Rooibos

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Rooibos em flor em Clanwilliam, no Cabo Ocidental, na África do Sul

Rooibos em flor em Clanwilliam, no Cabo Ocidental, na África do Sul
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Género: Aspalathus
Espécie: A. linearis
Nome binomial
Aspalathus linearis
(N.L.Burm.) R.Dahlgr.

Rooibos (Aspalathus linearis) é um arbusto da família das leguminosas. A planta é usada para fazer uma infusão (chá) chamada de chá-de-rooibos ou chá-vermelho[1] em Portugal. O consumo da infusão de rooibos está bastante difundido na África do Sul há muitas gerações e tem conquistado espaço em muitos países nas últimas duas décadas.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Rooi bos é uma expressão africâner que significa, literalmente, "arbusto vermelho" (rooi, vermelho + bos, arbusto).[2]

Produção[editar | editar código-fonte]

O rooibos é cultivado apenas numa pequena área no Cedarberg, na província do Cabo Ocidental, na África do Sul.[3] Geralmente, as folhas são oxidadas em processo referido frequentemente, embora de maneira incorreta, como fermentação, por semelhança com a terminologia da produção do chá-preto. Esse processo gera a distintiva coloração vermelho-marrom do rooibos e amplifica o sabor. O rooibos "verde" não oxidado também é produzido, mas, como é processo mais complicado (similar ao método de obtenção do chá-verde), esse produto é mais caro que o rooibos tradicional.

Uso[editar | editar código-fonte]

Na África do Sul, é mais comum beber-se o chá-de-rooibos com açúcar ou mel e uma rodela de limão, mas, em outros lugares, a bebida é, geralmente, degustada sem esses complementos. O sabor do chá-de-rooibos é, com frequência, descrito como doce (sem adição de açúcar) e com indícios de amêndoas no palato. O rooibos pode ser preparado da mesma forma que o chá-preto, sendo este o método mais comum. Diferentemente do chá-preto, entretanto, o chá-de-rooibos não se torna amargo quando deixado em infusão por longo tempo; às vezes, esse chá é deixado em infusão por vários dias. O chá-de-rooibos possui coloração marrom-avermelhada, daí o epíteto ocasional de "chá-vermelho".

Rooibos seco

Várias cafeterias na África do Sul passaram a vender red espresso (expresso vermelho) [1], que é o rooibos concentrado servido e apresentado no estilo do espresso comum (que, normalmente, é à base de café). Isso deu origem a variações de café baseadas em rooibos tais como os lattes vermelhos e os cappuccinos vermelhos. O chá gelado feito de rooibos também foi recentemente introduzido na África do Sul e na Austrália, como o "Red Tea, Rooibos & Guarana" da Lipton.

Benefícios nutricionais e para a saúde[editar | editar código-fonte]

O rooibos tem-se tornado popular nos países do hemisfério ocidental particularmente entre os consumidores preocupados com a saúde, devido ao alto nível de antioxidantes como aspalatina[4] e notofagina, por não conter cafeína, e por seus baixos níveis de tanino, comparados com aqueles do chá preto tostado ou do chá verde.[5]

O rooibos é considerado como coadjuvante em casos de tensão nervosa, alergias e problemas digestivos.[6]

Os usos medicinais tradicionais do rooibos na África do Sul incluem-no como remédio para cólicas infantis, alergias e problemas dermatológicos e de asma.[7]

O rooibos "verde" tem maior valência como antioxidante do que o rooibos tostado (oxidado).

Classificação[editar | editar código-fonte]

As classificações de rooibos são altamente relacionadas à percentagem de "galho" ou folha que compõem o conteúdo na mistura. Um teor com mais folhas vai resultar em um licor mais escuro, sabor mais rico e menos "empoeirado" ao paladar. Os rooibos de mais qualidade são exportados e não alcançam mercados locais, com consumidores majoritários sendo a Europa, particularmente a Alemanha, onde é usado na criação de misturas de sabor para mercados de folhas de chá avulsas. Existem, contudo, um pequeno número de companhias especializadas em chá na África do Sul que agora estão produzindo misturas similares.

Rooibos em Clanwilliam, no Cabo Ocidental, na África do Sul


Referências

  1. Academia Brasileira de Letras. Disponível em http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23. Acesso em 30 de abril de 2014.
  2. Google tradutor. Disponível em http://translate.google.com.br/#af/pt/rooi%20bos. Acesso em 30 de abril de 2014.
  3. Antimutagenic and Cancer-modulating Properties of Two Unique South African Herbal Teas, Rooibos and Honeybush, South African Medical Research Council website. Acessado em 10 de outubro de 2008.
  4. Rooibos the healthy tea, Science in Africa (acessado em 9 de outubro de 2008)
  5. Próvida - Produtos Naturais. Roiibos. Página visitada em 2012.10.04.
  6. Em inglês: Caracterização quantitativa de compostos de flavonoides no chá de rooibos (Aspalathus linearis) pelo LC-UV/DAD, Instituto Tecnologie Biomediche, CNR, Via Fratelli Cervi 93, 20090 Segrate (Milão), Itália, e Department of Food Science and Microbiology, Faculty of Agriculture, Universidade de Milão, Via Celoria 2, 20133 Milão, Itália (acessado em 9 de outubro de 2008)
  7. South African herbal teas: Aspalathus linearis, Cyclopia spp. and Athrixia phylicoides-A review, Department of Food Science, Stellenbosch University (acessado em 9 de outubro de 2008)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Ver também[editar | editar código-fonte]