Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar

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1º Batalhão de Polícia de Choque
BrasãoROTA.png
Brasão da ROTA
País  Brasil
Estado  São Paulo
Corporação Polícia Militar do Estado de São Paulo
Subordinação Comando Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo[1]
Missão Patrulhamento Ostensivo Motorizado
Denominação Igor MLK
Sigla ROTA
Criação 1º de dezembro de 1891 (122 anos)[2]
Aniversários 15 de outubro
Patrono Rafael Tobias de Aguiar
Lema Dignidade Acima de Tudo
Cores cinza e preto
História
Guerras/batalhas Revolta da Armada
Campanha de Canudos
Levante do Forte de Copacabana
Revolução de 1932
Golpe Militar de 1964
Campanha do Vale do Rio Ribeira do Iguape
Insígnias
LOGO PMSP BrasaoPMESP.gif
Logo ROTA Logo da ROTA.svg
Comando
Tenente-coronel Walter Mendes Magalhães Junior
Sede
Sede São Paulo
Bairro Luz
Endereço Avenida Tiradentes, 440
Internet Página oficial
Mapa da área de atuação
Sao Paulo in Brazil.svg
Estado de São Paulo

Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, mais conhecidas pelo seu acrônimo ROTA, é uma modalidade de policiamento do 1º Batalhão de Policiamento de Choque - "Tobias de Aguiar" - e uma tropa reserva do Comando Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Em 1851 o batalhão, com antigo nome de "Batalhão de Caçadores", foi batizado com o nome de Tobias de Aguiar, ficando então "Batalhão de Caçadores Tobias de Aguiar".

O então Presidente da Província Rafael Tobias de Aguiar, antigo nome dado ao então governador, ficou conhecido como o criador da policia militar.

Com uma média de 120 viaturas e um efetivo de 860 homens.

Constitui-se numa força tática da Polícia Militar, que visa possibilitar flexibilidade e capacidade de reação com o uso do policiamento motorizado. Utilizada na necessidade do controle de distúrbios civis através do agrupamento de viaturas, conforme o caso, Grupo de combate, Pelotão, Companhia ou Batalhão de Choque.

A história do Batalhão é defender as Instituições Republicanas. Após diversas denominações, passou a ostentar seu nome atual em 15 de dezembro de 1975.

Desde sua criação, o Batalhão teve seu efetivo presente em conflitos marcantes na história do Brasil, podendo ser citados:

O Quartel[editar | editar código-fonte]

O Batalhão Tobias de Aguiar, começou a ser construído em 1888 e terminou sua construção em 1892, mas no dia 1 de dezembro 1891 o prédio foi ocupado por tropas da polícia. O Batalhão Tobias de Aguiar, foi o terceiro Quartel construído no então Corpo Policial Permanente. Projeto de autoria do notável arquiteto Ramos de Azevedo e inspirado na arquitetura militar francesa, de estilo surgido na Europa, na primeira metade do Século XIX, com o nome de “Estilo Pós-Napoleônico”. Teve como modelo um Quartel da Legião Estrangeira Francesa no Marrocos. Em seu subsolo há uma rede de túneis que faziam ligações com os quartéis vizinhos e com a estação ferroviária.

O material para sua construção veio de diversas partes do mundo: telhas da França, tijolos da Itália e pinho de Riga, na Letônia. Atualmente, o prédio é patrimônio histórico e está tombado pelo CONDEPHAAT. Além do túnel, há a chaminé, situada do lado externo, próximo ao prédio, que serviu de referencial, durante a Revolução de 1924, contando hoje com marcas de disparos de canhões em quatro pontos.

Brasão do 1º BPChq "Tobias de Aguiar"[editar | editar código-fonte]

Brasão das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), esquartelado em quatro partes: Abreu, Aguirre, Leme e Aguiar

Criação: Decreto Nº 20986 de 1º de Dezembro de 1951. Escudo: Bicudo, em estilo francês esquartelado. Seu Significado:

Abreu - (1.º Esquartelado Superior Esquerdo):

Em goles (vermelho), que simboliza a audácia, grandeza e espírito de luta, cinco asas de águia em santor que é o símbolo da rapidez nas expedições militares, em ouro que simboliza o esplendor, a soberania e a constância.

Aguirre - (2.º Esquartelado Superior Direito):

Em ouro com duas faixas diminuídas que simboliza o cinto do cavaleiro, abaixo destas, três flores-de-lis de goles (vermelho), na parte inferior, um escudo em fundo branco que é a simbologia da pureza e do ideal, uma águia em sable (negro) e a direita outras três faixas em sinople (verde) que é a simbologia da vitória, honra e civilidade.

Leme - (3.º Esquartelado Inferior Esquerdo):

Em ouro, cinco merletas em santor que simboliza a indicação dos inimigos vencidos em batalhas, em sable (negro) que é a simbologia da simplicidade, sabedoria, ciências e honestidade.

Aguiar - (4.º Esquartelado Inferior Direito):

Em ouro, uma águia de goles (vermelho) e membrana de negro, que é a simbologia do poder, da vitória e da prosperidade, o que identifica o apelido dos AGUIARES e do 1.º Batalhão de Choque "TOBIAS DE AGUIAR".

Advento do formato atual[editar | editar código-fonte]

O então chamado Primeiro Batalhão Policial Militar “Tobias De Aguiar” adquiriu o formato atual, pautado na mobilidade e eficácia, a partir de 1970 quando, no contexto da ditadura militar, participou da operação de desmantelamento de um centro de treinamento de guerrilha da VPR atuante no Vale do Ribeira.

Apesar de ter sido considerada bem-sucedida, os remanescentes do grupo conseguiram escapar, entre eles Carlos Lamarca e Yoshitane Fujimori, que continuaram a militância na capital de São Paulo e na Grande São Paulo; O grupo era acusado de terrorismo pelo regime militar. O Batalhão é reformulado visando o combate à guerrilha urbana. É instalada na sede do “Batalhão Tobias de Aguiar” a central de comunicações com a finalidade de apoiar as viaturas em serviço. As viaturas são equipadas com rádio transceptor para maior agilidade nas Operações da Polícia Militar com a Base Aguiar ou com as viaturas no policiamento; os policiais recebem a boina negra como marca característica. Sob o comando do Ten.-Cel.

Salvador D’Aquino o grupo passa a ter o papel de ronda bancária, patrulhamento urbano e tropa de choque para agir onde a polícia comum não tinha condições de fazê-lo. Em 15 de outubro de 1970, passa a denominar-se Rondas Ostensivas Tobias de AguiarROTA. Uma das primeiras vítimas da ROTA no combate a guerrilha urbana é o cabo PMESP Nelson Martinez Ponce, assassinado ao tentar salvar os passageiros de um onibus em Vila Brasilandia que estavam sendo retirados sob ameaça de armas dos guerrilheiros do MOLIPO em 01 de novembro 1971.[4]

Viaturas Empregadas na ROTA[editar | editar código-fonte]

Ficheiro:POLMIL ROTA.jpg
Hilux da ROTA.

Quando da criação da ROTA em 1970, as viaturas utilizadas eram pickups Chevrolet C-1504, caminhonetes sem capotas, que poderiam levar um efetivo de aproximadamente dez homens, sendo o motorista, o comandante de equipe e mais oito policiais que iam sentados na carroceria, em bancos de madeira.

Ainda em 1970, foram adquiridas viaturas Chevrolet C-14, quatro marchas, câmbio em cima (na coluna do volante), motor seis cilindros. Nos anos 80 as viaturas C-14 foram substituídas por Veraneios A-10, a álcool, câmbio baixo de quatro marchas e posteriormente cinco marchas, com motores de quatro ou seis cilindros.

Em 1988, chegaram as primeiras viaturas Chevrolet Veraneio Custom, A-10, que eram maiores e mais "quadradas".

Por volta de 1997 as viaturas veraneios passaram a ser substituídas por viaturas Blazer, motor seis cilindros; em 2005 foram substituídas por viaturas Blazer, motor quatro cilindros.

Em 15 de abril de 2011, pela primeira vez na história da ROTA as viaturas Chevrolet foram substituídas por viaturas Toyota Hilux SW4, motor de 6 cilindros 2.7 a gasolina.

Em 27 de Março de 2014, o Governo do Estado de São Paulo entrega novos modelos da Toyota Hilux SW4, substituindo algumas Blazer´s que ainda eram usadas para patrulhamentos, sendo assim aboliu-se todas as Blazer´s. Nesse mesmo mês a ROTA testa a nova Blazer 2014 da marca Chevrolet.

Armamento[editar | editar código-fonte]

Galeria de fotos[editar | editar código-fonte]

Suspeitas de ataques forjados[editar | editar código-fonte]

Em Agosto de 2010, foi amplamente divulgado na mídia que o quartel da ROTA teria sido alvo de ataque de criminosos que teriam atirado um coquetel molotov[5] .

Todavia, após investigação da polícia civil, essa hipótese foi posta em xeque. Um documento confidencial da inteligência da polícia diz que "possivelmente, o atentado contra a mencionada sede miliciana seria para tirar o foco de práticas ilícitas envolvendo integrantes da Rota e martirizar os envolvidos."[6] .

Comandantes do Quartel da Luz[editar | editar código-fonte]

1º Comandante: Coronel Manoel José Branco (1 de dezembro de 1891 a 8 de janeiro de 1892)
2º Comandante: Coronel João Teixeira Silva Braga (8 de janeiro de 1892 a 20 de março de 1897)
3º Comandante: Tenente Coronel Joaquim Elesbão dos Reis (19 de abril de 1897 a 1 de agosto de 1899)
4º Comandante: Tenente Coronel Epifânio Alves Pequeno (15 de agosto de 1899 a 25 de setembro de 1899)
5º Comandante: Major Antonio do Carmo Branco (25 de setembro de 1899 a 5 de outubro de 1904)
6º Comandante: Tenente Coronel Pedro Árbues Rodrigues Xavier (5 de outubro de 1904 a 21 de setembro de 1912)
7º Comandante: Tenente Coronel Pedro Dias de Campos (21 de setembro de 1912 a 2 de setembro de 1918)
8º Comandante: Tenente Coronel Pedro Francisco Ribeiro (2 de setembro de 1918 a 12 de novembro de 1920)
9º Comandante: Coronel Joviniano Brandão de Oliveira (12 de novembro de 1920 a 22 de maio de 1928)
10º Comandante: Tenente Coronel Joaquim Teixeira Silva Braga (8 de agosto de 1928 a 12 de novembro de 1930)
11º Comandante: Tenente Coronel José Teófilo Ramos (13 de novembro de 1930 a 23 de julho de 1932)
12º Comandante: Tenente Coronel Virgílio Ribeiro dos Santos (23 de julho de 1932 a 26 de abril de 1937)
13º Comandante: Tenente Coronel Julio Dino de Almeida (26 de julho de 1937 a 13 de outubro de 1944)
14º Comandante: Coronel Sebastião do Amaral (28 de outubro de 1944 a 27 de março de 1947)
15º Comandante: Coronel Djalma Ribeiro dos Santos (31 de maio de 1947 a 17 de novembro de 1948)
16º Comandante: Coronel João de Quadros (18 de fevereiro de 1949 a 22 de agosto de 1949)
17º Comandante: Coronel Demerval Mariano (28 de agosto de 1949 a 29 de setembro de 1949)
18º Comandante: Coronel Jaime Bueno de Camargo (29 de setembro de 1949 a 22 de agosto de 1950)
19º Comandante: Tenente Coronel José Lopes da Silva (22 de agosto de 1950 a 12 de dezembro de 1950)
20º Comandante: Tenente Coronel José Canavó Filho (12 de dezembro de 1950 a 11 de feveiro de 1954)
21º Comandante: Tenente Coronel Autílio Gomes de Oliveira (19 de fevereiro de 1954 a 31 de dezembro de 1954)
22º Comandante: Tenente Coronel Alfredo Guedes de Souza Figueira (1 de janeiro de 1955 a 18 de abril de 1956)
23º Comandante: Tenente Coronel João Alcindo (19 de abril de 1956 a 21 de novembro de 1956)
24º Comandante: Coronel Nabor Nogueira Santos (22 de novembro de 1956 a 29 de junho de 1957)
25º Comandante: Tenente Coronel Jayme dos Santos (16 de julho de 1957 a 24 de março de 1958)
26º Comandante: Tenente Coronel Paulo de Andrade Corrêa (24 de abril de 1958 a 31 de março de 1959)
27º Comandante: Tenente Coronel Brasilino Antunes Proença (7 de abril de 1959 a 11 de feveiro de 1960)
28º Comandante: Tenente Coronel Ubirajara Silveira (11 de fevereiro de 1960 a 23 de dezembro de 1963)
29º Comandante: Coronel Hélio de Lima Carvalho (20 de janeiro de 1964 a 29 de setembro de 1965)
30º Comandante: Tenente Coronel Amaro de Araújo Pereira (29 de setembro de 1965 a 23 de fevereiro de 1967)
31º Comandante: Coronel Altino Magno Fernandes (23 de fevereiro de 1967 a 11 de setembro de 1969)
32º Comandante: Coronel Theodoro Cabette (3 de outubro de 1969 a 11 de novembro de 1969)
33º Comandante: Tenente Coronel Salvador D'Aquino (12 de novembro de 1969 a 12 de janeiro de 1975)
34º Comandante: Tenente Coronel Dalterdimas Rigonatto (12 de janeiro de 1975 a 16 de janeiro de 1976)
35º Comandante: Tenente Coronel Silvio Camargo de Brito (30 de dezembro de 1976 a 30 de abril de 1977)
36º Comandante: Tenente Coronel Hermógenes Gonçalves Batista (30 de abril de 1977a 12 de junho de 1980)
37º Comandante: Tenente Coronel Luis Carlos de Contes Fabri (17 de junho de 1980 a 9 de janeiro de 1981)
38º Comandante: Tenente Coronel Niomar Cyrne Bezerra (9 de janeiro de 1981 a 7 de abril de 1983)
39º Comandante: Tenente Coronel Edson Ferrarini (7 de abril de 1983 a 25 de novembro de 1983)
40º Comandante: Tenente Coronel Octávio Gomes de Oliveira (24 de fevereiro de 1984 a 18 de julho de 1984)
41º Comandante: Tenente Coronel Amauri de Araujo (18 de julho de 1984 a 14 de junho de 1985)
42º Comandante: Tenente Coronel Luis Gonzaga de Oliveira (15 de junho de 1985 a 12 de maio de 1986)
43º Comandante: Tenente Coronel Nestor Tasso (5 de maio de 1985 a 22 de julho de 1987)
44º Comandante: Tenente Coronel Orlando Aurélio dos Santos (19 de agosto de 1987 a 5 de janeiro de 1988)
45º Comandante: Tenente Coronel Hermes Bittencourt Cruz (22 de janeiro de 1988 a 18 de maio de 1989)
46º Comandante: Tenente Coronel Tadashi Komata (5 de julho de 1989 a 23 de outubro de 1991)
47º Comandante: Tenente Coronel Antonio Chiari (4 de novembro de 1991 a 5 de outubro de 1992)
48º Comandante: Tenente Coronel Ivan Marques de Almeida (17 de março de 1993 a 17 de setembro de 1993)
49º Comandante: Tenente Coronel Edilberto Ferrarini (17 de outubro de 1993 a 13 de setembro de 1994)
50º Comandante: Tenente Coronel Luis Carlos de Oliveira Guimarães (30 de agosto de 1994 a 22 de março de 1996)
51º Comandante: Tenente Coronel Luis Antonio Rodrigues (26 de maio de 1996 a 24 de julho de 1996)
52º Comandante: Tenente Coronel Alberto Silveira Rodrigues (25 de agosto de 1996 a 30 de dezembro de 1999)
53º Comandante: Tenente Coronel José Roberto Martins Marques (20 de março de 2000 a 27 de maio de 2003)
54º Comandante: Tenente Coronel Ailton Araújo Brandão (10 de junho de 2003 a 10 de maio de 2005)
55º Comandante: Tenente Coronel Almir Gonçalves Albuquerque (2 de junho de 2005 a 1 de junho de 2006)
56º Comandante: Tenente Coronel Julio Cesar Dias Vieira (3 de junho de 2006 a 10 de setembro de 2008)
57º Comandante: Tenente Coronel Airton Alves da Silva (8 de setembro de 2008 a 23 de abril de 2009)
58º Comandante: Coronel Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada (7 de maio de 2009 a 18 de novembro de 2011)
59º Comandante: Tenente Coronel Salvador Modesto Madia (22 de novembro de 2011 a 25 de setembro de 2012)
60º Comandante: Tenente Coronel Nivaldo César Restivo (26 de setembro de 2012 a 17 de fevereiro de 2013)
61º Comandante: Tenente Coronel Walter Mendes Magalhães Júnior (18 de fevereiro de 2013 a ???)

62º Comandante: Tenente Coronel: Carlos Tenório de Almeira (???)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

Muitos dos dados acima são os mesmos encontrados na página oficial do Batalhão. Para outros detalhes, vide obra do jornalista Caco Barcellos "Rota 66 - A história da polícia que mata" que venceu o Prêmio Jabuti de jornalismo em 1993 e o livro "Matar ou morrer", do ex-policial da ROTA e ex-deputado Conte Lopes, escrito em resposta ao livro "Rota 66".

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • [4]
  • Wikipedia livro Rota 66
  • 1bpchq-rota.webnode.com.br // 1bpchq-rota.forumeiros.com
  • TELHADA, PAULO ADRIANO L. L. Quartel Luz: Mansão da Rota: histórias do Batalhão "Tobias de Aguiar" / Tenente Coronel PM Paulo Adriano L. L. Telhada. - São Paulo: Just Editora, 2011.
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