticos. Em 2001, a ferrovia foi paralisada novamente, devido ao desmoronamento de um trecho.
Atualmente, estão em andamento dois projetos federais que beneficiarão o estado com ligações ferroviárias nacionais: a Ferronorte, com o propósito de ligar Porto Velho a Cuiabá (MT), interligando-se a FEPASA em Santa Fé do Sul (SP) e a partir desta atingindo o porto de Santos, e a FICO (Ferrovia de Integração do Centro-Oeste), ligando Vilhena a Uruaçu (GO).
[editar] Hidrovias
A Hidrovia do Madeira liga a capital Porto Velho até o rio Amazonas, na altura da cidade amazonense de Itacoatiara. Tem aproximadamente 1.450 km de extensão e sua largura varia entre 440 metros a 9.900 metros na foz, com profundidade também variável de acordo com as estações seca e chuvosa, chegando a mais de 13 metros, o que permite, no período de sua enchente, a navegação de navios, inclusive oceânicos, até Porto Velho. É utilizada principalmente para o escoamento da produção de soja do sul de Rondônia e oeste do Mato Grosso. Atualmente, são exportadas através da Hidrovia do Madeira cerca de 2,3 milhões de toneladas de soja por ano.
Além do rio Madeira, os rios Mamoré e Guaporé são os que oferecem melhores condições de navegabilidade.
[editar] Portos
O principal porto do estado é o de Porto Velho, que desde 1997 é administrado pela Sociedade de Portos e Hidrovias de Rondônia (SOPH), por delegação ao estado de Rondônia. Suas operações são realizadas por três terminais. Um para operações RO-RO, contendo duas rampas paralelas que se prolongam até um pátio pavimentado de estacionamento descoberto com 10.000 m², dispondo, ainda, de outro pátio, também pavimentado, e com mesma metragem. Por esse terminal (RO-RO), que serve para atracação de balsa, são carregadas em média 100 carretas por semana que transportam, na maioria, automóveis, brita e hortifrutigranjeiros para Manaus e várias partes do mundo.
O segundo terminal, chamado de Pátio das Gruas, possui três gruas que são responsáveis pelo carregamento, em média, de cinco balsas por semana. Por essas gruas passam diversos produtos como açúcar, tubulações e telhas que se destinam ao Amazonas e ao Pará. Esse terminal conta ainda com um pátio de 10.000 m² para movimentação de caminhões e cargas.
O terceiro terminal, dotado de um cais flutuante de 115 metros de comprimento, é ligado à margem por uma ponte metálica de 113,5 metros de vão. O cais possui cinco berços de acostagem, para a atracação de balsas que transportam, em sua maioria, soja, adubo, madeira, e containeres.
Pelo Porto de Porto Velho é embarcada boa parte das riquezas produzidas em Rondônia e nos estados vizinhos, assumindo um papel importante no escoamento da produção regional, tornando-se fundamental no desenvolvimento econômico do estado de Rondônia. Hoje, o porto encontra-se realizando operações de exportação através de sua área plenamente alfandegada. A estrutura conta com um armazém com capacidade de 720 m³ de área útil e pátio asfaltado cercado com alambrado, perfazendo área total de mais de 3.000 m².
[editar] Educação
De acordo com o PISA, a educação pública de Rondônia é a 10ª melhor do país, a frente do estado de São Paulo, mas atrás de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina, por exemplo. O estado está entre Goiás (nona melhor) e Paraíba (11ª melhor) na lista. No ENEM, Rondônia tem a 15ª maior nota na prova objetiva (empatado com a Bahia) e a 19ª maior nota na redação. A cidade que teve a maior média do ENEM em 2007 do Estado foi Vilhena, com nota 54,17. O melhor colégio público foi a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Tiradentes, localizada em Porto Velho, com nota 56,19. O melhor colégio particular foi o Centro de Educação Integrada Ltda, em Vilhena, com média 70,20.
O nível de alfabetização no estado melhorou muito na última década, de acordo com dados divulgados pelo IBGE. Em 2001, o estado era o 13º na lista de estados brasileiros pelo índice de pessoas com 15 anos ou mais alfabetizadas, com 8% de sua população analfabeta.[19] Em 2008, o estado permaneceu na mesma posição, mas agora apenas 9,7% dos indivíduos de 15 anos ou mais são analfabetos, o que representa uma queda de 3,3% em menos de oito anos. Entre os analfabetos funcionais, encontra-se 25% da população do estado nessa faixa etária.
[editar] Ensino Tecnológico
- IFRO, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia
Campus Porto Velho;
Campus Avançado de Porto Velho
Campus Ariquemes;
Campus Ji-Paraná;
Campus Avançado de Cacoal;
Campus Rolim de Moura (Criada em 1993, porém não foi implantada)
Campus Vilhena;
Campus Colorado do Oeste.
[editar] Ensino Superior
[editar] Pública
- UNIR, Universidade Federal de Rondônia
- Sede: Porto Velho;
- Campi Ariquemes;
- Campi Cacoal;
- Campi Guajará Mirim;
- Campi Ji-Paraná;
- Campi Presidente Médici;
- Campi Rolim de Moura;
- Campi Vilhena.
[editar] Particulares
- FSL, Faculdade São Lucas - Porto Velho;
- FARO, Faculdade de Rondônia - Porto Velho;
- FATEC, Faculdade de Ciências Administrativas e de Teologia - Porto Velho;
- FIMCA, Faculdades Integradas Aparício Carvalho - Porto Velho;
- FIP, Faculdade de Porto Velho - Porto Velho;
- UFC, Universidade Católica de Rondônia - Porto Velho;
- UNIRON, União das Escolas Superiores de Rondônia - Porto Velho;
- ILES/ULBRA, Instituto Luterano de Ensino Superior - Porto Velho;
- IMAm, Instituto Metodista da Amazônia - Porto Velho;
- FIAR, Faculdades Integradas de Ariquemes - Ariquemes;
- FAAR, Faculdades Associadas de Ariquemes - Ariquemes;
- FAEMA, Faculdades de Educação e Meio Ambiente - Ariquemes;
- CEULJI, Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná - Ji-Paraná;
- UNIJIPA, Faculdade Panamericana de Ji-Paraná - Ji-Paraná;
- FSP, Faculdade São Paulo - Rolim de Moura;
- FAROL, Faculdade de Roim de Moura - Rolim de Moura;
- FIOURO, Faculdade de Informática de Ouro Preto do Oeste - Ouro Preto do Oeste;
- UNICENTRO, Faculdade de Educação de Jaru - Jaru;
- FACIMED, Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal - Cacoal;
- UNESC, Faculdades Integradas de Cacoal - Cacoal;
- IESA, Instituto de Ensino Superior da Amazônia - Vilhena;
- AVEC, Associação Vilhenense de Educação e Cultura - Vilhena;
- FAEV/UNESC, Faculdade de Educação e Cultura de Vilhena - Vilhena.
- FAP, Faculdade de Pimenta Bueno - Pimenta Bueno;
[editar] IDEB
| Posição | Cidade | IDEB |
|---|---|---|
| 1 | Colorado do Oeste | 5,2 |
| 2 | Cerejeiras | 4,9 |
| 2 | Pimenta Bueno | 4,9 |
| 4 | Espigão do Oeste | 4,8 |
| Posição | Cidade | IDEB |
|---|---|---|
| 1 | Espigão do Oeste | 4,4 |
| 1 | Corumbiara | 4,4 |
| 3 | Presidente Medici | 4,2 |
| 3 | Santa Luzia d'Oeste | 4,2 |
De acordo com o IDEB, (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), para o ano de 2009, Rondônia obteve nota 4,3 nos anos íniciais do ensino fundamental, sendo o 4º colodado entre todos os estados das regiões norte e nordeste do Brasil. Nos anos finais do ensino fundamental, Rondônia obteve nota 3,5. No ensino médio, o estado conquistou a melhor nota (3,7) entre todos os estados das regiões norte e nordeste.
[editar] Cultura
O Estado é um mosaico de diversas culturas, tal modo que ainda nenhum traço cultural prevalece sobre o outro, devido ao grande número de migrantes, oriundos principalmente de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Espírito Santo, além de outros países, como Bolívia, Líbano, Barbados e Japão.
A diversidade cultural de Rondônia é facilmente percebida através de seu calendário de festas, em que destaca-se o bloco carnavalesco Banda do Vai Quem Quer, fundada no ano de 1981 por Manoel Mendoça, o Manelão, e que reúne mais de 100 mil pessoas nas ruas da capital de Rondônia durante os festejos de Carnaval. [20]
Outra festa de grande importância é o Arraial Flor do Maracujá, realizado a mais de 30 anos na cidade de Porto Velho durante as festas juninas e que representa a força da cultura nordestina na Capital do Estado, sendo também o segundo maior arraial do Brasil. [21]
Também durante as festas juninas, destaca-se o Festival Folclórico de Guajará-Mirim, em que as grandes atrações são as apresentações dos bois-bumbás, expressão da cultura amazônida na região, e para marcar a imensa força da cultura agropecuária oriunda das regiões sul e sudeste do Brasil há a realização de diversas festas de rodeio e exposições agropecuárias na maioria dos municípios do Estado, destacando-se a Expojipa, em Ji-Paraná e a Expovel, em Porto Velho. [22] [23] [24]
Representando uma tradição iniciada dentro do próprio Estado de Rondônia, na cidade de Alto Paraíso é realizada todos os anos a Corrida Nacional de Jericos Motorizados, conhecida como Festa do Jerico, que consiste em uma corrida de automóveis chamados Jericos, cuja engenharia foi concebida por mecânicos locais para adaptar-se ao trabalho no campo e às maltratadas estradas de terra que existiam nos primórdios do Estado de Rondônia e que especialmente no inverno ficavam praticamente intrafegáveis, sendo superadas apenas pela força e versatilidade dos jericos feitos com engenharia amadora local, juntando peças dos mais diversos tipos de carro.
Já na literatura, destaca-se a obra do poeta Augusto Branco, autor de grande popularidade na internet e cujos livros são publicados no Brasil e na Europa; e no Teatro ganhou notoriedade a encenação da peça Bizarrus, dirigida por Marcelo Felice, e encenada por presidiários e ex-presidiários do Estado, que constroem o enredo da peça a partir de suas próprias experiências pessoais, num trabalho que é referência nacional em reabilitação social. [25]
Na culinária, são bastante consumidos os peixes amazônicos, o pão-de-queijo e a farinha mineira, a polenta paranaense, o churrasco gaúcho. Do Rio Grande do Sul também veio o chimarrão.
Quanto ao vocabulário, as influências também são diversas: em algumas cidades é bastante comum o uso do "guri" gaúcho, e em outras o "piá" paranaense. Na zona rural, entre os mais velhos, é bem usado o "tchê" tipicamente gaúcho. Nas cidades, entre os jovens, até poucos anos era usado o "piseiro", gíria local com o sentido de festa, bagunça. Ainda hoje, os jovens usam o termo local "pocar", que na maioria das vezes passou de pai para filho, e que pode ter dois sentidos: sair, ir embora ("amanhã eu vou pocar para o Amazonas") ou, quando dito "pocado", pode significar quebrado ("o carro já está todo pocado"). Esse uso é menos comum, e "pocar" não pode significar quebrar; apenas "pocado" é quebrado.
Outra palavra local é "data", no sentido de terreno. No dicionário, essa palavra tem como um dos seus vário significados "um terreno doado pelo Governo". Em Rondônia, no entanto, "data" se refere a todos os terrenos. Há também o "caçar", que quer dizer procurar ("eu estava caçando você ontem", "ele estava mesmo caçando encrenca").
[editar] Ver também
| A Wikipédia possui o portal: Portal de Rondônia {{{Portal2}}}
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|
- Turismo em Rondônia
- OBMEP - Rondônia
- Anexo:Lista de municípios de Rondônia por data de fundação
- Lista de aeroportos de Rondônia
- Lista de estádios de futebol de Rondônia
- Lista de governadores de Rondônia
- Lista de mesorregiões de Rondônia
- Lista de microrregiões de Rondônia
- Lista de municípios de Rondônia por população
- Lista de rios de Rondônia
- Universidades de Rondônia
- Assembleia Legislativa de Rondônia
- Anexo:Lista de estados do Brasil por incidência da pobreza
- Anexo:Lista de estados do Brasil por índice de Gini
- Anexo:Lista de estados do Brasil por nota do Pisa de 2009
Referências
- ↑ IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 22 de julho 2010.
- ↑ Produto Interno Bruto de Rondônia. Gente de Opinião (23 de novembro de 2011). Página visitada em 27 de Novembro de 2011.
- ↑ Síntese dos Inidicadores Sociais 2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 22 de outubro de 2009.
- ↑ Ranking do IDH dos estados do Brasil em 2005. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (15 de setembro de 2008). Página visitada em 17 de setembro de 2008.
- ↑ "Rondônia: O nome". Enciclopédia Mirador Internacional volume 18. (1993). São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações. pp.10064.
- ↑ a b c CIVITA, Roberto. Almanaque Abril. São Paulo: Abril, 2010. p. 700.
- ↑ CIVITA, Roberto. Almanaque Abril. São Paulo: Abril, 2010. p. 700-701.
- ↑ a b c d CIVITA, Roberto. Almanaque Abril. São Paulo: Abril, 2010. p. 701.
- ↑ a b c "Rondônia: História". Nova Enciclopédia Barsa volume 12. (1998). São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações. pp.469.
- ↑ a b c d e f g "Rondônia: História". Nova Enciclopédia Barsa volume 12. (1998). São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações. pp.470.
- ↑ "Rondônia: História". Nova Enciclopédia Barsa volume 12. (1998). São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações. pp.470-471.
- ↑ "Rondônia: História". Nova Enciclopédia Barsa volume 12. (1998). São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações. pp.471.
- ↑ a b c d e "Rondônia: Geografia". Nova Enciclopédia Barsa volume 12. (1998). São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações. pp.474.
- ↑ Web Artigos. Reserva Roosevelt. Página visitada em 4 de maio de 2011.
- ↑ Censo Populacional 2011 (PDF). Censo Populacional 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 18 de stembro de 2011.
- ↑ [1]
- ↑ Produto Interno Bruto a preços correntes e Produto Interno Bruto per capita segundo as Grandes Regiões, Unidades da Federação e municípios - 2003-2007. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (16 de dezembro de 2009). Página visitada em 19 de julho de 2010.
- ↑ Segundo dados oficiais fornecidos pela Agência IDARON do estado, atualizados dia 13/06/2011.
- ↑ IBGE, Anúncio estatístico do Brasil 2001, p. 2-81 Citado em ADAS, Melhem e ADAS, Sergio. Panorama Geográfico do Brasil. 4 ed. São Paulo: Editora Moderna, 2004. p. 248.
- ↑ Rondônia Ao Vivo. Banda do Vai Quem Quer reúne a imprensa pelo 31º ano. Rondônia Ao Vivo. Página visitada em 18 de dezembro de 2011.
- ↑ Rondônia Ao Vivo. Agenda Cultural destaca abertura do Arraial Flor do Maracujá. Rondônia Ao Vivo. Página visitada em 18 de dezembro de 2011.
- ↑ Jaru Web. Malhadinho é campeão do 17º Festival Folclórico de Guajará-Mirim. Jaru Web. Página visitada em 18 de dezembro de 2011.
- ↑ Fatos e Notícias. Notícias sobre Expojipa. Fatos e Notícias. Página visitada em 18 de dezembro de 2011.
- ↑ Rondônia Ao Vivo. Cavalgada da Expovel 2011 leva maior comitiva do país às ruas. Rondônia Ao Vivo. Página visitada em 18 de dezembro de 2011.
- ↑ Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal. Projeto teatral "Bizarrus", de Rondônia, é modelo em processo de reabilitação de presos. Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal. Página visitada em 18 de dezembro de 2011.