Roque Santeiro (1975)

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A Fabulosa Estória de Roque Santeiro e de Sua Fogosa Viúva, a que Era Sem Nunca Ter Sido
Logotipo da telenovela
Informação geral
Formato Telenovela
Criador(es) Dias Gomes
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Daniel Filho
Elenco Lima Duarte
Betty Faria
Francisco Cuoco
Rosamaria Murtinho
Lutero Luiz
Eva Todor
Theresa Amayo
Milton Gonçalves
Emiliano Queiroz
Débora Duarte
Elizângela
Lady Francisco
Dênis Carvalho
Maurício Mattar
ver mais
Tema de abertura Djavan
Exibição
Emissora de
televisão original
Brasil Rede Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 27 de agosto de 1975
Cronologia
Último
Último
Escalada
Selva de Pedra
Próximo
Próximo
Programas relacionados Roque Santeiro (versão de 1985)

A Fabulosa Estória de Roque Santeiro e de Sua Fogosa Viúva, a que Era Sem Nunca Ter Sido, título reduzido para Roque Santeiro, é uma telenovela brasileira que começou a ser produzida e estrearia pela Rede Globo em 27 de agosto de 1975, substituindo Escalada, mas que não chegou a ser exibida por determinação da censura no Brasil durante a ditadura militar. A emissora então colocou no ar uma reprise da novela Selva de Pedra, de Janete Clair, enquanto outra era escrita - Pecado Capital -, da mesma autora. Escrita por Dias Gomes com base em uma peça teatral de sua autoria de dez anos antes e que também havia sido censurada e proibida, O Berço do Herói; foi dirigida por Daniel Filho. Decorrido outros dez anos, já durante a Nova República, com o fim do regime militar, uma nova versão de Roque Santeiro foi produzida e exibida integralmente na TV, versão esta que se tornou um dos maiores sucessos da história da televisão brasileira e também exibida em vários outros países.

Produção[editar | editar código-fonte]

A novela seria exibida em 27 de agosto de 1975 pela Rede Globo e já tinha vários capítulos gravados e chamadas anunciavam sua estreia. Porém, no dia de sua estreia, a Rede Globo recebeu ofício do Departamento de Ordem Política e Social, ou DOPS, do governo federal censurando a novela[1] . O motivo da censura foi uma escuta telefônica do governo, onde foi gravada uma conversa de Dias Gomes em que ele afirmava que Roque Santeiro era apenas uma forma de enganar os militares, adaptando O Berço do Herói para a televisão, com ligeiras modificações que fariam com que os militares não percebessem que se tratava da mesma obra[2] .

Dez anos depois, já no governo civil de José Sarney, a novela foi finalmente liberada e pôde ser exibida. Foi feita uma nova gravação de capítulos, com um novo elenco, embora Lima Duarte tenha ficado no elenco, com o mesmo papel que tinha em 1975, "Sinhozinho Malta". Além de Lima, outros atores que participaram da versão censurada e que retornaram nesta nos mesmos personagens foram João Carlos Barroso, Luiz Armando Queiroz e Ilva Niño. Milton Gonçalves, que em 1975 interpretava o "padre Honório" (nome esse trocado para "Hipólito"), em 1985 foi "Lourival Prata", o promotor público. Elizângela, que em 1975 interpretou Tânia, a filha de Sinhozinho Malta, voltou em 1985 como Marilda, a esposa abandonada de Roberto Mathias. Já Leina Krespi, que na versão censurada viveu a dançarina Rosaly, faria na versão de 1985 Maria Igarapé, uma prostituta da rua da lama.

Foram gravados em torno de 36 capítulos da novela[1] , que hoje se encontram nos arquivos do CEDOC.

Trama[editar | editar código-fonte]

A novela gira em torno de Asa Branca, cidade fictícia que funciona como microcosmo do Brasil e que vive em torno do mito "Roque Santeiro", um jovem escultor de imagens sacras que morre numa batalha contra os cangaceiros liderados por "Navalhada", que invadiram a cidade. Roque, após a batalha, vira um herói e algumas pessoas buscavam até sua canonização. A fama do mito se expande e a cidade cresce com o turismo, cujo foco é mesmo o mito "Roque Santeiro". Só que, para desespero dos poderosos da cidade - "Sinhozinho Malta", o fazendeiro mais poderoso do lugar, "Florindo Abelha", o prefeito, "Zé das Medalhas", que ficou rico vendendo medalhas de Roque Santeiro e "padre Hipólito", o pároco local -, Roque estava vivo, não havia morrido em nenhuma batalha e o pior, estava voltando para a cidade, o que poria em risco todo o comércio e turismo gerado pelo mito falso.

"Mocinha", filha de "Florindo Abelha" e "Pombinha", e namorada de Roque antes da invasão de "Navalhada", decide permanecer virgem após o desaparecimento de Roque, e fica conhecida como 'viúva virgem'. Já "Porcina", amante de "Sinhozinho Malta", é apresentada na cidade como viúva de Roque, embora ele nunca tivesse sido casado. Ficou conhecida como 'a que foi sem nunca ter sido'. "Mocinha" tem raiva de "Porcina" por ter supostamente se casado com Roque sem que ela sequer tomasse conhecimento.

Enquanto isso, o professor "Astromar", o erudito da cidade, apaixonado por "Mocinha", é tido por todos como sendo o Lobisomem. O "beato Salu", pai de "Roque Santeiro", anuncia a todos que 'mais fortes são os poderes de Deus'. E "Matilde" causa escândalo nos conservadores da cidade com sua boate Sexus.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

  1. Ângela Maria - A Noite e a Despedida (Tema de Mocinha)
  2. Djavan - Tema de Abertura
  3. Dominguinhos - Maria Joana - Qui Nem Jiló
  4. Elis Regina - Um Por Todos ((Tema Geral)
  5. Gilberto Gil - Jeca Total
  6. Gonzaguinha - Assim Seja, Amém (Tema de Roque)
  7. João Bosco - Casa De Marimbondo
  8. João Donato - Que Besteira (Tema de Viúva Porcina)
  9. Jorge Ben - O Namorado Da Viúva (Tema de Sinhozinho Malta)
  10. Martinho da Vila - Você Não Passa de uma Mulher (Tema de Matilde e da boate)
  11. Sérgio Ricardo - Cacumbu
  12. Wando - Moça (Tema de Lulu)[3]

Referências

  1. a b c Rede Globo (15/06/2009). VOCÊ SABIA?: Betty Faria chegou a viver a Viúva Porcina de Roque Santeiro. Página visitada em 15/04/2010.
  2. Bastidores Teledramaturgia. Página visitada em 17 de janeiro de 2013.
  3. Fonte: (Boletim de Imprensa da Rede Globo de Televisäo 27.07.1975)