Roque (xadrez)

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Roque pequeno, representado nos sistemas de notação como O-O
Roque grande, representado nos sistemas de notação como O-O-O

Roque, no xadrez, é uma jogada especial que envolve a movimentação de duas peças no mesmo lance. Sua função é proteger o Rei ao deslocá-lo para um dos cantos do tabuleiro e conectar as torres na primeira fileira.

Condições do roque[editar | editar código-fonte]

Para se poder efetuar um roque, as seguintes condições são necessárias:

  • Rei nunca foi movido
  • Torre a usar no roque nunca foi movida
  • Rei não está em xeque
  • Nenhuma das casas pelas quais o rei irá passar ou ficar sob ataque.
  • Casas entre o rei e a torre estão desocupadas

É comum pensar-se que as regras para o roque são mais rigorosas que na realidade. Para clarificar:

  • Rei pode ter estado em xeque anteriormente
  • Torre a usar no roque pode estar sob ataque
  • Torre a usar no roque pode passar numa casa sob ataque (esta situação só é possível em grande roque)

Ao rocar o enxadrista deve mover primeiro o Rei e depois a Torre.

Roque pequeno[editar | editar código-fonte]

No roque pequeno, o Rei movimenta-se duas casas em direção à Torre da ala do Rei (o Rei branco vai para a casa g1, e o Rei preto vai para a casa g8). Em seguida a Torre é colocada na casa que o Rei saltou (a Torre branca vai para f1, e a Torre preta vai para f8). É o roque mais usual.

Roque grande[editar | editar código-fonte]

No roque grande, o Rei faz Roque com a Torre da ala da Dama (o Rei branco vai para a casa c1, e o Rei preto vai para a casa c8). A Torre vai para a casa que o Rei pulou (a Torre branca vai para a casa d1, e a Torre preta vai para a casa d8).

Notação[editar | editar código-fonte]

Na notação de xadrez, tanto na descritiva quanto na algébrica, o roque é anotado da seguinte forma:

  • Roque maior: O–O
  • Roque menor: O–O–O

Quando rocar[editar | editar código-fonte]

Não existe uma regra dizendo em que jogada deve ser feito o roque, mas é de consenso que quanto antes, melhor. Antes da quarta jogada é impossível o roque (tem que tirar o cavalo e o bispo do caminho, o que implica também a movimentação de um peão). A partir do momento em que o roque é possível, o jogador deve avaliar se vale a pena proteger o Rei ou se é mais interessante desenvolver alguma jogada ou responder a alguma ameaça.

Um conselho é tentar fazer o roque contrário ao roque do adversário (se o adversário jogar o roque do lado do Rei, jogar o roque do lado da Dama). Uma olhada cuidadosa no tabuleiro também pode apontar o lado em que o adversário está mais forte e desenvolvido, caso em que o roque deve ser jogado para o outro lado (por exemplo, se os Bispos e Cavalos encontram-se em um lado, e há Peões no meio do tabuleiro, jogar o roque do outro lado do tabuleiro irá obrigar o adversário a mover suas peças para o outro lado, perdendo tempo e tendo que reorganizar seu ataque e defesa).

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo roque provém da corruptela, para o português, do nome em inglês da torre (rook), uma vez que esta é uma das peças envolvidas no movimento.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • D’AGOSTINI, Orfeu. Xadrez Básico. São Paulo : Ediouro, 1954.
  • FILGUTH, Rubens. Xadrez de A a Z: dicionário ilustrado. Porto Alegre : Artmed, 2005.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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